Parque Estadual Porto Ferreira

O Parque das Árvores Gigantes

Impossível não se lembrar dos Ents* criaturas enormes, mágicas que parecem muito com árvores, para os aficionados (como nós)  da trilogia Senhor dos Anéis, neste Parque. 

O Parque Estadual Porto Ferreira fica na cidade do mesmo nome, a 220 km da capital paulista, e foi uma grata surpresa na nossa segunda visita para Santa Cruz da Conceição.

A cidade é mais conhecida pelo turismo de compras, o comércio de peças de cerâmica e porcelana, onde podem ser adquiridos por grandes quantidades e preços baixos. 

Apesar do tempo extremamente seco e de muito calor é uma área verde que contrasta com a urbanização, a fumaça e pó onipresente das indústrias existentes nesta região.

A visita tem que ser agendada previamente por um formulário do Google Docs e você passa por uma inspeção de temperatura e paga o ingresso na entrada (só dinheiro) após a explicação do monitor do local.

Fizemos a trilha das Árvores Gigantes, única disponível no período da nossa visita.

Informações Técnicas, retiradas daqui: https://guiadeareasprotegidas.sp.gov.br/ap/parque-estadual-porto-ferreira/

“A área protegida de Porto Ferreira foi criada em 1962 como Reserva Estadual e transformada em Parque, em 1987, por representar um dos últimos remanescentes de vegetação natural da região. Com formação nativa de cerrado, floresta estacional semidecidual e mata ciliar, merece destaque e atenção por sua biodiversidade. Nos quase 200 hectares de vegetação de cerrado do PEPF, foram identificadas 200 espécies de plantas, – pau-terra, barbatimão, cinzeiro, capitão-do-campo, pimenta-de-macaco. Destacam-se ainda árvores de grande porte, jequitibá-rosa, figueira, cedro, peroba, guatambu, pau-d’alho, típicas da floresta semidecidual. Às margens do rio Mogi-Guaçu, numa extensão de 5 km, ocorre a mata ciliar. Encontram-se aí a paineira, sangra-d’água, peroba, o ingá-vera, capixingui, jatobá e os frondosos jequitibás. Tipos diferentes de vegetação, que servem de refúgio para espécies ameaçadas de extinção como o lobo-guará, a onça-parda, a jaguatirica, o tamanduá-bandeira, o jaó e o papagaio-verdadeiro, entre outras espécies”.

Principais atrativos

Trilha das Árvores Gigantes

A trilha é bem tranquila,  no mesmo sentido, ou seja, vai e volta pelo mesmo caminho, não é circular. 

Uma trilha bem leve quase sem nenhuma altimetria, com 3.500 metros no total.  Somente o calor e a seca fizeram a caminhada um pouco mais cansativa.

Imagino, como nos explicou a monitora local (uma simpatia, que eu esqueci o nome, para variar…) que em tempos normais aquela mata deve ser bem verdejante e refrescante.

Isto se deve porque neste ano tivemos o inverno bastante rigoroso, que queimou toda a vegetação e depois com a forte seca ocorreram vários focos de incêndio. 

O pau d’alho no Parque Estadual Porto Ferreira

Infelizmente observamos grandes extensões de mata queimada durante nosso translado de São Paulo até a região.

A trilha é autoguiada e placas indicam o caminho, a distância percorrida e também o nome das espécies. 

Para você ter uma ideia da grandiosidade dessas árvores, o Parque guarda um jequitibá-rosa com 2,54 metros de diâmetro e aproximadamente 30 metros de altura. 

O jequitibá rosa, majestoso, no Parque Estadual Porto Ferreira

Vimos também exemplares majestosos como um pau d’alho, uma figueira, uma peroba “grávida” e outras inúmeras, que não tinham plaquinhas, então não conseguimos identificar de qual espécie era.

Pequeno poço com água verde escura, rodeado de vegetação

Poço do Ribeirão dos Patos, no Parque Estadual Porto Ferreira

No finalzinho da trilha você pode acessar um pequeno poço, do Ribeirão dos Patos, mas que não recomendaram banho e realmente pela escassez da água (e pela cor verde de água parada)  não estava muito convidativo.

Trilha do Poção do Rio Mogi

Com 4.000 metros, tem a maior parte do seu percurso na vegetação do cerrado, onde o Poção do Rio Mogi-Guaçu e a mata ciliar são os atrativos naturais. 

Esta trilha está do lado oposto à Trilha das Árvores Gigantes. 

Não estava disponível quando fizemos a visita. 

Infraestrutura

Casa em madeira cercado de coqueiros.

O Centro de Visitantes fechado no Parque Estadual Porto Ferreira

O Parque tem um Centro de Visitantes, que não foi possível visitar pois estava fechado por conta da pandemia. 

Utilizamos os sanitários e o bebedouro, a área para lanche (quiosques) estava aberta, mas apesar de termos encontrado com outros turistas durante a trilha, não vimos ninguém utilizando estas instalações. 

Quiosques para lanche à direita e área de sanitários e bebedouro à esquerda

Leve lanche, pois não existem lanchonetes ou restaurantes.

A trilha é indicada também para crianças ou para quem tem alguma mobilidade reduzida pois não tem grandes obstáculos e é praticamente plana. 

Pequena ponte de madeira, cercado por vegetação

Ponte que dá acesso ao Jequitibá rosa no Parque Estadual Porto Ferreira

Quando estiver na região é uma boa pedida para além do turismo de compras da cidade.

Mais informações

https://guiadeareasprotegidas.sp.gov.br/ap/parque-estadual-porto-ferreira/

Para quando você for 

Onde fica

Rodovia SP-215 km 89

Porto Ferreira – SP – CEP: 13660-000

Cerca de 220 Km de São Paulo. 

Como Chegar

O principal acesso é pela Rodovia Anhanguera e depois a SP-215, km 90.

Telefone

  (19) 99828-5906

 (19) 3581-2319

E-mail

 pe.pferreira@fflorestal.sp.gov.br

AGENDAMENTO PRÉVIO OBRIGATÓRIO

HORÁRIO: 

10:00 – 16:00 – segunda a sexta

9:00-17:00- sábados, domingos e feriados

VALOR: R$ 16,00 para brasileiros

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