Buffalo Nations Luxton Museum

Dia 11

17/09- 5º dia em Banff

Nós visitamos o Buffalo Nations Luxton Museum  depois da passagem pelas piscinas famosas, do Banff Upper Hot Springs. 

Na entrada do museu, o ingresso custa CAD 10,00, mas já nos ofertaram logo de cara um passaporte, para visitar por CAD 15,00 este Buffalo Museum junto com o  Whyte Museum of the Canadian Rockies, bem pertinho. 

Não preciso dizer que nós, loucos por história, antropologia, arqueologia e afins aceitamos logo de cara.

Retirando em tradução livre daqui: 

http://www.buffalonationsmuseum.com/content/museum

Sobre o museu

bustos de três animais taxidermizados com chifres. Atrás, painel com troncos de madeira

Os animais taxidermizados logo na entrada do Buffalo Nations Luxton Museum

O Buffalo Nations Luxton Museum é dedicado à apreciação, interpretação, demonstração e exibição das culturas, tradições e valores das Primeiras Nações da América do Norte e seus parceiros comerciais. O museu procura mostrar como as pessoas desta terra viveram e se adaptaram ao meio ambiente e umas às outras antes do contato com a cultura europeia, e como continuaram a adaptar-se às influências europeias.

Um pouquinho de história 

Norman Luxton nasceu em 2 de novembro de 1876 em Upper Fort Garry em Red River (agora Winnipeg, Manitoba).

 Ele inicialmente ensinou em escolas, mas depois se envolveu com o negócio de jornais. Em 1871 ele foi enviado a Manitoba como correspondente especial do Toronto Globe e em 1872, com o sócio John A. Kenny (um fazendeiro rico aposentado), começou a Manitoba Free Press. O jornal ficou famoso por sua defesa de políticas de reforma e visões liberais, o que atraiu o jovem Norman, de 16 anos, que trabalhou por um curto período no jornal.

Norman desenvolveu um fascínio precoce pela natureza e pela cultura nativa e, depois de trabalhar por um curto período na Free Press, ingressou na Agência Indígena em Rat Portage (hoje, Kenora, Ontário), em 1892, como aprendiz de escriturário. 

Ele achava os deveres no ofício um tanto desinteressantes, mas as expedições ao norte com o propósito de fazer os pagamentos do tratado às várias tribos eram bastante emocionantes. 

  Em  Vancouver, Norman conheceu o capitão John Voss, um velho capitão do mar aventureiro e excêntrico. Os dois espíritos determinados e semelhantes planejaram uma viagem muito ousada e prodigiosa. Eles comprariam uma canoa Nootka de 100 anos e navegariam ao redor do mundo. 

Norman e o capitão Voss embarcaram em seu abrigo de madeira de cedro vermelho de 30 pés, o “Tilikum”, e navegaram de Victoria, B.C. em 20 de maio de 1901. 

Depois de meses no mar e inúmeras tempestades violentas, o Tilikum chegou ao Taiti, depois a Samoa e a Fiji, mas não eram as águas tempestuosas que apresentavam as únicas preocupações. Confrontos verbais contínuos encerraram a aventura dos dois. 

 Voss continuou na Nova Zelândia, Austrália e Cidade do Cabo, finalmente chegando a Londres, Inglaterra em 2 de setembro de 1904. Norman permaneceu em Fiji, se recuperando, finalmente chegando de volta ao Canadá, onde se mudou para Banff, Alberta, na esperança de recuperar sua saúde.

Norman chegou a Banff aos 26 anos, onde permaneceu pelos 60 anos seguintes, até sua morte. No momento de sua chegada, Banff estava recebendo uma grande população de turistas e Norman percebeu o interesse que o esplendor natural de Banff tinha para os visitantes 

Ele iniciou muitos novos empreendimentos comerciais, incluindo a fundação do primeiro hotel de Banff, o King Edward, além do jornal Crag and Canyon, que publicou de 1902 a 1951, e a Loja e Museu Livre Sign of the Goat Curio. Norman também desenvolveu o Banff Indian Days, um evento anual que funcionou com sucesso por mais de 70 anos e acabou fundando o Museu Luxton do Índio das Planícies, um sonho de toda a vida.

The Sign of the Goat era uma combinação de loja de curiosidades indígenas e negócio de taxidermia e, por meio dessa loja, Norman conseguiu vender “Banff” ao visitante. Tanto os espécimes da taxidermia quanto as curiosidades indígenas eram extremamente populares entre os visitantes. Eventualmente, o Sign of the Goat se tornou um marco em Banff e forneceu à população de turistas de Banff seus souvenirs. Também ajudou a estabelecer um forte relacionamento entre Norman e o povo Stoney. 

Norman fornecia rações e comissões para os nativos locais produzirem artesanato para suas lojas, ajudavam com alimentos quando necessário e agiam em nome deles junto ao governo quando surgiam questões políticas. Os índios dependiam de Norman para obter apoio e, em troca, Norman dependia deles para o sucesso de seus negócios. O envolvimento de Norman com o Morley Trading Post e os Stoney Indians da Morley Reserve cresceu em força depois que ele conheceu e se casou com sua futura esposa, Georgina McDougall.

miniaturas de figuras indígenas e cavalos compondo um quadro

Um dos quadros expostos no Buffalo Nations Luxton Museum

Georgina McDougall era filha do conhecido comerciante e fazendeiro David McDougall e Annie McKenzie McDougall da área de Morley. Os McDougall’s eram uma família pioneira bem estabelecida de Alberta, David McDougall, que estava na região de Alberta desde a década de 1860.

 David McDougall foi inicialmente empregado como cargueiro de peles para a Hudson’s Bay Company, no entanto, em 1874, ele e sua esposa decidiram se estabelecer em Morley como comerciantes independentes, abrindo um posto para servir os índios Stoney e apoiar a missão. A filha mais velha de Annie e David, Georgina era conhecida como a “primeira criança branca nascida em Alberta”. 

Os Luxton eram membros proeminentes da comunidade de Banff e muito respeitados. Norman era um membro ativo da Câmara de Comércio de Banff, mantendo uma influência política substancial. Georgina sempre esteve envolvida com a comunidade, hospedando várias instituições de caridade e funções. Aqueles que conheciam Norman, sabiam que ele perseguia o que considerava importante. Ele foi considerado o clássico “índio” que negociava com os índígenas,, acumulou uma grande coleção pessoal de artefatos nativos e ajudou a promover as tradições da cultura.

No início dos anos 1950, com a ajuda do amigo Eric Harvie, fundador do Museu Glenbow em Calgary, Norman começou a realizar seu sonho de construir um museu de artes nativas. Ele começou seu projeto movendo a velha cabana do Banff Gun Club para o local atual e erguendo a primeira das quatro salas do museu. Em 1955, a segunda adição (maior que a primeira) foi adicionada, seguida pela estrutura principal em 1957. Em 1960, a sala do Extremo Oriente foi finalmente concluída.

Salão largo e alto, com troncos de madeira. Quadro com figura indígena em branco no centro e ao alto do salão e quadros menores distribuídos abaixo.

O grande salão, logo após a entrada no Buffalo Nations Luxton Museum

 A coleção de curiosidades e artefatos nativos finalmente tinha um lar. Infelizmente, depois disso, Norman Luxton, faleceu em 26 de outubro de 1962. Mas não antes de ser capaz de realizar seu sonho e vê-lo crescer e se tornar realidade.

Nossa visita

A edificação é toda em madeira, aqueles troncos grossos, (quase uma paliçada, como descreveu a Júlia)  o que cria e dá aquela sensação de rusticidade.

Na entrada, ao alto, já nos deparamos com a coleção de animais taxidermizados (será que fala assim???) e não é lá muito do meu gosto, mas foi (depois que li o texto lá em cima, sobre a história) que foi criado uma das formas de chamariz para o museu. E para os turistas conhecerem sobre a fauna local. 

Seguem-se várias e várias amostras de vestimentas originais e fotos das primeiras nações em stands fechadas em vidro.

Entramos então em um grande salão, alto e largo, também em madeira rústica. 

No meio do salão, ao alto, uma figura bem grande, com o rosto (em gesso, aparentemente) branco, de uma figura indígena.

Quando chegamos percebemos que é uma figura interativa. Quando nos situamos bem em frente ao busto, conforme nosso posicionamento, a figura nos saúda em várias línguas. 

À direita, um telão passa um filme com informações sobre os indígenas, sua história e sua relação com os búfalos.  Uma poltrona de couro abriga dois ou três espectadores, enquanto a história é narrada. 

Ao redor do grande salão também, os stands de vidro com mais mostras de vestimentas, artefatos e documentos. 

Dois cartazes brancos sobe troncos de madeira. Atrás, figuras de indígenas, com vestimentas típicas, sentadas

Representação da Sun Dance Cerimony, no Buffalo Nations Luxton Museum, em Banff

No salão seguinte, também grande, são mostrados usos e costumes do cotidiano, assim como celebrações importantes para as nações, como a Sun Dance Cerimony, com representações em estátuas, as cabanas e animais domesticados utilizados diariamente.

Não vi relatos de blogueiros brasileiros que tenham estado por lá, a maioria parece que só dá uma passada rápida em Banff ou usa a cidade como passagem entre um local e outro, mas nós achamos que vale a pena um tempinho a mais na cidade para visitar estes e os outros passeios em Banff. 

Para quando você for

Site

The Museum

Endereço

1 Birch Avenue, Banff (Fort next to recreation grounds on the banks of the Bow River), AB, T1L 1A8

Telefone

Phone:(403) 762-2388

Outro site

https://www.banfflakelouise.com/arts-culture/buffalo-nations-luxton-museum

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