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Restaurante Garimpos do Interior

Restaurante Garimpos do Interior

 Este post vem para inaugurar uma categoria, que sempre quis começar, esmiuçar mais o meu próprio bairro, mas achava que não daria “Ibope”, tinha aquela blogagem coletiva para escrever, aquela viagem que não termino nunca de escrever, entre outros afazeres domésticos e profissionais, claro.

E assim, conto sobre os lugares neste lugar que escolhemos para morar, desde que juntamos nossos trapinhos.

E hoje conto como foi nossa visita neste lugar, super gostoso, diferente e autêntico.

Conheci este lugar meio quase sem querer… caminhando pelas ruas do bairro, enquanto a Júlia ficava nas aulinhas de inglês. Uma hora, em que não dá tempo de voltar para casa e também tempo demais para ficar esperando na porta da escola.

Achei super bonitinho e aconchegante e levei o Ogro e a Júlia para conhecer o lugar neste sábado.

Como já tinha visto um vídeo sobre o restaurante, com o Josimar Mello entrevistando a chef Angelita Gonzaga, já sabia mais ou menos o que poderíamos encontrar e fomos secos para pedir o pastel de angu, de entrada, que só experimentei na Pousada Gameleira, em Conceição do Mato Dentro, que eu conto  aqui   Custa R$ 24,00 a porção com 10 pastéis.

 Os bolinhos de aimpim

Quando chegaram os esperados pastéis de angu, já achamos diferente, que mais pareciam… bolinhos, e a atendente : “aqui estão os seus bolinhos de aipim” e a gente, ué…. “mas a gente pediu pastel de angu”, e então a atendente percebeu que havia trocado os pedidos. Entre risos e brincadeiras com a outra mesa, que ficou com os nossos pastéis, acabamos ficando com a troca e bem felizes por sinal: os bolinhos assados, mais lembram a textura de pão de queijo, porque é levemente crocante por fora, mas na primeira mordida, escorre a cremosidade da mandioca cozida, junto com o queijo canastra derretido. Gente, em uma palavra: indecente de gostoso! Começamos bem!!

O rojão e seus acompanhamentos

 

Depois, pedimos o rojão, uma carne suína moída, temperada e assada, num grande espeto de madeira. O diferente deste prato e que chamou a minha atenção logo na minha primeira visita, nas plaquinhas colocadas do rojão, é que só havia visto a iguaria em Ribeirão Grande, distrito de Capão Bonito, terra da nossa querida Intervales  e a atendente naquela ocasião falou que vinha de lá mesmo…

Fiquei aguada, esperando encontrar o prato, porque nunca conseguimos provar o prato lá e ficamos bem felizes de encontrar aqui, pertinho de casa… O prato acompanha farofinha de soja, molho de maracujá e vem com limão bravo, mais caipira impossível. Você paga R$ 39,00 e serviu bem os três ogros. O molho de maracujá, que o Ogro e a Júlia não são muito fãs e na primeira olhada torceram o nariz, surpreendeu, dando uma outra dimensão e harmonia ao prato!

Já falei, mas aquela sensação que o ratinho Ratatouille parece experimentar quando junta dois, três ingredientes separados, se combinando e transformando numa explosão de sabor quando juntos, foi essa sensação que nos veio à cabeça.

Ainda pedimos uma porção de arroz e feijão, para acompanhar.

 A banana assada com sorvete de creme

Já explodindo, mas queria muito, (também vi na minha primeira visita) o café servido no coador de pano individual! E a Júlia queria acabar a refeição com um docinho…

Ela escolheu uma banana assada, que levava um creme, com raspas de limão e gengibre e sorvete de creme para acompanhar. A combinação de todos os sabores, texturas, o azedinho das raspas de limão, as gotinhas ardidas de gengibre, quase imperceptíveis, o quente da banana assada com o gelado do sorvete de creme… Imoral!!

 Olha o detalhe do coador de pano individual

E o café… acho que é um café gourmet, chega à mesa um coadorzinho de pano individual, uma canequinha de ágata, dois potinhos, com açúcar comum e mascavo e um bule de ágata,com água quente, mais um potinho com a dose certa de café.

Tem outras duas opções para o café: um é o mesmo café acompanhado com doce de leite, o café mariquita e outro com o doce de leite mais canela. Ficamos no tradicional mesmo, eu queria sentir o gosto do café. Não consigo mais lembrar quando foi a última vez que tomei café no coador de pano, se foi isso, se foi o café diferente, só sei que senti aquele clarão na cabeça, quando a gente toma um café forte, encorpado… os viciados em café entenderão…

Detalhes do interior do Garimpos do Interior

Diante das nossas perguntas, há quanto tempo abriu o restaurante, perguntar sobre os outros pratos, a simpática Gisela chamou a própria Angelita, que veio nos atender e conversou com a gente um tempão, super simpática e nos contando sobre algumas curiosidades dos pratos, por exemplo, confirmando que o rojão ela manda vir mesmo de Ribeirão Grande, o leitão na lata, que eu achei super diferente e deve ser delicioso, da luta em tentar manter o preço dos pratos acessíveis e dos próximos eventos programados.

a Machaçaria

Na saída ainda demos uma última olhadinha, a Gisela nos mostrando a cachaçaria, que se chama Machaçaria, e tem uma infinidade de cachaças vindo do Brasil todo.

Contou da tábua de cachaças, acho que cerca de R$ 25,00, não lembro direito, com a degustação de 6 tipos diferentes.

Quem disse que para você comer bem precisa ser um lugar hiper requintado, quase deixar as calças para poder pagar a conta, se sentir perdido com tantos talheres e tipos de copos, ser expert em vinhos, ficar até com medo de chamar o garçom e pagar vallet para o manobrista na portaria.

É um lugar simples, acolhedor, as atendentes te deixam totalmente à vontade (pude perceber na minha primeira visita, ela até me ofereceu um cafezinho), um preço honestíssimo e a comida, apesar da aparente simplicidade, como diz a Angelita, é super difícil de acertar, porque é comida com gosto de comida caseira, então vai salgar de vez em quando, não tem ficha técnica com dosagens exatas e milimétricas. E tudo isso rima com carinho, com aconchego, com ares de interior, com gente da roça.

Já sabemos agora onde ir quando apertar aquela saudade de mato, comida boa e gente simples, que nos invade de vez em sempre…

Para quando você for

 Restaurante Garimpos do Interior

Endereço: Rua Marco Aurélio, 201- Vila Romana/ Lapa- SP

Telefone: (11) 3862-9345

Copiando do site:

Aceita os cartões Diners, MasterCard,American Express, Visa.
Aceita reservas.
Tem acesso para deficiente.
Tem mesas ao ar livre.
Tem conexão wi-fi.
Possui cadeirões para bebês.
Possui menu executivo.
85 lugares.
Tipo de cozinha: Brasileira
Preço médio: de R$ 36,01 a R$ 79,00

Funcionamento
Segunda fechado
De terça a sábado: 12h às 19h.
domingo: 12h às 18h.

 Uma atualização aqui, de abril de 20014: recebemos um alô da Angelita que ela deixou o restaurante por estes dias. O lugar ainda existe, mas ela não é mais a chef responsável pela cozinha. Resta saber se a cozinha permanecerá com o mesmo frescor e sabor…

2 Comments on “Restaurante Garimpos do Interior

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