Cachoeira do Veado

No dia seguinte, café da manhã com bisnaguinha, bolo, queijo branco, manteiga, leite, café e achocolatado. Dei o recado para o Tião do Zé Milton, da MW que provavelmente na semana seguinte, ele estaria por lá com um grupo (daí também pude comprovar que os recados chegam assim, através de outros viajantes, ou como nós, através da Pousada Barreirinha, ou de alguma forma semelhante, esqueça internet ou telefone).
Como disseram em todos os relatos que o terceiro dia era o mais puxado, tentamos sair o mais cedo possível, e às 8:00 hs já nos despedíamos do pessoal. Já começamos errado logo de saída. Saindo do Tião, você não precisa atravessar de volta a gaiola, é só seguir direto, beirando o rio Mambucaba.
Acontece que pegamos uma trilha que subia o morro e fomos parar no curral dos cavalos, achando que estávamos no caminho certo… Quem veio nos socorrer foi um outro hóspede, o Rogério, que havia chegado um dia antes, e estava percorrendo toda a Serra só que a cavalo. Ele disse que não foi ele que viu que erramos o caminho. Disse que o burro (é verdade, gente, não é história!), que estava perto do cavalo que ele estava selando para o seu passeio, levantou as orelhas, alertando que havia alguma coisa errada! Foi aí que ele começou a olhar e viu que estávamos subindo o morro, em vez de descer e veio em nosso socorro.
Ele perguntou se havíamos feito a trilha antes, dissemos que não, e gentilmente, (na verdade, ele estava bem preocupado com a gente- o que nos fez ficar (mais) preocupados também) nos levou até a porteira, explicando que deveríamos seguir sempre o rio e procurar o calçamento colonial. Disse ainda que havia feito este percurso a pé, no ano passado e à cavalo no dia anterior, e para seguirmos sempre o calçamento.
Também disse para prestarmos atenção entre os kms 8 e 10, depois da primeira bananeira, haveria um marco, e entrando cerca de 50~100 m, encontraríamos as ruínas de uma construção antiga…
Nos despedimos, muito agradecidos e continuamos nosso caminho. Mais um erro, que deve ter nos custado uns 500 m de “andada” a mais, pois na primeira bifurcação, acabamos descendo, à direita, tentando seguir o rio, logo à direita, mas como não achamos o calçamento, subimos tudo de volta e depois da bifurcação, à esquerda, encontramos os sinais do calçamento. Isso ocorre por volta de 3 km depois da saída da Pousada do Tião, e a subida referida do Clube dos Aventureiros. Também, de acordo como mapa do Fábio, deve ser a parte que diz sobre “… início da subida (subida difícil!)- Atenção! Trilha estreita, seguir pegadas de mulas… “Aqui avistamos também a Cachoeira dos Veados, só de longe… mas ainda assim, uma visão impressionante! Também referenciado no mapa do Fábio.
uma pequena cachoeirinha
O famoso calçamento de pedra

 

Depois deste trecho, praticamente é só descida. Tudo o que já foi falado sobre o calçamento de pedra, é real, e novamente, os tombos foram inevitáveis…
Mas passamos por trechos muito bonitos, como uma pequena cachoeira, com uma “ponte de pedra”, por volta dos 7 km. Procuramos por volta do km 8 ao 10 a primeira bananeira, mas já havíamos passado por várias bananeiras no caminho, e lógico, que não conseguimos achar o marco, e tão pouco as ruínas da construção, fica aqui a dica, quem sabe você consiga encontrar…
E descendo, descendo, naquele mar de pedras. Brincamos que se dizem que as pedras trazem energia, em alguns “estudos esotéricos”, então estávamos energizados até o fim da vida! Hehehe…
A ponte de madeira para a travessia do rio Mambucaba
Finalmente chegamos no local no relato do Clube dos Aventureiros, que fala sobre a ponte de madeira, para atravessar o rio. Ficamos com medo de atravessar, pois ela estava com vários pontos falhos e os cabos não pareciam nada seguros. Descemos num ponto, uns 50~100 metros, (eu acho), num ponto mais raso do rio (você vai perceber, pois mais abaixo, o rio se transforma, num rio enorme e não dá mais para atravessar) e continuamos a trilha.
Depois desta travessia, realmente cerca de 2 km depois,o terreno vai ficando menos inclinado, a vegetação muda, percebemos que estamos beirando alguma propriedade particular e novamente, como um oásis, surge a ponte de arame do nosso lado direito!!!
A ponte de arame
Depois da Trilha, até que as carinhas estavam boas!
O pedômetro marcava na Júlia cerca de 16 km e 15:45 hs. Disseram que os trilheiros faziam este trecho num período de 6 horas e fizemos em 8 hs! Sei que para os mais velozes pode ser considerado lento mas para nós foi uma vitória! Corremos porque havíamos marcado de nos buscar às 17:00 hs e nosso medo (de novo) era pegar a trilha no escuro. Cronometramos nossos passos o dia todo, quase não paramos, só em paradinhas bem rápidas, para tomar fôlego e uma água e chegamos a caminhar comendo, para ganhar tempo, mas valeu a pena.
Como marcado às 16:45 hs, avistamos o “resgate” vir nos buscar, com o Dobló do Daniel. Creia-me, vale a pena e garanto que todos pagariam o que fosse para sermos levados até Mambucaba de carro. São 15 km, mas para quem já andou 17~18 km naquele calçamento de pedra , foi um grande alento!
O percurso foi feito em 1h aproximadamente, pois a estrada é de chão batido, plano, mas não dá para correr como no asfalto. Chegamos na  Pousada Aldeia do Mar uma gracinha!
Pousada Aldeia do Mar

Nos instalamos, tomamos um banho demoradíssimo cada um e fomos jantar na Estrela do Norte, ou como dizem no local, na costela no bafo. Acho que nunca andamos tão devagar uns 3 quarteirões. Os joelhos rangiam, as panturrilhas estavam endurecidas feito pedras, as bolhas imploravam clemência a cada passo, mas lá fomos, passo a passo…

Comemos o prato da casa, claro, por sugestão do garçom: costela no bafo, com mandioca cozida, porção para duas pessoas por R$ 29,00 mais uma porção de baião de dois, também para duas pessoas, por R$ 17,00 e uma porção de queijo coalho, por R$ 8,00. Quando vimos o tamanho dos pratos chegando, assustamos e tivemos a certeza que não éramos páreo para aquela montanha de comida, mas com a esfarrapada desculpa que tínhamos que descontar tudo o que havíamos caminhado durante o dia, nossa gula foi maior do que a educação e o estrago foi feito!
Voltamos para a Pousada descansar, felizes de termos realizado mais uma travessia e desta vez mais devagar ainda, com os 5 kg adquiridos na comilança!

Nossas impressões finais: ficamos felizes de cumprir mais uma travessia, mas não sabemos se faríamos novamente. Apesar de todo o planejamento, ficamos o tempo todo com receio de errar de caminho, pois apesar de ser um Parque Nacional, a estrutura ainda é precária (aliás, não existe estrutura).Neste caso, saudades da estrutura do Pq. Torres del Paine, no Chile. Nos sentimos muito mais seguros, apesar do país estrangeiro e da língua diferente, as placas e marcações ao longo de todo o caminho não deixavam dúvidas.
Não falamos aqui, em hipótese nenhuma, de restaurantes e lanchonetes aos pés das cachoeiras, achamos isso um atentado a qualquer roteiro que se diz ecológico, na verdade… aquele monte de gente, bebedeira, música alta da pior qualidade, gritaria não combina com cachoeiras e lugares para contemplar a Natureza. Não temos do que reclamar com relação às hospedagens. Através dos relatos que acompanhamos, sabíamos exatamente o que encontrar, e na verdade, comentamos que poderíamos ter fatiado ainda mais o caminho e ter passado mais uma noite em uma das casas, para descansar e aproveitar mais o lugar, pois são lugares bastante isolados, calmos e muito bonitos!
Se (se) fizéssemos a trilha novamente, certamente optaríamos pela escolha do S. Sebastião da Pousada Barreirinha. Assim, não teríamos levado tanta bagagem e os apetrechos para a segunda viagem, teriam ficado no carro…tornado a travessia mais tranquila. Mais um aprendizado…
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Lindos vales no segundo dia na Trilha do Ouro

Acordamos já mais tarde, um dia lindo de sol, ainda quebrados… O café da manhã já nos esperava, com pão, bolo, café, leite, achocolatado e queijo branco.

Como havíamos conversado no dia anterior, o S.Sebastião falou que até a segunda pousada, o outro Tião, era uma caminhada tranquila, acabamos ficando, tomando café bem tranquilamente, brincando com o porco do mato de estimação do Matheus , conversando com o S.Sebastião e a D. Vanda na mesa da cozinha, como a gente faz na casa de mãe, depois é que fomos arrumar as malas, acabamos saindo da Pousada Barreirinha só às 11:00 hs!

Casa da D. Palmira

 

         A dica aqui do S. Sebastião, foi sempre pegar à direita, em todas as bifurcações. Como detalhado no roteiro do Clube dos aventureiros, cerca de 2 km depois, passamos pela bifurcação, mantenha sua direita. Encontramos a Pousada da D. Palmira, uma casinha azul e branca, mas não havia nenhum viajante e a Pousada estava fechada. Só confirmamos com algumas pessoas que passavam por lá. Daí a importância de você agendar antes e combinar, não é uma Pousada (nenhuma delas, na verdade, são as casas dos colonos que funciona como hospedagem). O Zé Milton, da MW Trekking comentou que costuma ficar nesta pousada, quando passamos por São José do Barreiro.
Seguimos em frente, e a trilha sobe um pouco, passamos por campos bonitos, com um lago, um visual bem bonito, passamos por vales salpicados de araucárias, ficamos em dúvida num local onde no mapa do Fábio marcava que “entrando um pouco no mato, encontra-se uma pequena cachoeira” e tinha uma trilha bem pequena à direita. O João foi perguntar para um pessoal que capinava o morro, perto das araucárias, e a Tânia com o Felipe seguiram em frente.  A indicação neste ponto seria só seguir a estrada principal mesmo,  passando por um pequeno sítio, e do lado direito tem uma subidona bem puxada.
Depois deste trecho de subida, a estrada começa a descer, achamos que encontramos o “trecho de mata fechada” descrito no mapa e também o começo do calçamento colonial.
O grande problema do calçamento (e olha que nós pegamos o tempo aberto, sol pleno), é sua irregularidade, as pedras grandes, soltas, pelo tempo em que foram colocadas lá, o terreno arenoso, que não fixava mais as pedras, escorregadias de fato e ainda que todos seguíssemos os conselhos de tentar não pisar sobre as pedras, todos levamos alguns tombos… uma grande ajuda aqui, (imprescindível, no meu caso, por causa do problema com os joelhos) foram os bastões de caminhada. Acredito que se não estivéssemos com este equipamento, os tombos teriam sido em muito maior número e os joelhos estariam detonados no final do dia…
A casa do Tião “errado”

 

Depois, só tivemos dúvida num trecho da trilha onde havia uma porteira à esquerda e a trilha continuava à direita. Estávamos na frente, e a Tânia e o Felipe um pouquinho mais para trás. Deixamos a Júlia no meio da trilha,esperando a gente ir perguntar o caminho (vacilada nossa, depois é que nos demos conta…) e seguimos eu e o João para dentro da propriedade. Encontramos uma senhora numa das casas e perguntamos da Pousada do Tião. Ela disse que era um pouquinho mais para baixo e ele já estava nos esperando.
Voltamos de novo para a porteira,pegar a Júlia e nos deparamos com um senhor à cavalo, seguidos pela Tânia e o Felipe sorridentes, dizendo que tinham encontrado o Tião… fizemos aquela cara de ué… e ele falando para entrar, que nós tínhamos chegado na casa do Tião, e a gente não entendendo nada, e seguindo o homem…a Tânia olhando para a gente, como, e aí, o que é que vocês estão estranhando… e nós nos perguntando, mas quem será esse sujeito…uma coisa bem esquisita…
“A árvore que só tinha na casa do Tião”
Aí perguntamos do outro Tião, e aí ele foi falando que ele era o tio dele, a senhora era a mãe do Tião, mas que a gente poderia ficar lá, que ele estava mostrando a propriedade que lá caberiam 500 pessoas para dormir, que era bom a gente publicar isso na internet, se a gente não queria tomar uma cerveja, foi mostrar o quarto dele, uma árvore “linda” que só existia na casa dele, e a gente querendo fugir daquela situação estranha. Quando ele viu que não íamos ficar mesmo, e fomos nos afastando, disfarçadamente, nos despedindo e agradecendo…ele foi mostrar um “atalho” para podermos voltar para a estradinha e depois de uma pequena travessia numa pinguelinha, ele nos abordou de novo perguntando se a gente não tinha nenhum tipo de remédio. Dissemos que sim,”- mas que tipo, para dor, para gripe, qualquer coisa serve”, comentamos que se passássemos os medicamentos para ele, ficaríamos sem, caso precisássemos e saímos mais que depressa!
Fazenda Central

 

Neste ponto, atenção, trilheiro, não entre à direita, na porteira, é só continuar a estrada, à esquerda, a não ser que você faça questão de conhecer o tio do Tião e sua árvore exclusiva!
Estávamos bem cansados, não queríamos ser pegos pela noite mais uma vez, e estávamos em descida, terreno que eu e a Júlia “tiramos nosso atraso” e saímos em desembestada carreira. Não nos demos conta de quão rápido estávamos, até a Tânia reclamar que estávamos muito rápido e desaceleramos um pouco, para ficarmos todos juntos, pois acabamos todos ficando com medo do homem voltar atrás da gente, sabe-se lá, tem cada tipo de coisa que a gente vê e ouve hoje em dia…
Logo em seguida passamos pela Fazenda Central, mais um ponto de referência do mapa do Fábio, o S.Sebastião havia mostrado a foto, daí também sabíamos que estávamos no caminho certo, e como ele também havia dito, como uma árvore havia caído, logo avistaríamos a gaiola para atravessar o rio Mambucaba para o Tião. Detalhe: avistamos inúmeras das árvores “exclusivas” do outro Tião no meio do caminho. Neste dia, trocamos de “hospedeiro” e quem estava com o pedômetro era a Júlia. S.Sebastião havia dito que seriam cerca de 10 km de caminhada e este marcava exatos 10,56 km…
A gaiola para a travessia para a casa do Tião
Estávamos muito felizes de ter conseguido chegar ainda claro, de estar “a salvos” e encontrado nossa segunda Pousada. Foram o Felipe e a Júlia testar a gaiola primeiro. O Tião logo percebeu que havíamos chegado e já apareceu do outro lado para ajudar a puxar a corda. Em seguida fomos eu e a Tânia, ela agachada, de prontidão, caso acontecesse alguma coisa e precisasse pular na água para me pegar, mas foi tudo tranquilo, e depois ficou o João sozinho. Ele foi tentar ajudar a ser empurrado, se desequilibrou e caiu na água… Foi uma gritaria, (como vcs podem ver no link do título do post do planejamento), mas ainda bem que não aconteceu nada de grave! O Tião, correu feito um louco, rio abaixo para tentar resgatar algumas coisas, coitado!  Conseguiu trazer boa parte, ficou ensopado e o resto (na verdade, só foram embora um casaco e um cobertorzinho de trilha) foi levado rio abaixo!! O pessoal que estava na Pousada veio ver a nossa algazarra, e logo fomos subindo. O Tião comentou que sempre acaba caindo alguém, dando risada….
A casa do Tião
Refeitos do susto, do tombo e pegando só cantil e lanterna decidimos ir até a Cachoeira dos Veados, um dos (se não o maior) atrativo da Trilha do Ouro. Toca subir na gaiola de novo… Descemos correndo quase pela trilha, pois já estava começando a ficar escuro, mas a noite nos pegou de novo. Nos deparamos com outra pinguelinha para chegar até a Cachoeira. A Tânia e o Felipe decidiram voltar, o João atravessar a ponte e eu e a Júlia ficamos com medo de atravessar aquela ponte no escuro e ficamos esperando o João voltar no meio da mata, à noite. Não foi nada muito confortável, ainda mais depois de tantos sustos… O João voltou depois de quase meia hora, disse que era muito bonito, mas como já estava escuro, não deu para ver muito bem…

Voltamos correndo para a Pousada, atravessar a gaiola de novo, íamos passar direto por ela, não fosse a Tânia e o Felipe nos sinalizarem com as lanternas e nos chamarem do outro lado do rio.

Tomamos um banho quentinho, gostoso, com água quente de serpentina de novo. O jantar foi mais simples desta vez, arroz, feijão, galinha caipira, salada de repolho e macarrão. Comemos, ficamos um pouquinho na frente da casa, nos aquecendo na fogueira, até bater o cansaço de novo e irmos descansar.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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A caminhonete do Roger
O início da Trilha do Ouro, propriamente dita.
Acordamos cedo, nos arrumamos e 6:30 hs, já estávamos rumando para a padaria O Ponto, num frio!! Já estava aberto a nossa espera mesmo, a atendente nos indicou o salão lá em cima, mais resevado e quentinho!! O Roger nos esperava já com a caminhonete e lá de cima no salão, vimos a Flávia e o Gabriel chegarem.
Como sabíamos que iríamos sacolejar na caminhonete, nada muito forte, um pão na chapa, café preto, bem básico.
Saímos por volta das 7:30 da cidade, rumo ao Parque Nacional da Serra da Bocaina, subida devagarzinho, na carroceria aberta, admirando a paisagem de frio, com aquela neblina subindo, o céu de um azul indescritível, batendo papo com os amigos, trocando idéias e experiências, coisa boa!
Paramos um pouco para tirar fotos, o frio apertando, e 2:00~2:30 hs e cerca de 27 km depois, chegamos na Portaria do Parque, com muito frio.
Nossas autorizações já estavam na Portaria, com nossos nomes, deixados pelo pessoal da Pousada Barreirinha, conforme o combinado, assinamos a autorização, os Guarda-Parques nos informaram que a temperatura havia sido naquela manhã de -1º C!!, daí o frio que ainda sentíamos!
Pegamos uma informação básica do caminho, pois o que mais nos preocupava era errar o caminho e não conseguir chegar nas pousadas, mas eles disseram que não tinha erro, era só seguir a estrada, então, para frente e avante!
Bem, não foi assim, tãaao, para frente e avante… O Gabriel e a Flávia estavam com problemas em acomodar todos os equipamentos, pois eles iriam ficar acampados, não nas pousadas, então havia muuuita carga e víamos que a Flávia estava sentindo muito o peso da mochila, enorme!!!
Também seria a primeira travessia mesmo, da Tânia e do Felipe e até a mochila “incorporar” em você e começar a fazer parte do seu corpo, demora, assim como nós, destreinados com o peso, tivemos que começar bem devagarzinho para que o cérebro e o corpo assimilasse que aquele peso enorme agora fazia parte do seu ser…
Entre arrumadas de mochila, tirar saquinho, colocar saquinho, ajustar alças, pensar 50 vezes que deveria ter deixado metade da comida na cidade, se perguntar porque *!# tinha que ter uma camiseta limpa para cada dia, por que tínhamos que trazer tanta roupa de praia, e coisas do tipo, entramos na trilha de fato, por volta das 10:30 hs, quase 11:00 hs.
Compramos um pedômetro desta vez, do modelo mais básico possível e levamos para “teste” na Trilha do Ouro. O manual já dizia que não era muito indicado para terrenos irregulares, mas a teimosia foi maior e pendurei na minha cintura para testar.
A trilha, apesar de temermos muito nos perder, por causa de alguns relatos, foi na maior parte do tempo, tranquila, com relação à sinalização, mas tentaremos dar o “passo a passo”, para reforçar o caminho. Nos dois primeiros dias, basicamente é seguir a estrada e nos pontos onde poderia causar alguma dúvida, tinha uma indicação.
Como o Gabriel e a Flávia estavam com problemas com a carga, acabamos deixando eles para trás e seguindo a trilha.

Cachoeira Santo Isidro

No comecinho da trilha mesmo, cerca de 1,5 km como dizem os relatos e o mapa do Fábio,você encontra a Cachoeira Santo Isidro, ponto de parada obrigatória. Existia plaquinha indicando. A descida é bastante íngreme, e aqui, aconselhamos deixar a mochila bem no começo da trilha e pegá-la na volta. Desça só com água ou alguma coisinha que quiser comer, por exemplo, e só. Acreditamos que todos que estejam dentro do Parque não teriam nenhum interesse especial na sua mochila. É um peso completamente desnecessário, e alivia bem a subida depois. Não deixe de visita-la, é realmente muito bonita!
Depois, o mesmo caminho de volta, subindo e continuar a trilha na estrada.
Depois de subirmos e andarmos um pedacinho, encontramos um grupo que estava com carros 4 x 4, nos cumprimentamos e eles disseram que estavam com as mochilas de um casal que tinham arrebentado a alça e estavam voltando para a Portaria… logo encontramos o Gabriel e a Flávia mais para a frente. Eles passaram pela gente enquanto estávamos lá em baixo na cachoeira, e infelizmente deixaram de fazer a travessia, por causa da alça arrebentada mesmo, deu um aperto no coração, ver eles voltando…uma pena!
Nada de muitas novidades na Trilha em si. Seguindo o mapa que tínhamos em mãos, só identificamos a parte que diz: Atalho- trilhinha, onde existe uma placa também, indicando o atalho (portanto, não tinha como não ver). De acordo com o desenho do mapa, deve cortar bem o caminho e é o único trecho dentro da mata, neste primeiro dia. Já começamos a perceber neste atalho, o que nos aguardava nos dias seguintes… muito úmido, por causa da mata fechada, a terra bem úmida, em vários trechos molhada mesmo e bem escorregadia, além de algumas pedras soltas…

Cachoeira das Posses

O pedômetro se mostrou como dizia o manual, completamente ineficaz neste tipo de terreno. Neste ponto marcava cerca de 5,5 km e estávamos inconformados… Sabíamos pela indicação excelente relato do Clube dos Aventureiros, onde baseamos quase 100% da nossa viagem, que perto do km 8, encontraríamos a Cachoeira das Posses. Havia também, uma placa indicando a Cachoeira. O Felipe estava já bem cansado e ele ficou no começo da trilha, guardando as nossas mochilas (lição aprendida!) para descansar um pouco, enquanto íamos visitar a cachoeira. Como diz o relato, existem locais muito bons para armar barraca, uma clareira grande, e uma casa abandonada, onde se estivéssemos preparados para acampar, seria por aqui mesmo que ficaríamos. O acesso para a Cachoeira é bem tranquilo, a descida não é tão grande como para a Santo Isidro. Comemos um lanchinho rápido, e voltamos para o começo da trilha, com o Felipe já reestabelecido para continuarmos a trilha.
Voltamos para a estrada e depois de cerca de 1,5~2 km, a estrada começa a subir, subir, e encontramos uma placa indicando o acesso para Arapeí, á esquerda e a trilha indicando a estrada principal. Ficamos meio em dúvida, mas quando achamos a placa indicativa da Trilha do Ouro e Mambucaba para a esquerda e da Pousada Vale dos Veados a direita, há 4 km, ficamos muito felizes, pois pelo menos até lá estávamos certos!
Depois deste trecho de subida, como o relato diz mesmo, continuamos subindo, e a paisagem vai se abrindo, realmente um dos pontos mais bonitos da travessia. Os vales tingidos com aqueles tons de lilás e laranja misturados nos brindaram com visuais incríveis.
Entardecer no Parque Nacional da Serra da Bocaina
Começávamos a ficar preocupados, pois o entardecer durou bem pouco tempo, e logo anoiteceu. A lua ainda não estava cheia, mas já clareava bem o caminho. Insistimos com as “crianças” em não acender a lanterna, pois a luz da lua era suficiente para clarear o caminho, novidade para elas. Sempre comentamos da luz da lua para a Júlia, mas foi somente aqui que ela pôde visualizar de fato…mas conforme fomos descendo, o caminho foi ficando mais cheio de pedras, algumas fendas nas longas descidas, e o risco de cair aumentando, então, todos de lanterna.
O desânimo, o cansaço, a fome, a dor nos ombros, nas pernas e nos pés, o desespero de não achar a “p” daquela capelinha, para sinalizar se estávamos perto ou não (de acordo com o relato, no km 17 mais ou menos) foi tomando conta..e conforme o mapa (e como o Felipe falava muito preocupado para mim: “-ainda nem viramos a primeira página!…”) ainda deveria faltar um bom pedaço!
Andamos quietinhos, encorajando as crianças (e nós mesmos por dentro, “continue a andar, continue a andar…”), falta pouco, falta pouco…passamos pela capelinha finalmente, e infelizmente a descrição da vista lindíssima não foi possível avistar, diante da escuridão…
Depois de 1,5 km, 2 km, vimos lá no fundo do vale, uma luzinha fraca, que deve ser a mesma sensação (ai que exagero, eu sei, mas acho que foi o que me passou pela cabeça naquele momento…) daqueles que estão no deserto e encontram um oásis… fomos literalmente, quase nos arrastando até a entrada da Pousada Barreirinha.
Já nos esperavam, o S.Sebastião e a D. Vanda, preocupados com nosso atraso. Deveria ser cerca de 20:00 hs! Desabamos no sofá, largados, por um tempo… O S. Sebastião se assustou com a nossa carga para três dias de caminhada! Explicamos que grande parte era da tralha para a praia…
Já nos conduziram para os nossos quartos, (a luz de velas), um banho quentinho, de serpentina, gostoooso, aconchegante, nos encaminharam para outra sala ao lado, uma mesa grande com várias cadeiras, lareira acesa, para nos aquecer e jantar! Esplêndido, caseiro, farto, onde fomos à cozinha, com fogão á lenha, pegar a comida da panela mesmo, mais “casa de vó” impossível, com arroz, feijão, salada, frango empanado e mandioca frita! Sempre comento que não sei se era a fome ou o cansaço, mas estava muuuuito bom! Acho que a D.Vanda fez para eles jantarem depois, e temo não ter sobrado muita coisa para eles depois, coitados!
Bom, daí para a cama, não consigo lembrar quando nos “teletransportamos” para a cama…

 

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Mar de nuvens no Parque Nacional da Serra da Bocaina
Trilha do Ouro-1º dia- Chegada à São José do Barreiro
 Mais informações da cidade  de São José do Barreiro, no site da cidade, bem construído.
 

 

Saímos bem tranquilos de casa, por volta das 6:30 hs,  afinal estávamos de férias e não tínhamos horário para chegar. Caminho normal,via Carvalho Pinto, Dutra e depois pela Rodovia dos Tropeiros, entrando em Cachoeira Paulista, passando pelas cidades de Silveiras e Areias, que são bem graciosas.

180 km de distância, que seriam percorridas teoricamente em 2 hs e meia, mas como fomos parando, tirando fotos, parando para tomar café, etc…, chegamos na cidade por volta das 11:30 hs.
Cidadezinha típica, com a Igreja matriz no centro, mais a praça, e o coreto. Procuramos a Pousada da D.Maria, e não foi nada difícil de encontrar, havia uma plaquinha indicando, mas na verdade era a casa dela, que logo veio nos receber e nos conduziu à Pousada mesmo, que fica na mesma rua, um pouquinho mais para baixo. Nos instalamos rapidamente, ela nos indicou o quarto da Tânia, e saímos em reconhecimento da cidade. Achamos a papelaria e compramos o mapa do Fábio, que o Seu Zé Pescocinho nos indicou, fica ao lado da padaria, todos na cidade indicam.
A D. Maria nos contou que estava ocorrendo o Festival Gastronômico na cidade, onde os pratos eram baseados em três ingredientes: mandioca, tilápia e banana. Os restaurantes locais portanto, estavam com vários pratos com estes ingredientes, apresentados das formas mais diversas: mandioca frita, tilápia em postas fritas, pirão, escondidinho de carne seca e carne moída, bolos e tortas, entre outros… ai,ai,ai, imaginem!
 
A Igreja Matriz
Almoçamos no Restaurante O Rancho, sistema self service ou kilo, como havíamos tomado um ótimo café da manhã na estrada, no Graal, optamos por kilo. Fizemos uma horinha, andando na cidadezinha para mais um reconhecimento, passamos pela MW Trekking, conversamos um tempão com a equipe que estava lá e só no final descobrimos que estávamos falando com o famoso Zé Milton, da MW Trekking o receptivo de São José do Barreiro, e conhecido pelo seu trabalho. Fizemos questão de conhecer pois uma amiga viajante, Valéria (que perdi o contato, infelizmente) sempre me disse que se fosse fazer a Trilha do Ouro, deveria fazer com eles.
 Logo depois, a Tânia chegou com o Felipe. A tarde passou rapidinho, ajudando na organização da mala dela e do Felipe, para tentar diminuir a bagagem o máximo possível. Tânia, os detalhes de tudo ensacadinho nos saquinhos zip foram um grande aprendizado para a gente!!! Tudo organizado e tirando o ar, a bagagem acabou ficando beeem mais enxuta que a nossa!!  Saímos para andar novamente pela praça e quando estávamos tomando uma cervejinha básica, fomos abordados por um casal, Gabriel e Flávia, que veio confirmar se nós éramos o pessoal que o pessoal da MW falou que iríamos subir para o Parque no dia seguinte.
Depois, tratamos de encontrar o Roger para deixar os nossos carros estacionados em frente a sua casa, combinar os últimos acertos para a subida ao Parque Nacional e o café da manhã no dia seguinte, na padaria O Ponto. A padaria abre normalmente às 7:00 hs, mas seria tarde já, porque marcamos para as 7:30 hs para começar a subida, mais que isso, vc começa a trilha muito tarde, então como o Roger reservou para nós, ela abriria às 6:30 hs, tempo suficiente para tomarmos o café da manhã.
Voltamos para a Pousada, mais uma enroladinha por lá, e ao anoitecer, começamos a ver a movimentação das pessoas na rua, carregando mesas das suas casas e logo em seguida, como uma procissão, mais pessoas saindo de suas casas com pratos de bolos, doces, alguns pratos cobertos ainda, mas víamos que eram fresquinhos e que acabavam de sair do forno… tínhamos acabado de comer, não estávamos com fome, mas, “o chamado” foi mais forte e voltamos para a praça para ver o que se passava…. daí para puxar umas cadeiras e uma mesa foi um pulinho e já estávamos nas barraquinhas pedindo as iguarias… comemos de tudo um pouquinho, escondidinho de carne-seca, escondidinho de carne moída, bolo de banana, pudim de mandioca, uma porção de filés de tilápias fritas e pastéis de banana com canela. Foi só para experimentar, vejam, não estávamos com fome…hehehehe…..
Ainda havia um grupo que se preparava para uma apresentação de dança típica portuguesa e vez ou outra, um conjunto tocava uma música aqui, outra acolá, mas estávamos cansados já, estava frio e precisávamos acordar cedo para o início da trilha no dia seguinte, então fomos para a Pousada descansar. Até tentamos, mas o som do Festival deve ter durado até por volta das 2:00 hs da manhã… Definitivamente, não temos sorte com nossas viagens de julho, sempre tem um Festival de Inverno, sempre tem música alta e sempre dormimos mal na cidade, o negócio é fugir para o mato correndo!
Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Torta tradicional de Morango

Ingredientes para a massa de torta doce

10 colheres (sopa) de farinha de trigo
03 colheres (sopa) de açúcar
06 colheres (sopa) de margarina ou 1 tablete e ½ de margarina de confeiteiro
02 gemas

Ingredientes para o creme da torta doce

02 colheres (sopa) de maisena (bem cheias)
08 colheres (sopa) de açúcar
01 pitada de sal
03 gemas
½ litro de leite
01 casca de limão verde
01 colher (café) de essência de baunilha

Ingredientes para torta tradicional de morango

01 kilo de morangos limpos ou 02 caixinhas de morangos limpos

Ingredientes para a gelatina da torta tradicional de morango

01 colher (chá) de maisena
01 copo médio (requeijão) de água
½ pacote de gelatina de sabor morango

Preparo da massa de torta doce

Passe as gemas em uma peneire. Junte os ingredientes da massa na tigela da batedeira planetária. Bata em velocidade média por 04 minutos ou até obter massa homogênea.
Alternativamente, caso não tenha a batedeira planetária, junte todos os ingredientes da massa em uma tigela e misture-os com as mão até obter uma massa homogêneas. Sove-a até a massa grudar nas mãos (deve ficar mole e “grudenta”).
Embrulhe a massa e leve-a á geladeira por 30 minutos.
Após os 30 minutos retire a massa da geladeira e forre o fundo e a lateral de uma forma desmontável (para facilitar a moldagem da massa na forma umedeça as mão com água ), previamente untada com margarina e polvilhada com farinha, furando toda a massa com garfo (inclusive as laterais).
Asse-a em forno pré aquecido com temperatura moderada ou 200O C até que a massa esteja corada. Deixe-a esfriar a massa para a colocação do creme da torta doce.

Preparo do creme da torta doce

Misture a maisena, o açúcar, o sal, as gemas (passe-as antes na peneira) dissolva-os com leite e junte a casca de limão.
Leve ao fogo, mexendo até ferver bem (por volta de 04 minutos após abrir fervura). Retire o creme do fogo e retire as casca de limão. Deixe o creme esfriar para a colocação na massa de torta doce.
Preparo da gelatina da torta de morango
Dissolva a maisena num pouco de água e leve ao fogo a água que sobrou. Quando ferver, junte a maisena dissolvida e mexa até ferver novamente. Desligue o fogo e acrescente a gelatina, mexendo até dissolver. Deixe a gelatina amornar para a colocação em cima do creme da torta doce acrescida dos morangos.

Caso deseje um volume maior de gelatina para que cubra integralmente o morango dobre a receita.

Montagem da torta tradicional de morango.

Espalhe o creme sobre a massa da torta doce , ambos já frios.
Coloque os morangos virados, com a parte oposta ao caule, para cima sobre o creme da torta doce.
Espalhe a gelatina morna da torta de morango sobre os morangos.
Leve a torta á geladeira até a gelatina enderecer.
Sirva gelada, opcionalmente, com chantily.

Fonte: Culinária com Arno & Arte.
Receita recebida de nossa cunhada Ivete

Dica: Como a receita produz o excedente de 6 claras na próxima receita utilizaremos estas claras. Aguardem o próximo post.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Adventure Sports Fair 2011
Estivemos ontem na 13ª edição da Adventure Sports Fair,Adventure Sports Fair , que voltou a Bienal do Ibirapuera neste ano, dos dias 11 a 14 de agosto.
Segundo o site: …”O evento contará ainda com áreas exclusivas para negócios da indústria de roupas e equipamentos: o Outdoor Business e o Pavilhão Internacional, sendo que o último reunirá expositores de outros países deste segmento. No ano passado, a primeira edição do Outdoor Business gerou mais de R$ 6 milhões em volume de negócios.
Na Bienal, todas essas atrações da Adventure Sports Fair serão ainda somadas às da Brazil Sports Show. A feira – que reúne a Runnig Show (com foco em corrida de RUA), a Universo Futebol, a Bike Show, além de espaços voltados para esportes individuais e olímpicos – vai acontecer simultaneamente à Adventure Sports Fair, oferecendo ao visitante a experiência de um maior número de esportes, em um momento que o Brasil se volta para a Copa e as Olimpíadas. Será um pool de novidades esportivas para todos os gostos”…
O ingresso custou R$ 17,00.
Chegamos bem tarde, desta vez, por volta das 17:00 hs, por conta de um compromisso de trabalho meu e o primeiro “complicômetro” foi o trânsito. Congestionamento desde a 23 de maio, não queríamos acreditar que fosse por causa da feira, mas vamos lá… depois, tentamos estacionar dentro do Parque Ibirapuera, entramos, demos uma volta (looonga), e acabamos saindo pelo outro lado, porque o pessoal da CET dizia que não havia mais vagas, e acredito que não havia mesmo. Andamos pelas imediações e conseguimos estacionar na rua mesmo, numa das travessas da Av. Ibirapuera e o jeito foi voltar tudo a pé. Resumindo, conseguimos entrar na feira mesmo por volta das 18:00 hs.
Bom, começamos pelo Piso Inferior, e muitos stands de carros off roads, vestuários, equipamentos de ginástica, test drive, comentamos:
“-Muito bem, não deve ser aqui, deve ser lá para cima”…
Subimos. Segundo Piso: mais stands de vestuários, motos, etc…Não consigo lembrar, na verdade, o que tinha de interessante, e ainda a sensação de “estranhamento”, …”acho que ainda não é aqui…”, vamos subir.
Terceiro piso: mais stands de vestuários, stands hãã… chineses, váaarias quadras, com muita gente praticando futebol, artes marciais, basquete, e lá no finalzinho, uma parte finalmente, com stands das localidades (muito poucas), alguns dos fabricantes de equipamentos específicos, mas ainda procurávamos: as Agências habituais de viagens de Ecoturismo, o segmento dos Viajantes, onde revíamos nossos velhos amigos e conhecíamos outros, os stands das localidades que traziam sugestões de novos roteiros para sair do lugar comum…
Mais ainda mais “surpresas” nos aguardavam. Diante do que se apresentou, e também porque havíamos combinado, descemos para a Palestra da Familia Muller, marcada para as 19:00 hs. Revemos também, nossos amigos do  Viagem em Familia.
A Lu, da Família Muller avisou que as palestras estavam um pouco atrasadas, e ficamos conversando todos, colocando as aventuras, nossas visões e percepções de mundo, e os planos futuros em dia.
No final a palestra começou por volta das 20:00 hs compartilhando as experiências e visões da Família. A Lu correu com a palestra, para que o próximo palestrante, do  Challenging your dreams, pudesse também falar. Também iríamos assistir a palestra deles, mas devido ao atraso, no decorrer do período, acabou não dando tempo dele falar. Nossos amigos do Viagem em Família, que também ficariam para a última palestra, tiveram que sair no meio da apresentação dos Muller. Se nós ficamos frustrados em não assistir a palestra, fico imaginando a sensação de frustração dos palestrantes…
Nos despedimos dos Muller e viemos embora também.
Nossas considerações:
Começamos a frequentar a Feira, a partir da sua 3ª edição,(em 2000) e estas visitas sempre nos proporcionaram ótimos momentos:
-novidades em equipamentos: foi onde adquirimos a cadeirinha que nos proporcionou a possibilidade de carregar a Júlia, literalmente, para todos os nossos passeios, e não deixamos de viajar e muito menos de caminhar, com sempre gostamos;
-novas amizades: o encontro com os Muller há dois anos atrás, que através de uma conversa nos incentivaram a criar o blog, ampliando imensamente as nossas experiências das viagens e compartilhando estas experiências com um número infinitamente maior do que nosso círculo usual de amigos, incluindo neste, entre outros, os amigos do Viagem em Família;
-novos roteiros: o trilheiro e viajante, já conhece, o destino clássico de viagens. As feiras são ótimas oportunidades de recebermos novas informações para ampliar o leque de opções existentes.
-rever velhos amigos, sejam das Agências ou das localidades já visitadas;
Essa edição da Feira, na nossa opinião só valeu pelo fato de encontrarmos os amigos e botar a conversa em dia. Isso valeu muuuuito a pena!!
Nada contra absolutamente, todos os outros esportes presentes, mas esta miscelânea de eventos, onde claramente, foi focado na Copa e nas Olimpíadas, descaracterizou o diferencial que buscamos, num mercado extremamente promissor, que é o Brasil, como um país como um grande pólo Ecoturístico mundial, voltando-se para o lugar comum do país do futebol…infelizmente. Entendemos também, que atrasos são comuns e inerentes a qualquer evento, mas a desorganização para as palestras, foi primário. Faz rever nossos conceitos se gostaríamos de visitar as próximas edições, neste formato que foi apresentado.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Imagem da Serra, subindo com a caminhonete

Trilha do Ouro

Planejamento (Parte técnica)

Utilizamos o links abaixo para montar grande parte do nosso roteiro e acredito que poderá ser bastante útil também para o seu planejamento.
Optamos por fazer o roteiro em 3 dias, com uma “esticadinha”, de 1 dia antes e 1 dia depois da Trilha, entre chegada à São José do Barreiro e depois mais uma noite em Mambucaba, depois da trilha, suavizando assim, em parte, esta travessia.
Em S. José do Barreiro, optamos por ficar em uma pousada indicada pelo pessoal da Pousada Barreirinha, Pousada dona Maria (12) 3117-1281, que fica bem no centro, é bem simples, mas limpa e com um bom espaço nos quartos. Não oferece café da manhã nem refeições, mas você consegue ambos pelo centro. Custo: Casal: R$ 60,00 e criança (até 12 anos), pagamos R$ 30,00 o pernoite.

Outros hotéis e pousadas em S.José do Barreiro:

http://www.hotelinsite.com.br/procura/resultado.asp?cid=sao+jose+do+barreiro

Para a Trilha do Ouro, é necessário reservar junto ao Parque Nacional da Serra da Bocaina Telefones: (12)3117-1225-2183 ou Linha Verde: 0800-618080 sua entrada.

Nós fizemos nossa reserva com o pessoal da Pousada Barreirinha, fone: (12) 3117-2205 onde passamos nossos dados (nome, endereço, cpf, identidade e telefone) e eles se encarregaram de efetuar a reserva junto ao Parque. Na autorização recebida, somos esclarecidos que :…”a autorização é necessária para o ingresso de hóspedes e visitantes com destino às residências situadas no interior do PNSB e a segurança das pessoas relacionadas, é de inteira responsabilidade do anfitrião. Os veículos estão somente autorizados a se dirigir ao destino discriminado, sendo expressamente vedado trânsito diverso no interior deste Parque Nacional e a parada em outros pontos que não o local de destino, bem como a saída por outros locais diferentes da portaria oficial”…
De fato, é “interessante” porque você tem acesso único, pela Portaria. Você tem o registro que entrou, mas lá embaixo (ou em nenhum outro lugar), o registro que você saiu. Fica a sugestão que deveria ter uma segunda portaria (nem que seja uma guarita), para dar baixa na sua saída, dentro do tempo previsto.
A Portaria contava com vários funcionários, mas já sabíamos que a Trilha é por sua conta e risco. Quem pode te apoiar dentro do Parque, são seus anfitriões, realmente, porque esperam sua chegada e avisam o próximo anfitrião. (previamente agendados)
Para a subida até o Parque
Alguns contatos:
-Zé Pescocinho: (12) 3117-1368, famoso “prestador do serviço”, mas conversamos com ele e já está aposentado. Valeu a prosa gostosa, por telefone, algumas dicas e a principal, acredito, foi a compra de um mapa na papelaria do Fábio (perguntem, todos na cidade conhecem) e que apesar de não estar em escala correta, nos auxiliou nos nossos momentos de dúvida. Preço do mapa (xerox) R$ 2,50.
-Roger: (12) 3117-2050, fizemos a subida com ele.
Valores: R$ 180,00, com jipe para até 5 pessoas e R$ 200,00 para até 10 pessoas, com caminhonete. Bastante prestativo também, ainda contactou o pessoal da Padaria O Ponto, para que nos reservasse lugar para o nosso café da manhã antes da subida.
Outros telefones:
-Augusto (12) 3117-2146 ou (12) 9701-3248 .Obs: vimos reclamações sobre o  serviço deste na época. Melhor checar antes de contratá-lo.
-Eliezer: (12) 9737-1787 ou (12) 3117-2123 . No link acima referenciado, o pessoal contratou este profissional e recomendou seus serviços.

Antes…. na entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina

Hospedagens no Parque

Para o primeiro dia:

-Pousada Barreirinha (12) 3117-2205
Valor: R$ 70,00 por pessoa, incluido a pernoite, o banho, jantar e café da manhã.
Existe o opcional de vc esticar mais uns 4 km e ficar na Pousada da D. Palmira . (infelizmente, pesquisamos mas não achei o telefone dela).

Para o segundo dia:

Não temos o telefone, na realidade, não há telefone no local. Ficamos na Pousada do Tião, e o próprio pessoal da Pousada Barreirinha fez o contato com o proprietário e nossa reserva.
Valor: R$ 80,00 por pessoa, incluido a pernoite, o banho, jantar e café da manhã

Para o terceiro dia: saindo da Trilha do Ouro e translado até Mambucaba

O pessoal da Pousada Aldeia do Mar Valor: Casal: R$ 150,00 + cama adicional: R$ 60,00, com café da manhã (24) 3362-6690 ou 3362-6744 Deise ou Carla, que consegui com minha amiga Luciana Almeida, do blog Viajettes  onde ficamos para descansar depois da Trilha, conseguiu o telefone do Daniel (24) 9261-4629, com um Dobló, que fez o translado por R$ 50,00 (para todos, 5 pessoas)
Estou escrevendo tudo isso, porque foi bastante complicado acharmos um denominador comum para a logística de transporte, e também de Hospedagem, uma vez que a grande maioria das Pousadas em Mambucaba estavam com seus quartos alugados para os trabalhadores da constutora, e depois iríamos esticar até Ilha Grande, e que coloco aqui, para dar uma idéia para quando você planejar sua ida.

Também cotamos com outras duas pessoas:

-Valdo (24) 9949-1701, que cobrou R$ 30,00 por pessoa, ou seja, ficaria R$ 150,00 no total;

-Cláudio (24) 9972-7055, que cobrou R$ 150,00 no total, mas que teria que fazer o translado em duas viagens, porque seu carro não comportaria todos nós mais as bagagens.

Pelo preço pedido, desconsideramos estas duas alternativas, por ter ficado muito caro.

Haviam algumas variáveis e combinantes, seguem aqui para dar uma noção:

-opção 1: Roger :Entregar o carro em Mambucaba e pagarmos estacionamento em Angra

Por pessoa: R$ 40,00 Por grupo: R$ 200,00

Estacionamento: média R$ 25,00/dia x 4 dias = R$ 100,00

-opção 2: Roger: Entregar o carro em Angra

Por pessoa: R$ 66,00 Por grupo: R$ 400,00 (para dois carros, cada carro

sendo cobrado R$ 200,00

-opção 3: Daniel nos buscar na Ponte de arame e trazer até Mambucaba

Por pessoa: R$ 10~15,00 Por grupo: R$ 55~60,00

-opção 4: Daniel nos buscar na Ponte de arame, trazer até Mambucaba e depois nos levar até S.José do Barreiro: (pacote)

Por pessoa: R$ 90,00 Por grupo: R$ 450,00

A situação das pobres botas…

Poderíamos fazer o trajeto de ônibus? Sem dúvida, existe a possibilidade, então liguei para verificar os horários de ônibus e os possíveis translados:

– Na rodoviária em Barra Mansa, comprar bilhete da Viação Colitur até Bananal (vários horários). Já na Rodoviária de Bananal pegar o ônibus da Viação Pássaro Marron que segue para São José do Barreiro (também vários horários).

-Horários de Barra Mansa para Bananal (Viação Colitur): 6:10, 7:10, 8:10, 11:30, 13:20, 15:20, 17:20 e 18:50 hs (diariamente).

-Horários de Bananal para São José do Barreiro (Viação Pássaro Marron): 05:30, 10:00, 14:00

Colitur: (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480 e 18:30 hs (diariamente).

Pássaro Marrom: (11) 6221-0244 / (12) 31321380,

Rodoviária de Barra Mansa: (24) 3323-4091 / (24) 3322-4275

Teríamos que verificar ainda, quais os horários de Angra para Barra Mansa, que consegui ligando: 5:30. 7:00, 8:15, 9:40, 11:30, 13:30 (os horários da manhã)

Seguem os preços dos ônibus, para uma idéia (informação recente também, liguei para confirmar nas empresas)

Angra para Barra Mansa (Colitur) Passagem por pessoa: R$ 26,50

Barra Mansa para Bananal (Colitur) Passagem por pessoa: R$ 7,30

Bananal para S.José do Barreiro (Pássaro Marrom) Passagem por pessoa: R$ 8,55

Bom, diante disto, sabendo que teríamos que fazer o translado:

Ilha Grande- Angra- Barra Mansa- Bananal- S.José do Barreiro, onde os horários não seriam uns seguidos dos outros, e levaríamos o dia todo para este transporte, acabamos optando pela opção 4, e ele acrescentou mais R$ 30,00 ao pacote, para não termos que voltar até Mambucaba de Angra e subir a serra direto, totalizando portanto R$ 480,00 no total, (ficando R$ 96,00 por pessoa) para 3 serviços:

1-buscar na Ponte de Arame, trazer até Mambucaba;

2-nos buscar no cais, em Angra, para não pegarmos o ônibus;

3-translado até S.José do Barreiro

Cabe aqui ressaltar, outra alternativa, que soubemos só depois, e se soubéssemos antes, teríamos utilizado esta,sem dúvida:
O Sr. Sebastião, da Pousada Barreirinha, ofereceu um outro modo de fazer a trilha:
Ele faz o translado de S.José do Barreiro até a entrada do Parque por R$ 180,00. De lá, entra com as mochilas e leva até a Pousada(cobra R$ 10,00 por mochila carregada no carro), e você segue somente com a mochilinha de ataque do dia, sem aquele monstro todo nas costas. 19 km com mochilinha é um alívio considerável!
Você começa a carregar a cargueira só no segundo dia, para a ida até o Tião.
No terceiro dia, ele pega o carro, (que vc deixou em S.J.Barreiro) e leva até a Ponte de Arame por R$ 150,00 o carro. Ele pode levar até dois carros, pois o filho também pode levar o outro carro.Tranca o carro e faz o caminho inverso e encontra com você no meio da trilha, para entregar a chave do carro.
Mais fácil não?
Cabe citar ainda, o receptivo local, MW Trekking  com várias opções de passeio, inclusive a Trilha do Ouro, por um valor aproximado de R$ 350,00 ~400,00 por pessoa.
Na próxima postagem, contamos a travessia, dia a dia…
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O município integra o  Circuito Serras Verdes do Sul de Minas, junto com aproximadamente 20 municípios. Distante 244 km de São Paulo, é a segunda cidade mais alta do Brasil, com 1553 metros de altitude, nos contrafortes da Serra da Mantiqueira. A temperatura varia de 4º C a 23º C.

Primeiro dia

Bangalôs da Pousada Ilhas do Sol
Tudo seguiu tranqüilo na viagem e pelas indicações do Almeida, o dono da Pousada onde ficaríamos hospedados, seguimos por dentro de Toledo e Munhoz e chegamos na  Pousada Ilha do Sol por volta das 06:30 hs, num friiiiiooo!!!!
Já havíamos combinado, então ele deixou o portão destrancado e a chave do nosso quarto na porta. Essa tranqüilidade seria impensável em outros lugares! Considerando um  susto que levamos no início da viagem, ninguém conseguiu mais dormir, então decidimos explorar a pousada, antes disso, voltamos para o quarto para vestir mais roupas (tudo o que vcs puderem imaginar, mais calças, mais casacos, cachecol e até luva a Júlia colocou!) até a hora do café da manhã. Nosso frio era tão grande que nem conseguimos comer direito!
Cachoeira dos Luis
Sob o sol da manhã, que começava a esquentar, ficamos conversando um tempão com o Almeida que nos indicou algumas opções de passeio pelas cercanias e optamos por conhecer a  Cachoeira dos Luis (parece estranho, mas está assim no cartaz), e arredores. Saímos da Pousada quase 11:00 hs. Existem placas indicativas e é fácil chegar. Fica a cerca de 6 km da Pousada. A estrutura do local é bem organizada, com uma parte disponível para hospedagens (chalés) e restaurante. Pagamos R$ 3,00 por pessoa para a visita. O acesso à Cachoeira, muito bonita, por sinal, é feita por um caminho bem tranqüilo, possível a visitação tanto na parte de baixo da cachoeira e depois você volta pela trilha e visualiza pela parte alta. Não existem poços para banho, só mais para baixo, visualizamos um local que poderia servir como poço de banho, mas ninguém se aventurou. Chegamos até as torres de onde partem as tirolesas, mas o receptivo local ainda não havia chegado. Esperamos cerca de 40 minutos, assim como vimos alguns grupos chegarem, visitarem, esperarem, mas como o pessoal não chegava, desistimos e pegamos a trilha de volta até o restaurante. Perguntamos e o restaurante só serve refeições aos hóspedes. Na saída (por volta das 13:30 hs), encontramos a agência chegando com o equipamento, que nos ofereceram os folders e os passeios…
Cachoeira dos Luis
Por causa do horário combinado para almoço, não deu tempo para conhecer a Cachoeira do Avestruz, que é bem pertinho.
O combinado inicial na Pousada seria meia pensão, deixando o almoço para perto das localidades onde estivéssemos visitando, porém existe a necessidade de agendamento prévio com todos os locais que pudessem fornecer o almoço, então acabamos optando pela facilidade e proximidade, em almoçar na própria Pousada.
Chegamos, o Almeida preparou uma caipirinha de limão bravo (ou rosa, ou cravo), não sei direito o nome, e seguimos para o almoço, preparado com ingredientes da região: arroz, feijão, uma vaca atolada com mandioquinha, deliciosa,( e eu não sou lá muito fã de mandioquinha, mas esta estava diferente!), ervilha torta, um franguinho grelhado, salada e suco de morango purinho, da região.
Bom, não precisa dizer qual foi o nosso destino depois do estrago feito, e para desespero da Júlia (que odeia dormir à tarde!), nosso caminho foi para lençóis, como costuma dizer nossa querida e saudosa ogroturma! O começo do caminho é que foi engraçado… cada um foi se encostando onde podia, alguns escolheram as redes que “maldosamente” o Almeida e o Madeirinha, seu assistente foram espalhando pela varanda da Pousada, outros foram direto para a cama nos quartos, e o João escolheu um banco baixinho de madeira no meio do campo. A Júlia até foi levar um travesseirinho de trilha que nós compramos para testar e lá ficou, o corpo estendido sobre a tábua, debaixo do solzinho quente da tarde…
À tardezinha, caindo a noite, quando o frio começou a tomar conta, foi todo mundo, assim como o João (que se deu conta que lá estava largado) começar a se recolher para um banho delicioso, quentinho (meu medo era ter que tomar banho frio, ou morno debaixo daquele frio todo), e depois para o refeitório para uma sopa de mandioquinha, muito boa, antes incrementada com uma bacia de pinhão fresquinho, saído da panela de pressão, uma boa dose de prosa ao pé da lareira entre o grupo e cama!!!

Segundo dia

Acordamos por volta das 8:00 hs, desta vez não tão frio como o primeiro dia, ou porque o sol já começava a esquentar um pouquinho, ou porque começávamos a nos acostumar com o frio. Tomamos café e nos aprontamos para os passeios do dia:
Campos de aveia
Cachoeira do Julinho

Primeiro,visitamos a Cachoeira do Julinho, 4 km aproximadamente da Pousada. O Almeida nos acompanhou nestes passeios. Deixamos os carros na entrada da propriedade e uma trilha tranqüila, cerca de 1:30 h de caminhada depois, passando por um vasto campo de aveia, verdinho, verdinho, chegamos à Cachoeira. . No finalzinho da cachoeira, o Almeida indicou um lugar que dá para brincar de escorregar. Muito gostosa, o João tomou banho, logicamente, e escorregou também, mas só ele teve coragem. A Júlia ia tentar, mas o frio da água fez ela desisitr.

Fizemos o caminho de volta até os carros, por um caminho diferente e depois, na volta da Pousada, passamos em uma propriedade para a esperada colheita de morangos!
Digamos que nossa “produção” não foi muito boa porque a cada 2 que colhíamos um era “degustado”, mas nossos amigos conseguiram uma boa colheita. Morangos fresquinhos, macios e doces, bem diferentes do que compramos no mercado, além do preço que o proprietário nos ofertou. Cada caixinha com 4 (daqueles de mercado mesmo), ele cobrou R$ 6,00! Havia também plantação de tomates cerejas e cobraram o mesmo preço. Também foi combinado que seria cobrado o valor de R$2,00 por pessoa para a colheita. Como nós comentamos entre nós, pagaríamos com prazer se fosse R$ 10,00 a caixa, ao produtor, como nós costumamos pagar em São Paulo (quando encontramos aqueles caminhões, vendendo “Morangos de Atibaia”). Daí podemos ter uma leve idéia de como os atravessadores ganham em cima do produtor, que é quem tem o maior trabalho e quem é menos remunerado nesta cadeia toda…
Plantação de tomates
Morangos

Voltamos para a Pousada, almoçamos, e depois do almoço fizemos uma pequena caminhada na estrada.
Á noite, ele combinou de acender a fogueira e para combinar com o evento, nossos amigos foram para a cozinha e prepararam um quentão, bem fraquinho que até a Júlia, completamente avessa a álcool, achou muito bom!

Depois da sopa (dessa vez um caldo verde), fomos um pouco para a fogueira e só então nos demos conta que a Júlia nunca havia visto uma. Nesta era de videogames, Wii, Nintendo DS, msn e afins, onde as crianças não se impressionam com mais nada, foi interessante observar o encantamento que uma simples e prosaica fogueira ofereceu a uma criança urbana.
Nem pensar em coisas que fazíamos quando crianças, como pular fogueira (eu não, particularmente, nunca tive pernas o suficiente para isso), soltar fogos de artifício instruídas por nossos pais, comer pinhão e batata doce assada na fogueira e a oportunidade de ficar até altas horas, sem se preocupar como hoje, com a “friagem”, o “choque térmico”, o “sereno” na cabeça, que pode “fazer mal” para a rinite e a alergia…Será possível que somente em viagens tenhamos a oportunidade de experimentar ou de reviver sabores, prazeres e delícias antes esquecidas? Ou justamente, são momentos como esses que nos fazem nos “desprender” das amarras a que nós mesmos nos forçamos? Credo, momento filosófico, mas foi isso o que nos passou pela cabeça, também, por causa de uma simples e prosaica fogueira.
Terceiro dia
Com a Pousada com mais hóspedes, desta vez tivemos mais acompanhantes para os nossos passeios do dia.
Pedra da Onça
Primeiro, visitamos a Pedra da Onça, como dito no site da Pousada, um dos lugares mais bonitos do sul de Minas, com uma vista espetacular, muito utilizado para saltos de asa delta. Deixamos os carros no pé da pedra, fomos recepcionados por uma siriema e subimos a trilha, tranqüila, uns 400 metros. Havia uma casinha de um senhor que morou lá durante algum tempo, do jeito que foi encontrado, com os restos de sua cama, o fogão, e os restos de uma colméia enorme!!!! De lá, foi possível avistar até a cidade de Cambuí. Uma vista realmente belíssima, mas o melhor estava por vir!
Avistamos subindo pela estradinha que dava acesso à pedra, um tratorzinho vermelho. Quando estávamos já descendo, o trator parou e corremos na frente, junto com o Almeida, porque achamos que os carros estavam bloqueando a passagem do trator para a propriedade. Nada disso, o senhor era proprietário das terras e só tinha feito uma paradinha para prosear. Ele perguntou ao Almeida se ele sabia que havia uma trilha que dava acesso á parte debaixo da pedra. O Almeida se surpreendeu e perguntou se topávamos ir ver a trilha . –Claaaro!!! – foi nossa resposta e seguimos avidamente o senhor pela trilha que realmente, não dava para saber do caminho, quando passamos pela beira da estrada, fazendo todos os outros dar meia volta e avisar da recém “descoberta” trilha. Estava um pouco fechada, mas havia sinais de passagens de outras pessoas, infelizmente com um pouco de lixo, aqui e ali. A pedra, por cima, forma uma espécie de abrigo, e ali, o proprietário disse que era onde o senhor (aquele da casinha com a colméia) se abrigava antes e havia também sinais de fogueira. Nos remeteu, na hora, de uma pedra muito semelhante, que conhecemos em  Piraí do Sul do nosso amigo Emerson, e começamos a procurar, eu e a Júlia, sinais de habitações anteriores.
A parte debaixo da Pedra da Onça
Não somos arqueólogas, claro, mas achamos sinais, que lembram pinturas rupestres, como as vistas em Piraí, onde um destes desenhos demonstra o que parece a figura de um peixe. Ainda muito excitadas com a descoberta, resolvemos ver se contornássemos um pouquinho o caminho, onde iríamos chegar e fomos tocando em frente, com o Almeida logo atrás. Ele ficou receoso, dizendo que seria melhor voltarmos, mas a Júlia identificou uma trilha, mal feita, mas com marcas de passagem. Insistimos que se seguíssemos, conseguiríamos contornar o caminho e sair do outro lado da pedra. Ele foi para a frente, pediu que seguíssemos bem tranqüilamente, sem pressa e disse que voltaria com uma corda para auxiliar na subida.
Neste intervalo, achamos que estávamos só nós três, mas o grupo todo já estava atrás de nós, subindo com dificuldade o finalzinho, bem íngreme, sem uma trilha certinha, e acabamos saindo bem do lado da casinha com a colméia que relatamos no começo e o Almeida, no final do grupo, carregando a corda nos ombros e com meu boné que deixei pendurado numa árvore, que seria nosso caminho de volta. Nem sei se alguém acabou usando a corda no final das contas.

Só por esta trilha, bem aventura, como disse a Júlia, nossa vinda a Senador Amaral já estava paga!!!

“peixe?”
Mais pinturas??

Túneis egípicios

Um dos atrativos comentados no jornal que recebemos sobre o Circuito Serras Verdes (motivo da nossa viagem, aliás), em uma das feiras de turismo, nem me lembro mais qual, fazia menção a estes túneis, que comentei com o Almeida, e ele sabia da existência, mas não havia tido a oportunidade de visitar antes. Com a nossa curiosidade (principalmente da Júlia, sim sua porção nerd, em todos os assuntos de mitologia grega e egípicia), ele arrumou um motivo a mais para visitar o local e fomos lá, passando de volta pelo centro de Senador.
Entrada dos Túneis
Fomos recepcionados pelo Sr. Campos e sua família, assim mesmo, sem agendamento prévio. A propriedade estava desativada, mas este disse que em breve pretende ativa-la como Pousada, em aproximadamente um ou dois meses e também, a visitação aos túneis.
A propriedade tem um potencial muito grande, toda a estrutura é muito bem feita, bem acabada, com 6 quartos na parte superior, em madeira e vidro, onde os quartos dão visão para uma floresta de pinhos, ou para os campos. Existe uma estrutura para o restaurante muito bem feita também, e alguns quartos na parte inferior ainda. Com algumas melhorias, como as piscinas e o lago na entrada da propriedade e algumas implementações nos túneis, seria perfeito para receber grupos dos mais variados tipos, desde aqueles que procuram um local calmo para um retiro, até para algum evento com adolescentes.
Dentro dos túneis…
Uma das “saídas secretas”
Os túneis: o Sr.Campos conta que o projeto surgiu a partir de uma visita feita ao Egito e a construção levou cerca de 10 anos para ser concluída. Existe uma infinidade de túneis, não foi possível sua exploração total, até porque estávamos sem lanterna para todos, então, literalmente, não foi possível ver muita coisa…rsrsrs. Fomos tateando, por aquelas paredes, agarrando quem a gente mal conhecia, pelo pavor do escuro, de cair e de se perder..hehehe…O “clima” ainda era maior por causa acho que neta, do Sr. Campos e mais duas amiguinhas, que brincavam dentro dos túneis, e gritavam a toda hora, entrecortando os gritos por gargalhadas… conforme ele ia andando, ia explicando, aqui, tem uma saída para tal lugar, ali, nós vamos sair em lugar tal, e isso nos aguçou a curiosidade para vermos os túneis em funcionamento total, com todas as saídas.
Sala do Silêncio
Após a saída principal, que dá acesso à chamada Sala do Silêncio, fomos “presenteados” até com uma revoada de morcegos, em cima de uma das corajosas integrantes do grupo, a Bia, que cismou de “ir ver o que tem naquela passagem”. Foi uma gritaria geral, daqueles que já estavam na Sala do Silêncio, sob os olhares daqueles que saíam assustados das escadarias escuras dos túneis, por causa dos nossos gritos, coisa de filme! Fala, Sr. Campos, tudo foi combinado e os morcegos o senhor contratou, né não?
Torre
Saímos por uma das “passagens secretas”, do outro lado por onde entramos. Ainda visitamos a Torre, que têm 3 quartos, muito diferentes e com um “quê’ de clima Harry Potter. Só faltou a coruja, mas na falta da Edwiges, a Bia e a Júia encontraram no alto da Torre, filhotes de (eu acho, o Sr. Campos falou, eu esqueci que bicho era) gavião, com dois ratinhos mortos, para completar o clima do passeio!

Nossa despedida foi feita com o tradicional suco de morango da região, gentilmente oferecida pelo César, filho do Sr. Campos.

Voltamos extasiados com os passeios do dia para um almoço tardio na Pousada e até dispensamos o jantar, por conta do horário, combinando um lanchinho só.

Último dia

 

Acordamos, e para não pegar o trânsito de volta, já armamos o carro e pegamos a estrada logo após o café da manhã e com pesar no coração. Lógico que acabamos pegando trânsito na volta, já em Atibaia, e o compromisso que eu tinha para a tarde não pude comparecer.

Nossas impressões finais

Um lugar bastante aprazível, com inúmeras possibilidades de visitação e de passeios, muito perto de São Paulo e com um potencial turístico riquíssimo, como consta do guia da Serras Verdes, romance, compras, ecoturismo, aventura, cultural, contemplação, rural e religioso, entre tantas outras oportunidades. Não sei nem porque não despontou antes.
A idéia das parcerias locais, investindo não somente na sua propriedade, única e exclusivamente, mas gerando oportunidades a todos envolvidos, desde o produtor, com a valorização da produção local, como o caso do cardápio envolvendo a cultura da mandioquinha e do morango, até a visita e indicação de passeios e pousadas vizinhas, do proprietário da Pousada Ilhas do Sol, Almeida, alavancando o turismo como um dos, se não, o principal atrativo turístico da região nos cativou e nos fez optar por semos acolhidos em seu refúgio.
Cabe dizer ainda, que aliado a sua visão, a calorosa receptividade, seu desprendimento, seu desejo em nos deixar a vontade, não somente a nosso grupo, mas a todos os outros hóspedes e promover a interação entre o grupo presente (o que acabou acontecendo de maneira bastante tranqüila e naturalmente),destaque aqui para o casal Bia e Guilherme, que tornaram nossa estadia ainda mais agradável, reforça a nossa inerente natureza de “trilheiros”. O prazer que nos foi proporcionado, de “descobrirmos” uma trilha, de conhecer lugares ainda quase intocados, de ter contato, de sentar e ouvir um “causo” com gente da própria terra, de conhecer lugares onde ainda imperam a simplicidade, a prosa no fogão a lenha, valem para nós muuuuito mais que locais graduados com inúmeras estrelas, onde você conversa (conversa não, solicita o serviço) com o “concierge” ou o gerente, nas águas mornas das piscinas e da alta gastronomia mundial. Deve ser um prato cheio para quem gosta,afinal, futebol, religião e gosto por viagem não se discute, mas pelas experiências que vivenciamos, não é nossa praia.
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