Estação Eugênio Lefévre
Inevitável não citar a vizinha “glamourosa” Campos do Jordão quando falamos em Sto. Antonio do Pinhal, mas a descrição perfeita, copio aqui do Guia Quatro Rodas :…”Pode não exibir a arquitetura alpina da vizinha Campos do Jordão, mas tem o mesmo frio, a mesma névoa, o mesmo verde. É lugar para entocar-se em pousadas aconchegantes, admirar montanhas e comer truta a valer. Passeios ecológicos substituem a badalação, as cachaças são mais famosas que os chocolates, a sorveteria da esquina vende delícias com leite da fazenda”…

A nova alça de acesso da Rodovia SP 123 facilitou o acesso à cidade.

Visitamos a cidade uma primeira vez, quando a Júlia ainda era um bebê (mais ou menos há dez anos atrás) e ficamos na ocasião, Pousada Lua e Sol,uma gracinha de pousada, totalmente temática, desde o sabonete até os detalhes da roupa de cama e banho, tudo, além do mimo de ter o café da manhã trazido até o chalé e a simpatia da dona, que nos atendeu em tudo…
Pousada César
Desta vez, ficamos na Pousada César,  no Bairro José da Rosa, cerca de 10 km do centro. Temos que citar aqui, um sitesite  organizado por valores das diárias, super prático, você escolhe a faixa de preço e manda e-mail para o bloco todo de uma vez, sem aquela chateação de mandar um e-mail para cada pousada. Fica uma dica para todos os sites das cidades, esta organização torna bem prática a cotação para o turista.

Chegamos debaixo de uma chuva torrencial, bem cedinho, como é do nosso costume, e ficamos esperando na porta e depois de quase uma hora, uma funcionária veio nos receber, coitada, com imensos guarda-chuvas, que acabou só resguardando nossas cabeças…
Devidamente instalados, fomos para um café da manhã muuuuito bom, uns 4 tipos de pães, 3 tipos de bolo, chá, café, leite, 2 tipos de sucos, frutas diversas, frios, geleias, e depois de um lauto café, fomos nós, bater perna.

Começamos pela sorveteria Eisland, na fazenda Aconchego. Por causa do frio (e também do café), só visitamos o lugar, deixamos para apreciar o sorvete mais tarde…

Seguimos para a Cachoeira Lageado, esta é a cachoeira mais visitada pelos turistas, por possuir uma área arborizada para descanso e piquenique. Existe uma trilha pequenininha, atravessando uma ponte de madeira, e dando a volta por um bosque. A entrada custa R$ 2,00, mas não é nada muuuito assim, digno de nota.

Depois, visitamos A Bodega. A casa já é um ponto turístico na cidade, e vende cachaças com mais de 40 sabores tais como : mel, amora, figo, cambuci, uva, carambola, damasco, chocolate, cidreira… Os grandes frascos de vidro ficam dispostos na loja, onde você pode provar de todos os sabores, quantas vezes quiser. Cuidado! Tivemos experiências “tristes” na nossa época de solteiros, com esse tipo de degustação, lá na Chapada dos Veadeiros. Eu e nosso amigo Fábio, que o diga… Por causa disto, provei bem pouquinho…(êeee, manguaça!!!!). Acabamos levando uma garrafa de vinho artesanal da casa. O local vale o passeio, além das bebidas, é muito agradável, e tem um jardim bonito, nos fundos.
A essa altura do passeio, hora do almoço e seguimos a indicação das meninas da Pousada, o Restaurante da Beth, uma casinha bem simples, com comida caseira, bem atrás da Pousada. (Telefones: 12-36662199, 12-96015834). Pedimos o PF, R$ 8,00, com arroz com a carne de escolha (frango, bisteca, carne assada ou bife) mais feijão e salada. Super simples, mas muito bom mesmo.
Depois do almoço, gastar as energias. Fomos em direção ao centro da cidade, visitamos o Mirante do Cruzeiro, uma praça de onde é possível avistar toda a cidade e o local onde os moradores da cidade realizam a procissão da via Sacra, na época da Semana Santa.
Estação Eugênio Lefévre

Não poderíamos deixar de visitar ainda, a Estação Eugênio Lefévre, inaugurada em 1919, conhecida como “Estação do Bondinho”. Pelas informações, devemos pegar o trem em Campos do Jordão e pode descer em Pinhal, não o contrário, infelizmente…
Já que estávamos lá, (ai que desculpa esfarrapada!), não podíamos logicamente, deixar de experimentar o tãaao aclamado bolinho de bacalhau. Gente, estávamos empanturrados ainda, mas foi tão bom que comemos dois cada um!! Vale a pena!

vista do Mirante

Um pouquinho mais para a frente, a pé mesmo, seguindo os trilhos, você chega ao Mirante Nª Sª Auxiliadora, com um pátio ao redor, de onde se avista o Vale do Paraíba.
Já escurecendo quase, voltamos para descansar à Pousada.

No dia seguinte, tentamos achar as cachoeiras.
Não perca tempo com a Cachoeira do Cassununga.Fica atrás de um bar na beira da estrada, rodovia SP-50, onde cimentaram tudo, colocaram escadas, banquinhos e mesas em cimento. Um verdadeiro horrooor!!!!

Tentamos a todo custo, achar a tal Cachoeira Rancho Feliz, e pelas indicações do livreto turístico da cidade, a única coisa que conseguíamos achar toda hora, era um empreendimento imobiliário e quando perguntamos para o comércio local, indicaram que dentro do empreendimento é que estava localizada a Cachoeira. Fomos nós, na maior cara de pau, fazer de conta que íamos conhecer o empreendimento e procurar a Cachoeira.

Foi uma surpresa boa, fizemos a Trilha das Cachoeiras, uma trilha gostosa, para passeio, com várias quedas d’água, de todos os tipos e tamanhos, mas só resta saber se será aberta ao público, mas ao que tudo indica, somente os proprietários das residências do Condomínio é que deverão ter acesso. Uma pena, para turistas como nós, que apreciamos também descobrir lógico, as belezas naturais dos lugares que visitamos…

O homem que encarava as cabras

Continuando nosso passeio, visitamos o CaprAlemão e o Bode Expiatório. Um local interessante, onde as crianças (e os adultos) podem ver a criação dos animais, brincar com as cabras, experimentar vários tipos de queijo e também a cerveja artesanal do Bode Expiatório. Funciona no mesmo local que o atelier Bruxa da Montanha, com anjinhos, bonecas e calendários confeccionados em tecido.

Pharmácia de Quintal

Em frente ao CaprAlemão, fica a Pharmácia de Quintal, uma casinha simples, mas linda, na sua simplicidade. Oferece produtos elaborados com ervas e flores como temperos, xaropes, mel, vinagres e azeites com especiarias, sachês, travesseiros aromáticos. Só de entrar pelo quintal, você sente o aroma do lugar! Compramos sais aromatizados lá que são uma delícia para temperos!

Fazenda Renópolis

Já era tarde, cerca de 16 hs, e não havíamos almoçado, então fomos conhecer a Fazenda Renópolis  que vimos no livreto que ofereciam o chá colonial, esperando uma “casa de chá” aos moldes dos que conhecíamos.
A Fazenda pertence à família desde a década de 20 e dela se originou a Colônia Renópolis, povoada por colonos japoneses há décadas. Além do Chá colonial, você conhece o artesanato local e os produtos com ervas medicinais e aromáticas, que são produzidas pela própria família com matéria prima da fazenda.

quitutes do chá colonial

O “chá colonial” foi um verdadeiro banquete para nós: 3 tipos de sopa (feijão, canja e legumes), ovos mexidos, quiches, salada (com flores junto!), pães (2 ou 3 tipos), patês, bolos (9 tipos), chá, café, leite e 2 tipos de sucos. Criança paga meia e adultos, não me recordo muito bem, mas cerca de R$ 35,00~R$ 40,00, mas vale muito a pena!
Ouvimos dizer, que existe uma trilha que começa em Campos do Jordão, vai descendo pelos trilhos e termina na Fazenda Renópolis . Não deu para testar desta vez, mas nos prometemos voltar para esta “penosa” missão…rsrsrs

Passamos ainda, na volta da Pousada, por uma das propriedades da Colônia japonesa fixada pertinho da Fazenda Renópolis e compramos uma mudinha de cerejeira que há muito tempo o João procurava e não encontrava por aqui, em São Paulo.
Passamos também nas fontes (Fonte Santo Antônio), para abastecer nossos cantis e mais o que achamos de garrafinhas vazias dentro do carro.

Dia seguinte, antes de sair da cidade e voltar para casa, não podíamos deixar de experimentar o sorvete na Eisland desta vez no centro da cidade. Experimentamos o menu degustação das 9 bolinhas, por R$ 15,00. O sorvete é saboroso, muito cremoso, feito com leite e creme de leite de gado jersey da fazenda Sítio Aconchego.

Nossas considerações finais: um lugar muito gostoso, pertinho de SP, 180 km,não dá nem tempo de cansar da viagem, bom para todos os tipos de visitantes, desde os casais românticos até para viagem com crianças, agradando a todos os gostos e bolsos.
Pelo relato (e a nossa gula também), deu para perceber que é uma viagem gastronômica também!
Não deu tempo de ver todos os atrativos, como os vários locais com artesanato (a História em Retalhos, Morito Ebine, Atelier Eduardo Miguel,o Jardins de Barro, a Oficina das Artes, entre outros), o Pico Agudo… e que só aumenta a nossa vontade em voltar para esta simpática cidade.

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Dia 13-11/01/11- 3ª feira- Punta Arenas- Puerto Natales- El Calafate

Depois do café, saímos de Punta Arenas para Puerto Natales no Buses Fernandes (só atravessar a rua, praticamente) às 9:00 hs, debaixo de frio e uma chuva fininha.
Chegamos a Puerto Natales por volta das 13:00 hs. Passamos no Nikkos para pegar nosso equipamento de acampamento deixado lá e levamos até a agência de viagens.
Nosso ônibus sairia às 18:00 hs, tempo então para almoçar (no La Tranquera, Manuel Bulnes, 581, menu do dia,merluza com purê de batatas ou bife a milanesa com arroz por CH 3.500,00 o prato) e comprar algumas coisinhas.
A cidade já estava em movimentação para a greve marcada para iniciar aquela noite. Vimos chegando carros do exército, soldados fardados e os Carabineros do Chile. Alguns comerciantes locais, já nem atendiam mais os turistas, preocupados em preparar faixas e cartazes para a paralização do dia seguinte. Mal sabíamos da nossa sorte em estar saindo da região ainda nesta noite, pois no dia seguinte, já estaria tudo fechado, como pudemos constatar nos noticiários quando chegamos em casa.
O ônibus da Cootra saiu às 18:15 hs e passou por outro lado, na portaria via Rio Túrbio.
Chegamos em El Calafate por volta das 23:30 hs, sem nenhum táxi no terminal de ônibus para o nosso desalento total e fomos lá, caminhando com todo a bagagem de acampamento e agora todas as nossas compras até o Hostel América Del Sur, que já nos esperava e onde fomos recebidos com um entusiástico “Hola, Marcia, sejam bem vindos de volta!!!” pelo simpático Patrício àquela hora da noite, foi um alento.
Observamos que apesar da demora nos translados, foi muito bom termos deixado tudo reservado assim que chegávamos. Portanto, reservar sua volta de Punta Arenas para Puerto Natales ou El Calafate, assim como sua hospedagem na cidade de destino é importante, pois vimos pessoas tendo que esperar ou simplesmente saindo procurar outra alternativa de transporte e de hospedagem na hora, o que nem sempre é possível.

Dia 14- 12/01/11- 4ª feira- El Calafate- Buenos Aires-São Paulo

Tomamos café, arrumamos pela última vez nossa bagagem, fizemos o check out, deixamos as malas no hostel, pedimos um táxi para nos levar até o Aeroporto e descemos para o centro para esperar o horário do vôo.
Andamos no centro de novo, comemos de novo nas empanadas, com a diferença desta vez que a proprietária estava presente e nos destratou achando que estávamos consumindo outros alimentos que não o dela. Indicamos o lugar da primeira vez, mas devido a este fato desagradável, desaconselhamos. Ficamos chateados com a situação, e como já era quase hora de voltar para esperar o táxi, voltamos ao hostel, nos despedimos da equipe com um forte abraço e rumo ao aeroporto.
Estava um caos o aeroporto de El Calafate, demoramos 1:15 h para fazer o check in e embarcamos para Buenos Aires por volta das 15:40 hs. Desembarcamos em Guarulhos à 1:30 h e assim terminou nossa já saudosa estadia neste país fascinante!

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Dia 11-09/01/11- domingo- Puerto Natales- Punta Arenas

Café bem simples no hostel. Café, chá, pão, manteiga, geléia, suco de laranja e iogurte. Pegamos o ônibus às 10:00 hs e combinamos de deixar todo o equipamento de camping, que não iríamos utilizar no hostel para pegar na volta, no dia 11/01.

Chegamos a Punta Arenas às 13:00 hs, e mais um probleminha. Não anotamos o endereço do hostel, pois em toda cidade que chegamos as pessoas sabiam pelo nome onde ficavam as hospedagens (até aqui no Brasil, em qualquer cidadezinha). Perguntamos no terminal do Buses Fernandez, para os taxistas e nada. Ficamos lá parados, e apareceram na nossa frente nossas fadas madrinhas , Marilisa e Voluspa, que tentaram nos ajudar a descobrir o hostel, mas como disse a Voluspa, em Punta Arenas, com 250 hostels, se não tivermos o endereço do lugar, nada feito.
Nos levaram ao Hostel que elas ficariam, Joshiken, na mesma rua do Buses Fernandez e acabamos ficando lá mesmo, pois o preço era bem semelhante ao que havíamos reservado antes, ficava pertinho do centro, havia a indicação das nossas recém conhecidas amigas e ser muito limpo e aconchegante.
É uma cidade portuária, e sua principal atividade hoje está centrada no turismo. Seu porto recebe transatlânticos que utilizam a cidade como ponto de partida para viagens à Antártida. É uma cidade bonita, e o que surpreendeu foram as grandes construções, antigas, com uma arquitetura muito bonita.

Deixamos nossas coisas no Hostel, passamos no mercado, Unimarc, compramos algumas coisinhas para comer, fizemos farofa ali mesmo no estacionamento do mercado, para vergonha completa da Júlia; encontramos um pessoal que fez o W, em Torres Del Paine também,nos cumprimentamos como velhos amigos. Depois, pegamos um táxi (CH 2.000,00~2.500,00 ) até a tão famosa Zona Franca, na entrada da cidade, na verdade, nosso motivo principal para visitar Punta Arenas.
É um “shopping”, praticamente, com várias lojas, mas sinceramente, foi uma decepção. Qualquer shopping de São Paulo é maior, e infelizmente, como estamos acostumados na metrópole de compras do Brasil, acabamos comparando preços, oferta de produtos, variedades, novidades e em nenhum quesito destes a Zona Franca ofereceu vantagens. Como era domingo, nem todas as lojas estavam abertas, mas serviu para vermos os preços. O que vale a pena, são realmente, as roupas, sejam elas as esportivas e técnicas (loja Balfer) ou as roupas normais mesmo.
Atravessamos em frente a Zona Franca e fomos ao mercado Sanchéz & Sanchez e lá fizemos a festa comprando roupas para o inverno, com preços realmente bons.
Voltamos ao Hostal, e pedimos indicação de restaurante, e nos indicaram o Restaurante Arco Íris, ao lado do Unimarc, na Rua Bories. Um bufê de self service imenso, com comida chinesa, vários tipos de salada, massas, churrasco, muita variedade, com sobremesa (vários tipos) incluída por CH 6.500,00 por pessoa. Vale muito a pena!
Voltamos rolando para o Hostal para descansar.

Dia 12-10/01/11- 2ª feira- Shopping

Café no Hostal com pão, manteiga, duas fatias de queijo e presunto para cada um, café e suco.
Dia literalmente de comprar. Depois de nos despedir das nossas fadas madrinhas que estavam indo embora, fomos para as lojas no centro de Punta Arenas, (principalmente na Rua Bories e arredores), e nesta época, os grandes magazines, (Johnson, Corona, Estilo de Vestir, etc) estão fazendo suas liquidações, com 60, 70% de desconto ou do tipo pague 1 e leve 2. Almoçamos no centro novamente no Restaurante Arco Íris, que foi muito bom e aproveitar o horário da siesta, onde todas as lojas fecham (entre 12:00~12:30 hs, retornando por volta das 15:00 hs, inclusive na Zona Franca).
Andamos numa ventania horrorosa, que quase nos arrastava pelas ruas!! Parece inacreditável, mas é essa a sensação mesmo, de ser carregado a qualquer momento pelo vento!! Soubemos no dia seguinte, no Hostal, que o vento atingira 120 km/ h!!!

Seguimos depois novamente, para a Zona Franca para dar uma última olhada, agora com as lojas abertas, confirmar que não vale a pena mesmo, passamos em frente, no mercado Sanchéz & Sanchéz para mais algumas aquisições. O taxista que nos levou para a Zona Franca nos informou da greve que teria início no dia seguinte, mas não imaginávamos a dimensão desta paralisação. Voltamos para o centro à noite, comemos um tostado com chá e chocolate quente e fomos ver o mar de Punta Arenas no friiiiiiooooooo.

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Dia 10-08/01/11- sábado- Chileno- Hosteria Las Torres-Puerto Natales

Café da manhã, o mesmo que o anterior , mas sem o mingau de aveia e geléia no lugar de doce de leite.
Saída do acampamento por volta das 10:00 hs. Conforme o previsto no mapa do Parque, realmente a descida foi feita em 2 horas, considerando até que estávamos com carga, a descida foi muito tranqüila.
Legal foi ver também a comemoração de cada trilheiro que chegava, normalmente era recebido com uma salva de palmas por aqueles que estavam esperando o ônibus, e também a comemoração dos grupos que chegavam, comemorando o circuito W realizado, e nos parabenizamos, quietinhos, e principalmente, nossa filha valente.

Usamos o banheiro da Hosteria Las Torres e ficamos até com vergonha de pisar lá dentro, pois nossa ‘indumentária” , como diz meu sogro, sujo e fedido de 6 dias de trekking não combinava nadinha com aquele lugar chiquetê, mas foi um alento entrar em um banheiro limpo, depois de 6 dias, e foi a primeira vez que vimos um espelho, depois de muito tempo…

Esperamos o ônibus que sai às 14:00 hs de frente da Hosteria e que nos levou até a Guarderia Laguna Amarga, por CH 2.500,00 por pessoa. Como comentado nos mochileiros, realmente é um percurso de 7,5 km numa estradinha sem graça, e creia-me, depois de ter andado tanto e visto tanta coisa linda, vale a pena pegar o ônibus. Não precisa reservar, é só subir e pagar. Vimos um grupo de pessoas também esperando, mais na frente, perto da área do acampamento e o motorista comunicava via rádio, que haviam mais 15 pessoas aproximadamente, e entendi que mandariam um outro ônibus realmente, como eles haviam informado aos outros passageiros que não conseguiram embarcar neste.
Desembarcamos em Laguna Amarga 30 minutos depois, e o ônibus da Buses Gómez, que havíamos reservado, chegou logo em seguida. Apresentamos o voucher, pagamos as passagens (CH 8.000,00 por pessoa) e embarcamos rumo a Puerto Natales.
Paramos novamente na Cafeteria El Ovejero e nosso almoço foram 3 empanadas saídas do forno.

Chegamos a Puerto Natales por volta das 18:00 hs, no Nikkos II, que havíamos feito a reserva via internet, mas não havíamos pagado, junto com outros turistas que saltaram do ônibus, inclusive brasileiros. Aconteceu algum problema na reserva e fomos transferidos pelo mesmo valor do Nikkos II, ao Nikkos I. As instalações do Nikkos II, aparentemente, pois não pudemos entrar, são mais novas e melhores que sua matriz e percebemos que talvez o “problema” foi que deram preferência para aqueles que haviam feito e pago a reserva.
Em circunstâncias normais, iríamos estressar, afinal foi dito que poderíamos pagar na apresentação, e as instalações não eram lá, essas coisas, mas depois de 6 dias de acampamento, a Júlia e nós ansiávamos por dormir sob um teto, poder tomar um banho no tempo que cada um quisesse, sair no quarto quentinho, e não no vento e dormir numa cama, que não ligamos e achamos tudo ótimo.
Interessante como dependendo do momento e das circustâncias, nossos valores são relativos…São mais um dos aprendizados que temos viajando…

Lá fomos nós, bater perna na cidade e arrumar as passagens de ônibus para Punta Arenas para o dia seguinte e a volta de Punta Arenas para Puerto Natales e depois para El Calafate, para o dia 11/01. Conseguimos na Buses Fernandes um ônibus para Punta Arenas às 10:00 hs no dia seguinte e no mesmo horário a volta para Natales. (CH 4.000,00 por pessoa cada trecho).Numa agência perto, a Carfran, conseguimos a volta para El Calafate somente para às 18:00 hs. (CH 12.000,00 por pessoa).
A cidade é pequenininha, cerca de 20.000 habitantes apenas, e é a porta de entrada para o Parque Nacional Torres Del Paine, e se movimenta em torno praticamente do turismo. Não é uma cidadezinha “bonitinha” como El Calafate, mas tem uma característica mais rústica,mas mais autêntica, com suas casinhas de madeira simples.
Em Puerto Natales, existem várias empresas de ônibus, Buses Fernandez, Zaahj, Cootra, Pacheco e Buses Sur, espalhadas pelo centro, com horários diversos. Somente depois de agendado estes horários é que descobri num guia que compramos da Lonely Planet, que existiam ônibus direto de Punta Arenas para El Calafate pela Bus Sur.

Comemos um hambúrguer do Masay Pizzas, Manuel Bulnes, 427, indicado pela moça da lavanderia que fica ao lado do restaurante Picada de Carlitos (CH 1.500,00 o kg da roupa, o melhor preço que encontramos), e o hambúrguer é conforme a Júlia disse tamanho Man X Food, (um programa besta que assistimos de vez em quando), enooorme, mas uma delícia, e impossível de comer praticamente um inteiro sozinho. Só tomem cuidado com o catchup, que é picante demais (aliás, acho que trocamos o frasquinho e na verdade era pimenta mesmo!!! Hahahha!). Pagamos CH 13.500,00 os 3 hambúrguers mais 3 refrigerantes.
Voltamos ao hostel e dormimos divinamente, numa cama, quentinhos, depois de 6 dias de acampamento.

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Travessia Acampamento Los Cuernos – Acampamento Chileno e Mirador Torres
Final do Circuito W
Dia 08- 06/01/11- 5ª feira- Cuernos- Chileno

Saímos dos Cuernos, por volta das 9:30 hs. Tomamos sopa de café da manhã, para ver se conseguiríamos mais “força” para a travessia, de aproximadamente 16 km. Só de saber a distância, já dava um cansaço antes do tempo.
A primeira parte do percurso é subida, cansa bastante; no meio do caminho dá uma suavizada, com descidas e partes retas, onde eu e a Júlia conseguíamos um rendimento melhor. A mochila estava um pouco menos pesada, pois havíamos consumido boa parte dos mantimentos e também adotamos a estratégia de colocar o sleeping da Júlia, por dentro da mochila, dando uma estabilidade maior, além das roupas sujas serem carregadas pelo João.
A carga do Ogro
Existe realmente um atalho, no meio do caminho, então, em vez de seguir até a Hosteria Las Torres e subir, pegue o atalho à esquerda. A subida bem no começo é devastadora, quando a gente via o sinaleiro laranja lá no topo do morro, dava até uma canseira antecipada. Encontramos um casal logo após a subida, perguntamos se estava muito longe, e eles disseram que deveriam faltar umas 2 horas, mas que o caminho era muito bonito de se fazer, com vistas de lagos, belas flores de campo e algumas vezes a visão de condores.
Trilha Cuernos-Chileno
De fato, avistamos tudo isso, menos os condores, e fomos subindo, subindo, subindo.
No finalzinho da trilha, o atalho se junta com a trilha principal que vem da Hosteria Las Torres para o Acampamento Chileno e depois para o Mirador Torres. Penamos na subida, mas a visão que tivemos do vale , com o Acampamento Chileno fincado no meio do vale, foi, para nós a visão mais bonita que tivemos na vida.
Acampamento Chileno

Novamente, as fotos não traduzem a beleza do lugar, além do fato de termos sentido o que achamos que se sente quando se avista um oásis num deserto. Nosso lugar de chegada e  de descanso, finalmente estava lá, ao alcance da visão (longe, mas estava lá).

O Acampamento é pequeno, todo o lugar cheira a b. de cavalo, pois estes levam os hóspedes da chiquetérrima Hosteria Las Torres que não conseguem (ou não querem, lógico), andar todo o percurso a pé até o Campeamento Chileno, têm dois chuveiros quentes que funcionam (importantíssimo) e dois sanitários (um feminino e outro masculino), além de uma impressionante composteira de esterco a céu aberto que não deu para entender qual a finalidade daquilo, mas…
Montamos acampamento e resolvemos nos dar de presente, até o final do período do W, o restante dos jantares e dos cafés da manhã.
Jantamos sopa de entrada, um frango com creme esquisito e salgado, uma torta de batata com creme de leite gratinado e de sobremesa um mousse de chocolate com coco ralado em cima.

Dia 09-07/01/11-6ª feira- Chileno- Mirador Torres

Café da manhã no acampamento, mingau de aveia e leite (até eu tomei, e confesso, estava uma delícia!- detalhe, eu não tomo leite nunca, em hipótese alguma…), suco de laranja, 2 fatias de pão caseiro chapeados, café e chá, manteiga , doce de leite e ovos mexidos (até o João que não come ovo frito comeu e achou bom).
Olha as pessoas, parecem formiguinhas…
Subidão. Você sai de 400 m para chegar na região do Mirador, a quase 900 metros. Quase desistimos no meio do caminho, mas uma moça passou pela gente, deu uma injeção de ânimo na Júlia e conseguimos força para continuar mais um pedacinho.
É um trecho complicado, com aquela areia toda e pedrinhas que vão escorregando, mas devagarzinho, você consegue chegar. O João foi primeiro, fiquei com a Júlia numa parte do caminho que ela cansou, esperei o João voltar e depois fui eu.
Mirador Torres
É uma visão clássica, das Torres, com o laguinho verde aos pés, mas vale a vista. O que foi “interessante”, é a quantidade de pessoas lá em cima, descansando,  comendo e observando o lago. Guardada as proporções, e o visual da turma, procurei o ônibus da CVC que havia despejado toda aquela gente ali.
Aliás, cabe dizer aqui, que durante todo o percurso, não ficamos nunca absolutamente sozinhos. Sempre encontrávamos as pessoas, e interessante, como isso é universal, seja lá na Patagônia, ou nas Chapadas, quando você encontra um trilheiro, cumprimenta. Teve momentos que até cansava de “…hola, hello, hi”…
Bem legal era encontrar pessoas que você já havia encontrado no Hostel em El Calafate, ou pessoas que estavam na excursão e depois tornava a encontrar, ou encontrado nos acampamentos anterior e nos saudávamos como se fôssemos amigos de muuuito tempo…
Depois da travessia do dia anterior,com bagagem e tudo, a subida para o Mirador acabou tornando-se até relativamente “tranqüila”.
Voltamos para o Acampamento, e jantamos desta vez sopa, torta de batata com carne moída (modéstia de novo à parte, ai que saudades da minha torta de batata com carne…) e salada de frutas de sobremesa. Dormimos cedo, pois acho que foi o dia mais frio que enfrentamos em acampamento nesta noite. Os sleepings que compramos Quechua, foram testados e aprovados nesta noite, apesar das opiniões contrárias a marca dos mais elitistas.

Aqui cabe novamente um comentário a respeito do nosso roteiro. Também não sabemos até agora se foi melhor ter ido direto do Cuernos até o Chileno, e poupamos pela metade a subida até o Mirador Torres no dia seguinte.
O fato é que, realmente, da Hosteria até o Mirador, é subida que não acaba mais. Se optar por este formato, em vez de sair de 400 m, como nós saímos, você tem que sair de 135 metros para chegar ao Mirador, à 900 m.
Quando você chega no Chileno, ainda tem mais o dobro de subida. Depende do seu grau de resistência à subida. No meu caso e da Júlia em particular, é nossa maior fraqueza.
Como eu já contei, existe a opção (não sei informar direito quanto custa e os maiores detalhes), mas os cavalos devem ser agendados e reservados na Hosteria Las Torres, o Campeamento Chileno não faz este serviço. (pelo que pudemos observar, são os hóspedes da Hosteria que utilizam o serviço).

Nossas considerações finais para o Circuito W:

1- O Circuito W de Torres Del Paine, é factível sim, porém desaconselhamos para crianças (apesar da nossa ter ido, completado o percurso, mas sofrido um pouco, coitada, pelo fato de ter que carregar seu equipamento) de até seus 14~16 anos, a não ser que sejam crianças muito habituadas a trekkings pesados.

2- Achamos que a estrutura de Puerto Natales para quem vai a Torres Del Paine fazer o circuito, ou que seja um trekking com alguns dias é bem melhor que El Calafate. Os mercados têm mais opções de alimentos, existem casas que vendem frutas secas de todos os tipos, a oferta de suprimentos de acampamento são maiores, as opções de transporte são maiores e a distância para o Parque é menor.

3- Se possível, reservem tudo com antecedência. Não sabemos se conseguiríamos voltar se não tivéssemos reservado nossas passagens de ônibus antes.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Acampamento Paine Grande para Los Cuernos

Travessia Acampamento Paine Grande até Acampamento Los Cuernos
 Meio do Circuito W

Dia 6- 04/01/11- 3ª feira- Pehoe- Cuernos

Um visual lindo, mas a mochila pesava muito, cansamos bastante, tivemos que fazer várias paradas para descansar, o vento foi aumentando, a Júlia não agüentou toda a bagagem e acabou passando para o João o sleeping dela.

Resultado: conseguimos chegar no Italiano somente lá pelas 16:00 hs,detalhe, a caminhada de acordo com o mapa do Parque fala em 2,5 h, exaustos, e ainda sabíamos que tínhamos que chegar ao Cuernos. Na verdade, acabamos optando por ir até o Cuernos por causa de alguns relatos, onde diziam que, o acampamento tinha sido fechado por causa de muita m… espalhada, por não existir banheiro, ser um acampamento selvagem, etc.

Foi uma pernada à mais de 5,5 km para chegar até Cuernos e no dia seguinte para voltar até lá para visitar o Vale do Francês, os 5,5 km de volta, mais 5,5 km novamente de volta até o Cuernos, ou seja, realmente, 16,5 km a mais.Temos que considerar ainda, o caminho para o Vale do Francês, de 5,5 km.

Não sabemos dizer até agora, se valeu a pena ou não, mas, ficam aqui algumas informações constatadas: o acampamento é grande, realmente não tem chuveiro, mas tem 4 banheiros e não tem pia nenhuma, ou área para pegar água. Vimos uma estrutura onde poderia ser um abrigo para cozinhar, provavelmente, mas não não haviam mesas ou bancos, seria colocar o fogareiro no chão e cozinhar assim mesmo.

Não tinha jeito mesmo, afinal já havíamos reservado nossa área de camping no Cuernos, através do Fantastico Sur e até o banheiro não nos pareceu lá, tanto problema, mas não tínhamos água, então, seguimos em frente, depois de uma breve pausa para comer alguma coisinha.

 
No caminho do Italiano para o Cuernos, o vento aumentou muito, e mesmo com o peso que carregávamos, por incrível que pareça, éramos quase que jogados ao chão. Nunca havíamos visto ventar tanto na água, que a água levantava e virava quase que um chuvisco, chegando a nos molhar, quando passávamos perto dela. Para completar a desgraça, ainda erramos um trechinho do caminho, na praia de pedra e tivemos que refazer o percurso.
Chegamos exaustos no acampamento Cuernos, um lugar muito bonito sim, mas a infra… dois vasos sanitários e um chuveiro, pois o outro estava quebrado, para todo mundo!! Um horror!!!Ainda mais por causa da ventania, tudo estava coberto por terra. O cansaço foi tão grande, que preparamos mal e mal uma sopa de letrinhas,após montar a barraca, não deu coragem de usar os chuveiros, e mesmo que tomássemos banho, rapidamente seríamos transformados em milanesa com terra preta assim que saíssemos, então usamos nossos lencinhos umedecidos e desabamos exaustos. A única alegria aqui, foi a Júlia, que disse que estava morrendo de vontade de tomar aquela sopa de letrinhas, e tomou aquilo como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo, com uma alegria ainda de criança, que foi marcante. Modéstia muuuito a parte, mas tivemos muito orgulho deste desprendimento dela, apesar de todo o esforço enfrentado no dia.
 

Dia 7- 05/01/11-4ª feira-Cuernos- Vale do Francês

Voltamos só de mochilinha para o Vale do Francês. Fizemos todo o percurso de volta dos Cuernos para o Italiano, só que bem mais aliviados e tranqüilos.
O percurso, realmente, só de mochilinha é tranqüilo até, tirando uma parte de subida. Neste percurso, deu para tirar fotos com calma e ir mais devagarzinho. De mochilinha, conseguimos fazer o percurso como consta na indicação do roteiro do parque, em 2,5 hs, até o Acampamento italiano.
 

Começamos a subida do Vale do Francês, até alcançarmos um lugar com vista para o Glaciar do Francês e a Júlia, muito cansada do dia anterior (e confesso, eu também), acabamos ficando por lá. O João seguiu até o final da trilha, e depois, voltamos para o Cuernos. No caminho, na praia de pedras, ele cumpriu o que tinha prometido, de dar um mergulho pelo menos na Patagônia. Entrou e saiu, gritando de frio, logo em seguida, mas cumpriu a promessa.
Tínhamos reservado um jantar e lá fomos nós, para nossa primeira refeição depois que iniciamos o W. Foi mais à título de experimentar o  tipo de comida e um presente para nós três, depois do sacrifício do dia anterior. O preço é realmente salgado, comparado ao custo benefício, digo do que é servido, mas vamos combinar que uma comida fresca, realmente não tem preço . Foi servido uma sopa na entrada, depois uma carne (que não conseguimos identificar que tipo) com arroz a grega e depois, uma salada de frutas com creme de leite. Além do preço da refeição, atenção para as bebidas.  A latinha de refrigerante custa CH 2.000,00, assim como o pacote de bolacha recheada.
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Parque Nacional Torres del Paine

Dia 4- 02/01/11- domingo- transfer para Torres Del paine

Começo do Circuito W no Parque Torres Del Paine. Estudamos em vários roteiros, de muitos blogs e sites relacionados (Mochileiros,  dos amigos de blog, Carla e Élio   e fizemos a opção por este formato de roteiro, principalmente por estarmos com uma criança, de 11 anos (quase 12 anos) e também por não sabermos se iríamos aguentar o tranco, considerando que não estávamos (pelo menos eu) com um condicionamento físico assim, uma Brastemp, além do fato do joelho dar sinais de vida novamente (ou da ausência dela, rsrsrs).
Fizemos o roteiro em 6 dias de acampamento, quando o normal é entre 4 e 5 dias no máximo. Desta forma, teríamos um dia para caminhar com a mochila cargueira, mais pesada,armar acampamento e tal, no dia seguinte, visitar o destino daquele acampamento, de mochilinha e quando voltássemos, o acampamento armado, seria jantar e descansar “somente”…

O ônibus da excursão nos pegou no hostel às 5:30 hs . Outra explicação:fizemos as contas, e considerando, três pessoas, mais o translado de ônibus para Puerto Natales, que seria a opção mais perto, mais uma diária à noite, mais o carregamento da nossa mochila com a carga total para lá e para cá, consideramos que seria mais demorado, mas mais cômodo ir via excursão.

O ônibus foi passando por vários locais e pegando mais passageiros. Passamos na fronteira da Argentina para o Chile, primeira parada do ônibus para carimbar os passaportes e depois uma segunda parada para a vistoria das malas. Mais um pequeno contratempo aqui.
Não é permitida a entrada de nenhum tipo de alimento no Chile, parecido com sementes, nem alimentos frescos, como frutas, etc. Já haviam nos explicado isto, por isso compramos tudo enlatado, ou coisas como macarrão e sopas instantâneas, mas o João cismou que tinha que levar a aveia diária sagrada, e quando perguntou para o guarda da fronteira e ele disse que não podia entrar com aveia,o João tirou a aveia, mais as frutas secas e teve que preencher um novo papel com essa declaração e desmontar todinha a mochila para tirar a bendita aveia. No final das contas, nem precisou porque eles nem fizeram questão da entrada da aveia.

Paramos depois na Cafeteria El Ovejero, para comer alguma coisinha e lá é possível também trocar o dinheiro para pesos chilenos.

Fomos visitando e parando nos principais pontos do parque.

Guanacos

Onde ficam os guanacos pastando livremente, o mirante do Lago, o Salto Grande, a Laguna Amarga, junto com todos da excursão.

Salto Grande

 

Algumas pessoas foram ficando em alguns pontos e nós saltamos em Pudeto, às 16:00 hs, para pegar o catamarã das 18:00 hs.
 No período da alta temporada, existem 3 horários, 10:30, 12:00 e 18:00 hs. Ficamos preocupados se deveríamos ir comprar bilhete em algum lugar, ou reservar, mas depois conseguimos a informação que seria só ficar lá esperando e entrar no barco e pagar. E foi isso mesmo.

A viagem com catamarã dura 30 minutos e com uma condição de tempo excepcional, conseguimos avistar os 3 montes principais: Paine Grande, os Cuernos e Monte Almirante Nietto.

O que foi excepcional também foi o calor, que comentamos com um casal inglês e uma japonesa, que todos esperavam enfrentar o frio, mas o calor… estávamos todos de camiseta e acabamos indo molhar os pés no lago (gelaaado!!, mas uma delícia!)
Olha a quantidade de mochilas dentro do catamarã…
Chegamos no Campeamento Paine Grande, administrado pela Vértice Vertice enfrentamos a fila para pagar o camping (bom, todos ou a grande maioria, que estavam no catamarã, com exceção daqueles que reservaram vaga no refúgio há pelo menos 6 meses aproximadamente, conforme disseram) , não é necessário reservar antes, a área de camping é grande, e montamos nossa barraca.
 O acampamento têm plataformas de madeira, para facilitar o caminho, a área dos banheiros (feminino e masculino) têm 3 chuveiros e ao lado, 3 banheiros. Existe também uma construção que serve como cozinha, com uma pia grande, e dois fogareiros e algumas mesas e bancos , então você pode cozinhar lá dentro e ir comer perto da sua barraca onde existem várias mesas e bancos espalhados pelo acampamento, ou comer dentro desta construção mesmo. Dentro da área do Refúgio, existe um mini mercado também, dá para comprar mantimentos de última hora.

Fizemos o jantar, capeletti de vegetais, com uma viandada meio fritinha, comemos no banco perto da barraca e fomos dormir.

Dia 05-03/01/11-2ª feira-Glaciar Grey

Dormimos bem, acordei às 6:15 da manhã, com um lindo amanhecer, montamos nosso café e saímos para nossa primeira perninha do W, que seria conhecer o Glaciar Grey. Este dia, diferente do dia anterior, já estava bem frio, para os nossos padrões de sensações de calor e frio tropical.
Uma caminhada de 11 km, que acabamos não indo até o final, chegamos somente até o Mirante, que já foi bastante bonito.

Sentamos numa rocha do mirante, tomamos um lanche lá, e ficamos, com muito frio, que vinha da geleira, admirando o Glaciar de lá mesmo.

Voltamos, preparamos nosso jantar e como estava muito frio, comemos lá dentro da área da cozinha mesmo. Comemos dessa vez um pouco de purê de batatas, que sem manteiga e leite ficou esquisito, sopa e um restinho do capeletti.

Tivemos problemas com os chuveiros também, que não esquentavam nunca, e depois de muita luta de um funcionário conseguimos ter água quente nos chuveiros.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Dia 1- 30/12/10- 5ª feira- São Paulo- Buenos Aires

Saímos do Aeroporto de Guarulhos aproximadamente às 22:30 hs, chegando no Aeroparque de Buenos Aires por volta das 23:30 hs, (menos 1 hora, por causa do nosso horário de verão). Deixamos de desembarcar em Ezeiza, como era o previsto, e o nosso primeiro problema acabou acontecendo aí, pois pretendíamos trocar o dinheiro em Ezeiza, pois todas as informações que pegamos diziam que o câmbio melhor era lá. Mas, depois de algumas cabeçadas, conseguimos sacar dinheiro via cartão de crédito.Deu preocupação de não conseguir sacar e passarmos apuro sem grana nenhuma, mas deu tudo certo, no final…

Ps. Vale a pena informar-se sobre a habilitação de saque no exterior na moeda local via cartão de sua conta corrente particular. Ainda, lembre-se de habilitar a utilização do cartão de crédito para utilização no exterior. Dicas meio básicas, mas que para nós “iniciantes” só habilitamos o cartão para uso no exterior.

Dia 2- 31/12/10- 6ª feira- Chegada em El Calafate

Achamos que nossa espera seria de aproximadamente 5 horas, para pegar a conexão para El Calafate, mas acabou se estendendo para umas 7 horas… Devemos confessar que não foi lá muito confortável, mas acabamos até dando risada depois da nossa inventada “posição para dormir no Aeroporto”. E não éramos só nós, tinha mais gente, e alguns mais práticos, acabavam dormindo no chão mesmo, o que achamos que seria até mais confortável…

Enfim, embarcamos às 7:45 hs, num Aeroporto num caos total, fizemos conexão em Trelew e chegamos em El Calafate às 12:20 hs.

O táxi mandado pelo Hostel America del Sur  já nos esperava. Aqui devemos comentar todos os serviços que utilizamos da equipe: a hospedagem em El Calafate, dos dias 31/12 a 02/01, os transfer de táxi, ida e volta, do Aeroporto para a cidade, o passeio para o Parque Nacional Los Glaciares- (Perito Moreno), no dia 01/01/11 e o transfer para o Parque Nacional Torres Del Paine, no dia 02/01/11. Todos estes serviços estão no site da empresa, e achamos mais conveniente e mais prático (além do preço acabar sendo mais acessível) em todos os serviços oferecidos.
Chegamos, fomos recebidos por toda a grande equipe, nos encaminharam para o quarto, só deixamos a bagagem e fomos bater perna, afinal, por ser o último dia do ano, o comércio não estaria funcionando até tarde.
El Calafate é muito graciosa, com o Lago Argentino ao seu lado, casinhas típicas do frio, com rosas, muitas rosas, por todo o lado mais canteiros imensos de lavanda e flores multicoloridas.
Procuramos as casas de câmbio mas estavam todas fechadas. Almoçamos na La Lechuza Pizzas, o tão famoso e recomendado bife de chorizo com papas fritas (AR 63,00) e bife a milanesa (AR 38,00). Fomos ao mercado depois para comprar os mantimentos para o trekking em Torres Del Paine.
Como o João estava com medo de passar fome, achamos que compramos um pouquinho de coisas demais… Voltamos para o Hostel, deixar a “compra do mês”, acabamos cochilando um pouquinho, para desespero da Júlia e saímos para passear de novo.
Fomos até a Laguna Nimez, ver os flamingos rosas e os patinhos. Tivemos o primeiro contato (que seriam depois inúmeros, mal sabíamos, do vento patagônico).Voltamos pelo centro da cidade e nossa ceia de Ano Novo foram empanadas e bombas de vários sabores de uma padaria (La Baguette) numa travessa da Av. Libertador, (a principal da cidadezinha). Aproveitamos para levar algumas mais 3 alfajores caseiros para comer no Perito Moreno no dia seguinte. Foi a primeira vez que precisei usar óculos escuros às 20:00 hs, pois o sol estava me incomodando…Voltamos cansados mas felizes, por passar um Ano Novo tão diferente e fomos dormir após uma ducha deliciosa do Hostel, às 22:30 hs, com o sol ainda se pondo.

Dia 3- 01/01/11- sábado- Glaciar Perito Moreno

Acordamos tarde, tomamos café (cereais, pães, 2 tipos de bolo, panetone, café, chá, leite, 2 tipos de suco, manteiga e doce de leite), o ônibus nos pegou às 10:00 hs no Hostel para a excursão para o Perito Moreno.

Iríamos fazer o passeio na volta do trekking em TDP, porém no dia 01/01, não haveria a excursão para Torres Del Paine, e para não ficarmos de bobeira na cidade, descansar um pouco depois da noite mal dormida,lá fomos nós. É excursão que vai todo mundo, aquele bando de turistas, aquela coisa que todo mundo vai.. é… uma vez que você está lá, é passeio obrigatório, inclusive pegar o barquinho e andar todas aquelas escadarias muito bem montadas, parar em cada lance do mirante, e tirar “N” fotos.

Logo depois da entrada, existe um restaurante, onde você pode almoçar ou tomar um lanche. Não foi o nosso caso, pois tínhamos nossas empanadas.

Chegamos no parque por volta das 12:30 hs, a entrada é de AR 75,00 e criança até 12 anos não paga. O barco é AR 50,00 e criança até 12 anos também não paga.

É um visual indescritível, as fotos, aliás, como sempre, nunca fazem jus ao impacto de você ver pessoalmente, a grandiosidade da natureza que se descortina na sua frente.

Saímos do Parque às 16:30 hs e voltamos para o Hostel.

Comemos o tão aclamado churrasco deles e realmente, segundo o lema: coma até explodir!!! Muuuito melhor que o bife de chorizo de qualquer restaurante. Não me lembro realmente do valor, mas era algo em torno ao equivalente a R$ 40,00 por pessoa, incluído a bebida.

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