Adventure Sports Fair 2011
Estivemos ontem na 13ª edição da Adventure Sports Fair,Adventure Sports Fair , que voltou a Bienal do Ibirapuera neste ano, dos dias 11 a 14 de agosto.
Segundo o site: …”O evento contará ainda com áreas exclusivas para negócios da indústria de roupas e equipamentos: o Outdoor Business e o Pavilhão Internacional, sendo que o último reunirá expositores de outros países deste segmento. No ano passado, a primeira edição do Outdoor Business gerou mais de R$ 6 milhões em volume de negócios.
Na Bienal, todas essas atrações da Adventure Sports Fair serão ainda somadas às da Brazil Sports Show. A feira – que reúne a Runnig Show (com foco em corrida de RUA), a Universo Futebol, a Bike Show, além de espaços voltados para esportes individuais e olímpicos – vai acontecer simultaneamente à Adventure Sports Fair, oferecendo ao visitante a experiência de um maior número de esportes, em um momento que o Brasil se volta para a Copa e as Olimpíadas. Será um pool de novidades esportivas para todos os gostos”…
O ingresso custou R$ 17,00.
Chegamos bem tarde, desta vez, por volta das 17:00 hs, por conta de um compromisso de trabalho meu e o primeiro “complicômetro” foi o trânsito. Congestionamento desde a 23 de maio, não queríamos acreditar que fosse por causa da feira, mas vamos lá… depois, tentamos estacionar dentro do Parque Ibirapuera, entramos, demos uma volta (looonga), e acabamos saindo pelo outro lado, porque o pessoal da CET dizia que não havia mais vagas, e acredito que não havia mesmo. Andamos pelas imediações e conseguimos estacionar na rua mesmo, numa das travessas da Av. Ibirapuera e o jeito foi voltar tudo a pé. Resumindo, conseguimos entrar na feira mesmo por volta das 18:00 hs.
Bom, começamos pelo Piso Inferior, e muitos stands de carros off roads, vestuários, equipamentos de ginástica, test drive, comentamos:
“-Muito bem, não deve ser aqui, deve ser lá para cima”…
Subimos. Segundo Piso: mais stands de vestuários, motos, etc…Não consigo lembrar, na verdade, o que tinha de interessante, e ainda a sensação de “estranhamento”, …”acho que ainda não é aqui…”, vamos subir.
Terceiro piso: mais stands de vestuários, stands hãã… chineses, váaarias quadras, com muita gente praticando futebol, artes marciais, basquete, e lá no finalzinho, uma parte finalmente, com stands das localidades (muito poucas), alguns dos fabricantes de equipamentos específicos, mas ainda procurávamos: as Agências habituais de viagens de Ecoturismo, o segmento dos Viajantes, onde revíamos nossos velhos amigos e conhecíamos outros, os stands das localidades que traziam sugestões de novos roteiros para sair do lugar comum…
Mais ainda mais “surpresas” nos aguardavam. Diante do que se apresentou, e também porque havíamos combinado, descemos para a Palestra da Familia Muller, marcada para as 19:00 hs. Revemos também, nossos amigos do  Viagem em Familia.
A Lu, da Família Muller avisou que as palestras estavam um pouco atrasadas, e ficamos conversando todos, colocando as aventuras, nossas visões e percepções de mundo, e os planos futuros em dia.
No final a palestra começou por volta das 20:00 hs compartilhando as experiências e visões da Família. A Lu correu com a palestra, para que o próximo palestrante, do  Challenging your dreams, pudesse também falar. Também iríamos assistir a palestra deles, mas devido ao atraso, no decorrer do período, acabou não dando tempo dele falar. Nossos amigos do Viagem em Família, que também ficariam para a última palestra, tiveram que sair no meio da apresentação dos Muller. Se nós ficamos frustrados em não assistir a palestra, fico imaginando a sensação de frustração dos palestrantes…
Nos despedimos dos Muller e viemos embora também.
Nossas considerações:
Começamos a frequentar a Feira, a partir da sua 3ª edição,(em 2000) e estas visitas sempre nos proporcionaram ótimos momentos:
-novidades em equipamentos: foi onde adquirimos a cadeirinha que nos proporcionou a possibilidade de carregar a Júlia, literalmente, para todos os nossos passeios, e não deixamos de viajar e muito menos de caminhar, com sempre gostamos;
-novas amizades: o encontro com os Muller há dois anos atrás, que através de uma conversa nos incentivaram a criar o blog, ampliando imensamente as nossas experiências das viagens e compartilhando estas experiências com um número infinitamente maior do que nosso círculo usual de amigos, incluindo neste, entre outros, os amigos do Viagem em Família;
-novos roteiros: o trilheiro e viajante, já conhece, o destino clássico de viagens. As feiras são ótimas oportunidades de recebermos novas informações para ampliar o leque de opções existentes.
-rever velhos amigos, sejam das Agências ou das localidades já visitadas;
Essa edição da Feira, na nossa opinião só valeu pelo fato de encontrarmos os amigos e botar a conversa em dia. Isso valeu muuuuito a pena!!
Nada contra absolutamente, todos os outros esportes presentes, mas esta miscelânea de eventos, onde claramente, foi focado na Copa e nas Olimpíadas, descaracterizou o diferencial que buscamos, num mercado extremamente promissor, que é o Brasil, como um país como um grande pólo Ecoturístico mundial, voltando-se para o lugar comum do país do futebol…infelizmente. Entendemos também, que atrasos são comuns e inerentes a qualquer evento, mas a desorganização para as palestras, foi primário. Faz rever nossos conceitos se gostaríamos de visitar as próximas edições, neste formato que foi apresentado.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

 

Imagem da Serra, subindo com a caminhonete

Trilha do Ouro

Planejamento (Parte técnica)

Utilizamos os links abaixo para montar grande parte do nosso roteiro e acredito que poderá ser bastante útil também para o seu planejamento.
Optamos por fazer o roteiro em 3 dias, com uma “esticadinha”, de 1 dia antes e 1 dia depois da Trilha, entre chegada à São José do Barreiro e depois mais uma noite em Mambucaba, depois da trilha, suavizando assim, em parte, esta travessia.
Em S. José do Barreiro, optamos por ficar em uma pousada indicada pelo pessoal da Pousada Barreirinha, Pousada dona Maria (12) 3117-1281, que fica bem no centro, é bem simples, mas limpa e com um bom espaço nos quartos. Não oferece café da manhã nem refeições, mas você consegue ambos pelo centro. Custo: Casal: R$ 60,00 e criança (até 12 anos), pagamos R$ 30,00 o pernoite.

Outros hotéis e pousadas em S.José do Barreiro:

http://www.hotelinsite.com.br/procura/resultado.asp?cid=sao+jose+do+barreiro

Para a Trilha do Ouro, é necessário reservar junto ao Parque Nacional da Serra da Bocaina Telefones: (12)3117-1225-2183 ou Linha Verde: 0800-618080 sua entrada.

Nós fizemos nossa reserva com o pessoal da Pousada Barreirinha, fone: (12) 3117-2205 onde passamos nossos dados (nome, endereço, cpf, identidade e telefone) e eles se encarregaram de efetuar a reserva junto ao Parque. Na autorização recebida, somos esclarecidos que :…”a autorização é necessária para o ingresso de hóspedes e visitantes com destino às residências situadas no interior do PNSB e a segurança das pessoas relacionadas, é de inteira responsabilidade do anfitrião. Os veículos estão somente autorizados a se dirigir ao destino discriminado, sendo expressamente vedado trânsito diverso no interior deste Parque Nacional e a parada em outros pontos que não o local de destino, bem como a saída por outros locais diferentes da portaria oficial”…
De fato, é “interessante” porque você tem acesso único, pela Portaria. Você tem o registro que entrou, mas lá embaixo (ou em nenhum outro lugar), o registro que você saiu. Fica a sugestão que deveria ter uma segunda portaria (nem que seja uma guarita), para dar baixa na sua saída, dentro do tempo previsto.
A Portaria contava com vários funcionários, mas já sabíamos que a Trilha é por sua conta e risco. Quem pode te apoiar dentro do Parque, são seus anfitriões, realmente, porque esperam sua chegada e avisam o próximo anfitrião. (previamente agendados)
Para a subida até o Parque
Alguns contatos:
-Zé Pescocinho: (12) 3117-1368, famoso “prestador do serviço”, indicados nos links citados, mas conversamos com ele e já está aposentado. Valeu a prosa gostosa, por telefone, algumas dicas e a principal, acredito, foi a compra de um mapa na papelaria do Fábio (perguntem, todos na cidade conhecem) e que apesar de não estar em escala correta, nos auxiliou nos nossos momentos de dúvida. Preço do mapa (xerox) R$ 2,50.
-Roger: (12) 3117-2050, fizemos a subida com ele.
Valores: R$ 180,00, com jipe para até 5 pessoas e R$ 200,00 para até 10 pessoas, com caminhonete. Bastante prestativo também, ainda contactou o pessoal da Padaria O Ponto, para que nos reservasse lugar para o nosso café da manhã antes da subida.
Outros telefones:
-Augusto (12) 3117-2146 ou (12) 9701-3248 .Obs: vimos reclamações sobre o  serviço deste  veja na parte de comentários, no final da reportagem. Melhor checar antes de contratá-lo.
-Eliezer: (12) 9737-1787 ou (12) 3117-2123 . No link acima referenciado, o pessoal contratou este profissional e recomendou seus serviços.
Antes…. na entrada do Parque
Hospedagens no Parque

Para o primeiro dia:

-Pousada Barreirinha (12) 3117-2205
Valor: R$ 70,00 por pessoa, incluido a pernoite, o banho, jantar e café da manhã.
Existe o opcional de vc esticar mais uns 4 km e ficar na Pousada da D. Palmira . (infelizmente, pesquisamos mas não achei o telefone dela).

Para o segundo dia:

Não temos o telefone, na realidade, não há telefone no local. Ficamos na Pousada do Tião, e o próprio pessoal da Pousada Barreirinha fez o contato com o proprietário e nossa reserva.
Valor: R$ 80,00 por pessoa, incluido a pernoite, o banho, jantar e café da manhã

Para o terceiro dia: saindo da Trilha do Ouro e translado até Mambucaba

O pessoal da Pousada Aldeia do Mar Valor: Casal: R$ 150,00 + cama adicional: R$ 60,00, com café da manhã (24) 3362-6690 ou 3362-6744 Deise ou Carla, que consegui com minha amiga Luciana, do blog Aquela Viagem onde ficamos para descansar depois da Trilha, conseguiu o telefone do Daniel (24) 9261-4629, com um Dobló, que fez o translado por R$ 50,00 (para todos, 5 pessoas)
Estou escrevendo tudo isso, porque foi bastante complicado acharmos um denominador comum para a logística de transporte, e também de Hospedagem, uma vez que a grande maioria das Pousadas em Mambucaba estavam com seus quartos alugados para os trabalhadores da constutora, e depois iríamos esticar até Ilha Grande, e que coloco aqui, para dar uma idéia para quando você planejar sua ida.

Também cotamos com outras duas pessoas:

-Valdo (24) 9949-1701, que cobrou R$ 30,00 por pessoa, ou seja, ficaria R$ 150,00 no total;

-Cláudio (24) 9972-7055, que cobrou R$ 150,00 no total, mas que teria que fazer o translado em duas viagens, porque seu carro não comportaria todos nós mais as bagagens.

Pelo preço pedido, desconsideramos estas duas alternativas, por ter ficado muito caro.

Haviam algumas variáveis e combinantes, seguem aqui para dar uma noção:

-opção 1: Roger :Entregar o carro em Mambucaba e pagarmos estacionamento em Angra

Por pessoa: R$ 40,00 Por grupo: R$ 200,00

Estacionamento: média R$ 25,00/dia x 4 dias = R$ 100,00

-opção 2: Roger: Entregar o carro em Angra

Por pessoa: R$ 66,00 Por grupo: R$ 400,00 (para dois carros, cada carro

sendo cobrado R$ 200,00

-opção 3: Daniel nos buscar na Ponte de arame e trazer até Mambucaba

Por pessoa: R$ 10~15,00 Por grupo: R$ 55~60,00

-opção 4: Daniel nos buscar na Ponte de arame, trazer até Mambucaba e depois nos levar até S.José do Barreiro: (pacote)

Por pessoa: R$ 90,00 Por grupo: R$ 450,00

A situação das pobres botas…

Poderíamos fazer o trajeto de ônibus? Sem dúvida, existe a possibilidade, então liguei para verificar os horários de ônibus e os possíveis translados:

– Na rodoviária em Barra Mansa, comprar bilhete da Viação Colitur até Bananal (vários horários). Já na Rodoviária de Bananal pegar o ônibus da Viação Pássaro Marron que segue para São José do Barreiro (também vários horários).

-Horários de Barra Mansa para Bananal (Viação Colitur): 6:10, 7:10, 8:10, 11:30, 13:20, 15:20, 17:20 e 18:50 hs (diariamente).

-Horários de Bananal para São José do Barreiro (Viação Pássaro Marron): 05:30, 10:00, 14:00

Colitur: (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480 e 18:30 hs (diariamente).

Pássaro Marrom: (11) 6221-0244 / (12) 31321380,

Rodoviária de Barra Mansa: (24) 3323-4091 / (24) 3322-4275

Teríamos que verificar ainda, quais os horários de Angra para Barra Mansa, que consegui ligando: 5:30. 7:00, 8:15, 9:40, 11:30, 13:30 (os horários da manhã)

Seguem os preços dos ônibus, para uma idéia (informação recente também, liguei para confirmar nas empresas)

Angra para Barra Mansa (Colitur) Passagem por pessoa: R$ 26,50

Barra Mansa para Bananal (Colitur) Passagem por pessoa: R$ 7,30

Bananal para S.José do Barreiro (Pássaro Marrom) Passagem por pessoa: R$ 8,55

Bom, diante disto, sabendo que teríamos que fazer o translado:

Ilha Grande- Angra- Barra Mansa- Bananal- S.José do Barreiro, onde os horários não seriam uns seguidos dos outros, e levaríamos o dia todo para este transporte, acabamos optando pela opção 4, e ele acrescentou mais R$ 30,00 ao pacote, para não termos que voltar até Mambucaba de Angra e subir a serra direto, totalizando portanto R$ 480,00 no total, (ficando R$ 96,00 por pessoa) para 3 serviços:

1-buscar na Ponte de Arame, trazer até Mambucaba;

2-nos buscar no cais, em Angra, para não pegarmos o ônibus;

3-translado até S.José do Barreiro

Cabe aqui ressaltar, outra alternativa, que soubemos só depois, e se soubéssemos antes, teríamos utilizado esta,sem dúvida:
O Sr. Sebastião, da Pousada Barreirinha, ofereceu um outro modo de fazer a trilha:
Ele faz o translado de S.José do Barreiro até a entrada do Parque por R$ 180,00. De lá, entra com as mochilas e leva até a Pousada(cobra R$ 10,00 por mochila carregada no carro), e você segue somente com a mochilinha de ataque do dia, sem aquele monstro todo nas costas. 19 km com mochilinha é um alívio considerável!
Você começa a carregar a cargueira só no segundo dia, para a ida até o Tião.
No terceiro dia, ele pega o carro, (que vc deixou em S.J.Barreiro) e leva até a Ponte de Arame por R$ 150,00 o carro. Ele pode levar até dois carros, pois o filho também pode levar o outro carro.Tranca o carro e faz o caminho inverso e encontra com você no meio da trilha, para entregar a chave do carro.
Mais fácil não?
Cabe citar ainda, o receptivo local, MW Trekking  com várias opções de passeio, inclusive a Trilha do Ouro, por um valor aproximado de R$ 350,00 ~400,00 por pessoa.
Na próxima postagem, contamos a travessia, dia a dia…
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
O município integra o  Circuito Serras Verdes do Sul de Minas, junto com aproximadamente 20 municípios. Distante 244 km de São Paulo, é a segunda cidade mais alta do Brasil, com 1553 metros de altitude, nos contrafortes da Serra da Mantiqueira. A temperatura varia de 4º C a 23º C.

Primeiro dia

Bangalôs da Pousada Ilhas do Sol
Tudo seguiu tranqüilo na viagem e pelas indicações do Almeida, o dono da Pousada onde ficaríamos hospedados, seguimos por dentro de Toledo e Munhoz e chegamos na  Pousada Ilha do Sol por volta das 06:30 hs, num friiiiiooo!!!!
Já havíamos combinado, então ele deixou o portão destrancado e a chave do nosso quarto na porta. Essa tranqüilidade seria impensável em outros lugares! Considerando um  susto que levamos no início da viagem, ninguém conseguiu mais dormir, então decidimos explorar a pousada, antes disso, voltamos para o quarto para vestir mais roupas (tudo o que vcs puderem imaginar, mais calças, mais casacos, cachecol e até luva a Júlia colocou!) até a hora do café da manhã. Nosso frio era tão grande que nem conseguimos comer direito!
Cachoeira dos Luis
Sob o sol da manhã, que começava a esquentar, ficamos conversando um tempão com o Almeida que nos indicou algumas opções de passeio pelas cercanias e optamos por conhecer a  Cachoeira dos Luis (parece estranho, mas está assim no cartaz), e arredores. Saímos da Pousada quase 11:00 hs. Existem placas indicativas e é fácil chegar. Fica a cerca de 6 km da Pousada. A estrutura do local é bem organizada, com uma parte disponível para hospedagens (chalés) e restaurante. Pagamos R$ 3,00 por pessoa para a visita. O acesso à Cachoeira, muito bonita, por sinal, é feita por um caminho bem tranqüilo, possível a visitação tanto na parte de baixo da cachoeira e depois você volta pela trilha e visualiza pela parte alta. Não existem poços para banho, só mais para baixo, visualizamos um local que poderia servir como poço de banho, mas ninguém se aventurou. Chegamos até as torres de onde partem as tirolesas, mas o receptivo local ainda não havia chegado. Esperamos cerca de 40 minutos, assim como vimos alguns grupos chegarem, visitarem, esperarem, mas como o pessoal não chegava, desistimos e pegamos a trilha de volta até o restaurante. Perguntamos e o restaurante só serve refeições aos hóspedes. Na saída (por volta das 13:30 hs), encontramos a agência chegando com o equipamento, que nos ofereceram os folders e os passeios…
Cachoeira dos Luis
Por causa do horário combinado para almoço, não deu tempo para conhecer a Cachoeira do Avestruz, que é bem pertinho.
O combinado inicial na Pousada seria meia pensão, deixando o almoço para perto das localidades onde estivéssemos visitando, porém existe a necessidade de agendamento prévio com todos os locais que pudessem fornecer o almoço, então acabamos optando pela facilidade e proximidade, em almoçar na própria Pousada.
Chegamos, o Almeida preparou uma caipirinha de limão bravo (ou rosa, ou cravo), não sei direito o nome, e seguimos para o almoço, preparado com ingredientes da região: arroz, feijão, uma vaca atolada com mandioquinha, deliciosa,( e eu não sou lá muito fã de mandioquinha, mas esta estava diferente!), ervilha torta, um franguinho grelhado, salada e suco de morango purinho, da região.
Bom, não precisa dizer qual foi o nosso destino depois do estrago feito, e para desespero da Júlia (que odeia dormir à tarde!), nosso caminho foi para lençóis, como costuma dizer nossa querida e saudosa ogroturma! O começo do caminho é que foi engraçado… cada um foi se encostando onde podia, alguns escolheram as redes que “maldosamente” o Almeida e o Madeirinha, seu assistente foram espalhando pela varanda da Pousada, outros foram direto para a cama nos quartos, e o João escolheu um banco baixinho de madeira no meio do campo. A Júlia até foi levar um travesseirinho de trilha que nós compramos para testar e lá ficou, o corpo estendido sobre a tábua, debaixo do solzinho quente da tarde…
À tardezinha, caindo a noite, quando o frio começou a tomar conta, foi todo mundo, assim como o João (que se deu conta que lá estava largado) começar a se recolher para um banho delicioso, quentinho (meu medo era ter que tomar banho frio, ou morno debaixo daquele frio todo), e depois para o refeitório para uma sopa de mandioquinha, muito boa, antes incrementada com uma bacia de pinhão fresquinho, saído da panela de pressão, uma boa dose de prosa ao pé da lareira entre o grupo e cama!!!

Segundo dia

Acordamos por volta das 8:00 hs, desta vez não tão frio como o primeiro dia, ou porque o sol já começava a esquentar um pouquinho, ou porque começávamos a nos acostumar com o frio. Tomamos café e nos aprontamos para os passeios do dia:
Campos de aveia
Cachoeira do Julinho

Primeiro,visitamos a Cachoeira do Julinho, 4 km aproximadamente da Pousada. O Almeida nos acompanhou nestes passeios. Deixamos os carros na entrada da propriedade e uma trilha tranqüila, cerca de 1:30 h de caminhada depois, passando por um vasto campo de aveia, verdinho, verdinho, chegamos à Cachoeira. . No finalzinho da cachoeira, o Almeida indicou um lugar que dá para brincar de escorregar. Muito gostosa, o João tomou banho, logicamente, e escorregou também, mas só ele teve coragem. A Júlia ia tentar, mas o frio da água fez ela desisitr.

Fizemos o caminho de volta até os carros, por um caminho diferente e depois, na volta da Pousada, passamos em uma propriedade para a esperada colheita de morangos!
Digamos que nossa “produção” não foi muito boa porque a cada 2 que colhíamos um era “degustado”, mas nossos amigos conseguiram uma boa colheita. Morangos fresquinhos, macios e doces, bem diferentes do que compramos no mercado, além do preço que o proprietário nos ofertou. Cada caixinha com 4 (daqueles de mercado mesmo), ele cobrou R$ 6,00! Havia também plantação de tomates cerejas e cobraram o mesmo preço. Também foi combinado que seria cobrado o valor de R$2,00 por pessoa para a colheita. Como nós comentamos entre nós, pagaríamos com prazer se fosse R$ 10,00 a caixa, ao produtor, como nós costumamos pagar em São Paulo (quando encontramos aqueles caminhões, vendendo “Morangos de Atibaia”). Daí podemos ter uma leve idéia de como os atravessadores ganham em cima do produtor, que é quem tem o maior trabalho e quem é menos remunerado nesta cadeia toda…
Plantação de tomates
Morangos

Voltamos para a Pousada, almoçamos, e depois do almoço fizemos uma pequena caminhada na estrada.
Á noite, ele combinou de acender a fogueira e para combinar com o evento, nossos amigos foram para a cozinha e prepararam um quentão, bem fraquinho que até a Júlia, completamente avessa a álcool, achou muito bom!

Depois da sopa (dessa vez um caldo verde), fomos um pouco para a fogueira e só então nos demos conta que a Júlia nunca havia visto uma. Nesta era de videogames, Wii, Nintendo DS, msn e afins, onde as crianças não se impressionam com mais nada, foi interessante observar o encantamento que uma simples e prosaica fogueira ofereceu a uma criança urbana.
Nem pensar em coisas que fazíamos quando crianças, como pular fogueira (eu não, particularmente, nunca tive pernas o suficiente para isso), soltar fogos de artifício instruídas por nossos pais, comer pinhão e batata doce assada na fogueira e a oportunidade de ficar até altas horas, sem se preocupar como hoje, com a “friagem”, o “choque térmico”, o “sereno” na cabeça, que pode “fazer mal” para a rinite e a alergia…Será possível que somente em viagens tenhamos a oportunidade de experimentar ou de reviver sabores, prazeres e delícias antes esquecidas? Ou justamente, são momentos como esses que nos fazem nos “desprender” das amarras a que nós mesmos nos forçamos? Credo, momento filosófico, mas foi isso o que nos passou pela cabeça, também, por causa de uma simples e prosaica fogueira.
Terceiro dia
Com a Pousada com mais hóspedes, desta vez tivemos mais acompanhantes para os nossos passeios do dia.
Pedra da Onça
Primeiro, visitamos a Pedra da Onça, como dito no site da Pousada, um dos lugares mais bonitos do sul de Minas, com uma vista espetacular, muito utilizado para saltos de asa delta. Deixamos os carros no pé da pedra, fomos recepcionados por uma siriema e subimos a trilha, tranqüila, uns 400 metros. Havia uma casinha de um senhor que morou lá durante algum tempo, do jeito que foi encontrado, com os restos de sua cama, o fogão, e os restos de uma colméia enorme!!!! De lá, foi possível avistar até a cidade de Cambuí. Uma vista realmente belíssima, mas o melhor estava por vir!
Avistamos subindo pela estradinha que dava acesso à pedra, um tratorzinho vermelho. Quando estávamos já descendo, o trator parou e corremos na frente, junto com o Almeida, porque achamos que os carros estavam bloqueando a passagem do trator para a propriedade. Nada disso, o senhor era proprietário das terras e só tinha feito uma paradinha para prosear. Ele perguntou ao Almeida se ele sabia que havia uma trilha que dava acesso á parte debaixo da pedra. O Almeida se surpreendeu e perguntou se topávamos ir ver a trilha . –Claaaro!!! – foi nossa resposta e seguimos avidamente o senhor pela trilha que realmente, não dava para saber do caminho, quando passamos pela beira da estrada, fazendo todos os outros dar meia volta e avisar da recém “descoberta” trilha. Estava um pouco fechada, mas havia sinais de passagens de outras pessoas, infelizmente com um pouco de lixo, aqui e ali. A pedra, por cima, forma uma espécie de abrigo, e ali, o proprietário disse que era onde o senhor (aquele da casinha com a colméia) se abrigava antes e havia também sinais de fogueira. Nos remeteu, na hora, de uma pedra muito semelhante, que conhecemos em  Piraí do Sul do nosso amigo Emerson, e começamos a procurar, eu e a Júlia, sinais de habitações anteriores.
A parte debaixo da Pedra da Onça
Não somos arqueólogas, claro, mas achamos sinais, que lembram pinturas rupestres, como as vistas em Piraí, onde um destes desenhos demonstra o que parece a figura de um peixe. Ainda muito excitadas com a descoberta, resolvemos ver se contornássemos um pouquinho o caminho, onde iríamos chegar e fomos tocando em frente, com o Almeida logo atrás. Ele ficou receoso, dizendo que seria melhor voltarmos, mas a Júlia identificou uma trilha, mal feita, mas com marcas de passagem. Insistimos que se seguíssemos, conseguiríamos contornar o caminho e sair do outro lado da pedra. Ele foi para a frente, pediu que seguíssemos bem tranqüilamente, sem pressa e disse que voltaria com uma corda para auxiliar na subida.
Neste intervalo, achamos que estávamos só nós três, mas o grupo todo já estava atrás de nós, subindo com dificuldade o finalzinho, bem íngreme, sem uma trilha certinha, e acabamos saindo bem do lado da casinha com a colméia que relatamos no começo e o Almeida, no final do grupo, carregando a corda nos ombros e com meu boné que deixei pendurado numa árvore, que seria nosso caminho de volta. Nem sei se alguém acabou usando a corda no final das contas.

Só por esta trilha, bem aventura, como disse a Júlia, nossa vinda a Senador Amaral já estava paga!!!

“peixe?”
Mais pinturas??

Túneis egípicios

Um dos atrativos comentados no jornal que recebemos sobre o Circuito Serras Verdes (motivo da nossa viagem, aliás), em uma das feiras de turismo, nem me lembro mais qual, fazia menção a estes túneis, que comentei com o Almeida, e ele sabia da existência, mas não havia tido a oportunidade de visitar antes. Com a nossa curiosidade (principalmente da Júlia, sim sua porção nerd, em todos os assuntos de mitologia grega e egípicia), ele arrumou um motivo a mais para visitar o local e fomos lá, passando de volta pelo centro de Senador.
Entrada dos Túneis
Fomos recepcionados pelo Sr. Campos e sua família, assim mesmo, sem agendamento prévio. A propriedade estava desativada, mas este disse que em breve pretende ativa-la como Pousada, em aproximadamente um ou dois meses e também, a visitação aos túneis.
A propriedade tem um potencial muito grande, toda a estrutura é muito bem feita, bem acabada, com 6 quartos na parte superior, em madeira e vidro, onde os quartos dão visão para uma floresta de pinhos, ou para os campos. Existe uma estrutura para o restaurante muito bem feita também, e alguns quartos na parte inferior ainda. Com algumas melhorias, como as piscinas e o lago na entrada da propriedade e algumas implementações nos túneis, seria perfeito para receber grupos dos mais variados tipos, desde aqueles que procuram um local calmo para um retiro, até para algum evento com adolescentes.
Dentro dos túneis…
Uma das “saídas secretas”
Os túneis: o Sr.Campos conta que o projeto surgiu a partir de uma visita feita ao Egito e a construção levou cerca de 10 anos para ser concluída. Existe uma infinidade de túneis, não foi possível sua exploração total, até porque estávamos sem lanterna para todos, então, literalmente, não foi possível ver muita coisa…rsrsrs. Fomos tateando, por aquelas paredes, agarrando quem a gente mal conhecia, pelo pavor do escuro, de cair e de se perder..hehehe…O “clima” ainda era maior por causa acho que neta, do Sr. Campos e mais duas amiguinhas, que brincavam dentro dos túneis, e gritavam a toda hora, entrecortando os gritos por gargalhadas… conforme ele ia andando, ia explicando, aqui, tem uma saída para tal lugar, ali, nós vamos sair em lugar tal, e isso nos aguçou a curiosidade para vermos os túneis em funcionamento total, com todas as saídas.
Sala do Silêncio
Após a saída principal, que dá acesso à chamada Sala do Silêncio, fomos “presenteados” até com uma revoada de morcegos, em cima de uma das corajosas integrantes do grupo, a Bia, que cismou de “ir ver o que tem naquela passagem”. Foi uma gritaria geral, daqueles que já estavam na Sala do Silêncio, sob os olhares daqueles que saíam assustados das escadarias escuras dos túneis, por causa dos nossos gritos, coisa de filme! Fala, Sr. Campos, tudo foi combinado e os morcegos o senhor contratou, né não?
Torre
Saímos por uma das “passagens secretas”, do outro lado por onde entramos. Ainda visitamos a Torre, que têm 3 quartos, muito diferentes e com um “quê’ de clima Harry Potter. Só faltou a coruja, mas na falta da Edwiges, a Bia e a Júia encontraram no alto da Torre, filhotes de (eu acho, o Sr. Campos falou, eu esqueci que bicho era) gavião, com dois ratinhos mortos, para completar o clima do passeio!

Nossa despedida foi feita com o tradicional suco de morango da região, gentilmente oferecida pelo César, filho do Sr. Campos.

Voltamos extasiados com os passeios do dia para um almoço tardio na Pousada e até dispensamos o jantar, por conta do horário, combinando um lanchinho só.

Último dia

 

Acordamos, e para não pegar o trânsito de volta, já armamos o carro e pegamos a estrada logo após o café da manhã e com pesar no coração. Lógico que acabamos pegando trânsito na volta, já em Atibaia, e o compromisso que eu tinha para a tarde não pude comparecer.

Nossas impressões finais

Um lugar bastante aprazível, com inúmeras possibilidades de visitação e de passeios, muito perto de São Paulo e com um potencial turístico riquíssimo, como consta do guia da Serras Verdes, romance, compras, ecoturismo, aventura, cultural, contemplação, rural e religioso, entre tantas outras oportunidades. Não sei nem porque não despontou antes.
A idéia das parcerias locais, investindo não somente na sua propriedade, única e exclusivamente, mas gerando oportunidades a todos envolvidos, desde o produtor, com a valorização da produção local, como o caso do cardápio envolvendo a cultura da mandioquinha e do morango, até a visita e indicação de passeios e pousadas vizinhas, do proprietário da Pousada Ilhas do Sol, Almeida, alavancando o turismo como um dos, se não, o principal atrativo turístico da região nos cativou e nos fez optar por semos acolhidos em seu refúgio.
Cabe dizer ainda, que aliado a sua visão, a calorosa receptividade, seu desprendimento, seu desejo em nos deixar a vontade, não somente a nosso grupo, mas a todos os outros hóspedes e promover a interação entre o grupo presente (o que acabou acontecendo de maneira bastante tranqüila e naturalmente),destaque aqui para o casal Bia e Guilherme, que tornaram nossa estadia ainda mais agradável, reforça a nossa inerente natureza de “trilheiros”. O prazer que nos foi proporcionado, de “descobrirmos” uma trilha, de conhecer lugares ainda quase intocados, de ter contato, de sentar e ouvir um “causo” com gente da própria terra, de conhecer lugares onde ainda imperam a simplicidade, a prosa no fogão a lenha, valem para nós muuuuito mais que locais graduados com inúmeras estrelas, onde você conversa (conversa não, solicita o serviço) com o “concierge” ou o gerente, nas águas mornas das piscinas e da alta gastronomia mundial. Deve ser um prato cheio para quem gosta,afinal, futebol, religião e gosto por viagem não se discute, mas pelas experiências que vivenciamos, não é nossa praia.
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

 

Parque do Zizo

Parque do Zizo-São Miguel Arcanjo
Estivemos no feriado de Tiradentes finalmente no Parque do Zizo,  da Família Balboni, em nossa visita a São Miguel Arcanjo.

Ensaiamos várias vezes a ida para o Parque, mas as condições precárias da estrada anteriormente, tornava obrigatório o transporte por veículo 4 x 4 e acabava onerando um pouquinho o valor da estadia. Em nossa pesquisa para visitar a cidade, descobrimos através do site, que o acesso agora era possível por qualquer veículo e haveria a possibilidade de visitar o Parque, sem a necessidade de pernoite. Como foi uma viagem inicial de reconhecimento às possibilidades que a cidade de São Miguel Arcanjo poderia oferecer, achamos a oportunidade ótima e combinamos com o Chico nossa visita para lá. A visita seria de R$ 30,00 por pessoa e passaria a R$ 50,00 por pessoa com o almoço incluído. Escolhemos a segunda opção. As visitas, as refeições e a estadia devem ser agendadas com antecedência.
De São Miguel Arcanjo até o parque são 27 km em uma estradinha vicinal, sendo 10 km em asfalto novo e o restante em terra em boas condições. Passa qualquer carro. Apenas os últimos 700mts antes de chegar no parque é que realmente precisa de 4×4, pois é muito íngreme e também é uma forma de mantermos o local mais tranquilo e protegido possível. Os carros que não são 4×4 ficam portanto num local próprio e seguro. O restante do trajeto é feito num 4×4 da pousada. (informações do próprio site).

Saímos da Pousada por volta de 9:00 hs, e até uma boa parte da estrada foi tudo bem. Depois de muito perguntar (e errar logicamente), acabamos chegando ao Parque por volta das 11:15 hs. Havíamos combinado com o Chico por volta das 10:00~10:30 hs para a trilha, mas não deu para cumprir o horário… Nossa dica aqui, é combinar e pedir uma orientação para o Chico antes de você ir. O caminho todo, depois na estrada de terra,vai sendo acompanhado por plantações de eucaliptos e para nós, leigos e não acostumados, tudo é a mesma coisa. Só para ilustrar, acabamos conhecendo, sem querer, claro, toda (ou acreditamos que boa parte) da Fazenda São Domingos, onde boa parte de sua produção dever vir dos eucaliptos, daí, nosso atraso em cerca de 1 hora e meia!!!

Existem placas indicativas na saída da cidade até chegar a estrada. Os últimos 700 metros são realmente inacessíveis para um veículo comum, mas faz parte da magia do local, esta “inacessibilidade”, se é que podemos dizer assim. Deixamos o carro (onde estavam estacionados mais carros), e no alto do morro, tinha uma casinha, que era a indicação que recebemos no último povoado e do Sr. Claudinei, da Pousada Villa da Mata que seria o último ponto de acesso transitável.

O túnel formado pela vegetação depois deste lugar, já mostrava indícios do “Paraíso perdido” que encontraríamos, assim como a entrada da propriedade, 700 metros depois, com a placa que a Júlia disse que parecia com a entrada do “Jurassic Park”, com aquela parte da parede de pedras e aquela vegetação exuberante.

Mais estranha foi a nossa sensação, diante daquelas construções, ao mesmo tempo rústicas e acolhedoras, sem ninguém, num silêncio absoluto… Logo, as irmãs do Chico, a Laura e a Nê, vieram nos dar as boas vindas, sabiam que chegaríamos, mas como atrasamos, o pessoal já tinha saído para trilhas. Nos apresentaram o Octavio, que estava acompanhando o pessoal hospedado no Parque na observação de pássaros e que nos indicou a trilha para chegar ao rio e depois na Cachoeira do Rio Ouro Fino. Lá fomos nós, trilha tranquila, sinalizada, não tinha muito como errar. É gente, nós nos perdemos em estrada, mas em trilha, até que a gente não faz tanta barbeiragem…hehehe…

A cachoeira é muito bonita, mais uma bela surpresa!

Quando já estávamos lá embaixo, prestes a enfrentar a água gelada, o Chico veio ao nosso encontro, uma figura extremamente agradável e muito simpática, conversamos um longo tempo, tivemos o privilégio de ouvir a história do Parque ao vivo e em cores.
O simpático anfitrião Chico
Voltamos para a Sede, encontramos o pessoal que estava hospedado no Parque e o almoço já estava servido. E que almoço! Arroz, feijão, couve, saladas fresquinhas, carne de panela, farofa, couve flor gratinada, bolinho de arroz, com suco a vontade, doces caseiros e frutas a vontade. Não precisa dizer qual foi o grau de gulodice da família Ogro e tampouco como ficaram nossas condições físicas e psicológicas após tão lauta refeição… i.m.p.r.e.s.t.á.v.e.i.s !!!

 

Área da Pousada

 

Área comum de descanso
Descansamos, pois além de todas nossas precárias condições ainda estava muito quente, aproveitamos para descer até o riachinho que fica na entrada do Parque, conversamos um tempão com dois rapazes que estavam fazendo trilha de motocross na região, fomos atacados por pernilongos, nos refrescamos um pouquinho e voltamos à Sede novamente.

 

Por volta das 15:00hs, o pessoal “passarinheiro”, (como diz o povo lá do Pantanal, e como conversamos com o Chico, “passarinhar” é muito mais apropriado para nós que “Bird watching”),saiu para a observação de pássaros da tarde e o Chico nos levou para outra trilha (que não consigo lembrar o nome) para o ponto mais alto da propriedade.

 

Ele nos mostrou a árvore com as marcas feitas pela onça pintada, descobertas recentemente. Algumas pareciam mais antigas, outras bem recentes mesmo.
Retornamos da trilha por volta das 17:00 hs, nos despedimos do pessoal, paramos um pouquinho no Mirante, onde é possível realmente confirmar que estávamos isolados de qualquer lugar, pegamos a estrada de volta e às 18:30 já estávamos na Pousada novamente, desta vez, sem errar o caminho.
Mirante
Nossas impressões: Não conseguimos descrever todas as sensações que tivemos neste lugar em palavras. Paraíso perdido, paraíso intocado, resgata clichês comuns e que não conseguem traduzir o que pudemos observar.
Não conseguimos entender se é a rusticidade do local, não há energia elétrica, não tem sinal de celular, o isolamento, se a simpatia da família Balboni, a comida, a “exclusividade”, o fato de podermos (fato raríssimo para nós, moradores estressados da cidade de São Paulo) “ouvir o silêncio”, ou se o conjunto da obra, mas é uma feliz descoberta e mais um dos nossos lugares especiais.
A impressão final que ficou é daquele lugar onde você pode se desligar completamente deste mundo e encontrar sossego, tranquilidade, um lugar para relaxar , gastar suas energias nas trilhas, repô-las (e muito) nas refeições , provavelmente dormir como em nenhum outro lugar (ainda, eu disse, ainda, não aproveitamos esta sensação lá), reencontrar os amigos, e quando for embora, ficar se perguntando quando será seu retorno, esperando que seja o mais breve possível, como é o nosso caso agora.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
São Miguel Arcanjo- Parque Estadual Carlos Botelho
Estivemos na cidade há uns 8 anos atrás, visitando o Parque Estadual Carlos Botelho na primeira vez. Cabe aqui, ressaltar que “descobrimos” a existência deste Parque, através de um Guia que nos foi muito útil e fonte de inúmeras viagens. Senta que lá vem história, mas como esse guia foi muito, muito usado, preciso dar os créditos a quem de direito… Falha nossa, tenho que atualizar na lista das Fontes Ogrotur. É o” Guia Parques de São Paulo – O único guia de Parques Estaduais de São Paulo”, autores: José Luis Perucio, Edmilton Alves Gonçalves, Fernando Breda Vicente, Isabel Maria Fraga Perucio e Telma Magri,edição de 2001, portanto alguns dados já têm alterações, porém uma boa parte do guia é sim, muuuito útil. Conhecemos o guia por duas coincidências também. Uma das autoras, a Isabel trabalhou comigo, meio que indiretamente e na época do lançamento me contou sobre o guia e tivemos a indicação da prima do OgroJoão, que disse que tinha feito a revisão de um guia muito legal, que a gente tinha que conhecer.

Quando visitamos Intervales este ano, o nosso amigo Robson perguntou se conhecíamos este outro Parque, que ele havia visitado e feito um curso há pouco tempo, aí pronto, nossa curiosidade em visitar a cidade novamente foi aguçada e resolvemos retornar.

No  site da cidade  nos deparamos com a possibilidade de visitação a três Parques, (Carlos Botelho, do Zizo e da Onça Parda) e acreditamos que teríamos programação mais do que suficiente para 4 dias do feriado.
Como chegar: Pegue a Rodovia Castelo Branco até o Km 77, entre a direita para Sorocaba (na bifurcação pegue à esquerda). Após o pedágio da Castelinho, pegue a saída 7B (rodoanel de Sorocaba) e entre a direita na Raposo Tavares (direção à Votorantim). Na Raposo Tavares, pegue a saída 102B com destino a Salto de Pirapora. É só seguir direto mais 74Km até São Miguel Arcanjo. Fica a aproximadamente 220 km de São Paulo.
dsc00178

Pousada Villa da Mata- São Miguel Arcanjo 

Ficamos na Pousada Villa da Mata, muito confortável, quase no centro de São Miguel, pagamos R$ 138,00 a diária para os três, a pousada é novinha e fomos muito bem atendidos pelo Sr. Claudinei.
Chegamos cedo, tomamos café, deixamos a bagagem no quarto e seguimos logo em seguida para Parque Estadual Carlos Botelho
Fones:(15)3379-1477,3279-1233,3379-9391.
A Sede do Parque fica a aproximadamente 25 km de São Miguel Arcanjo, uma parte em asfalto e depois em estrada cascalhada, mas boa.
“Momento história:” O Parque foi criado em 1982, abrangendo uma area de 37.664 hectares. É um dos mais importantes refúgios de vida selvagem da região sudeste do Estado de SP, fazendo parte do contínuo ecológico de Paranapiacaba, composto pelos Parques Estaduais Carlos Botelho, Intervales, Petar e Estação Ecológica de Xitué. Como explicaria mais tarde a monitora Brenda, existe um projeto de viabilizar uma trilha para percorrer os principais pontos deste contínuo ecológico. Ficamos muito entusiasmados com a possibilidade de um dia, quem sabe, percorrer esta trilha inédita e com uma riqueza de biodiversidades que não existe em outro lugar do mundo! Seria um grande atrativo até para amantes de trilhas do mundo todo, pensamos alto, sonhando acordados…
No Parque, fomos recepcionados pelo monitor Anderson, que nos explicou sobre o Núcleo, como chegar até o Núcleo Sete Barras e lá fomos nós…
Quando fomos da primeira vez, a estrada parque era ainda um projeto. Ficamos felizes em trafegar pela estrada agora, que recebe o nome de Nequinho Fogaça (SP 139) e podermos chegar ao Núcleo Sete Barras, 33 km depois, confessamos, que pareceram mais. Durante o percurso, há diversos pontos de interesse, como mirantes, rios e cachoeiras. Só trafegar pela estrada já vale o passeio.

dsc00116

No Núcleo Sete Barras, (13) 3872-6138, conhecemos o monitor Marcio, que nos indicou o caminho para a Cachoeira do Travessão. Segue-se a estrada em direção à Sete Barras por aproximadamente 5 km, até a indicação `a esquerda para o Bairro do Rio Preto.
Passamos a primeira ponte de concreto e depois deveríamos achar a segunda ponte de concreto. Lóoooogico, que nos perdemos, naquela imensidão de bananais, onde tudo era a mesma coisa, mas finalmente, depois de muito perguntar, conseguimos achar. Achamos que a melhor indicação seria: depois de encontrar a primeira ponte, procurar a segunda ponte de concreto, que passa sobre o Rio Ipiranga (fica perto de um povoado e todo mundo consegue indicar), logo após a ponte, pegar a estrada à esquerda em direção à Vitifruti, passará pelo sítio dos Irmãos Tavares, segue a estrada sempre em frente até o último ponto à direita, até o final onde o carro alcança, numa espécie de “clareira” de bananais. Daí, percorra uma trilha quase intocada de cerca de 15 minutos.
dsc00103

Cachoeira do Travessão- Pq. Estadual Carlos Botelho

Foi trabalhoso, mas valeu a pena! A cachoeira é linda e mais bonito ainda, é o imenso poço, formado abaixo. Mais especial ainda, foi que tivemos o privilégio de ficar neste lugar só nós 3, curtindo a beleza do lugar por um bom tempo… Chegaram, algum tempo depois, dois casais, mas observamos pelas placas dos carros, que eram moradores da cidade. Comentamos que para chegar sozinhos, ou sendo muito teimosos como a gente, ou o pessoal que já conhece o caminho…

dsc00107

Olha esse poço formado pela Cachoeira do Travessão- Pq. estadual Carlos Botelho

Voltamos pelo mesmo caminho, a volta foi tranquila, passamos pelo Núcleo Sete Barras,para nos despedir e agradecer ao monitor Márcio. Este nos disse que há a possibilidade de acampar no local (até a construção prevista da hospedaria no Núcleo). No Núcleo existe a Trilha da Figueira, de aproximadamente 2000 metros, que apresenta como atrativo ao final, uma exuberante figueira com aproximadamente mil anos. Como já eram quase 17:00 hs, acabamos não fazendo esta trilha. Existe também a Cachoeira do Ribeirão Branco, que deveríamos ter agendado, mas como não foi o caso, não visitamos.

dsc00123

Núcleo Sete Barras- Pq. Estadual Carlos Botelho

Voltamos para a cidade de São Miguel Arcanjo, para pousada, tomar um banho e procurar um restaurante. Não achamos nenhum, todos (não são muitos, na verdade) estavam fechados. Nos viramos com um yakissoba na pastelaria local. (R$ 7,00 a porção individual). Nada muuuito digno de nota, mas deu para saciar a vontade de comer comida mesmo. Vale citar o pastel, por cerca de R$ 2,00, e bem fresquinhos, até pela grande procura.

No dia seguinte, visitamos o Parque do Zizo que merece uma postagem separada.

dsc00183

Sede do Parque Estadual Carlos Botelho

No sábado, voltamos ao Parque, para visitar a Sede. Dormimos até tarde e chegamos por volta das 10:30 hs.Fomos recebidos novamente pelo Anderson e quem nos acompanhou na trilha foi a monitora Brenda.
Como diz o citado “Guia Parques”, apesar de estar próximo a dois parques bem conhecidos- Intervales e Petar, o Parque Carlos Botelho ainda é um destino pouco conhecido de ecoturismo. Sorte de quem o descobre. O parque oferece sossego, hospitalidade e um visual maravilhoso.
Na Sede é possível fazer as seguintes trilhas:
Trilha da Represa /Fornos: 4000 metros. Trajeto alternativo da Trilha da Represa, onde é possível avistar as ruínas de fornos de carvão da década de 40. Fizemos esta trilha na primeira vez que estivemos no Parque.
Trilha da Canela: 2000 metros. O destaque nesta trilha são as diversas espécies de canela.
Trilha do Braço do Rio Taquaral. 10000 metros. Seu percurso é feito às margens do rio Taquaral, passando por morros e mirantes. Também necessita de agendamento prévio de pelo menos 1 semana para a monitoria.
Trilha da Represa: 2000 metros. Decidimos, por conta do horário e estarmos um pouco cansados das trilhas dos outros dias nesta trilha curta. Outro grupo também de 03 pessoas se juntou à nós neste passeio. Uma trilha bem tranquila, bem larga no começo, só descendo, depois fica estreita, margeando o rio, até chegar à represa. Dali, são mais 200 m aproximadamente para chegar à Sede. No caminho, conversando com a monitora Brenda e com o outro grupo, nos interessamos em visitar a Cachoeira do Rio Taquaral.
dsc00195

Cachoeira do Rio Taquaral- São Miguel Arcanjo

Seguimos a indicação da Brenda, seguindo a Estrada Parque e depois da “prainha”, lotada de gente, achamos a plaquinha bem escondida e descemos até a cachoeira. A cachoeira possui duas quedas, e descemos até a segunda, onde batia mais um pouquinho de sol. Também tivemos o privilégio de termos o local só para a gente por um tempinho. Lanchamos lá mesmo, até começar a chegar muita gente, e iniciar aquele burburinho e gritaria que acontece em alguns lugares de muito fácil acesso e saímos rapidinho.

dsc00192

Represa- Pq. Estadual Carlos Botelho

Na volta à cidade, paramos numa das vinícolas locais (existem algumas, é só seguir as placas indicativas e o mapinha da cidade dá a indicação de várias), no caso a Torre Alta e compramos vinhos e suco de uva. Recomendamos, não somos de forma nenhuma, versados na fina arte, mas agradou a nosso paladar.
Desta vez, conseguimos finalmente jantar na cidade, no restaurante Vem Ká. Não sabemos se foi a fome, mas a comida estava realmente gostosa, bem caseira, funciona quase como um prato executivo, com arroz, feijão, uma boa salada, batatas fritas e a carne de preferência, por R$ 12,00, muuuuito bem pagos. Durante o dia, trabalha no sistema self service, mas à noite, a proprietária comentou que não compensaria. Perguntamos por que os restaurantes da cidade não abrem à noite, então foi explicado que a cidade recebe normalmente grupo de pessoas das empresas locais, portanto o movimento é maior durante a semana, e para almoço.Nos feriados e finais de semana, os funcionários das empresas voltam para as suas cidades, daí a cidade não ser muito “povoada” digamos…Estranhamos realmente, que parecíamos os únicos com cara de “turista” andando pelo centro da cidade,durante este período, como diz o Ricardo Freire, que turista tem cara de turista em qualquer lugar do mundo.
 dsc00199
Nossas impressões: A cidade é bem estruturada, tem tudo para se tornar um grande pólo ecoturístico, mas achamos que alguns detalhes poderiam ser incrementados: cidadezinhas muito menores apostaram no potencial turístico e criaram um Centro de Atendimento ao Turista, ou algo semelhante, para orientar o turista.
Normalmente, o trilheiro anda o dia inteiro e fica à base de lanches e à noite, sente falta sim, de uma comidinha caseira.
Como o acesso ao Parque (nos dois Núcleos) também é rota de passagem para o pessoal que acessa o litoral, os Núcleos acabam sendo utilizados muitas vezes como parada rápida ou, como observamos no Núcleo Sete Barras, como passeio de um dia pelo pessoal local.
Se for construída a hospedaria (o que seria extremamente interessante, sim, desde que implementada também a área de restaurante), deveria ser estudado uma forma de acesso diferenciado, para quem vem desfrutar da quietude do local. Confessamos que os fatores música alta, gritaria no riachinho e churrasco nos assustou um pouco…
Faltaram algumas atrações, nos dois Núcleos, a Cachoeira do Ribeirão Branco, a Trilha do Braço do Rio Taquaral e ainda o parque da Onça Parda, portanto, mais uma cidade que voltaríamos e quem sabe, ter mais boas surpresas na próxima vez, como a construção da hospedaria no Núcleo Sete Barras ou ainda, a tão aguardada travessia entre os Parques!
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Floresta Nacional de Ipanema

Como chegar: Através da SP 280, km 99-B e SP 097 sentido Sorocaba. Na rotatória da Cruz de Ferro,pegar sentido Iperó até acesso à esquerda, para estrada de terra (5 km). Fones: (15) 3266-9099. De terça à domingo, 8:00 – 17:00 hs. Entrada R$ 5,00 por pessoa (crianças até 12 anos e acima de 65 anos estão isentos da taxa de entrada). As trilhas são feitas somente através de agendamento prévio e a taxa do monitor na trilha varia conforme a trilha escolhida.
Flona de Ipanema  é uma reserva de cinco mil hectares de mata atlântica, administrada pelo Instituto Chico Mendes de conservação da biodiversidade.
É um Parque diferente. Em 5.000 hectares abriga reserva ecológica, fazenda e prédios históricos.
Existem três trilhas:
A Trilha de Affonso Sardinha : tem 5.779 m de extensão, 1 hora de duração aproximadamente e considerada de nível média. Nesta trilha estão situadas as ruínas de fornos tipo “catalães”, construídos pelo bandeirante Afonso Sardinha, em 1597. Estes fornos foram utilizados para a fabricação de ferro, pois ao invés de achar ouro e pedras preciosas como imaginava inicialmente, Sardinha acabou encontrando magnetita, diorito e outros minerais próprios para fundição. Essas ruínas marcam o início da siderurgia no Brasil.
A Trilha das Ruínas históricas : tem 1.200 m, duração de aproximadamente 45 minutos e considerada de dificuldade baixa.Abriga ainda um sítio arqueológico com cerca de 20% das instalações preservadas da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, que funcionou de 1811 à 1895. Na parte histórica do passeio, fornos, locomotivas, tornos e rodas d’agua mostram como os primeiros artefatos de ferro fundido do Brasil foram feitos. As instalações contam com um forte, uma represa, a casa colonial onde funcionava o escritório da fábrica, e que inclusive hospedou D. Pedro II , os fornos e a fábrica de armas brancas.
A Trilha da Pedra Santa: tem 5.753 m de extensão, duração de aproximadamente 3 horas, considerada média e o nome desta trilha tem origem na figura lendária do monge Giovanni di Augustini, que viveu no Morro Araçoiaba entre 1844 e 1852, numa fenda na rocha de arenito, que passou a ser denominada Pedra Santa, pois lá ele fazia pregações e profecias. Francisco Adolfo de Verhagen, Visconde de Porto Seguro também é lembrado, pois a trilha leva até esse monumento, que foi construído para receber seus restos mortais. Do monumento de Verhagen é possível observar Iperó, Boituva, Votorantim e Sorocaba.
Casa da Guarda
Reservamos o passeio na sexta-feira à tarde com o Rafael, para o sábado de manhã e combinamos fazer a trilha da Pedra Santa. Ele nos recomendou levar água, um lanche e a trilha ficaria R$ 60,00 para um grupo de até 6 pessoas. Acima de 7 pessoas, cada integrante do grupo pagaria R$ 10,00.
Chegamos à Flona por volta de 9:30 hs, e encontramos um grupo de estudantes da Universidade de Sorocaba, de arquitetura e sua professora visitando o local junto com o nosso mais recente amigo, Rafael.
O que poderia ser um transtorno, acabou se mostrando no final, uma grande oportunidade, pois acabamos visitando o roteiro histórico antes da nossa trilha marcada, tivemos informações sobre detalhes das construções que não prestaríamos atenção se estivéssemos sós, além de ter acesso a locais que só foram abertos por estarmos com o grupo de estudantes de arquitetura.
Casa das Armas Brancas

A visita começou por volta de 10:30 praticamente, e visitamos a Casa das Armas Brancas, o Casarão, a primeira represa do Brasil, o portão homenageando a maioridade de D. Pedro II, os Altos Fornos, a ponte sobre o rio Ipanema,a Casa da Guarda e a Serraria,entre outros. As construções são impressionantes,algumas delas em processo de restauro. Como sempre, as fotos não dão a dimensão real do que vimos lá. É uma verdadeira viagem no tempo e um mergulho na história do Brasil. Se o passeio terminasse aqui, nossa visita já teria valido a pena!

Altos Fornos

 

Antiga locomotiva
O Rafael correu com a monitoria ao pessoal da Universidade por nossa causa, e ao meio dia a visita às ruínas históricas já terminava.
Ponte sobre o Rio Ipanema

Descansamos por uma hora, aproveitando para um pic-nic sob as árvores frondosas e esperar nosso monitor também para a segunda parte da visita.

Iniciamos a segunda parte do passeio, a trilha da Pedra Santa, às 13:00 hs, acompanhados pelo Carlos, que visitava o local e se juntou ao nosso grupo para a trilha, e por conta do horário, o Rafael aconselhou que fizéssemos somente metade da trilha, até a Gruta do Monge e retornássemos de lá.

Estava um calor muito grande, muito abafado, encontramos na subida uma turma de estudantes entre 8 e 10 anos, que visitavam o Parque numa excursão e as palavras de incentivo: …”-Nossa! Ainda bem que estamos no final da trilha!!!…, “-Olha!, Vocês que estão subindo agora, se preparem, é muuuuita subida!!!!”….”-É melhor vocês levarem muuuita água, viu. Logo no começo da trilha vocês já vão ter acabado com a água!…” e por aí vai, e o cansaço estampado no rosto da criançada realmente foi encorajador….rsrsrs

O calor foi amenizado quando pegamos a trilha por dento da mata, e aí, fizemos algumas paradas estratégicas, com direito a orientações sobre a fauna, a flora e até da geologia local, impressionantes, pelo Rafael, com direito até a “prova oral” da criançada, como disse a Júlia.

Gruta do Monge

 

Gruta do Monge
Chegamos à Gruta do Monge, o Rafael nos contou sobre a história do monge, da procissão que os moradores locais fazem até a gruta, paramos mais um pouquinho, e descemos a trilha, de volta, desta vez, fora da mata, por um caminho mais aberto, (e bem mais rápido).
No caminho, o Rafael nos contou que existe a possibilidade de pernoite lá em cima, na Pedra Santa, ou que daria para fazer uma trilha noturna também, levando barraca e pernoitando na área na frente do centro de visitantes. Imagina se já não nos animamos, com a idéia!!!
Nos despedimos, do Carlos e depois do Rafael, certos de que iremos voltar para uma das possibilidades que ele nos contou.
Nossas impressões: O passeio vale muito a pena, é pertinho de São Paulo, vale como passeio de um dia, uma alternativa ótima a programações “shoppings” óbvias, é muito acessível, para as crianças (e adultos) um passeio na história do Brasil de forma lúdica e agradável, além do contato com a natureza. Foi um passeio que nos surpreendeu e recomendamos!
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter
Estação Eugênio Lefévre
Inevitável não citar a vizinha “glamourosa” Campos do Jordão quando falamos em Sto. Antonio do Pinhal, mas a descrição perfeita, copio aqui do Guia Quatro Rodas :…”Pode não exibir a arquitetura alpina da vizinha Campos do Jordão, mas tem o mesmo frio, a mesma névoa, o mesmo verde. É lugar para entocar-se em pousadas aconchegantes, admirar montanhas e comer truta a valer. Passeios ecológicos substituem a badalação, as cachaças são mais famosas que os chocolates, a sorveteria da esquina vende delícias com leite da fazenda”…

A nova alça de acesso da Rodovia SP 123 facilitou o acesso à cidade.

Visitamos a cidade uma primeira vez, quando a Júlia ainda era um bebê (mais ou menos há dez anos atrás) e ficamos na ocasião, Pousada Lua e Sol,uma gracinha de pousada, totalmente temática, desde o sabonete até os detalhes da roupa de cama e banho, tudo, além do mimo de ter o café da manhã trazido até o chalé e a simpatia da dona, que nos atendeu em tudo…
Pousada César
Desta vez, ficamos na Pousada César,  no Bairro José da Rosa, cerca de 10 km do centro. Temos que citar aqui, um sitesite  organizado por valores das diárias, super prático, você escolhe a faixa de preço e manda e-mail para o bloco todo de uma vez, sem aquela chateação de mandar um e-mail para cada pousada. Fica uma dica para todos os sites das cidades, esta organização torna bem prática a cotação para o turista.

Chegamos debaixo de uma chuva torrencial, bem cedinho, como é do nosso costume, e ficamos esperando na porta e depois de quase uma hora, uma funcionária veio nos receber, coitada, com imensos guarda-chuvas, que acabou só resguardando nossas cabeças…
Devidamente instalados, fomos para um café da manhã muuuuito bom, uns 4 tipos de pães, 3 tipos de bolo, chá, café, leite, 2 tipos de sucos, frutas diversas, frios, geleias, e depois de um lauto café, fomos nós, bater perna.

Começamos pela sorveteria Eisland, na fazenda Aconchego. Por causa do frio (e também do café), só visitamos o lugar, deixamos para apreciar o sorvete mais tarde…

Seguimos para a Cachoeira Lageado, esta é a cachoeira mais visitada pelos turistas, por possuir uma área arborizada para descanso e piquenique. Existe uma trilha pequenininha, atravessando uma ponte de madeira, e dando a volta por um bosque. A entrada custa R$ 2,00, mas não é nada muuuito assim, digno de nota.

Depois, visitamos A Bodega. A casa já é um ponto turístico na cidade, e vende cachaças com mais de 40 sabores tais como : mel, amora, figo, cambuci, uva, carambola, damasco, chocolate, cidreira… Os grandes frascos de vidro ficam dispostos na loja, onde você pode provar de todos os sabores, quantas vezes quiser. Cuidado! Tivemos experiências “tristes” na nossa época de solteiros, com esse tipo de degustação, lá na Chapada dos Veadeiros. Eu e nosso amigo Fábio, que o diga… Por causa disto, provei bem pouquinho…(êeee, manguaça!!!!). Acabamos levando uma garrafa de vinho artesanal da casa. O local vale o passeio, além das bebidas, é muito agradável, e tem um jardim bonito, nos fundos.
A essa altura do passeio, hora do almoço e seguimos a indicação das meninas da Pousada, o Restaurante da Beth, uma casinha bem simples, com comida caseira, bem atrás da Pousada. (Telefones: 12-36662199, 12-96015834). Pedimos o PF, R$ 8,00, com arroz com a carne de escolha (frango, bisteca, carne assada ou bife) mais feijão e salada. Super simples, mas muito bom mesmo.
Depois do almoço, gastar as energias. Fomos em direção ao centro da cidade, visitamos o Mirante do Cruzeiro, uma praça de onde é possível avistar toda a cidade e o local onde os moradores da cidade realizam a procissão da via Sacra, na época da Semana Santa.
Estação Eugênio Lefévre

Não poderíamos deixar de visitar ainda, a Estação Eugênio Lefévre, inaugurada em 1919, conhecida como “Estação do Bondinho”. Pelas informações, devemos pegar o trem em Campos do Jordão e pode descer em Pinhal, não o contrário, infelizmente…
Já que estávamos lá, (ai que desculpa esfarrapada!), não podíamos logicamente, deixar de experimentar o tãaao aclamado bolinho de bacalhau. Gente, estávamos empanturrados ainda, mas foi tão bom que comemos dois cada um!! Vale a pena!

vista do Mirante

Um pouquinho mais para a frente, a pé mesmo, seguindo os trilhos, você chega ao Mirante Nª Sª Auxiliadora, com um pátio ao redor, de onde se avista o Vale do Paraíba.
Já escurecendo quase, voltamos para descansar à Pousada.

No dia seguinte, tentamos achar as cachoeiras.
Não perca tempo com a Cachoeira do Cassununga.Fica atrás de um bar na beira da estrada, rodovia SP-50, onde cimentaram tudo, colocaram escadas, banquinhos e mesas em cimento. Um verdadeiro horrooor!!!!

Tentamos a todo custo, achar a tal Cachoeira Rancho Feliz, e pelas indicações do livreto turístico da cidade, a única coisa que conseguíamos achar toda hora, era um empreendimento imobiliário e quando perguntamos para o comércio local, indicaram que dentro do empreendimento é que estava localizada a Cachoeira. Fomos nós, na maior cara de pau, fazer de conta que íamos conhecer o empreendimento e procurar a Cachoeira.

Foi uma surpresa boa, fizemos a Trilha das Cachoeiras, uma trilha gostosa, para passeio, com várias quedas d’água, de todos os tipos e tamanhos, mas só resta saber se será aberta ao público, mas ao que tudo indica, somente os proprietários das residências do Condomínio é que deverão ter acesso. Uma pena, para turistas como nós, que apreciamos também descobrir lógico, as belezas naturais dos lugares que visitamos…

O homem que encarava as cabras

Continuando nosso passeio, visitamos o CaprAlemão e o Bode Expiatório. Um local interessante, onde as crianças (e os adultos) podem ver a criação dos animais, brincar com as cabras, experimentar vários tipos de queijo e também a cerveja artesanal do Bode Expiatório. Funciona no mesmo local que o atelier Bruxa da Montanha, com anjinhos, bonecas e calendários confeccionados em tecido.

Pharmácia de Quintal

Em frente ao CaprAlemão, fica a Pharmácia de Quintal, uma casinha simples, mas linda, na sua simplicidade. Oferece produtos elaborados com ervas e flores como temperos, xaropes, mel, vinagres e azeites com especiarias, sachês, travesseiros aromáticos. Só de entrar pelo quintal, você sente o aroma do lugar! Compramos sais aromatizados lá que são uma delícia para temperos!

Fazenda Renópolis

Já era tarde, cerca de 16 hs, e não havíamos almoçado, então fomos conhecer a Fazenda Renópolis  que vimos no livreto que ofereciam o chá colonial, esperando uma “casa de chá” aos moldes dos que conhecíamos.
A Fazenda pertence à família desde a década de 20 e dela se originou a Colônia Renópolis, povoada por colonos japoneses há décadas. Além do Chá colonial, você conhece o artesanato local e os produtos com ervas medicinais e aromáticas, que são produzidas pela própria família com matéria prima da fazenda.

quitutes do chá colonial

O “chá colonial” foi um verdadeiro banquete para nós: 3 tipos de sopa (feijão, canja e legumes), ovos mexidos, quiches, salada (com flores junto!), pães (2 ou 3 tipos), patês, bolos (9 tipos), chá, café, leite e 2 tipos de sucos. Criança paga meia e adultos, não me recordo muito bem, mas cerca de R$ 35,00~R$ 40,00, mas vale muito a pena!
Ouvimos dizer, que existe uma trilha que começa em Campos do Jordão, vai descendo pelos trilhos e termina na Fazenda Renópolis . Não deu para testar desta vez, mas nos prometemos voltar para esta “penosa” missão…rsrsrs

Passamos ainda, na volta da Pousada, por uma das propriedades da Colônia japonesa fixada pertinho da Fazenda Renópolis e compramos uma mudinha de cerejeira que há muito tempo o João procurava e não encontrava por aqui, em São Paulo.
Passamos também nas fontes (Fonte Santo Antônio), para abastecer nossos cantis e mais o que achamos de garrafinhas vazias dentro do carro.

Dia seguinte, antes de sair da cidade e voltar para casa, não podíamos deixar de experimentar o sorvete na Eisland desta vez no centro da cidade. Experimentamos o menu degustação das 9 bolinhas, por R$ 15,00. O sorvete é saboroso, muito cremoso, feito com leite e creme de leite de gado jersey da fazenda Sítio Aconchego.

Nossas considerações finais: um lugar muito gostoso, pertinho de SP, 180 km,não dá nem tempo de cansar da viagem, bom para todos os tipos de visitantes, desde os casais românticos até para viagem com crianças, agradando a todos os gostos e bolsos.
Pelo relato (e a nossa gula também), deu para perceber que é uma viagem gastronômica também!
Não deu tempo de ver todos os atrativos, como os vários locais com artesanato (a História em Retalhos, Morito Ebine, Atelier Eduardo Miguel,o Jardins de Barro, a Oficina das Artes, entre outros), o Pico Agudo… e que só aumenta a nossa vontade em voltar para esta simpática cidade.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

Dia 13-11/01/11- 3ª feira- Punta Arenas- Puerto Natales- El Calafate

Depois do café, saímos de Punta Arenas para Puerto Natales no Buses Fernandes (só atravessar a rua, praticamente) às 9:00 hs, debaixo de frio e uma chuva fininha.
Chegamos a Puerto Natales por volta das 13:00 hs. Passamos no Nikkos para pegar nosso equipamento de acampamento deixado lá e levamos até a agência de viagens.
Nosso ônibus sairia às 18:00 hs, tempo então para almoçar (no La Tranquera, Manuel Bulnes, 581, menu do dia,merluza com purê de batatas ou bife a milanesa com arroz por CH 3.500,00 o prato) e comprar algumas coisinhas.
A cidade já estava em movimentação para a greve marcada para iniciar aquela noite. Vimos chegando carros do exército, soldados fardados e os Carabineros do Chile. Alguns comerciantes locais, já nem atendiam mais os turistas, preocupados em preparar faixas e cartazes para a paralização do dia seguinte. Mal sabíamos da nossa sorte em estar saindo da região ainda nesta noite, pois no dia seguinte, já estaria tudo fechado, como pudemos constatar nos noticiários quando chegamos em casa.
O ônibus da Cootra saiu às 18:15 hs e passou por outro lado, na portaria via Rio Túrbio.
Chegamos em El Calafate por volta das 23:30 hs, sem nenhum táxi no terminal de ônibus para o nosso desalento total e fomos lá, caminhando com todo a bagagem de acampamento e agora todas as nossas compras até o Hostel América Del Sur, que já nos esperava e onde fomos recebidos com um entusiástico “Hola, Marcia, sejam bem vindos de volta!!!” pelo simpático Patrício àquela hora da noite, foi um alento.
Observamos que apesar da demora nos translados, foi muito bom termos deixado tudo reservado assim que chegávamos. Portanto, reservar sua volta de Punta Arenas para Puerto Natales ou El Calafate, assim como sua hospedagem na cidade de destino é importante, pois vimos pessoas tendo que esperar ou simplesmente saindo procurar outra alternativa de transporte e de hospedagem na hora, o que nem sempre é possível.

Dia 14- 12/01/11- 4ª feira- El Calafate- Buenos Aires-São Paulo

Tomamos café, arrumamos pela última vez nossa bagagem, fizemos o check out, deixamos as malas no hostel, pedimos um táxi para nos levar até o Aeroporto e descemos para o centro para esperar o horário do vôo.
Andamos no centro de novo, comemos de novo nas empanadas, com a diferença desta vez que a proprietária estava presente e nos destratou achando que estávamos consumindo outros alimentos que não o dela. Indicamos o lugar da primeira vez, mas devido a este fato desagradável, desaconselhamos. Ficamos chateados com a situação, e como já era quase hora de voltar para esperar o táxi, voltamos ao hostel, nos despedimos da equipe com um forte abraço e rumo ao aeroporto.
Estava um caos o aeroporto de El Calafate, demoramos 1:15 h para fazer o check in e embarcamos para Buenos Aires por volta das 15:40 hs. Desembarcamos em Guarulhos à 1:30 h e assim terminou nossa já saudosa estadia neste país fascinante!

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter