Meus ogroamigos, o que fazer com tantas claras, 5 (cinco), que sobram como subproduto da torta de morango…..

Para tristeza dos que desejam fazer regime uma forma de aproveitá-las é fazendo um “mouse de chocolate” com elas…..claras…”of course”.

Então vamos a receita:

Mousse de chocolate.

Ingredientes:

2 barras de chocolate de 200 gs (1 meio amargo e outra “ao leite”)
1 lata de creme de leite com soro
1 colher de sopa de chocolate em pó (pode ser também cacau em pó)
5 claras

Preparo:

-Coloque as barras quebradas para derreter em banho maria.
-Assim que estiverem totalmente derretidas e homogêneas coloque o creme de leite, com soro, aos poucos e misture até que fique totalmente homogênea.
-Coloque o chocolate em pó e misture novamente até ficar homogeneizado. Reserve.
-Bata as claras e neve a ponto de pico.
-Incorpore as claras em neve ao chocolate derretido, aos poucos, e misture delicadamente até que fique totalmente homogeneizado.

-Passe o mousse para uma terrina e leve á geladeira por 4 horas.

Obs: 1. As barras de chocolate podem ser totalmente ‘meio amargas” ou ‘ao leite” ou ‘ cacau 70%” .
         2. A receita não vai gemas pois as mesmas foram utilizadas na “torta de morango”.
         3. Pode ser colocado pedaços de chocolate sem derreter no meio do mouse ou ainda ralar chocolate em cima do mouse de chocolate antes de servir.

Nota: esta receita é em continuação à receita da torta de morango, que o Ogro postou a um tempinho atrás. Comentei com ele que a torta de morango dele teve mais acessos que muitas das postagens sobre viagens que eu havia colocado e ele ficou todo animado!! Só tem mais uma coisinha… preciso aprender a tirar foto de comida. A foto do mousse ficou h.o.r.r.o.r.o.s.a! e seria uma “ofensa” a esta receita,(muito boa por sinal)  se publicássemos a foto…
Esta receita também foi passada por nossa cunhada Ivete.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Conhecemos Guararema neste final de semana movidos por dois impulsos: nossa amiga Tânia que comentou da cidade recentemente e nos perguntamos:” –quais serão os atrativos desta cidade..” e por um Guia novo, (sim, eu sou a mulher dos Guias, já sabem, não posso ver um novo!), o Guia Nascentes do Paraíba do Sul, da Numac Projetos, patrocinado pela Petrobrás, publicado este ano, e compramos em São José do Barreiro, quando fizemos a Trilha do Ouro, fomos lá descobrir os encantos desta cidade tão próxima de São Paulo, que passamos por perto diversas vezes, mas nunca conhecemos.
A cidade fica a 75 km de São Paulo, pela Carvalho Pinto, e em cerca de 1 hora, você já está na cidade. A cidade faz limite com Salesópolis, Biritiba Mirim, Santa Isabel, Jacareí, Santa Branca e Mogi das Cruzes.
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CAT-Centro de Apoio ao Turista de Guararema

Liguei para o CAT (Centro de Atendimento ao Turista), (11) 4693-1432, na verdade, liguei para a Secretaria de Turismo,onde o pessoal do CAT estava instalado temporariamente, devido a um incidente infeliz, na semana anterior, fui muito bem atendida pela Tatiana, que me orientou sobre os passeios locais, e suas localizações aproximadas, e saímos cedinho de São Paulo, para o passeio.
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A vitrine do Roça Chic em Guararema

Passamos pelo CAT, mas ainda estava fechado, e antes de começar nossas andanças, tomamos café no Roça Chic, (11) 4693-1074, um lugar simples, mas bastante acolhedor,  que fica na rua Cel. Ramalho, 54. Fomos muito bem atendidos pela Ana e sua equipe. Não deixe de provar o pastel de farinha de milho amarela, iguaria tradicional da cidade, R$ 2,50 cada um. As iguarias na vitrine também nos tentaram, mas ainda precisávamos reservar espaço para o almoço…
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A entrada do Parque Ilha Grande, em Guararema

Prosseguindo nosso passeio, fomos para o parque da Ilha Grande, pois o Recanto do Américo, um cartão postal da cidade, local onde foram construídas pontes suspensas interligando as ilhas do Rio Paraíba do Sul, estava parcialmente interditado para obras pela Prefeitura.
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A ponte pensil, de acesso ao Parque Ilha Grande, em Guararema

O parque da Ilha Grande tem seu acesso por uma ponte pênsil, onde os moradores locais levam pão amanhecido e jogam para os peixes, em grande quantidade e ficam observando a festa. O parque tem pista para caminhadas, num bem cuidado jardim, e tivemos ainda a oportunidade de vermos muitas capivaras descansando na beira da represa, sob as sombras das árvores, bem de pertinho, “bem à vontade”, como a Júlia disse.

O descanso das capivaras

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Parque da Pedra Montada- Guararema

Depois, seguindo as indicações das placas, fomos para o Parque da Pedra Montada, um parque muito bem cuidado, pequeno, e você pode chegar até as pedras (medindo cerca de 9 metros de comprimento x 2,5 de altura, uma embaixo e outra se equilibrando em cima) por uma bela escadaria de madeira ou por outro caminho alternativo, ao lado da entrada principal.

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A curiosa formação da Pedra Montada

Perguntamos a um funcionário do Parque, o que encontrar mais à frente, seguindo a estrada e este nos indicou a Pousada e Restaurante Arandela e o Alambique do Décio.

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Chalés e piscina da Pousada Arandela

Vimos no Guia também, que seguindo esta estrada, no nº 1025, fica o Sitio Jandaia, que serve comida trivial com frango caipira, escondidinho e galinhada feita no fogão à lenha. Não visitamos o lugar, mas fica aqui a dica.Seguimos em frente, visitar a Pousada Arandela, continuando a estrada de asfalto do Parque da Pedra Montada, entrando a primeira à direita. A Pousada fica na Estrada Fazenda do Banco, 621 e existem indicações. Uma pousada bem agradável, localizada em uma área verde bem bonita. Tem 5 chalés, em estilo rústico, piscina, lago, pedalinho e uma trilha para hóspedes. A Lúcia, veio nos atender, deixando seus afazeres no restaurante, nos informou que a diária por casal era de R$ 230,00 com café da manhã e uma cama adicional, faria por R$ 50,00. Também existe a opção de day use, R$ 30,00 por pessoa, com direito a usar as instalações da Pousada, como a piscina, o pedalinho e fazer a trilha. Se houvesse um chalé vazio, ela disponibilizaria para usar o banheiro até a construção de um vestiário específico para estes fins.

Também comentou que às vezes a Pousada é alugada para eventos, como casamentos.

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Alambique do Décio

Quem nos atendeu aqui foi o Gabriel, nos ofereceu para degustar as cachaças, mas resistimos a tentação. Também funciona no local um pequeno pesqueiro (mais para brincadeira da criançada) e também um restaurante, onde o Gabriel informou que o forte de lá eram os petiscos.Voltamos para a estrada, e seguimos para a Estrada da Lagoa Nova, no km 12, conhecer o Alambique do Décio. O Guia diz que é tradicional da Família Cunha Pinto, desde 1905. Além das tradicionais cachaças, também fabrica licores.

Neste percurso avistamos também a imensa instalação da Petrobrás. Mais para frente, no km 13, o guia cita o Pesqueiro da dona Cida (11) 4695-1642. Bom, não é nosso forte, também fica a dica quando você visitar a cidade.

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Igreja Freguesia da Escada, em Guararema

 
Passamos pelo CAT, conhecemos a Tatiana pessoalmente, esta nos deu informações sobre a igreja, na Freguesia da Escada que não tínhamos visitado ainda, nesta região se concentram boa parte dos restaurantes mais famosos, algo como a “área gastronômica” da cidade, como o Restaurante  Quinta da Freguesia (bacalhau como destaque), o Rancho do Mineiro (11) 4693-3256 (a leitoa caipira assada inteira), o Maricota Gastronomia e Arte (11)4693-1986 (carnes especiais e galinha d’angola) e o Mirante do Paraíba (frutos do mar) e também da Orquidacea, onde existe exposição permanente, artigos para cultivo e onde também os produtores locais comercializam sua produção. Fica na Estrada Municipal de Itapema, 4415, funciona todos os dias, a entrada é franca. Fomos voltando em direção ao centro, e como estava muuuito quente, a Júlia estava seca por um sorvete, e fomos a sorveteria Kimoni, que o guia referenciava, com 36 sabores e fabricação própria, fica na Pça. 9 de julho, no centro, e depois vimos uma unidade maior, na avenida principal. Estamos infelizmente muito mal acostumados, com uma sorveteria caseira, bem pertinho de casa, na R. Aurélia, a Cristal (em frente ao Habib’s da Clélia x Aurélia) e acabamos comparando, não tem jeito. A Júlia pegou os sorvetes de pistache, limão, melão e alfajor e nós fomos de picolé de milho. Como ela sempre toma os sabores de limão (nunca provamos até hoje um sorvete de massa de limão como o da Cristal!) e o de pistache, a comparação foi inevitável… achamos todos os sabores muito doces, não deu para sentir o sabor, a essência da fruta, como sentimos na nossa sorveteria. Gente, é merchandising de graça, porque é bom mesmo! O lugar é hiper simples, mas depois do sorvete deles, acho difícil você não sentir o sabor de gordura hidrogenada e de puro açúcar em todos os sorvetes que você vier a provar depois…

Voltando, tínhamos que conhecer a igreja na Freguesia da Escada.

“Momento história”: retirado do Guia…”a formação da Freguesia da Escada data de 1611, quando Gaspar Vaz fundou o primeiro aldeamento. Entregue aos jesuítas em 1652, surge a primeira capela. Em 1732, o prédio é demolido e sob o comando dos Franciscanos, que assumem a direção do Arraial da Escada, que depois ganhou o título de Freguesia, constroem a nova igreja e um convento ao lado, que permanecem até hoje, sendo uma das mais antigas do Estado, e foi tombada pelo patrimônio Histórico Nacional em 1941.”…

Nesta igreja também fica imagem de São Longuinho, que ganhou festa oficialmente, a partir de 2003, em 15 de março, aprovada pela Câmara Municipal da cidade. Dizem que quem faz promessa e consegue uma causa perdida, sempre marca presença, dando os tradicionais pulinhos.
A igreja é extremamente simples no seu interior, sem os adornos e a opulência que estamos acostumados com algumas.
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O Pintado na Brasa

Depois da igreja, cerca de 14:30 hs, resolvemos almoçar no Pintado na Brasa, já estávamos pertinho, e comemos uma vez neste Hotel Fazenda, só eu e a Júlia, num evento de final de ano do meu trabalho, há 5~6 anos atrás e ficou na minha memória e dela, o espeto do pintado que víamos chegando nas outras mesas, comemos uma versão “espetinho”, na ocasião, servido aos integrantes do evento além de ser o único peixe que ela diz ter gostado até hoje, (com exceção de sashimi, sushi e peixinho frito da minha mãe…bobiiinha…) .É um lugar grande, com salão de jogos, campo de futebol, piscinas aquecida e fria, salão de convenções, pesca, pedalinho, charretes e estava até bem tranquilo, na parte do lago, porém na área das piscinas, ouvíamos o som bem alto de música que não faz o nosso gosto (funk e pagode) e gritaria.
Pedimos o carro chefe da casa: pintado na brasa, com arroz a grega, fritas e molho tártaro, por R$ 65,00, que serve duas pessoas, mas foi bastante suficiente para nós três. O espeto ainda acompanha cebola e tomate, igualmente grelhados, que compõe bem com o peixe.
Já perto das 16:00 hs, resolvemos então ir embora dali mesmo, pois a estrada estava bem pertinho. Quem sabe, numa próxima ocasião, ficar hospedado na cidade, ver se existem trilhas na região para percorrer, visitar a Orquidácea, que ficou faltando e experimentar outros restaurantes…
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O rio Paraíba do Sul


Outras informações
: retiradas do  Guia Nascentes

Onde ficar:

Cidade:

-Pousada Casa Branca: (11) 4693-2579, rua Narciso J.dos Santos, 214- Jd. Itapema;
-Grande Hotel Guararema: (11) 4693-4744, rua Marcondes Flores, 495;
-Sapucaia Pousada (dentro da Hípica): (11) 4693-3721, rua João Barbosa de Oliveira, 1279;
Pousada Maria Florência: (11) 4693-4363 rua da Ajuda, 325
Guararema Parque Hotel Resorts:(11) 4693-8800, rua d’Ajuda, 438
Hotel Vale dos Sonhos;-(11) 4693-1894, av. João Barbosa de Oliveira, 1888
Associação Desportiva da Polícia Militar: : (11) 4693-4646

Rural:
Casarão San Domingo: (11) 4693-2684

Onde comer:
Cidade:

-Restaurante e Petiscaria da Lica-Av. da Ajuda, 390
-Forneria Toscana- R. João Barbosa Oliveira, 1468
-Grelhados Restaurante- Pça. Cel. Brasílio Fonseca, 87
-Espetinho Guararema- Pça. 9 de Julho, 125 C
-Sabor com Arte- R. Cel. Ramalho, 407

Rural:

-Fazenda da Estiva Restaurante: Rod. Dutra/Mogi, km 74
-Alambique Engenho do Salto: Rod. Dutra/Mogi, km 77 + 1,5 km
-Recanto da Traíra: Rod. Guararema/Santa Branca, km 3

Serviços

-Setor de Turismo: rua 19 de setembro, 127. Fone: (11) 4693-1432;
-CAT: no Portal da entrada da cidade. Fone: (11) 4693-4415;
-Setor de Cultura: R. Dr. Armindo, 34. Estação Ferroviária. Fone: (11) 4693-5307

 

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(Este relato é continuação do nosso roteiro na Trilha do Ouro)
Depois de uma noite bem dormida, acordamos bem tranquilos na Pousada Aldeia do Mar , indicado pela minha amiga Luciana, do blog Aquela Viagem e tomamos um café maravilhoso, beeem tranquilos. A senhora que servia o café nos explicou que muitos hóspedes são funcionários da Usina de Angra e que então “moram” na Pousada, assim como várias pousadas de Mambucaba estão só com funcionários como hóspedes.
Arrumamos nossas coisas e saímos da Pousada às 9:30 hs, pegamos o ônibus da Colitur na Rio-Santos para Angra dos Reis. Custou R$ 4,50 por pessoa. A distância entre Mambucaba e Angra é de cerca de 52 km. O ônibus vai beirando aquele mar azul turquesa e vimos a famosa usina.
Chegamos em Angra dos Reis às 11:15 hs, mas a barca já havia saído às 11:00 hs, então o jeito foi pegar o catamarã, que fizeram para nós 5 por R$ 90,00. Nada muuuito vantajoso, pois o preço normal é de R$ 20,00 por pessoa.
Rodamos o centrinho de Angra, que não tem lá muitos atrativos, e fizemos hora até às 13:30 hs, o horário de saída do catamarã. Chegamos por volta das 15:00 hs em  Ilha Grande.
O caminho é bonito, o mar é verde esmeralda, você vai passando por ilhotas aqui e acolá, mas depois de 1 h e meia, onde nós estávamos mal acomodados, acabamos querendo que o “passeio” terminasse logo..
A cidade preparada para a “festa Julina”

 

Procuramos nossa Pousada reservada, Acalanto. Aqui, um bom exemplo do que o que vimos na internet pode ser uma tremenda furada. Pesquisei pelo site : http://www.ilhagrande.org/Promocao-Ilha-Grande-Pousada, como sempre, dou uma ligada para “sentir” o clima do local, a receptividade do dono da Pousada, mas como acabei dando uma atenção maior para o roteiro da Trilha do Ouro que antecedia esta viagem, e esta foi no embalo da outra viagem, a opção pelo menor preço desta vez (R$ 104,00 a diária para nós três) foi totalmente errônea… Pena que a Tânia e o Felipe tenham que ter passado por esta infeliz experiência conosco…
O site da Pousada Acalanto, está mais condizente agora, com o que ele dizia que oferecia na configuração apresentada em junho de 2011, inclusive com os dizeres que ela está à venda. Pudemos percebemos que ela deve ter tido o seu auge, há 20 anos atrás (pela decoração), e que agora está em completo abandono. O site referenciava que haviam dois barcos, que os hóspedes da Pousada tinham 10% de desconto nos passeios, e mais outros serviços. A funcionária se esforçava para ser simpática, prestativa, nos deixar bem à vontade, e nos arrumar o que estivesse ao seu alcance, mas a falta de estrutura não é de sua responsabilidade. Pronto, comecei o desabafo, e depois conto como foi nossa estadia ao longo da história…
Voltando ao relato, a Pousada realmente era bem próxima do cais, como está descrito no mapa do site, o problema foi que cada vez que íamos entrando num beco, ia dando mais medo… nos instalamos, como foi possível e saímos para explorar a Vila de Abraão.
Almoçamos na Donna Olívia, bem pertinho do cais, quase o PF do dia, R$ 20,00 por pessoa com mistura mais dois acompanhamentos, bem farto e apesar do horário, quase umas 4:00 hs da tarde, ainda estava fresco e bem saboroso (ou de novo, será que era a fome…) e depois, ficamos batendo perna, até voltar a Pousada e descansar. Nesta dia, a Tânia foi puxar a cortina do quarto e ela caiu na sua mão e nós tínhamos um tempo específico para tomar banho: até o chuveiro começar a cheirar queimado, então tínhamos que desligar… A sensação de claustrofobia que eu senti no meio da noite,(ou era o cheiro de queimado que ficava dentro do banheiro, por causa do chuveiro)  não me deixou dormir e tive que sair para a saleta para tomar ar, ler umas revistas, espairecer para ver se o sono chegava…
Pq. Estadual da Ilha Grande
No dia seguinte, o café da manhã farto nos surpreendeu: muitas frutas (banana, abacaxi, melão, mamão), dois tipos de bolos, presunto, queijo, pãozinho francês, café, leite, chá e cereal, em grande quantidade.

Saímos para passear. A Tânia nos levou para o lado esquerdo da Ilha, andamos o primeiro trecho do Parque, visitamos o núcleo do Parque Estadual, a Praia Preta, as ruínas do Lazareto, as ruínas do aqueduto, voltamos pelo Poço e pelo Mirante do Aqueduto. Uma trilha bem tranquila, (apesar que só fizemos uma parte, só ficou o gostinho de quero mais…) e a parte das ruínas, é bastante interessante.

Praia de Lopes Mendes
  Voltamos para a vila e pegamos o passeio para a Praia de Lopes Mendes, considerada uma das mais bonitas e famosas da Ilha, R$ 15,00 por pessoa.
Tem uma trilha bem curtinha, depois que desce do barco, e nós fazendo a trilha de chinelo, fomos bem devagarzinho. Encontramos no meio do caminho, um mico, e começamos a oferecer frutas secas que tínhamos levado para comer. Foram chegando mais e mais, e até chegarmos à praia, levamos um tempão, brincando com os micos.
O tempo começava a virar, e em vez da praia paradisíaca, que esperávamos, encontramos a praia cheia de gente, e o mar azul já se transformava num mar revolto, escuro, começava a ventar muito e a ameaçar chuva, o que acabou espantando todo o pessoal, inclusive nós, que curtimos um pouquinho a praia, comemos alguma coisinha, mas logo rumávamos de volta pela trilha para o cais, pegar o barco de volta.
 A Ilha Grande com o Pico do Papagaio
O mais chato foi que quando chegamos na Vila de Abraão, nem parecia que fechava o tempo do outro lado da ilha…
Voltamos para a Pousada, banho e jantamos no Bougainville, no restaurante do Sr. William, que eu não lembro o nome do lugar… Nós fomos de PF novamente, R$ 14,00 por pessoa, a Júlia e o Felipe foram de espaguete. Comida honesta, pelo preço, mas o do dia anterior estava mais apetitoso… A única exceção aqui, foi o Felipe, que foi de espaguete aos frutos do mar e ele disse que estava excelente.

 

Lagoa Verde

 

No dia seguinte, depois do café, fomos fazer o clássico passeio da volta na Ilha de lancha. Conseguimos um pacote bom, de R$ 80,00 por pessoa, na Agência Águas Vivas, que não fariam todas as praias da meia volta (que ficaria R$ 100,00 , não consigo lembrar direito, ou a volta toda que seria cerca de R$ 150,00, (acho que era mais  ou menos este valor) levando o dia inteiro…). Estávamos com receio do tempo, considerando o dia anterior e ainda estava nublado, e também porque várias paradas compreendiam mergulho, e estávamos com receio da temperatura da água, então acabamos optando por este passeio “alternativo”, mas que garantiram que iríamos aproveitar bastante. Este pacote alternativo, compreendia as visitas à: Lagoa Verde, Lagoa Azul, Praia do Amor, Saco do Céu e Praia da Feiticeira, além da barca ficar exclusiva para nós.
Lagoa Azul

Partimos para o passeio, com o Jorge,  Lancha Woodstock, bem profissional, e que depois nos disse que se contratássemos o serviço dele direto, seria mais em conta, pois não teria o “atravessador”, a agência. Bom, fica aqui a dica para a próxima vez ou para quando você for, fazer o contato direto com ele

  Começamos pela Lagoa Verde, lugar lindo mesmo, e com uma água linda, transparente e muitos, muitos peixes. Aqui, seguindo a dica do pessoal da agência e do Jorge, fizemos o pedido para o Restaurante Refúgio das Caravelas, para quando chegássemos nossos pedidos já estivessem prontos.
Moqueca mista
Fomos fazendo os passeios seguintes, a Lagoa Azul, igualmente linda, depois a Praia do Amor e quando saímos de lá, o Jorge avisou o restaurante que estávamos chegando, assim os aperitivos que havíamos pedido estariam fresquinhos.
Chegamos lá, um lugar escondidinho, e apreciamos nossa porção de pastéis quentinhos e a Tânia e o Fe as casquinhas de siri.
Peixe na folha de bananeira

Depois chegaram os nossos pedidos: a Tânia e o Fe pediram a moqueca mista e nós o peixe na folha de bananeira. Bom, as fotos falam por si só, e como parece que a gente vive para comer, não preciso dar mais detalhes…

Descansamos um pouquinho, não dava para ser de outra forma, e partimos no finalzinho para a última parada, na Praia da Feiticeira.
Chegamos à tardezinha, o passeio vale a pena mesmo, recomendamos os serviços do Jorge, muito prestativo, nos deixou extremamente à vontade, foi ótimo, porque acabamos ficando com a lancha somente para nós, então ficamos o tempo que quisemos em cada lugar. O passeio de lancha é de outro dinamismo, deu para comparar com o dia anterior, que era de barco, e foi bem mais lento. Mesmo com a água não tão quentinha, (acredito que no verão deva ser bem mais agradável), valeu a pena!

Pousada , banho e fomos matar a vontade do Felipe, que não falava em outra coisa desde a chegada na Ilha: o crepe de Nutella. O lugar onde eles haviam comido a iguaria, havia fechado, e fomos no Pato Crepes, um lugar bem bonitinho, e pedimos todos o crepe de nutella, cerca de R$ 13,00. Existem duas versões, pedimos os dois para provar, muuuito bom, não saia da Ilha sem provar!

Praia da Feiticeira
Dia seguinte, tomamos café sossegados, pois esperávamos pegar a barca das 10:00 hs de volta à Angra dos Reis, onde o Daniel estaria nos esperando por volta das 12:30 no cais. Só um detalhe: o chuveiro finalmente não aguentou e queimou quando o João tomava banho nesta manhã…
No fechamento da conta da “fabulosa” Pousada Acalanto, mais uma surpresa nos aguardava: no site, estava claro que aceitavam todos os cartões e lógico que não era bem assim (aliás agora entendo porque mudaram o site assim, rapidinho…). Ainda bem que estava com uma folhinha de cheque, se não era capaz de termos que ficar para “arrumar a pousada” para pagarmos nossa mal e porca instalação nesses dias…
Chegando no cais da Vila, pegamos o catamarã das 9:00 hs saindo (eram cerca de 9:15 hs), e negociamos, e a viagem que duraria cerca de 2:30 hs, custando cerca de R$ 13,00, na barca, acabou ficando de R$ 25,00 para R$ 20,00 por pessoa, durando cerca de 1 hora. De dentro do catamarã, consegui falar com o Daniel, que disse que tinha tido uma intercorrência, e outra pessoa ia nos buscar, e conseguiu ainda, que das 12:30~13:00 hs marcado, adiantássemos para cerca das 11:00 hs.

Horários dos Catamarãs

(24) 3365-6426 ou (24) 3361-5500

Angra x Abrãao Abraão x Angra (R$25,00 por pessoa)

8:00 9:00
11:00 12:30
16:00 17:00

Horário das Barcas
0800-7044113
Segunda a sexta-feira (cerca de R$ 6,50 por pessoa)

Angra x Abrãao: 15:30
Abrãao x Angra: 10:00 hs

Sábados, Domingos e Feriados (R$ 14,00 ou R$ 25,00 ida e volta por pessoa)

Angra x Abrãao: 13:30
Abrãao x Angra: 10:00

Estacionamento em Angra dos Reis:

Dois Irmãos (24) 3377-4282 ou (24) 3365-0593
São Cristóvão (24) 3367-2242
Os dois cobram o mesmo valor: R$ 25,00 o veículo para 24 horas.

Olha a quantidade de peixes!!
Encontramos o S. Valim, (24) 9992-7510 ou 9225-3233,entre umas perdidas (Angra têm dois cais) e não sabíamos onde ele nos pegaria, por volta das 11:30 hs, o que adiantou nossa subida em 1 h e meia. A subida iria tudo bem se, como disse o S.Valim, não tivesse mais curvas que estrada, e dois integrantes do grupo “chamaram o Hugo” no caminho (vamos manter as identidades guardadas aqui para a privacidade pessoal, hehehe…), e aqueles que não chamaram ficaram lembrando o nome dele o tempo todo…
Chegamos em São José do Barreiro por volta das 15:00 hs, entre as paradas para as intercorrências, e limpar o carro, e o restabelecimento depois dos incidentes, (recomendamos os serviços do S.Valim, ele foi super compreensivo e não se abalou, coitado…), pagamos o combinado com o Daniel (R$ 400,00 para o grupo), nos despedimos e resolvemos parar para seguir a viagem de volta para São Paulo na Padaria O Ponto, pois havíamos tido uma primeira impressão muito boa, na subida para a Trilha do Ouro. Desta vez, porém, decepção total, o tempo que economizamos na subida, e no catamarã, perdemos todo, com o preparo do lanche na padaria, para não ser no mínimo indelicada, o tempo de espera foi inversamente proporcional ao que comemos…
Nos despedimos e rumamos de volta à São Paulo, perto das 16:30 hs.
Nossas impressões:
Sempre ouvi muito falar deste lugar, e nutria grandes expectativas nesta visita. O João também sempre me falou muito, pois frequentava a Ilha desde 1992~1993, e dizia que nós deveríamos conhecer.
Confessso que fiquei meio frustrada com o local, e a Júlia também, até o João acabou meio decepcionado, comparado ao que ele conheceu há 18 anos atrás.
Primeiro, como a Tânia falou, é praia, e cada vez mais acredito que não somos “gente de praia”. Somos “do mato”…Ficamos na Vila de Abraão, e a despeito de todas as facilidades que ficar no centro proporciona, como restaurantes, lojinhas, etc, também tira um pouco daquele sossego que nós buscamos. Andar no centro sendo assediado o tempo todo pelos funcionários e proprietários de restaurantes, enfiando quase o cardápio no seu nariz, e o pessoal das agências chamando e oferecendo os pacotes de passeio, nos fez sentir um pouco (guardadas as proporções, mas é a sensação que passamos e comentamos em casa, fazer o que…) é como quando você está vendo vitrine e o vendedor nem te deixa olhar direito e você (pelo menos eu faço isso), vai embora da loja esperando um momento menos “grude” para ficar sossegado…
Ok, ok, entendo que faz parte, afinal é um local turístico, eles sobrevivem disso, não estamos generalizando, etc,etc,etc, mas se a primeira impressão é a que fica, a que ficou, pelo menos para nós, não foi das melhores…o assédio, a pousada tenebrosa, o agito, quem sabe, ficando num lugar mais isolado, como o João costumava ficar antes, ou outras pessoas que também gostaram da Ilha ficaram, pegando mais trilhas, vi depois pelo mapa que comprei e recebemos no cais de Angra, que existem inúmeras trilhas, com diversas cachoeiras,teríamos aproveitado mais a nossa estadia, ou seja, se não existisse ou fosse minimizado o “capitalismo selvagem” aqui, e se mantiverem as belezas naturais, de forma organizada, estruturando o turismo, estabelecendo um mínimo de padrão de qualidade, a Ilha pode e deve sim, manter o título de cenário paradisíaco tropical.
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Cachoeira do Veado

No dia seguinte, café da manhã com bisnaguinha, bolo, queijo branco, manteiga, leite, café e achocolatado. Dei o recado para o Tião do Zé Milton, da MW que provavelmente na semana seguinte, ele estaria por lá com um grupo (daí também pude comprovar que os recados chegam assim, através de outros viajantes, ou como nós, através da Pousada Barreirinha, ou de alguma forma semelhante, esqueça internet ou telefone).
Como disseram em todos os relatos que o terceiro dia era o mais puxado, tentamos sair o mais cedo possível, e às 8:00 hs já nos despedíamos do pessoal. Já começamos errado logo de saída. Saindo do Tião, você não precisa atravessar de volta a gaiola, é só seguir direto, beirando o rio Mambucaba.
Acontece que pegamos uma trilha que subia o morro e fomos parar no curral dos cavalos, achando que estávamos no caminho certo… Quem veio nos socorrer foi um outro hóspede, o Rogério, que havia chegado um dia antes, e estava percorrendo toda a Serra só que a cavalo. Ele disse que não foi ele que viu que erramos o caminho. Disse que o burro (é verdade, gente, não é história!), que estava perto do cavalo que ele estava selando para o seu passeio, levantou as orelhas, alertando que havia alguma coisa errada! Foi aí que ele começou a olhar e viu que estávamos subindo o morro, em vez de descer e veio em nosso socorro.
Ele perguntou se havíamos feito a trilha antes, dissemos que não, e gentilmente, (na verdade, ele estava bem preocupado com a gente- o que nos fez ficar (mais) preocupados também) nos levou até a porteira, explicando que deveríamos seguir sempre o rio e procurar o calçamento colonial. Disse ainda que havia feito este percurso a pé, no ano passado e à cavalo no dia anterior, e para seguirmos sempre o calçamento.
Também disse para prestarmos atenção entre os kms 8 e 10, depois da primeira bananeira, haveria um marco, e entrando cerca de 50~100 m, encontraríamos as ruínas de uma construção antiga…
Nos despedimos, muito agradecidos e continuamos nosso caminho. Mais um erro, que deve ter nos custado uns 500 m de “andada” a mais, pois na primeira bifurcação, acabamos descendo, à direita, tentando seguir o rio, logo à direita, mas como não achamos o calçamento, subimos tudo de volta e depois da bifurcação, à esquerda, encontramos os sinais do calçamento. Isso ocorre por volta de 3 km depois da saída da Pousada do Tião, e a subida referida do Clube dos Aventureiros. Também, de acordo como mapa do Fábio, deve ser a parte que diz sobre “… início da subida (subida difícil!)- Atenção! Trilha estreita, seguir pegadas de mulas… “Aqui avistamos também a Cachoeira dos Veados, só de longe… mas ainda assim, uma visão impressionante! Também referenciado no mapa do Fábio.
uma pequena cachoeirinha
O famoso calçamento de pedra

 

Depois deste trecho, praticamente é só descida. Tudo o que já foi falado sobre o calçamento de pedra, é real, e novamente, os tombos foram inevitáveis…
Mas passamos por trechos muito bonitos, como uma pequena cachoeira, com uma “ponte de pedra”, por volta dos 7 km. Procuramos por volta do km 8 ao 10 a primeira bananeira, mas já havíamos passado por várias bananeiras no caminho, e lógico, que não conseguimos achar o marco, e tão pouco as ruínas da construção, fica aqui a dica, quem sabe você consiga encontrar…
E descendo, descendo, naquele mar de pedras. Brincamos que se dizem que as pedras trazem energia, em alguns “estudos esotéricos”, então estávamos energizados até o fim da vida! Hehehe…
A ponte de madeira para a travessia do rio Mambucaba
Finalmente chegamos no local no relato do Clube dos Aventureiros, que fala sobre a ponte de madeira, para atravessar o rio. Ficamos com medo de atravessar, pois ela estava com vários pontos falhos e os cabos não pareciam nada seguros. Descemos num ponto, uns 50~100 metros, (eu acho), num ponto mais raso do rio (você vai perceber, pois mais abaixo, o rio se transforma, num rio enorme e não dá mais para atravessar) e continuamos a trilha.
Depois desta travessia, realmente cerca de 2 km depois,o terreno vai ficando menos inclinado, a vegetação muda, percebemos que estamos beirando alguma propriedade particular e novamente, como um oásis, surge a ponte de arame do nosso lado direito!!!
A ponte de arame
Depois da Trilha, até que as carinhas estavam boas!
O pedômetro marcava na Júlia cerca de 16 km e 15:45 hs. Disseram que os trilheiros faziam este trecho num período de 6 horas e fizemos em 8 hs! Sei que para os mais velozes pode ser considerado lento mas para nós foi uma vitória! Corremos porque havíamos marcado de nos buscar às 17:00 hs e nosso medo (de novo) era pegar a trilha no escuro. Cronometramos nossos passos o dia todo, quase não paramos, só em paradinhas bem rápidas, para tomar fôlego e uma água e chegamos a caminhar comendo, para ganhar tempo, mas valeu a pena.
Como marcado às 16:45 hs, avistamos o “resgate” vir nos buscar, com o Dobló do Daniel. Creia-me, vale a pena e garanto que todos pagariam o que fosse para sermos levados até Mambucaba de carro. São 15 km, mas para quem já andou 17~18 km naquele calçamento de pedra , foi um grande alento!
O percurso foi feito em 1h aproximadamente, pois a estrada é de chão batido, plano, mas não dá para correr como no asfalto. Chegamos na  Pousada Aldeia do Mar uma gracinha!
Pousada Aldeia do Mar

Nos instalamos, tomamos um banho demoradíssimo cada um e fomos jantar na Estrela do Norte, ou como dizem no local, na costela no bafo. Acho que nunca andamos tão devagar uns 3 quarteirões. Os joelhos rangiam, as panturrilhas estavam endurecidas feito pedras, as bolhas imploravam clemência a cada passo, mas lá fomos, passo a passo…

Comemos o prato da casa, claro, por sugestão do garçom: costela no bafo, com mandioca cozida, porção para duas pessoas por R$ 29,00 mais uma porção de baião de dois, também para duas pessoas, por R$ 17,00 e uma porção de queijo coalho, por R$ 8,00. Quando vimos o tamanho dos pratos chegando, assustamos e tivemos a certeza que não éramos páreo para aquela montanha de comida, mas com a esfarrapada desculpa que tínhamos que descontar tudo o que havíamos caminhado durante o dia, nossa gula foi maior do que a educação e o estrago foi feito!
Voltamos para a Pousada descansar, felizes de termos realizado mais uma travessia e desta vez mais devagar ainda, com os 5 kg adquiridos na comilança!

Nossas impressões finais: ficamos felizes de cumprir mais uma travessia, mas não sabemos se faríamos novamente. Apesar de todo o planejamento, ficamos o tempo todo com receio de errar de caminho, pois apesar de ser um Parque Nacional, a estrutura ainda é precária (aliás, não existe estrutura).Neste caso, saudades da estrutura do Pq. Torres del Paine, no Chile. Nos sentimos muito mais seguros, apesar do país estrangeiro e da língua diferente, as placas e marcações ao longo de todo o caminho não deixavam dúvidas.
Não falamos aqui, em hipótese nenhuma, de restaurantes e lanchonetes aos pés das cachoeiras, achamos isso um atentado a qualquer roteiro que se diz ecológico, na verdade… aquele monte de gente, bebedeira, música alta da pior qualidade, gritaria não combina com cachoeiras e lugares para contemplar a Natureza. Não temos do que reclamar com relação às hospedagens. Através dos relatos que acompanhamos, sabíamos exatamente o que encontrar, e na verdade, comentamos que poderíamos ter fatiado ainda mais o caminho e ter passado mais uma noite em uma das casas, para descansar e aproveitar mais o lugar, pois são lugares bastante isolados, calmos e muito bonitos!
Se (se) fizéssemos a trilha novamente, certamente optaríamos pela escolha do S. Sebastião da Pousada Barreirinha. Assim, não teríamos levado tanta bagagem e os apetrechos para a segunda viagem, teriam ficado no carro…tornado a travessia mais tranquila. Mais um aprendizado…
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Lindos vales no segundo dia na Trilha do Ouro

Acordamos já mais tarde, um dia lindo de sol, ainda quebrados… O café da manhã já nos esperava, com pão, bolo, café, leite, achocolatado e queijo branco.

Como havíamos conversado no dia anterior, o S.Sebastião falou que até a segunda pousada, o outro Tião, era uma caminhada tranquila, acabamos ficando, tomando café bem tranquilamente, brincando com o porco do mato de estimação do Matheus , conversando com o S.Sebastião e a D. Vanda na mesa da cozinha, como a gente faz na casa de mãe, depois é que fomos arrumar as malas, acabamos saindo da Pousada Barreirinha só às 11:00 hs!

Casa da D. Palmira

 

         A dica aqui do S. Sebastião, foi sempre pegar à direita, em todas as bifurcações. Como detalhado no roteiro do Clube dos aventureiros, cerca de 2 km depois, passamos pela bifurcação, mantenha sua direita. Encontramos a Pousada da D. Palmira, uma casinha azul e branca, mas não havia nenhum viajante e a Pousada estava fechada. Só confirmamos com algumas pessoas que passavam por lá. Daí a importância de você agendar antes e combinar, não é uma Pousada (nenhuma delas, na verdade, são as casas dos colonos que funciona como hospedagem). O Zé Milton, da MW Trekking comentou que costuma ficar nesta pousada, quando passamos por São José do Barreiro.
Seguimos em frente, e a trilha sobe um pouco, passamos por campos bonitos, com um lago, um visual bem bonito, passamos por vales salpicados de araucárias, ficamos em dúvida num local onde no mapa do Fábio marcava que “entrando um pouco no mato, encontra-se uma pequena cachoeira” e tinha uma trilha bem pequena à direita. O João foi perguntar para um pessoal que capinava o morro, perto das araucárias, e a Tânia com o Felipe seguiram em frente.  A indicação neste ponto seria só seguir a estrada principal mesmo,  passando por um pequeno sítio, e do lado direito tem uma subidona bem puxada.
Depois deste trecho de subida, a estrada começa a descer, achamos que encontramos o “trecho de mata fechada” descrito no mapa e também o começo do calçamento colonial.
O grande problema do calçamento (e olha que nós pegamos o tempo aberto, sol pleno), é sua irregularidade, as pedras grandes, soltas, pelo tempo em que foram colocadas lá, o terreno arenoso, que não fixava mais as pedras, escorregadias de fato e ainda que todos seguíssemos os conselhos de tentar não pisar sobre as pedras, todos levamos alguns tombos… uma grande ajuda aqui, (imprescindível, no meu caso, por causa do problema com os joelhos) foram os bastões de caminhada. Acredito que se não estivéssemos com este equipamento, os tombos teriam sido em muito maior número e os joelhos estariam detonados no final do dia…
A casa do Tião “errado”

 

Depois, só tivemos dúvida num trecho da trilha onde havia uma porteira à esquerda e a trilha continuava à direita. Estávamos na frente, e a Tânia e o Felipe um pouquinho mais para trás. Deixamos a Júlia no meio da trilha,esperando a gente ir perguntar o caminho (vacilada nossa, depois é que nos demos conta…) e seguimos eu e o João para dentro da propriedade. Encontramos uma senhora numa das casas e perguntamos da Pousada do Tião. Ela disse que era um pouquinho mais para baixo e ele já estava nos esperando.
Voltamos de novo para a porteira,pegar a Júlia e nos deparamos com um senhor à cavalo, seguidos pela Tânia e o Felipe sorridentes, dizendo que tinham encontrado o Tião… fizemos aquela cara de ué… e ele falando para entrar, que nós tínhamos chegado na casa do Tião, e a gente não entendendo nada, e seguindo o homem…a Tânia olhando para a gente, como, e aí, o que é que vocês estão estranhando… e nós nos perguntando, mas quem será esse sujeito…uma coisa bem esquisita…
“A árvore que só tinha na casa do Tião”
Aí perguntamos do outro Tião, e aí ele foi falando que ele era o tio dele, a senhora era a mãe do Tião, mas que a gente poderia ficar lá, que ele estava mostrando a propriedade que lá caberiam 500 pessoas para dormir, que era bom a gente publicar isso na internet, se a gente não queria tomar uma cerveja, foi mostrar o quarto dele, uma árvore “linda” que só existia na casa dele, e a gente querendo fugir daquela situação estranha. Quando ele viu que não íamos ficar mesmo, e fomos nos afastando, disfarçadamente, nos despedindo e agradecendo…ele foi mostrar um “atalho” para podermos voltar para a estradinha e depois de uma pequena travessia numa pinguelinha, ele nos abordou de novo perguntando se a gente não tinha nenhum tipo de remédio. Dissemos que sim,”- mas que tipo, para dor, para gripe, qualquer coisa serve”, comentamos que se passássemos os medicamentos para ele, ficaríamos sem, caso precisássemos e saímos mais que depressa!
Fazenda Central

 

Neste ponto, atenção, trilheiro, não entre à direita, na porteira, é só continuar a estrada, à esquerda, a não ser que você faça questão de conhecer o tio do Tião e sua árvore exclusiva!
Estávamos bem cansados, não queríamos ser pegos pela noite mais uma vez, e estávamos em descida, terreno que eu e a Júlia “tiramos nosso atraso” e saímos em desembestada carreira. Não nos demos conta de quão rápido estávamos, até a Tânia reclamar que estávamos muito rápido e desaceleramos um pouco, para ficarmos todos juntos, pois acabamos todos ficando com medo do homem voltar atrás da gente, sabe-se lá, tem cada tipo de coisa que a gente vê e ouve hoje em dia…
Logo em seguida passamos pela Fazenda Central, mais um ponto de referência do mapa do Fábio, o S.Sebastião havia mostrado a foto, daí também sabíamos que estávamos no caminho certo, e como ele também havia dito, como uma árvore havia caído, logo avistaríamos a gaiola para atravessar o rio Mambucaba para o Tião. Detalhe: avistamos inúmeras das árvores “exclusivas” do outro Tião no meio do caminho. Neste dia, trocamos de “hospedeiro” e quem estava com o pedômetro era a Júlia. S.Sebastião havia dito que seriam cerca de 10 km de caminhada e este marcava exatos 10,56 km…
A gaiola para a travessia para a casa do Tião
Estávamos muito felizes de ter conseguido chegar ainda claro, de estar “a salvos” e encontrado nossa segunda Pousada. Foram o Felipe e a Júlia testar a gaiola primeiro. O Tião logo percebeu que havíamos chegado e já apareceu do outro lado para ajudar a puxar a corda. Em seguida fomos eu e a Tânia, ela agachada, de prontidão, caso acontecesse alguma coisa e precisasse pular na água para me pegar, mas foi tudo tranquilo, e depois ficou o João sozinho. Ele foi tentar ajudar a ser empurrado, se desequilibrou e caiu na água… Foi uma gritaria, (como vcs podem ver no link do título do post do planejamento), mas ainda bem que não aconteceu nada de grave! O Tião, correu feito um louco, rio abaixo para tentar resgatar algumas coisas, coitado!  Conseguiu trazer boa parte, ficou ensopado e o resto (na verdade, só foram embora um casaco e um cobertorzinho de trilha) foi levado rio abaixo!! O pessoal que estava na Pousada veio ver a nossa algazarra, e logo fomos subindo. O Tião comentou que sempre acaba caindo alguém, dando risada….
A casa do Tião
Refeitos do susto, do tombo e pegando só cantil e lanterna decidimos ir até a Cachoeira dos Veados, um dos (se não o maior) atrativo da Trilha do Ouro. Toca subir na gaiola de novo… Descemos correndo quase pela trilha, pois já estava começando a ficar escuro, mas a noite nos pegou de novo. Nos deparamos com outra pinguelinha para chegar até a Cachoeira. A Tânia e o Felipe decidiram voltar, o João atravessar a ponte e eu e a Júlia ficamos com medo de atravessar aquela ponte no escuro e ficamos esperando o João voltar no meio da mata, à noite. Não foi nada muito confortável, ainda mais depois de tantos sustos… O João voltou depois de quase meia hora, disse que era muito bonito, mas como já estava escuro, não deu para ver muito bem…

Voltamos correndo para a Pousada, atravessar a gaiola de novo, íamos passar direto por ela, não fosse a Tânia e o Felipe nos sinalizarem com as lanternas e nos chamarem do outro lado do rio.

Tomamos um banho quentinho, gostoso, com água quente de serpentina de novo. O jantar foi mais simples desta vez, arroz, feijão, galinha caipira, salada de repolho e macarrão. Comemos, ficamos um pouquinho na frente da casa, nos aquecendo na fogueira, até bater o cansaço de novo e irmos descansar.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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A caminhonete do Roger
O início da Trilha do Ouro, propriamente dita.
Acordamos cedo, nos arrumamos e 6:30 hs, já estávamos rumando para a padaria O Ponto, num frio!! Já estava aberto a nossa espera mesmo, a atendente nos indicou o salão lá em cima, mais resevado e quentinho!! O Roger nos esperava já com a caminhonete e lá de cima no salão, vimos a Flávia e o Gabriel chegarem.
Como sabíamos que iríamos sacolejar na caminhonete, nada muito forte, um pão na chapa, café preto, bem básico.
Saímos por volta das 7:30 da cidade, rumo ao Parque Nacional da Serra da Bocaina, subida devagarzinho, na carroceria aberta, admirando a paisagem de frio, com aquela neblina subindo, o céu de um azul indescritível, batendo papo com os amigos, trocando idéias e experiências, coisa boa!
Paramos um pouco para tirar fotos, o frio apertando, e 2:00~2:30 hs e cerca de 27 km depois, chegamos na Portaria do Parque, com muito frio.
Nossas autorizações já estavam na Portaria, com nossos nomes, deixados pelo pessoal da Pousada Barreirinha, conforme o combinado, assinamos a autorização, os Guarda-Parques nos informaram que a temperatura havia sido naquela manhã de -1º C!!, daí o frio que ainda sentíamos!
Pegamos uma informação básica do caminho, pois o que mais nos preocupava era errar o caminho e não conseguir chegar nas pousadas, mas eles disseram que não tinha erro, era só seguir a estrada, então, para frente e avante!
Bem, não foi assim, tãaao, para frente e avante… O Gabriel e a Flávia estavam com problemas em acomodar todos os equipamentos, pois eles iriam ficar acampados, não nas pousadas, então havia muuuita carga e víamos que a Flávia estava sentindo muito o peso da mochila, enorme!!!
Também seria a primeira travessia mesmo, da Tânia e do Felipe e até a mochila “incorporar” em você e começar a fazer parte do seu corpo, demora, assim como nós, destreinados com o peso, tivemos que começar bem devagarzinho para que o cérebro e o corpo assimilasse que aquele peso enorme agora fazia parte do seu ser…
Entre arrumadas de mochila, tirar saquinho, colocar saquinho, ajustar alças, pensar 50 vezes que deveria ter deixado metade da comida na cidade, se perguntar porque *!# tinha que ter uma camiseta limpa para cada dia, por que tínhamos que trazer tanta roupa de praia, e coisas do tipo, entramos na trilha de fato, por volta das 10:30 hs, quase 11:00 hs.
Compramos um pedômetro desta vez, do modelo mais básico possível e levamos para “teste” na Trilha do Ouro. O manual já dizia que não era muito indicado para terrenos irregulares, mas a teimosia foi maior e pendurei na minha cintura para testar.
A trilha, apesar de temermos muito nos perder, por causa de alguns relatos, foi na maior parte do tempo, tranquila, com relação à sinalização, mas tentaremos dar o “passo a passo”, para reforçar o caminho. Nos dois primeiros dias, basicamente é seguir a estrada e nos pontos onde poderia causar alguma dúvida, tinha uma indicação.
Como o Gabriel e a Flávia estavam com problemas com a carga, acabamos deixando eles para trás e seguindo a trilha.

Cachoeira Santo Isidro

No comecinho da trilha mesmo, cerca de 1,5 km como dizem os relatos e o mapa do Fábio,você encontra a Cachoeira Santo Isidro, ponto de parada obrigatória. Existia plaquinha indicando. A descida é bastante íngreme, e aqui, aconselhamos deixar a mochila bem no começo da trilha e pegá-la na volta. Desça só com água ou alguma coisinha que quiser comer, por exemplo, e só. Acreditamos que todos que estejam dentro do Parque não teriam nenhum interesse especial na sua mochila. É um peso completamente desnecessário, e alivia bem a subida depois. Não deixe de visita-la, é realmente muito bonita!
Depois, o mesmo caminho de volta, subindo e continuar a trilha na estrada.
Depois de subirmos e andarmos um pedacinho, encontramos um grupo que estava com carros 4 x 4, nos cumprimentamos e eles disseram que estavam com as mochilas de um casal que tinham arrebentado a alça e estavam voltando para a Portaria… logo encontramos o Gabriel e a Flávia mais para a frente. Eles passaram pela gente enquanto estávamos lá em baixo na cachoeira, e infelizmente deixaram de fazer a travessia, por causa da alça arrebentada mesmo, deu um aperto no coração, ver eles voltando…uma pena!
Nada de muitas novidades na Trilha em si. Seguindo o mapa que tínhamos em mãos, só identificamos a parte que diz: Atalho- trilhinha, onde existe uma placa também, indicando o atalho (portanto, não tinha como não ver). De acordo com o desenho do mapa, deve cortar bem o caminho e é o único trecho dentro da mata, neste primeiro dia. Já começamos a perceber neste atalho, o que nos aguardava nos dias seguintes… muito úmido, por causa da mata fechada, a terra bem úmida, em vários trechos molhada mesmo e bem escorregadia, além de algumas pedras soltas…

Cachoeira das Posses

O pedômetro se mostrou como dizia o manual, completamente ineficaz neste tipo de terreno. Neste ponto marcava cerca de 5,5 km e estávamos inconformados… Sabíamos pela indicação excelente relato do Clube dos Aventureiros, onde baseamos quase 100% da nossa viagem, que perto do km 8, encontraríamos a Cachoeira das Posses. Havia também, uma placa indicando a Cachoeira. O Felipe estava já bem cansado e ele ficou no começo da trilha, guardando as nossas mochilas (lição aprendida!) para descansar um pouco, enquanto íamos visitar a cachoeira. Como diz o relato, existem locais muito bons para armar barraca, uma clareira grande, e uma casa abandonada, onde se estivéssemos preparados para acampar, seria por aqui mesmo que ficaríamos. O acesso para a Cachoeira é bem tranquilo, a descida não é tão grande como para a Santo Isidro. Comemos um lanchinho rápido, e voltamos para o começo da trilha, com o Felipe já reestabelecido para continuarmos a trilha.
Voltamos para a estrada e depois de cerca de 1,5~2 km, a estrada começa a subir, subir, e encontramos uma placa indicando o acesso para Arapeí, á esquerda e a trilha indicando a estrada principal. Ficamos meio em dúvida, mas quando achamos a placa indicativa da Trilha do Ouro e Mambucaba para a esquerda e da Pousada Vale dos Veados a direita, há 4 km, ficamos muito felizes, pois pelo menos até lá estávamos certos!
Depois deste trecho de subida, como o relato diz mesmo, continuamos subindo, e a paisagem vai se abrindo, realmente um dos pontos mais bonitos da travessia. Os vales tingidos com aqueles tons de lilás e laranja misturados nos brindaram com visuais incríveis.
Entardecer no Parque Nacional da Serra da Bocaina
Começávamos a ficar preocupados, pois o entardecer durou bem pouco tempo, e logo anoiteceu. A lua ainda não estava cheia, mas já clareava bem o caminho. Insistimos com as “crianças” em não acender a lanterna, pois a luz da lua era suficiente para clarear o caminho, novidade para elas. Sempre comentamos da luz da lua para a Júlia, mas foi somente aqui que ela pôde visualizar de fato…mas conforme fomos descendo, o caminho foi ficando mais cheio de pedras, algumas fendas nas longas descidas, e o risco de cair aumentando, então, todos de lanterna.
O desânimo, o cansaço, a fome, a dor nos ombros, nas pernas e nos pés, o desespero de não achar a “p” daquela capelinha, para sinalizar se estávamos perto ou não (de acordo com o relato, no km 17 mais ou menos) foi tomando conta..e conforme o mapa (e como o Felipe falava muito preocupado para mim: “-ainda nem viramos a primeira página!…”) ainda deveria faltar um bom pedaço!
Andamos quietinhos, encorajando as crianças (e nós mesmos por dentro, “continue a andar, continue a andar…”), falta pouco, falta pouco…passamos pela capelinha finalmente, e infelizmente a descrição da vista lindíssima não foi possível avistar, diante da escuridão…
Depois de 1,5 km, 2 km, vimos lá no fundo do vale, uma luzinha fraca, que deve ser a mesma sensação (ai que exagero, eu sei, mas acho que foi o que me passou pela cabeça naquele momento…) daqueles que estão no deserto e encontram um oásis… fomos literalmente, quase nos arrastando até a entrada da Pousada Barreirinha.
Já nos esperavam, o S.Sebastião e a D. Vanda, preocupados com nosso atraso. Deveria ser cerca de 20:00 hs! Desabamos no sofá, largados, por um tempo… O S. Sebastião se assustou com a nossa carga para três dias de caminhada! Explicamos que grande parte era da tralha para a praia…
Já nos conduziram para os nossos quartos, (a luz de velas), um banho quentinho, de serpentina, gostoooso, aconchegante, nos encaminharam para outra sala ao lado, uma mesa grande com várias cadeiras, lareira acesa, para nos aquecer e jantar! Esplêndido, caseiro, farto, onde fomos à cozinha, com fogão á lenha, pegar a comida da panela mesmo, mais “casa de vó” impossível, com arroz, feijão, salada, frango empanado e mandioca frita! Sempre comento que não sei se era a fome ou o cansaço, mas estava muuuuito bom! Acho que a D.Vanda fez para eles jantarem depois, e temo não ter sobrado muita coisa para eles depois, coitados!
Bom, daí para a cama, não consigo lembrar quando nos “teletransportamos” para a cama…

 

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Mar de nuvens no Parque Nacional da Serra da Bocaina
Trilha do Ouro-1º dia- Chegada à São José do Barreiro
 Mais informações da cidade  de São José do Barreiro, no site da cidade, bem construído.
 

 

Saímos bem tranquilos de casa, por volta das 6:30 hs,  afinal estávamos de férias e não tínhamos horário para chegar. Caminho normal,via Carvalho Pinto, Dutra e depois pela Rodovia dos Tropeiros, entrando em Cachoeira Paulista, passando pelas cidades de Silveiras e Areias, que são bem graciosas.

180 km de distância, que seriam percorridas teoricamente em 2 hs e meia, mas como fomos parando, tirando fotos, parando para tomar café, etc…, chegamos na cidade por volta das 11:30 hs.
Cidadezinha típica, com a Igreja matriz no centro, mais a praça, e o coreto. Procuramos a Pousada da D.Maria, e não foi nada difícil de encontrar, havia uma plaquinha indicando, mas na verdade era a casa dela, que logo veio nos receber e nos conduziu à Pousada mesmo, que fica na mesma rua, um pouquinho mais para baixo. Nos instalamos rapidamente, ela nos indicou o quarto da Tânia, e saímos em reconhecimento da cidade. Achamos a papelaria e compramos o mapa do Fábio, que o Seu Zé Pescocinho nos indicou, fica ao lado da padaria, todos na cidade indicam.
A D. Maria nos contou que estava ocorrendo o Festival Gastronômico na cidade, onde os pratos eram baseados em três ingredientes: mandioca, tilápia e banana. Os restaurantes locais portanto, estavam com vários pratos com estes ingredientes, apresentados das formas mais diversas: mandioca frita, tilápia em postas fritas, pirão, escondidinho de carne seca e carne moída, bolos e tortas, entre outros… ai,ai,ai, imaginem!
 
A Igreja Matriz
Almoçamos no Restaurante O Rancho, sistema self service ou kilo, como havíamos tomado um ótimo café da manhã na estrada, no Graal, optamos por kilo. Fizemos uma horinha, andando na cidadezinha para mais um reconhecimento, passamos pela MW Trekking, conversamos um tempão com a equipe que estava lá e só no final descobrimos que estávamos falando com o famoso Zé Milton, da MW Trekking o receptivo de São José do Barreiro, e conhecido pelo seu trabalho. Fizemos questão de conhecer pois uma amiga viajante, Valéria (que perdi o contato, infelizmente) sempre me disse que se fosse fazer a Trilha do Ouro, deveria fazer com eles.
 Logo depois, a Tânia chegou com o Felipe. A tarde passou rapidinho, ajudando na organização da mala dela e do Felipe, para tentar diminuir a bagagem o máximo possível. Tânia, os detalhes de tudo ensacadinho nos saquinhos zip foram um grande aprendizado para a gente!!! Tudo organizado e tirando o ar, a bagagem acabou ficando beeem mais enxuta que a nossa!!  Saímos para andar novamente pela praça e quando estávamos tomando uma cervejinha básica, fomos abordados por um casal, Gabriel e Flávia, que veio confirmar se nós éramos o pessoal que o pessoal da MW falou que iríamos subir para o Parque no dia seguinte.
Depois, tratamos de encontrar o Roger para deixar os nossos carros estacionados em frente a sua casa, combinar os últimos acertos para a subida ao Parque Nacional e o café da manhã no dia seguinte, na padaria O Ponto. A padaria abre normalmente às 7:00 hs, mas seria tarde já, porque marcamos para as 7:30 hs para começar a subida, mais que isso, vc começa a trilha muito tarde, então como o Roger reservou para nós, ela abriria às 6:30 hs, tempo suficiente para tomarmos o café da manhã.
Voltamos para a Pousada, mais uma enroladinha por lá, e ao anoitecer, começamos a ver a movimentação das pessoas na rua, carregando mesas das suas casas e logo em seguida, como uma procissão, mais pessoas saindo de suas casas com pratos de bolos, doces, alguns pratos cobertos ainda, mas víamos que eram fresquinhos e que acabavam de sair do forno… tínhamos acabado de comer, não estávamos com fome, mas, “o chamado” foi mais forte e voltamos para a praça para ver o que se passava…. daí para puxar umas cadeiras e uma mesa foi um pulinho e já estávamos nas barraquinhas pedindo as iguarias… comemos de tudo um pouquinho, escondidinho de carne-seca, escondidinho de carne moída, bolo de banana, pudim de mandioca, uma porção de filés de tilápias fritas e pastéis de banana com canela. Foi só para experimentar, vejam, não estávamos com fome…hehehehe…..
Ainda havia um grupo que se preparava para uma apresentação de dança típica portuguesa e vez ou outra, um conjunto tocava uma música aqui, outra acolá, mas estávamos cansados já, estava frio e precisávamos acordar cedo para o início da trilha no dia seguinte, então fomos para a Pousada descansar. Até tentamos, mas o som do Festival deve ter durado até por volta das 2:00 hs da manhã… Definitivamente, não temos sorte com nossas viagens de julho, sempre tem um Festival de Inverno, sempre tem música alta e sempre dormimos mal na cidade, o negócio é fugir para o mato correndo!
Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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Torta tradicional de Morango

Ingredientes para a massa de torta doce

10 colheres (sopa) de farinha de trigo
03 colheres (sopa) de açúcar
06 colheres (sopa) de margarina ou 1 tablete e ½ de margarina de confeiteiro
02 gemas

Ingredientes para o creme da torta doce

02 colheres (sopa) de maisena (bem cheias)
08 colheres (sopa) de açúcar
01 pitada de sal
03 gemas
½ litro de leite
01 casca de limão verde
01 colher (café) de essência de baunilha

Ingredientes para torta tradicional de morango

01 kilo de morangos limpos ou 02 caixinhas de morangos limpos

Ingredientes para a gelatina da torta tradicional de morango

01 colher (chá) de maisena
01 copo médio (requeijão) de água
½ pacote de gelatina de sabor morango

Preparo da massa de torta doce

Passe as gemas em uma peneire. Junte os ingredientes da massa na tigela da batedeira planetária. Bata em velocidade média por 04 minutos ou até obter massa homogênea.
Alternativamente, caso não tenha a batedeira planetária, junte todos os ingredientes da massa em uma tigela e misture-os com as mão até obter uma massa homogêneas. Sove-a até a massa grudar nas mãos (deve ficar mole e “grudenta”).
Embrulhe a massa e leve-a á geladeira por 30 minutos.
Após os 30 minutos retire a massa da geladeira e forre o fundo e a lateral de uma forma desmontável (para facilitar a moldagem da massa na forma umedeça as mão com água ), previamente untada com margarina e polvilhada com farinha, furando toda a massa com garfo (inclusive as laterais).
Asse-a em forno pré aquecido com temperatura moderada ou 200O C até que a massa esteja corada. Deixe-a esfriar a massa para a colocação do creme da torta doce.

Preparo do creme da torta doce

Misture a maisena, o açúcar, o sal, as gemas (passe-as antes na peneira) dissolva-os com leite e junte a casca de limão.
Leve ao fogo, mexendo até ferver bem (por volta de 04 minutos após abrir fervura). Retire o creme do fogo e retire as casca de limão. Deixe o creme esfriar para a colocação na massa de torta doce.
Preparo da gelatina da torta de morango
Dissolva a maisena num pouco de água e leve ao fogo a água que sobrou. Quando ferver, junte a maisena dissolvida e mexa até ferver novamente. Desligue o fogo e acrescente a gelatina, mexendo até dissolver. Deixe a gelatina amornar para a colocação em cima do creme da torta doce acrescida dos morangos.

Caso deseje um volume maior de gelatina para que cubra integralmente o morango dobre a receita.

Montagem da torta tradicional de morango.

Espalhe o creme sobre a massa da torta doce , ambos já frios.
Coloque os morangos virados, com a parte oposta ao caule, para cima sobre o creme da torta doce.
Espalhe a gelatina morna da torta de morango sobre os morangos.
Leve a torta á geladeira até a gelatina enderecer.
Sirva gelada, opcionalmente, com chantily.

Fonte: Culinária com Arno & Arte.
Receita recebida de nossa cunhada Ivete

Dica: Como a receita produz o excedente de 6 claras na próxima receita utilizaremos estas claras. Aguardem o próximo post.

Viagens em família, com crianças e adolescentes voltadas principalmente ao Ecoturismo
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