A chegada em Abergavenny

Nosso translado de Glastonbury para Abergavenny foi relativamente fácil. Pegamos o ônibus para Bristol, o 376, como havíamos feito para ir para Bath  mas dessa vez fomos direto até Bristol Temple Meads e trocamos nosso bilhete no balcão, que já havíamos comprado pela internet.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Bristol Temple Meads

O trem saiu às 12:54, fizemos escala em Newport, exatamente no horário marcado 13:26. Coloco os horários que é irrelevante para o leitor, mas só para ilustrar o quanto eles são pontuais e exatos. E funciona de verdade!

Chegamos em Abergavenny às 14:02, exatamente como o previsto  e depois foi um pouco mais complicado…

dsc06073

A estação de Abergavenny (ou Y Fenni)

Na estação já começou aquela sensação de “estranho”… tudo era escrito em duas línguas, o inglês e o gaélico. A plaquinha de Abergavenny  indicava que havíamos desembarcado em Y Fenni. Andamos uns quatro quarteirões arrastando aquelas malas gigantescas até chegar ao centro da cidade.

dsc06072

Ainda na estação de Abergavenny- País de Gales

Nós não ficaríamos na cidade, iríamos para um vilarejo ao lado, Gilwern, que achei que seria fácil mas não foi…

No centro (que achávamos que era, pelo fato do terminal de ônibus estar lá), e uma plaquinha com Welcome (Croeso) nos fez achar que estávamos no coração da cidade.

Deixei o  João e o Júlia  no terminal de ônibus e eu subi para procurar algum ponto de táxi. Como não achei, entrei numa loja de brinquedos e perguntei para a proprietária. E também percebi a hospitalidade e a gentileza do povo. Ela pegou o telefone, ligou para um dos taxistas da região e me disse que o Julian (o nome do taxista) estaria nos pegando no terminal de ônibus dali a uns quinze minutos. Pedi para ela eu deixar pelo menos pagar a ligação mas ela negou veementemente.

O Julian chegou por volta do tempo estimado e seguimos para Gilwern, o vilarejo seguinte. E também foi um negócio achar, porque eu tinha marcado o endereço mas tudo o que encontrávamos era uma casa semi destruída.

E aquela cara do taxista, de interrogação, “Vocês têm certeza que querem ficar aqui mesmo???”- Odeio quando recebo essa pergunta, que não é tão incomum de acontecer com a gente. Bom, foi o que nós achamos no início.

Depois reconheci a casa pela foto, mas erro crasso foi não ter combinado melhor a entrega das chaves com a proprietária. Já contei aqui onde ficamos, a casa era uma gracinha, no final das contas mas bem diferente do que estamos acostumados, os proprietários combinam com os locatários onde vão deixar a porta da entrada da casa. Simples assim.

E tinha uma caixinha com um segredo numérico, que depois vimos que é bem normal por lá, com um código e ela havia passado o código para a gente por email um dia antes.

Mas como estávamos arrumando a bagagem, nem me dei conta de ver meus emails no dia anterior. E por causa disso ficamos plantados na porta da casa durante três horas, até que ela resolveu aparecer para ver como estávamos…. Sim, em frente da casa….esperando…

Nesse meio tempo, fomos até o vilarejo, bem pequeno, uma rua só, com venda, igreja e casinhas, achamos um B&B, contamos o caso todo para a proprietária, que nos mostrou o quarto, tudo lindinho, mas ela mesma aconselhou que deveríamos tentar entrar em contato de todo jeito com a proprietária. Nessas horas que me dá um vontade de chorar… quanta delicadeza e honestidade!!! Tão diferente do que estamos acostumados a vivenciar por aqui né?

Quando voltamos do vilarejo é que a moça havia chegado, esbaforida, vindo não sei de onde, com o pai hospitalizado sei lá e ajudando o João a colocar as malas para dentro de casa.

dsc06090

Nossa hospedagem em Gilwern- País de Gales

Nos instalamos, fomos fazer o reconhecimento da casa e do quintal e para nos compensar a moça trouxe mais tarde uma pizza e morangos de presente.

Já contei no post que eu falei, mas tirando o perrengue, a casa era uma gracinha, aconchegante, com um buquê de lavandas na porta nos esperando, uma cozinha com todos os apetrechos, leite, biscoitos, suco tudo fresquinho para nossa recepção, a sala de jantar, uma sala confortável, dois quartos e um banheiro com banheira e toalhas branquinhas.

dsc06276

O quintal da nossa casa em Gilwern-País de Gales

No quintal, uma mesinha com cadeiras onde aproveitávamos as tardes quentes e ensolaradas algumas vezes para descansar, tomar um solzinho e uma bebida.

O começo foi atribulado, mas conto nos próximos posts o quanto esta estadia na localidade  valeu a pena.

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

One Comment on “A chegada em Abergavenny

  1. Pingback: Abergavenny- Wales - Os caminhantes

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *