Parque Estadual de Vila Velha

O Parque de Vila Velha, uma das mais importantes atrações deste canto do Paraná, a região de Campos Gerais fica na cidade de Ponta Grossa, com formações geológicas de milhões de anos e tem três pontos de visitação: os Arenitos, as Furnas e a Lagoa Dourada.

Veja informações sobre o horário de visitação, estrutura local e os passeios em detalhe:

Informações para a sua visita:

Horário de Visitação: 8h30 às 15h30.

* Fechado às terças-feiras para manutenção.

Entrada:
– Brasileiros:      R$ 18,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
R$ 8,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
R$ 10,00 (Arenitos)
– Estrangeiros:    R$ 25,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
R$ 10,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
R$ 15,00 (Arenitos)
– Estudantes com carteirinha e residentes com comprovante de luz/água/ título de eleitor pagam MEIA-ENTRADA.
– Pessoas acima de 60 anos, crianças até 6 anos e portadores de necessidades especiais são ISENTOS DE TAXA DE ENTRADA.

Telefone: (0** 42) 3228-1138

Endereço: Rodovia BR 376 – KM 515 | Ponta Grossa – PR (uma hora de Curitiba)

Estrutura: estacionamento gratuito, um centro de visitante com folders e monitores fornecendo informações, um pequeno auditório, banheiros, uma lanchonete bem basiquinha, um centro de exposições e uma loja de souvenir.

Como chegar:

-Carro: Rodovia pedagiada e duplicada. A partir de Curitiba são dois pedágios e a partir de Ponta Grossa não há pedágios.

-Ônibus: Transporte intermunicipal: existem duas linhas de ônibus que passam em frente ao Parque que são operacionalizadas pelas empresas Princesa dos Campos (partindo de Curitiba) e Viação campos Gerais (partindo de Ponta Grossa)

-Avião: o aeroporto mais próximo  é o Afonso Pena, em São José dos Pinhais na região metropolitana de Curitiba.

Informações adicionais

            e-mail: agendamento@paranaprojetos.pr.gov.br

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(Desculpem a qualidade da foto) Eu e os primos no Bosque do Pq. Vila Velha, 40 anos atrás…

Ainda tem um gostinho especial para mim, pois voltava para visitar o lugar depois de quase 40 (!!!!) anos. A primeira vez, minha irmã caçula tinha 2 anos de idade recém completos, em uma viagem memorável que fizemos para Santa Catarina acampando!! Daí de onde vem essa veia aventureira e viajadeira….

Da época só lembro realmente do calor, da areia e dos insetos, como dizia um guia amalucado da Chapada dos Guimarães, todo tipo de agonia e sofrimento para criança…rsrs…

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Visão panorâmica do`Parque Estadual de Vila Velha

O Parque Estadual de Vila Velha foi criado em 1953 e tombado pelo Departamento Histórico e Artístico do Estado do Paraná em 1966 e tem  3.122 hectares.

Uma portaria com um monitor supervisiona os visitantes e indica o estacionamento.

Depois de estacionar, um caminho leva para o Centro de Visitantes.

Vimos uma fila, um ônibus chegando e ficamos meio parados, tentando entender, então um dos monitores já nos perguntou se havíamos comprado o passeio e diante da negativa, voltamos para a primeira sala, chamada de Check In, onde outro monitor já nos levou, junto com outros visitantes que estavam chegando para uma sala anexa, tipo um auditório onde foi exibido um vídeo explicativo sobre o local e sobre as possibilidades de passeio.

Vou compilar aqui as principais informações do Parque, do site da Prefeitura de Ponta Grossa:

…” O Parque Estadual de Vila Velha, que durante os anos de 2002 e 2004 esteve em processo de revitalização, teve algumas de suas áreas recuperadas. Todos os passeios são feitos por trilhas e acompanhados de guias do próprio parque.
Tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado em 1966, abriga uma fauna variada: lobos-guará (já raros), jaguatiricas, quatis, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, iraras, furão, catetos, veados, tatus, pica-paus, pombas, perdizes, tamanduás-bandeira e mirins, diversos tipos de aves, entre outros”…

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Mais uma das formações dos Arenitos, no Parque Estadual de Vila Velha

Pediu desculpas pela pressa, que normalmente não era assim tão corrido, mas que em feriados e devido a grande quantidade de visitantes eles tinham que fazer tudo assim, correndo.

Fomos em seguida para o balcão de compra de bilhetes e compramos uma visita para os Arenitos, que sairia daí a meia hora (partem ônibus de 40 em 40 minutos) e também para a visita para as Furnas e Lagoa Dourada, que neste dia haviam saídas marcadas para  as 14 e 15 h.

Utilizamos as instalações do Centro de Visitantes, os sanitários, reabastecemos o cantil com água gelada do bebedouro, demos uma olhadinha na lanchonete do parque e logo em seguida, chegou o ônibus.

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O ônibus que leva até os Arenitos e Furnas, no Parque Estadual de Vila Velha

Os Arenitos

          O Arenito é uma formação de rochas sedimentares resultante da compactação e solidificação de camadas sucessivas de areia, depositadas em ambiente subaquático há 300 milhões de anos, quando a América do Sul ainda estava ligada à África, Antártida, Oceania e Índia, formando o grande continente Gondwana. (retirado do folheto explicativo do Parque)

O ônibus (climatizado, um conforto) nos leva até o início da trilha, onde um monitor espera a chegada da turma.

Depois de uma breve reunião, a monitora nos explica sobre as formações rochosas, a origem destas formações, que a região há milhões de anos já foi leito de oceano, que a coloração avermelhada das rochas ocorria por causa da presença de óxido de ferro, bem rapidinho. Ela orienta ainda que para quem cansar no meio da trilha, logo depois da Taça, a formação mais famosa do Parque, podemos ou continuar na trilha, fazendo a volta completa, de mais ou menos 2,5 km ou pegar um outro caminho e esperar o ônibus para nos levar de volta ao Centro de Visitantes.

Vamos andando, por um caminho todo feito em calçamento certinho, com pedras, bem diferente do areião que eu lembrava.

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Os arenitos tem em média 30 de metros de altura e lembram ruínas de castelos e torres. As figuras vão se sucedendo, o camelo, a muralha, a proa de navio, a bota, a cabeça de índio… não me lembro de todos os formatos que eram citados e interessante como o que vimos na infância ficam para sempre na nossa memória.

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A formação mais famosa, a Taça, no Parque Estadual de Vila Velha

Chegamos a metade do caminho, na famosa Taça e continuamos a trilha pelo bosque. Neste ponto, um monitor sinaliza onde deve-se seguir para voltar ao Centro de Visitantes com o ônibus.

Me lembro especialmente desta parte, porque o frescor da mata foi um alívio com 9 anos de idade e foi igualmente desta vez.

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Nesta parte, igualmente calçada, além do frescor, podemos ver outros tipos de formações, como grandes fendas e paredões enormes, que são restritos a circulação dos visitantes e perceber nitidamente a presença da fauna local nas pequenas cavernas, na vegetação abundante e preservada na área abaixo do calçamento.

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A refrescante área do bosque

Como a monitora havia explicado, após a parte do bosque, seguiríamos a trilha e encontraríamos como um portal de vegetação, que seguindo em frente, poderíamos pegar um atalho para o Centro de Visitantes e foi o que fizemos.

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Um simpático lagartinho

Descansamos um pouquinho e esperamos o ônibus para a segunda parte da visita:

As Furnas

          São poços de desabamento circulares e de paredes verticais. Elas se formam pela ação da circulação das águas que vão lentamente atacando a estrutura que mantém a rocha coesa, causando a remoção dos grãos de areia. Este processo é acelerado nas partes mais fraturadas do arenito, pontos em que a rocha vai desagregando-se lentamente, formando os poços de desabamento.

            Estas formações são refúgios de espécies da fauna local, a exemplo dos andorinhões. As furnas comunicam-se entre si e com a Lagoa Dourada por capilaridade. (retirado do folheto explicativo do Parque)

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Furna 1- Visão impressionante Parque Estadual de Vila Velha

Nesta segunda parte da visita, o ônibus sai do Centro de Visitantes, sai da parte principal do Parque, pega um pedaço da rodovia para chegar a outra entrada.

Também foi uma visita corrida, o tempo entre o monitor explicar sobre as duas furnas, correr para ver até a chegada do próximo ônibus.


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Na Furna 1 você desce até a antiga plataforma que dava acesso ao elevador (desativado em 2001) em grupos pequenos, de 2 a 4 pessoas, a plataforma é bem pequena e tem o impacto de ver aquele buraco enorme e a água lá embaixo, no fundo. Dá até uma tonturazinha.

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O elevador agora desativado

Vai correndo até a Furna 2, um mirante maior, em madeira, acomoda um grupo bem maior de pessoas, mas o impacto da primeira furna é maior.

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Furna 2 Parque Estadual de Vila Velha

Nesta visita rápida, só dá tempo de olhar as duas Furnas e logo o ônibus chega para nos levar ao último atrativo:

A Lagoa Dourada

            O ônibus sai de novo, pega uma estradinha, passa por baixo de um pedacinho da rodovia e chegamos a outra monitoria.

            De novo, aquela correria e outro monitor nos aguarda na Lagoa Dourada, que ele mesmo confessa que em três anos que trabalha no local, nunca chegou a ver a tal cor dourada alardeada.

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A Lagoa Dourada no Parque estadual de Vila Velha

Mas a água é bem transparente e na parte rasa podemos ver cardumes de peixes. A Lagoa Dourada é uma furna em estágio terminal.

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Lagoa Dourada- Olha a transparência da água

Hora de voltar correndo para o ônibus que nos levaria de volta ao Centro de Visitantes.

Outros passeios

            Atenção: não fizemos estes dois passeios. Constam do folheto distribuído no Parque. Cheque e agende com a administração do Parque antes.

            Trilha da Fortaleza

            São 16 km dentro do Parque Estadual onde o visitante tem a oportunidade de inserir-se na paisagem dos campos nativos do Paraná, tendo como pano de fundo o conjunto arenítico da Fortaleza, maciço rochoso  situado ao norte do parque, onde encontra-se o ponto mais alto da Unidade de ]conservação, com mais de 1.000 m acima do nível do mar.

Caminhada noturna

            A visita ao parque no período noturno permite ao visitante uma interação diferente com a paisagem. Além da aura de mistério que a noite traz, a percepção é aguçada explorando outros aspectos sensoriais como o tato, olfato e a audição. Em noites de lua nova podem ser realizadas visitas focando na leitura dos astros no céu. As caminhadas podem ser realizadas nos principais atrativos do parque.  Necessário agendar com antecedência.

Nossas impressões

            O Parque é extremamente organizado, limpo e bem cuidado.

Os monitores, apesar da correria, não deixam de prestar as informações básicas e necessárias aos visitantes, além de estarem nos pontos cruciais monitorando os visitantes também.

Não vimos lixo, pessoas fazendo algazarra ou depredando os atrativos.

Um lugar que vale a visita e um exemplo a ser adotado por diversas Unidades de Conservação no Brasil.

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4 Comments on “Parque Estadual de Vila Velha

  1. Pingback: Campos Gerais do Paraná - Os caminhantes

  2. Pingback: Parque Estadual de Vila Velha: contemplação da natureza milenar. – Turistando pelo Paraná

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