Glastonbury- conhecendo o Tor

Viagem feita em Julho de 2015

Neste dia, um domingo, nosso segundo dia em Glastonbury, minha cidade dos sonhos foi o dia da minha cereja do bolo, subir o Tor.

Num dia chuvoso, frio, como é o tempo normal na Inglaterra, depois do café da manhã, fomos caminhando para a rua onde começa a trilha para o Tor, pois já sabíamos onde ficava, pois tentamos no dia anterior e desistimos

É uma caminhada tranquila, cerca de 2 km, mas para aqueles que não querem caminhar existem ônibus saindo do centro da cidade.

Existem sinalizações o tempo todo e você tem a possibilidade de pegar alguns atalhos também. E ele fica lá no alto, como um farol, então não tem como se perder.

A subida também é tranquila, existem duas maneiras de chegar.

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Fiz uma pequena oferenda no pé do Tor e fomos subindo, debaixo da chuva fina.

Inevitável não pensar nos tempos antigos, um caminho de peregrinação, em sacerdotisas subindo em silêncio e meditação, a nublina subindo e … clichês, clichês, clichês, mas que povoaram minha mente durante toda a minha juventude…

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Chegando lá em cima, frio, chuva e vento…o que restou da capela de St. Michael e um arrepio ao lembrar que exatamente neste dia era dia da peregrinação católica lá em baixo, na Abadia de Glastonbury e lembrar deste capítulo sangrento e triste na história da cidade… um dia não muito propício para subir o Tor, como bem lembraria minha amiga Silvia, depois….

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Descemos pelo lado oposto ao que subimos e achei mais fácil.

Na saída da rua do Tor, passamos pela White Springs mas estava fechado infelizmente. Seria uma experiência diferente, várias pessoas também passaram por aqui, mas não deu para ninguém visitar.

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White Springs

Como estávamos tranquilos, foi a oportunidade de zanzar pela cidade, conhecendo cada pedacinho dela. E acho a melhor coisa a se fazer numa viagem, andar, andar sem ter que “bater ponto” nos pontos turísticos só.

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A delicadeza nos detalhes das casinhas locais

Descendo a rua em direção ao centro, passamos pelo Glastonbury Abbey Park, com árvores enormes e o gramado verdinho.

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Glastonbury Abbey Park

Encontramos mais a frente, na mesma rua, a Shrine of Our Lady of Glastonbury, uma igreja pequena, simples, mas estava bem cheia, com peregrinos de todos os lugares, a igreja estava em festa. (Lembra, era dia da missa católica na cidade).

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Shrine of Our Lady of Glastonbury

À tarde, por volta deveria ser de umas 14 h, bateu aquela fominha e fomos comer no Tin Pot Pasty,  são pastéis de Cornwall, ou como chamamos aqui, da Cornualha. Lembram empadas argentinas, mas estes são considerados herança cultural e receberam até um selo como reconhecimento, o PGI- Protected Geographical Indications.

Andamos, andamos, para descansar um pouco e poder sentar pegamos um sorvetinho na Gigi’s, meio caros e não tão gostosos.

Nessa sentada acabamos vendo a procissão, saindo da Abadia de Glastonbury, muitas fotos e encantamento.

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Passamos na Burns the Bread, que pensamos ser uma prosaica padaria, mas claro que não. Nada em Glastonbury é tão simples assim.. Uma loja ancestral, soubemos depois e compramos dois pedacinhos de bolo para ser a sobremesa do dia.

Passamos no mercado, que depois descobri que não é só um mercado, é uma cooperativa, espalhada em toda a Inglaterra e País de Gales e a parte de comida (food), é só um ramo, eles têm desde seguro, advogados, auxílio funeral, viagens (!!!!), o negócio é enorme: The co-operative, de Glastonbury, que além de ser uma alternativa ótima de custo/benefício, nada te faz te sentir como uma pessoa local, comendo do que o povo come, onde fazem as suas compras, qual o costume, qual o gosto da comida do local, não tem imersão maior do que você visitar um mercado. Em qualquer lugar do mundo, seja em outro país ou em outro bairro.

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Voltamos para casa, The Flying Dragon Nest , fiz janta com as comprinhas de mercado. Fiz arroz, feijão doce e uma linguiça caramelizada com cebola que eu sei, os brasileiros torcem o nariz, mas nós gostamos muito!!

No próximo post, mais um sonho realizado: Stonehenge….

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3 Comments on “Glastonbury- conhecendo o Tor

  1. Pingback: O Cursus de Stonehenge - Os caminhantes

  2. Que lugar maravilhoso ! Mesmo com o dia nublado deu para ver pelas fotos que vale a pena e é lindo. Fui para Inglaterra mas não visitei esse local, está marcado para uma próxima vez, valeu !!

    • Olá Eliane!!!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário.
      As fotos estão escuras mesmo, pegamos um dia horroroso para visitar o Tor.
      Contei no começo dos posts da série Glastonbury que este lugar era o primeiro da lista dos meus lugares de sonho.
      E se você tiver interesse mesmo, fiz um e-book que poderia te ajudar bastante.
      Me escreva se quiser dicas!!!
      Abraços!
      Marcia

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