Expresso Turístico Mogi das Cruzes

 

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Recebemos um convite da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes durante esta semana pois havíamos visitado o stand da cidade na ABAV, que aconteceu no final de setembro e preenchido um cadastro demonstrando interesse no Expresso Turístico, e não é que fomos chamados mesmo?

A cidade de Mogi das Cruzes fica no centro da Região do Alto Tietê, no Estado de São Paulo, e acredito que a maioria só “passa” por lá a caminho do litoral. Sempre comentamos em casa, que a região da mata deveria ter inúmeros atrativos e localidades para visitar, mas nunca conseguimos agendar ou encontrar um receptivo para esta nossa vontade.

A cidade fica a cerca de 50 km da cidade de São Paulo, com mais de 400 mil habitantes e é uma das cidades históricas do Brasil.É a segunda maior colônia de imigrantes japoneses, perdendo apenas para o bairro da Liberdade , em São Paulo e é parte do cinturão verde do Estado de São Paulo. Famoso também pelas produções de caqui e orquídeas.

O passeio teve o seguinte formato: o pessoal (Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, através da Coordenadoria de Turismo) ofereceu os bilhetes do Expresso Turístico e o translado de ônibus para as atrações que visitaríamos no dia: o Museu Ferroviário de Sabaúna, um distrito da cidade e a Fazenda 5 Pedras, ida e volta.

O que pagamos por fora foram o almoço na Fazenda 5 Pedras e o serviço dos guias, por R$ 40,00 por pessoa.

O encontro estava agendado com outros participantes da ABAV às 7:30 h, na Estação Luz do metrô/trem, de onde parte o Expresso.

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O Expresso Turístico 

Conforme o site : …”O Expresso Turístico é um serviço ferroviário inaugurado em 18 de abril de 2009 pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Tem como objetivo integrar pontos de interesse turístico localizados ao longo da malha férrea.

A viagem é feita a bordo de uma composição, formadas por dois carros de aço inoxidável fabricados no Brasil na década de 60 e tracionados por uma locomotiva a diesel, da CPTM.”….

 

O trem parte todo segundo sábado de cada mês, da Estação da Luz e o trajeto leva entre 1:30 e 2:00 h.O trem vai beem devagar, diferente das composições normais e a cada ponto de interesse, as explicações sobre onde estamos passando, seja a história de cada estação, data de inauguração e funcionamento ou o nome do homenageado da estação ou ainda interesses turísticos e geográficos como os rios e serras por onde estamos passando. As tarifas você encontra aqui .

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Este, entre todos os trens do Expresso Turístico, é o único que abriga o vagão bicicletário, onde a sua bike fica segura no vagão anexo. Nesta ação, somente 3 bikers acompanharam a viagem. Você paga R$ 3,90 por unidade, com desconto para até três acompanhantes, podendo ser adquirido nas bilheterias do Expresso Turístico nas estações da Luz e de Santo André até a quinta-feira anterior à data da viagem.

Depois, na cidade cada visitante deve fazer seu próprio roteiro, escolhendo uma das muitas opções oferecidas por agência de turismo ou do city tour Mogi para Mogianos, mas isso eu conto lá no final.

Saímos às 8:30 h e chegamos na Estação Estudantes em Mogi das Cruzes por volta das 10:30 h, onde o ônibus nos aguardava, para nos levar ao Distrito de Sabaúna, o distrito mais antigo da cidade de Mogi das Cruzes.

Os três bikers seguiram com um grupo local de bikers e seguiram com as bicicletas para Sabaúna.

Seguimos em direção ao distrito de Sabaúna, mais ou menos meia hora de viagem de ônibus.

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A estação ferroviária de Sabaúna

No trajeto, o Fábio Barbosa,  um dos responsáveis também pelo convite vai descrevendo o trajeto, os atrativos e as propostas para o lugar, como a sinalização em projeto e implantação do “Caminho Imperial”, na Estrada que liga o centro da cidade ao distrito. Passamos, mas não deu para ver, pela Pedreira de Sabaúna, onde é possível fazer trilha e rapel e também nas casas de turma, ainda preservadas, onde os funcionários da linha férrea habitavam. Também nos acompanharam as guias Carol e Eufrásia ,do Turismo Mogiano .

A casa do Chefe da Estação

Chegamos então ao pequeno distrito, clichê, mas… aquele lugar perdido no tempo, junto com a aura da antiga estação de trem, a residência do antigo chefe da estação, ainda inteira, a arquitetura das casinhas locais…

Retirando daqui : “A estação ferroviária de Sabaúna foi inaugurada em janeiro de 1893, sendo por muitos anos, uma pequena estação de madeira.  Em 1932, foi construído o prédio atual, aberto em 1933; no meio da revolução de 1932, soldados se escondiam dentro das paredes ainda inacabadas do prédio em construção. O prédio de madeira que existia desde os primórdios da estação e que na verdade era um vagão de madeira adaptado seguidas vezes  passou a servir de residência para funcionários, até os anos 1960, quando foi abandonado e aos poucos foi apodrecendo, desaparecendo, provavelmente após um incêndio, nos anos 1970. Foi na plataforma da estação de Sabaúna que, em 1954, se deu o famoso assalto ao Trem Pagador, tão noticiado pela imprensa na época. Em 1986, o último trem de passageiros  passou por ali, numa estação que apenas servia como plataforma – o prédio funcionava então desde os anos 1960 como arquivo da RFFSA. A estação fechou de vez em 1989. A partir daí o prédio foi evacuado e a estação caiu no abandono, iniciando-se um lento processo de depredação. Em 1990, uma família ocupou o prédio vazio e nele permaneceu até maio de 2003, repartindo o espaço com uma ONG. A comunidade de Sabaúna acabou retomando a estação. Em novembro de 2001, foi anunciada em Sabaúna, que se tornou sede da Associação Nacional de Preservação Ferroviária, a provável instalação de um trem turístico ligando Mogi das Cruzes à estação de São Silvestre, em Jacareí, pela ANPF. A linha abandonada por anos coberta de mato foi limpa pela Prefeitura de Mogi das Cruzes inicialmente e em seguida pela MRS.

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Fábio Barbosa e sua explicação no museu ferroviário

A Associação Nacional de Preservação Ferroviária,  reinaugura o Museu Ferroviário, que existia desde 2004 como uma pequena exposição ferroviária, junto com a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o Conselho Municipal de Turismo e patrocínios da AJPS  e da THG Consultoria e Turismo.

O Museu recebe o nome de pagador Andrade, em homenagem ao pagador morto no assalto ao Trem Pagador, de 1954. Dizem que ele não se rendeu aos ladrões na época, e morreu com a chave do cofre em suas mãos. O Fábio contou ainda, que no ano passado, chamaram a filha do pagador Andrade, hoje com 65 anos de idade para a inauguração e prestaram uma homenagem ao pagador e ela ficou bem emocionada. Deve ter sido lindo!

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Ramon mostrando parte da maquete no Museu Ferroviário

O Fábio fala no museu, sobre um projeto de um curso de monitoria para jovens na Comunidade, para o desenvolvimento da atividade turística na comunidade.

O projeto, segundo o nosso monitor, Ramon, (não sei se é assim que se escreve, me corrija depois, Ramon), conta hoje com 20 jovens, entre 14 e 16 anos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes e no Museu são cinco jovens, em sistema de rodízio, fazendo o trabalho de monitoria aos finais de semana, das 9:00 às 15:00 h.

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O Ramon mostra a maquete montada pelos pequenos monitores, que infelizmente não conta com as luzes e nem com o movimento, pois na última chuva, tiveram que mover a maquete de lugar e os fios se romperam. Nos conta sobre os carros que estão na estação, o buraco de bala remanescente do assalto ao Trem Pagador e lá fora, a casa do chefe da guarda.

Depois, conhecemos o outro lado do museu com o Fábio.

Conta sobre a história de Sabaúna, a história do distrito junto com a ferrovia, um resumo da própria história ferroviária do país, desde a Estrada de Ferro SP-RJ, a Estrada de Ferro Central do Brasil, chamada assim em 1889, após a queda do Império, até a última viagem do saudoso Trem de Prata, que fazia a viagem de SP para o Rio de Janeiro.

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Nossa visita ao museu termina por aqui e seguimos para a segunda visita, a Fazenda 5 Pedras .

Esta propriedade é parte integrante da Asdetur, Associação dos Empresários de Turismo Rural de Mogi das Cruzes junto com outras 18 propriedades na região.

A fazenda era uma antiga produtora de leite, tem 30 mil metros quadrados, que abriga alojamento para 30 pessoas, restaurante, um silo reformado, que chamam de Taberna do Silo e o diferencial aqui é o Centro Cinófilo, (se você é um amante canino, achou seu lugar), portanto você pode trazer tranquilamente seu amigo peludo para cá. Eles têm ainda um centro de treinamento para cães.

Todo mundo morrendo de fome, fomos logo almoçar: comida caseira, vários tipos de salada, arroz, feijão, macarrão, carne picadinha, linguiça apimentada, frango assado, linguiça calabresa acebolada foi o cardápio servido.

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Vista da Fazenda 5 Pedras

 

Depois do almoço, um calor imenso, procuramos uma sombra para nos abrigar, mas logo fomos chamados para dar uma volta pela propriedade conhecer os outros atrativos. Fomos para a parte do lago e em direção a Pedra da Meditação. Passamos pelo Centro de Adestramento e depois de um curto trajeto chegamos ao lago, onde a Mirian, proprietária de outra propriedade, que faz parte da Asdetur, a Chácara Santo Antônio , nos conta um pouco sobre a fazenda, os atrativos e as possibilidades de passeio. Não deu tempo de subir até a Pedra da Meditação, pelo adiantado da hora. Aqui, só um adendo, perguntei para a Eufrásia o porque de a proprietária de outro lugar estar aqui também, e ela explicou que em dias de evento, os associados fazem isso, um ajuda o outro, então ela sai da sua propriedade para ajudar quem está com recepção. Achei isso bem legal e exemplo para outras localidades.

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Lago na Fazenda 5 Pedras

Voltamos com uma parte do grupo porque queria ver o alojamento. É uma antiga casa, com vários quartos com beliches, três banheiros reformados, instalações como uma pia, fogão convencional e a lenha, bem simples. Para se hospedar, é necessário levar roupa de cama e banho. A Eufrásia, que estava nos mostrando o alojamento disse que é possível agendar ainda o café da manhã ou outras refeições com o proprietário.

Três e meia da tarde aproximadamente, o ônibus nos levou de volta para centro de Mogi, pois o trem parte às 16:30 h. Nos despedimos de todos, com a vontade e a promessa de voltar.

Chegamos na Estação da Luz, por volta das 18:00 h, conforme a programação.

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O alojamento na Fazenda 5 Pedras

Nossas impressões  

Já falei lá em cima, mas sempre tivemos curiosidade e vontade de visitar a região, mas nunca encontramos um jeito de fazer e agora, depois dessa visita, novas opções de roteiro surgiram:

Mogi para Mogianos

Um city tour, realizado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes por meio da Coordenadoria de Turismo, com roteiros culturais, religiosos, ecológicos e de turismo rural.

Parte todos os dias do Parque Centenário da Imigração japonesa, às 10:00 h, com ônibus executivo e guia de turismo e custa a bagatela de  R$ 5,00 por pessoa.

Parque Municipal

Localizado na Serra do Itapeti, com área de 350 hectares, podendo ser considerado um viveiro da flora e fauna local.

Parque das Neblinas

Uma reserva privada administrada pelo Instituto Ecofuturo, localizada entre Mogi das Cruzes e Bertioga, e tem trilhas, nascente, cachoeira da mineração e passarela suspensa.

Sítio Paraíso das Microorquídeas

Pequenas orquídeas, cultivadas nos mais diversos materiais, desde ossos, macadâmia, além da explicação como foi montado o orquidário natural, a escolha da árvore hospedeira, fixação das orquídeas, além de podermos comprar as espécies.

Orquidário Oriental

Onde são produzidas diversas variedades de orquídea, sendo o local referência no cultivo. Sim, somos (um pouco) orquidoidos.

Chácara Santo Antônio

Fica em Biritiba Ussu, cercada por mata nativa, trilhas e muito verde e com fundo para a represa de Taiaçupeba.

Casarão do Chá

Herança da arquitetura japonesa no Brasil, demorou 17 anos para a restauração, e em toda a estrutura feita de madeira, não foram usados pregos ou parafusos, só encaixes de madeira.

Estalagem dos Esquilos

Esportes de Aventura (rapel, arborismo, tirolesa, trilha e escalada). Turismo rural com hospedagem, day-use, piscina e playground no local.

E tem mais, muito mais!!!

A gente vai e conta tudinho depois para você!!!!

Aguardem…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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8 Comments on “Expresso Turístico Mogi das Cruzes

  1. Gostei muito, tão pertinho e não conhecíamos nada deste local. Obrigado pelas informações.
    Grande abraço.

  2. Parabéns pela matéria! Parabéns pelas fotos!
    Agradecemos a presença de vocês e esperamos em breve para mais um City Tour em nossa cidade; afinal, estamos bem pertinho de São Paulo!
    Estamos aqui para atendê-los!!!
    Muito Obrigada!

    • Olá Eufrasia!!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário!
      Sim, vamos nos organizar e logo estaremos voltando para um city tour.
      Muito obrigada pela acolhida!
      Um grande abraço!
      Marcia

  3. Bem legal, fica bem perto de São Paulo e é um programa super gosto para fazer em um final de semana. Com certeza farei em breve!

    • Olá Bruna,
      Obrigada pela leitura e comentário.
      O passeio é bem legal sim, e a cidade de Mogi das Cruzes têm vários atrativos.
      Um abraço,
      Marcia

  4. Olá queridos aventureiros! Quero ir mês que vem…Desculpe mas não entendi uma coisa: Quando eu chegar em Mogi, já terei essas opções de visitas?
    Devo me dirigir a algum local para adquirir passagens para essa fazenda?
    Agradeço desde já a atenção…

    • Olá Salete,
      Mil desculpas pelo atraso na resposta. Não sei se você já foi à cidade mas… seguem as informações:
      -Nós fizemos um tipo de “pacote” oferecido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes em conjunto com o Expresso Turísitico e não sei o formato hoje, mas o pessoal do Visite Mogi: http://visitemogi.com/ pode te dar todas as orientações. Nosso contato lá, que nos acompanhou na visita na época foram a Eufrásia e a Caroline, as Guias de Turismo cadastradas: http://visitemogi.com/guias-de-turismo-em-mogi-das-cruzes/
      -A Rizzatour http://www.rizzatour.com.br/ também faz passeios na região. Usamos o serviço da empresa uma vez num Expresso Turístico para Jundiaí, mas não gostamos muito.
      Um abraço,
      Marcia

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