Como Yosemite Park virou Glastonbury

Como de praxe, vamos ao post inicial da série sobre a nossa última viagem em julho de 2015. Mais um post para a série de nossas reflexões. Se você quiser dicas mais específicas sobre a viagem mesmo, começo a postar mais para frente. Aguarde que vem um monte de coisa.

Atualizando o post, acabamos de lançar nosso primeiro e-book, Glastonbury Guia Básico, como fazer o seu Planejamento para a viagem, dicas onde comer, onde ficar e as principais atrações da cidade.

A grande maioria nos associa a trilhas e… ponto. Teve gente que perguntou por que fomos a lugares assim, nada a ver com a gente…castelos, ruínas, misticismo…

Viagem feita em julho de 2015

Aí é que está…Assim como tudo na vida, acho muito limitante nos restringirmos a sermos ou fazermos uma coisa só… porque eu gosto de música clássica eu não posso gostar de um parrudo heavy metal, porque eu adoro arroz e feijão com farinha eu não posso ser apaixonada por sashimi, porque eu sou farmacêutica eu não posso ser blogueira….e assim segue a lógica das limitações que as pessoas se impõem e também querem nos impor… difícil…

Então, como é que se procedeu esta mudança de foco?

Glastonbury Abbey

Nossas férias começam beeem antes da data prevista. Por uma série de contingências, precisávamos tirar as férias deste ano em julho e começamos a divagar nisto logo após o Carnaval do ano passado. Sim, somos loucos assim e sei que a maioria dos viajantes são igualmente alucinados como nós.

Tínhamos o roteiro esquematizado lógico, para um destino de… trilhas e umas cositas mais..

A cereja do bolo da vez seria Yosemite Park, mas começaríamos por São Francisco, faríamos Yosemite e Sequoia Park, passaríamos se desse pela Disney California ou Six Flags e fecharíamos com San Diego, pegando a edição da Comic Con. Veja bem, tem trilha, tem cidade, parques e feira geek, satisfação a todo custo para o cliente.

Começamos a enxugar a coisa e a coisa começou a danar quando fomos fechando os custos, lógico… primeira coisa na sequência de reservas aqui em casas, depois de rascunhado o roteiro básico, são as passagens aéreas.

Essa é a parte operacional do Ogro, que fica tresloucadamente procurando passagens, acessando o Melhores Destinos , (básico) e cotando com agências. E nada dele encontrar coisa boa e barata. Aí resolvemos ligar para o nosso agente e ele jogou o balde de gelo: -“É, João, a coisa é mais ou menos assim mesmo, veja bem, julho, época de férias, a passagem para São Franciso não fica por menos de US$ 1.200,00~US$1.400,00”…chuááá….

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O Tor

Bom, pensamos… minha irmã tinha acabado de voltar de uma viagem pela Inglaterra, visitando o meu destino dos sonhos, Glastonbury, a Ilha de Avalon, o lugar que eu sonhava desde os meus remotos 25 anos, lendo As Brumas de Avalon, claaaro… se é para pagar esse preço, tá quase a mesma coisa que pagar para Londres, ora. Só para esclarecer, pagamos mais barato, tá certo que nossos vôos loucos, em busca do melhor preço, com escalas malucas, US1.100,00 para Paris.

E foi juntar dois mais dois, valor de passagem elas por elas, destino dos sonhos e mais uma recompensa pelo fato de eu ter passado muito mal o ano passado doente, que o Ogro decidiu (para meu deleite) me levar para o meu sonho antes que eu caísse doente novamente ou estivesse muito velhinha para aproveitar, vejam só!

E assim passamos metade do ano passado e mais metade deste ano, pagando a bendita viagem que agora vos descrevo…

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Uma das ruelas gracinhas de Glastonbury

 Roteiro e Logística

 Algumas premissas básicas e desejos de cada um nesta viagem que deveriam ser contempladas:

-gostaríamos de ir passando pelos locais sem ter que fazer bate-volta se possível. Assim, lógico que desembarcamos por Paris e teríamos que voltar por Paris (ficava mais barato), mas traçaríamos uma rota sempre indo e no final de tudo, voltar para o início.

-o João queria passar por alguns lugares onde fosse possível fazer trilhas. Não daria para fazer só a parte urbana.

-a Júlia e eu queríamos fazer um programa mulherzinha e conhecer as lojas de Paris, claro…

-a Júlia queria visitar o maior número possível de museus e ruínas possíveis;

-eu queria visitar o maior número possível de locais de peregrinação e místicos em Glastonbury

Vou ter que fazer posts específicos de hospedagem e transporte para explicar como fizemos, e quando estiver pronto, linko aqui.

Nosso roteiro ficou assim:

-Preferimos fazer a peregrinação com as escalas na ida toda e depois ir voltando devagarzinho, com tranquilidade. Assim, depois de uma escala e espera de 10 horas em Atlanta, seguimos para Paris, pegamos o Eurostar, desembarcamos em Londres, pegamos um outro trem para Castle Cary e reservamos um táxi até Glastonbury. Demoramos dois dias nesta jornada;

-Ficamos 4 dias inteiros em Glastonbury e partimos para o País de Gales, na região do Brecon Beacon National Park, cumprir a parte de trilhas do João;

-Ficamos em Brecon Beacon por 5 dias inteiros, partimos para Londres, onde ficamos 3 dias inteiros, tentando fazer o maior número de museus e atrações;

-Ficamos 5 dias em Paris, também para o maior número possível de atrações.

Não contei aqui os dias de translados. Alguns foram bem suaves, como de Abergavenny, no País de Gales para Londres, outros, na ida por exemplo, foram bem exaustivos, como a greve de trens em Londres, quando chegamos, um sufoco!

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2 Comments on “Como Yosemite Park virou Glastonbury

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