Biblioteca Clarice Lispector

       Às vezes, acho que somos esquisitos aqui em casa… ao mesmo tempo que vivemos completamente em tempo digital, cada um com seu computador, tablet, smartphones, smartTVs, assinatura do Netflix, aulas on line, também somos em contraste do tempo de antigamente, como dizem as crianças.

            O João, por trabalhar o dia inteiro na frente do computador, chega em casa e é a última coisa que ele quer ver. Ele ainda não tem idéia de como funciona o Facebook, para você ter idéia. Já virou lenda, mas no último aniversário ele saiu copiando e colando os agradecimentos e assim seguiu até as felicitações do ano passado….

            A Júlia raramente usa o Kindle do pai para baixar livros. O que ela gosta é do papel, e não tem coisa que a deixa mais feliz que um livro novo. E a nerdice maior é encapar o livro com Contact transparente para melhor conservá-lo.

            Faço os roteiros tudo escrito e pesquisado virtualmente, mas na hora de viajar, ainda saio com o meu prosaico caderninho e caneta para fazer as anotações. Sim, ainda uso guias impressos para algumas situações e a notícia que o Guia Quatro Rodas não vai mais sair impresso estes dias ainda está sendo ruminado dentro de mim…

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            Passei essa semana por um lugar que frequentamos há bastante tempo, coisa que fez parte da nossa rotina por anos e anos e pensando em um “projeto” novo e uma conversa com uma amiga, me fez voltar aqui.

            A Biblioteca foi inaugurada no Bairro Siciliano em 10 de setembro de 1956.

            A partir de 1957 passou a funcionar a sala de pintura e foram realizadas as primeiras atividades de hora do conto, de teatro de fantoches, concursos, palestras e eventos.

            Em 1978, ela foi renomeada passando a se chamar Biblioteca Infanto-Juvenil Clarice Lispector.

            Endereço:    R.Jaricunas, 458 – Lapa, São Paulo – SP, 05053-070

            Telefone :(11) 3672-1423

Horário: 2ª a 6ª feira das 9h às 18h e sábado das 9h às 16h

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Os livros em homenagem da autora, claro

            Começamos a frequentar a biblioteca há mais ou menos 12~13 anos, uma alternativa para trocar livrinhos infantis e contar histórias para a Júlia dormir à noite, quando ela tinha por volta de 4 ou 5 anos, e também da época de contenção de despesas de começo de casamento e pagamento de apartamento… todo mundo sabe o que é isso. A gente não dava conta de comprar um livro novo toda semana.

            Nesta época, não havia passado pela reforma e vários itens do acervo estavam bem danificados, mas mesmo assim, haviam os livrinhos que eram empréstimo obrigatório.

            Depois, quando ela começou a ler, me libertando desta tarefa, foi a vez dos gibis e almanaque da Turma da Mônica, toda a coleção da Mafalda e do Calvin e Haroldo, até decorar muitas das histórias.

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Os livros para o público juvenil e adulto

            Vieram os livrinhos infantis, desde várias edições do “Onde está Wally”, livrinhos de contos e lendas antigas gregas, celtas e africanas, a série Como Funciona, Shakespeare para crianças, como O Mercador de Veneza, Sonhos de uma Noite de Verão, o começo da série Desventuras em Série, (que depois acabamos tendo que comprar todos), uns livros surreais, que vasculhamos muito para tentar achar, uns desenhos incríveis, mas não lembramos o nome. (Essa informação não foi nada útil, eu sei, é só uma nota particular).

            Na reforma, em 2008, vários desses itens danificados foram descartados e outras mudanças aconteceram: além da melhoria no espaço, com a reforma dos sanitários, do teto que havia infiltrações e o acervo corria o risco de ser todo perdido, a chegada de livros e a assinatura de várias revistas, um atrativo a mais para os pais.

A sala de leitura

            A sala de leitura é ampla, clara, com diversas mesas e cadeiras antigas espalhadas pelo salão normalmente (e infelizmente) vazio é um convite para horas a fio de leitura e pesquisa.

            Em mesas separadas, alguns livros expostos chamam atenção: vários exemplares de Clarice Lispector, nada mais justo, livros infantis novinhos e outra com livros adultos e juvenis.

            No lado oposto a sala de leitura, outra ala, onde ficam os jornais do dia e as revistas.

Revistas de vários assuntos para você escolher

            No meu caso, já tinha o cadastro, inativo há 2 anos mas o sistema me achou rapidinho, apresentei a identidade e um comprovante de residência e me ativei novamente.Esse cadastro é válido para todas as bibliotecas municipais.

 Posso pegar emprestado 4 livros e ficar 15 dias com eles e a renovação pode ser por telefone.

            Também há a possibilidade de retirar revistas, acho que são 5 por pessoa, mas a quantidade varia de biblioteca para biblioteca. 

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Para quem é fã de HQ

            E assim, estou de volta a um hábito antigo, me tornando (e influenciando novas gerações) um rato de biblioteca novamente.

E acredito, que por mais virtuais que passamos a ser, velhos hábitos ainda perduram e a modernidade não substitui certos prazeres como ouvir o farfalhar das páginas de um bom e velho livro.

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2 Comments on “Biblioteca Clarice Lispector

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