31ª Bienal- Como falar de coisas que não existem

 

 

         Fomos convidados para uma visita guiada à montagem da 31ª Bienal de São Paulo pelo pessoal da b4t , para uma prévia das atrações da Bienal.

            Esta visita foi patrocinada pela Air France e pela KLM, e aconteceu no dia 18 de agosto.

 Para você se programar:

Quando: de 06 de setembro a 07 de dezembro de 2014

Quanto: Entrada Gratuita

Onde: Parque do Ibirapuera, portão 3, Pavilhão da Bienal, São Paulo

Horários:

Terça, Quinta, Sexta, Domingos e Feriados: 09:00 às 19:00 hs (entrada até 18:00 hs)

Quartas e Sábados; 09:00 às 22:00 hs (entrada até 21 hs)

Fechado às segundas

Benjamin Seroussi começando nossa visita guiada

Benjamin Seroussi começando nossa visita guiada

            Depois dos visitantes reunidos pelo pessoal da b4t e da chegada do nosso guia, (que soubemos só no final da visita guiada), nada mais nada menos do que um dos curadores, Benjamin Seroussi, iniciamos nossa visita, sentando em uma parte das grandes plataformas de madeira que eles chamaram de Àrea Parque com suas explicações:

            Benjamin começa a explicar o conceito desta Bienal e o aproveitamento da arquitetura, criando áreas distintas, para conceitos e participações diferentes em cada uma delas, assim, retirando daqui :

            …”No andar térreo, a área Parque aproveita a transparência existente e a localização entre o parque e a exposição de arte, a fim de configurar um espaço para a interação social.. A plataforma de madeira que ocupa grande parte do térreo destina-se a hospedar comunidades espontâneas e organizadas, engajadas em vários encontros, diálogos, palestras ou performances.”…

As plataformas de madeira na Àrea Parque

As plataformas de madeira na Área Parque

            Ele explica ainda, que existirão 04 entradas por esta área, justamente para que os estudantes, que chegarão em grande número possam ter a entrada facilitada.

Ainda na Àrea Parque

Ainda na Área Parque

           Continuamos a visita, subindo a Rampa da Bienal e aqui, ele vai explicando sobre esta área, esperando que o visitante possa vivenciar uma experiência vertical, horizontal e diagonal, podendo os três pisos serem vivenciados ao mesmo tempo, sendo o referencial o próprio visitante, dependendo do ponto onde este se encontra.

A Àrea Rampa

A Área Rampa

            Aqui, o que foi o mais interessante e considero um privilégio, foram os artistas finalizando as suas obras, e o curador contando um pouquinho sobre cada um deles, rapidamente, mas já nos deixou bastante curiosas sobre o projeto final.

Os artistas finalizando seus projetos

Os artistas finalizando seus projetos

Mais uma obra da Àrea Rampa

Mais uma obra da Área Rampa

            Chegamos então a última parte, a área das Colunas, uma grande área, com uma grade de colunas. Serão diversas salas, cada uma conduzindo a uma nova descoberta, não tendo um caminho definido, cada um traçando o seu livremente e fazendo deste seu traçado uma experiência individual para cada um.

Na Área Colunas

Na Área Colunas

            Aqui também, bastante corre corre, praticamente um canteiro de obras, mas alguns projetos já tomando forma ou quase finalizados, e Benjamin explicou que nesta área o jogo de luzes e sombras iriam transformar ainda mais o cenário visto.

            Aqui  você vê a lista de todos os projetos e participantes.

Uma obra da Área Rampa sendo montada

Uma obra da Área Rampa sendo montada

            Dando uma olhadinha no site da Bienal, achei muito interessante o link sobre Material Educativo

             Lá você encontra uma “Caixa de ferramentas” para descobertas e transformações.

          “Dez cartazes que apresentam artistas ou coletivos que participam da 31ª bienal, com textos que abordam suas respectivas trajetórias e contextos de atuação, somados a 40 “pistas educativas”, propostas para ações em grupo dispostas como ferramentas e divididas em quatro grandes lentes conceituais: coletividade, conflito, imaginação e transformação “.

            O link aqui do Material em pdf para baixar

            Se eu fosse professor, corria lá baixar e agendar uma visita com os meus alunos!

           Compartilhando coisas legais: 

           Recebemos um e-mail do pessoal da Bloomberg (obrigada, Leonardo Matsuda), informando de um app, onde:…”Usuários de smartphones e tablets que visitarem a 31ª Bienal de São Paulo, a segunda maior mostra de arte do mundo, terão acesso a uma experiência ainda mais rica da exposição graças à plataforma digital patrocinada pela Bloomberg Philanthropies, criada exclusivamente para o evento.

Além de fácil acesso às informações de serviço e um guia completo em português e inglês dos projetos dessa edição, a plataforma disponível gratuitamente no endereço  receberá atualizações ao longo de todo o calendário da Bienal”… 

            Nossas impressões

            Tenho que confessar que a primeira vista, pareceu aquela coisa de “nada a ver”, nós fazermos parte de uma visita guiada à Bienal. Mas valeu MUITO por vários aspectos:

-Sair da minha “zona de conforto” em ver, ouvir, falar ou escrever sobre o que é o normal para mim: seja de turismo e viagens, seja da área de trabalho onde atuo (sou da área da saúde para quem não sabe e o João é de informática);

-Entrar na área que a Júlia (sim, quem diria…) tem afinidade. Humanas, arte, filosofia…Imagina para ela o que significou essa experiência.

-Ouvir como outras pessoas entendem o mundo, coisas como: a arte, sendo vivenciada e pensada como um instrumento de transformação, podendo mudar até a educação ou em como hoje em dia vivemos uma crise de representação, na política, na sociedade e pensar que a arte também tem que se juntar a todas estas outras questões para ser um instrumento também de mudança é um conceito completamente novo para mim.  

-E pensando melhor, em todas as viagens que fazemos, tentamos conhecer e vivenciar a cultura local ao máximo que conseguimos. E, segundo as conclusões da própria  Júlia, assim como as viagens fazem a gente se conhecer melhor, a arte faz o mesmo processo, só que em escala maior, passando do individual para o coletivo, podendo transformar e mudar a sociedade.

E essa não é a melhor das viagens?

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