Chapada Diamantina- Vale do Capão

     O Vale fica no município de Palmeiras, mais ou menos 58 km de Lençóis, e ponto de partida para as trilhas mais emblemáticas da Chapada Diamantina: o  (Capão/ Vale do Paty), (Capão/Andaraí), (Capão/Lençóis), (Capão/Mucugê), Cachoeira da Fumaça por baixo e caminhandas pelos Gerais do Rio Preto, Gerais do Vieira, Gerais da Fumaça e a Cachoeira da Fumaça, com seus 340 metros de altura, a mais alta queda livre do Brasil. 

Em 1996, na Cachoeira da Fumaça

Em 1996, na Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça

             Se não o mais famoso, um dos maiores atrativos, fora o trekking do Vale do Paty.

            Conhecemos a atração de duas formas: por baixo, a nossa primeira vez, em 1996, em três dias de trekking, 20 km, caminhando sobre pedras, rios e dormindo em cavernas, sem barracas.

Em 1996, trekking para a Cachoeira da Fumaça por baixo

Em 1996, trekking para a Cachoeira da Fumaça por baixo

O guia (nós chamávamos de Mestre, pois o seguíamos por todo o lado, sem questionamentos) era bem diferente, marcava o caminho de uma forma que nós identificávamos depois, fosse um galho, uma seta na pedra e cada um seguia no seu ritmo. Ele ia na frente para ir montando o jantar para nós. Nos encontrávamos à noite, com o jantar pronto.

O poço da Cachoeira da Fumaça

O poço da Cachoeira da Fumaça

             No segundo dia chegamos no poço da Cachoeira da Fumaça por baixo, uma outra visão, deslumbrante e a subida pesada no terceiro dia, culminando com a clássica visão da Cachoeira por cima, a deitada na pedra fatídica, a vertigem lá em cima…Lembro muito da descida depois da cachoeira, que achava que não chegaríamos nunca, parecia a descida ao inferno, mas acredito que o fato se deve ao cansaço dos outros dias.

A pedra fatal

A pedra fatal

            Na segunda vez, o jeito clássico, trilha de 6 km,subindo 2 km, naquele sol baiano que castiga e descendo pelo mesmo lugar, pagando o mico que todos pagam para deitar na pedra fatídica e passar mal olhando lá para baixo.

            Nas duas vezes, a visão é surpreendente, mas lembro bem do choque que foi ver a falta de água e a seca no leito do Rio Fumaça.

            Ficamos na Pousada Lendas do Capão , uma pousada que nós gostaríamos de ter ficado mais que um dia, fica no meio da mata e tem um clima muito aconchegante. Lembro até hoje, da fantástica sopa de abóbora que nos serviram quando chegamos, ao som de Norah Jones, do friozinho gostoso de serra e do café da manhã muito bem servido.

A bobeira do povo depois da trilha

A bobeira do povo depois da trilha

          Reserve antes de subir para a Cachoeira da Fumaça, no povoado de bomba, num barzinho local (acredito que ainda esteja lá), pastéis fresquinhos com recheio de palmito de jaca (vc deve imaginar: argh!!), mas parece palmito, é bem saboroso. Vimos pessoas vendendo os pastéis lá em cima, mas frescos são mais saborosos!

Travessia Vale do Capão/Gerais do Vieira/Guiné:

             Esta travessia, de cerca de 20 km fizemos só eu e o João. Nossa amiga ficou com as crianças para podermos atravessar, pois ainda eram novos, cerca de 8~9 anos. É pesado.

            O trecho da trilha é o mesmo que a famosa travessia do Vale do Paty, que já falei que ainda precisamos fazer.

            Minha amiga Carla, do Expedição Andando por Aí fez a travessia e conta lá no blog dela. 

            Este site também tem informações bem legais: 

            Começamos no povoado do Bomba, no Vale do Capão e subimos pela Ladeira do Quebra Bunda, seguindo pela borda leste dos Gerais do Rio Preto.

            O visual dos Gerais dos Vieira é uma das vistas mais lindas que nós já vimos!

            Lembro que cansei muuito na subida, o meu grande fraco.

 

Uma paradinha no Rancho

Uma paradinha no Rancho

            Fizemos só uma parada mais comprida no Rancho, que é uma construção rústica, feita por criadores de gado e caçadores, anterior à criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina e servia como apoio para essas pessoas para o manejo do gado e para o pernoite, antes de seguir caminho para o povoado de Guiné. (Retirado do site trilhas e caminhos acima). Neste local comemos um lanche, um descanso de cerca de meia hora, nos refrescamos num poço que existe um pouco mais para baixo e continuamos a caminhada.

Beem lá no centro da foto, o rancho, bem pequenininho

Beem lá no centro da foto, o rancho, bem pequenininho

            Do alto, o guia Aércio nos mostrou a trilha clássica do Vale do Paty, avistávamos a trilha que seguia para a Igrejinha, um dos pontos de apoio, mas nós pegamos a trilha que seguia para o povoado de Guiné, com um pôr de sol que contrastava com a coloração da montanha ao lado, um visual dramático.

O visual dramático descendo para o povoado de Guiné

O visual dramático descendo para o povoado de Guiné

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