Parque Paulo César Vinha

Lagoa de Caraís

Lagoa de Caraís

No nosso penúltimo dia de estadia no Espírito Santo visitamos o Parque, retirando deste site:

…“O Parque Estadual Paulo César Vinha, está localizado no bairro Setiba e possui 1.500 hectares de florestas, praias, ilhas, lagoas, dunas e alagados, o Parque, fica bem ao norte do município de Guarapari, na divisa com Vila Velha, foi criado em 1990 para proteger os diversos sistemas naturais ali existentes, que estavam sendo ameaçados pelo desmatamento. O parque faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Espírito Santo e é aberto a visitas e pesquisas.

Centro de Vivências

Centro de Vivências

Ali existe um Centro de Vivências, em que os monitores apresentam, com vídeos e slides do parque aos visitantes e ministram palestras sobre educação ambiental. O parque compreende duas praias (a do Sol e a do Caraís) e, no mar, várias ilhas e pedras, como a de Alcaeira, a Toaninha, a Francisco Vaz, a Guararema, a das Guanchumbas, a Quitonga e a Pedra dos patos.

No Parque existe uma lagoa, a de Caraís, de águas avermelhada pelas raízes das plantas da região. Outras duas lagoas são a Feia e a do Milho.

Informações pelo telefone: (27) 3242-3665, das 8:00 às 17:00 h.

O Parque Estadual Paulo César Vinha está localizado entre a região Nordeste de Guarapari, balneário a 30 minutos de Vitória, e o sul de Vila Velha. Pertencente a Área de Proteção Ambiental de Setiba, a sede do Parque fica a 23 km da Rodovia do Sol, no km 36 que liga Vila Velha a Guarapari.

 

Início da Trilha

Início da Trilha

COMO CHEGAR NO PARQUE ESTADUAL PAULO CESAR VINHA: 

 O acesso ao Parque é fácil. De Guarapari, o visitante deve pegar a Rodovia do Sol, paralela ao Oceano Atlântico, que liga a cidade à Vila Velha, entre os balneários de Setiba e Ponta da Fruta, no litoral Sul do Estado”….

            Como lemos no site que as visitas deveriam ser marcadas com antecedência na Sede Administrativa, de volta do passeio para Guarapari, passamos pela Sede do Parque para agendar mas nos informaram que não havia necessidade. Era só chegar e visitar.

            E assim, depois de um rango rápido (vulgo RR) e traduzindo, um PF na padaria ao lado da Pousada, partimos para a visita à tarde.

As pequenas lagoas no começo da trilha

As pequenas lagoas no começo da trilha

            Logo na portaria do parque fizemos o registro, estacionamos (não precisa pagar nada) e fomos para a Trilha da Restinga, uma caminhada tranquila, por uma estrada de terra/areia, arborizada e com algumas bonitas lagoas no caminho até chegar à praia, 1,5 km depois. Não é necessário guia, pois é uma reta só.

Placas educativas

Placas educativas

            No caminho, placas explicativas, sobre a vegetação local.

            A praia é super bonita, extensa, limpa, mas é de tombo, daquelas com areia grossa, não é apropriada para crianças. Li que dá para fazer mergulho, mas acredito que só mais para a frente, na parte do lajeado de pedra.

            Mais 1 km depois, uma caminhada pequena, mas chatinha, porque é feita sobre aquela areia fofa e grossa da praia, parece que não termina nunca, você chega a área do Mirante, passando antes por uma parte com um grande lajeado de pedra onde se formam pequenas lagoas, com algas em abundância crescendo nelas. Parece uma horta de algas.

De um lado a praia, do outro, a Lagoa

De um lado a praia, do outro, a Lagoa

            Daí, após uma pequena elevação, surge a Lagoa de Caraís, formando um visual que não tem como a gente não soltar um “-Ah!!!”, de impacto, de uma lado, enorme, avermelhada, uma faixa de areia no meio e do outro lado a praia, que recebe o mesmo nome.

A Lagoa de Caraís

A Lagoa de Caraís

            Como já chegamos tarde (uma pena, pois se tivéssemos uma idéia melhor da beleza do lugar, teríamos chegado bem de manhãzinha e passado o dia por aqui) nem deu para aproveitar um pulinho na água , nem do mar nem da lagoa, tomamos o rumo de volta para a trilha e de volta para a Pousada.

            E assim, terminou com chave de ouro a nossa saga capixaba.

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3 Comments on “Parque Paulo César Vinha

  1. Obrigada por contar um pouco desse lugar tão precioso e especial… e me levar numa viagem de memórias tão profunda. Conheci o Paulo César Vinha. Eu era uma criança, e ele era apenas o pai barbudo da minha amiga Priscila. Qdo ele faleceu – assassinado – tudo que me vinha na cabeça (eu, 6 anos no máximo) era como minha amiguinha ia fazer sem pai. Quem ia levá-la pra praia, pro carrossel, pra escola? Paulo Vinha sempre tirava tempo pra brincar e interagir com a gente, e eu lembro do rosto dele como se estivesse na minha frente agora, porque era uma pessoa extremamente amável, benevolente, passava essa sensação, e criança guarda os bons de coração, não tem jeito. Por muitos anos, foi o sofrimento dos que ficaram que vivenciei e que marcou. A idéia de que pelo menos a morte dele gerou essa reserva da natureza consola, mas jamais mascara o fato de que ele morreu por ela. Biólogo com B maiúsculo.

    (Desculpa a verborragia. Mas deu vontade de compartilhar.)

    Mais uma vez, obrigada pelo post.

  2. A mente e a memória nos dão mesmo rasteiras com o tempo. Acabei de procurar mais informações no google sobre Paulo Vinha. E ele morreu em 93, quando eu já era adolescente, não mais criança. Por alguma trapaça do tempo, meu cérebro tinha *certeza absoluta* que este evento tinha ocorrido quando eu era criança. Mas não. E, por razões mais bizarras, ainda me lembro pensando na Priscila, com o mesmo carinho e preocupação. Que loucura.

    (seu post tá dando post pra manga nos meus neurônios… Que ótimo, bons posts são assim!) 🙂

    • Lucia,
      Eu é que agradeço a leitura, os comentários e o carinho.
      Puxa vida, visitamos o Parque, mas realmente não sabia da história do Paulo César Vinha. Fiquei chocada e emocionada com o seu relato e também fui googlar… Me emocionei com a proximidade, com o palpável e com o real atrás de “somente um nome” para nós e todos os outros que também visitam o parque mas que não têm idéia dessa história. E também vejo o seu envolvimento desde pequena com a biologia, porque podemos perceber e sentir toda a paixão que existe em todo seu trabalho.
      Também me peguei pensando em todos os nomes que estão em todos os parques ou Unidades de Conservação espalhados pelo Brasil e mundo afora. Assim, desde Chico Mendes até o Parque do Zizo, pessoas que lutaram por um ideal, se sacrificaram e sacrificaram suas vidas em prol de uma causa…
      Um grande abraço!!!

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