Queremos viajar mais pelo Brasil

Vista do Vale do Paty
Cachoeira do Tabuleiro- MG

Cachoeira do Tabuleiro- MG

      Estamos aqui participando novamente de mais uma série das Blogagens Coletivas, a primeira do ano.

          O tema desta é : “ mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil”.

          O tema para esta blogagem coletiva partiu da organização do grupo do Viagem em Família, que já falamos aqui , e onde participamos de outras blogagens coletivas anteriores.

         O tema vêm da idéia da Adriana Pasello, do Diário de Viagem , que através de um desabafo de outra participante do grupo do Viagem em Família e dos comentários gerados, partiu para esta proposta, para que todos se unissem para uma blogagem coletiva que chamasse a atenção para as mudanças necessárias  no Brasil para que viajássemos mais dentro do País.

      …”A ideia é de uma blogagem POSITIVA, prática, podemos e devemos dar exemplos e propor soluções. Todos mencionaram que viram muitas facilidades em vários países, então, a ideia é usar estas experiências para propor as mudanças por aqui”…

            Confesso que é difícil não ser tomada pelo tom pessimista que estamos vivenciando neste querido país varonil e ser patriota está sendo bem difícil ultimamente…

         Mas como diz uma amiga, nós ultimamente estamos tão “internacionais”, só trilhamos para fora do país, e preciso explicar que foi uma coincidência de “momentos”.

        Sempre acreditamos que precisávamos planejar nossas viagens em razão do crescimento da Júlia (conto melhor aqui), e como a minha história e do Ogro começa justamente nas viagens de Ecoturismo, o caminho natural foi que introduzíssemos nossa filha desde pequena, neste Universo Paralelo…E também desde o começo, optamos por conhecer e explorar o máximo que pudéssemos do Brasil para só então, nos aventurarmos em outros países.

Ogro e ogrinha na trilha para a Pedra do Forno- Gonçalves- MG

Ogro e ogrinha na trilha para a Pedra do Forno- Gonçalves- MG

           E assim, começamos a explorar os destinos turísticos mais acessíveis, como uma série de Parques Estaduais de São Paulo,alguns Parques Nacionais  mas sempre um destino Ecoturístico. Portanto, neste post vou acabar me concentrando mais a esta nicho do universo de viagens por nos ser mais familiar.

            Mas não posso me esquecer que também fazemos programa turistão, Orlando, Disney, Buenos Aires e cada lugar conhecido, é uma vivência e um aprendizado novo…

            1-Informação x divulgação

            Ok, concordo que hoje em dia virou “modinha” ser trilheiro e aventureiro e caminhante, não somos mais um bando de loucos que se embrenhava no mato. Tudo tem o seu lado bom e ruim. O lado ruim é o turismo predatório, desenfreado, sem manejo e irresponsável que infelizmente temos percebido em alguns lugares. A informação e divulgação no caso dos destinos Ecoturísticos, é “uma faca de dois legumes”… Quando comecei a escrever este post, vieram outras questões óbvias, como hospedagem e nível dos serviços, porém acredito que esta seja uma das questões cruciais aqui, por isso elenco como o item de número 1.

            Existem destinos ecoturísticos consagrados, tarimbados, todo mundo pensa em Chapadas (todas), os cânions de Aparados da Serra e Fortaleza, Amazonas, Pantanal e Bonito, por exemplo, mas, diante de tantas e tantas opções, tem uma hora que você (por gosto, afinidade, custo), começa a repetir roteiro e se pergunta se não tem um lugar novo, diferente, que ainda não tenha sido visitado.  

Lagoa Azul- Chapada dos Guimarães- MT

Lagoa Azul- Chapada dos Guimarães- MT

           E aí começa o problema… você não encontra um lugar inédito, diferente, acaba repetindo lugar ou conhecendo novos, claro. De repente, um lugar novo, isolado, inédito (isso obviamente não existe, alguém já esteve lá antes de você), você se encanta e adota como o “novo” lugar predileto…até que duas, três visitas depois, começa a dividir o “seu” lugar com hordas de turistas (não que não façamos parte da classificação de turistas, que fique claro) barulhentos, carregando tonéis de cerveja, ouvindo um pancadão no maior volume possível, gente gritando cada vez que entra em baixo da cachoeira, o caos e sofrimento para nossos olhos e ouvidos…

        Infelizmente, já vi isso acontecendo em alguns lugares:

     O primeiro choque foi em São Tomé das Letras, cidadezinha mineira, conhecida por seu misticismo e belezas naturais, além do clima de montanha. Visitei a cidade a primeira vez em 1993, me senti perdida no tempo e espaço, me lembro bem da sensação quando chegamos em plena madrugada, parecia uma cidade fantasma, de tão calma. As cachoeiras, um sossego, natureza intocada…  Voltei alguns anos na sequência, mas por volta de 1997~8, fiquei sabendo que algumas cachoeiras tinham recebido escada de cimento para facilitar a saída dos poços ou para a alegria dos visitantes, um barzinho ao lado da cachoeira para as pessoas passarem o dia a beber. Após uma visualização breve do horror que isso representava, nunca mais tive coragem de voltar…

        E assim, na sequência, se seguiram em outras localidades, algumas tive o desprazer de ver a transformação, de lugar isolado, quieto, guardado pela natureza para a muvuca instalada e noutras pude vislumbrar a beleza que deveria ter existido sem as implementações irresponsáveis, impensadas e gananciosas…e às vezes nem a população local ou os proprietários das terras têm responsabilidade nisso.

nosso lugar, já não tão secreto...

nosso lugar, já não tão secreto…

           Não vou citar aqui, mas temos um lugar especial que visitamos no Paraná, um lugar que a Júlia volta para casa chorando e sempre fala que gostaria de ficar morando lá, com os donos da Pousada (e nós também) que a essa altura se tornaram nossos queridos amigos. No quintal deles, uma linda cachoeira virou “point” local. Em nossa última visita, eles estavam extremamente preocupados em como controlar a entrada dos visitantes. Afora as discussões legais de bens e propriedades e impedir o ir e vir das pessoas, esses novos turistas estacionavam os carros no quintal deles, as manobras já estavam acabando com a pequena horta e pomar que haviam formado, e estragos desse gênero. A última conversa que eu ouvi era que deveriam ter que cercar ou murar o lugar inteiro, mas a grande relutância seria justamente acabar com o grandioso visual da serra que eles tinham se resolvessem se emparedar… em pleno interior paranaense…

       Hoje em dia, penso duas vezes em divulgar um desses tesouros quando encontro. Tenho absoluta consciência do pequeno alcance dos meus posts, porém, até que ponto estarei contribuindo para que um leitor, um amigo, desfrute da mesma felicidade que nós sentimos e que podemos chamar de “meu cantinho” nem que seja por alguns poucos minutos ou estarei contribuindo para que em pouco tempo o lugar se degrade por completo…

Portaria do Parque Nacional da Serra da Bocaina

Portaria do Parque Nacional da Serra da Bocaina

        Independente de posição partidária, política ou qualquer coisa parecida, o que pudemos constatar durante mais de 20 anos nessa caminhada é uma coisa só: seja como Parques (Municipal, Estadual, Nacional) , Reserva Natural, APA, Unidades de Conservação, como é o nome recorrente, enfim, independente do nome e da classificação a que se dá a cada um deles, com uma organização, controle de entrada de visitantes, fiscalização, monitorização, plano de manejo, todas essas belezas naturais permanecem mais protegidas.

            Desta forma, a criação e a implementação de todas essas áreas naturais, com o foco na organização, no controle, na educação e no manejo adequado devem ser a única saída e esperança para a conservação de parte da biodiversidade que ainda resta em nosso país.

                      2- Segurança

            Sei que vivemos num momento de insegurança e abandono total.Lembro disso todo o santo dia, o tempo todo. Assim como outras questões prioritárias como saúde, educação e transporte, é chover no molhado a revolta geral, pois os altos impostos a que somos submetidos não reverte em quase nada para nossa segurança e conforto.

            E isso infelizmente vale todos os lugares, não é um problema só brasileiro. Mas devo confessar, muito tristemente, que a sensação de insegurança que eu sinto no meu próprio país é maior. Andamos numas ruas esquisitas, bem no meio de Buenos Aires no começo deste mês, três mulheres (eu, a Júlia e minha sobrinha) e apesar de saber e todos alertarem que é uma cidade grande, que acontecem assaltos, nem sequer piadinhas de mau gosto, olhares insinuantes e atravessados recebemos. Coisa que seria bem diferente se estivéssemos andando por aqui, no centrão de São Paulo…

       Nas viagens de Ecoturismo, todos sempre têm em mente o grande perigo que ronda as viagens na natureza, seja dos dois lados: a segurança em si, no momento da trilha, como a sinalização, a vegetação, os bichos e também a segurança de conseguir chegar a lugares tão ermos, no meio do nada, ladrão, assalto  e ainda, a segurança do próprio patrimônio natural.

            Voltemos a questão anterior: informação.

CAT de Guararema-SP

CAT de Guararema-SP

         Hoje, a informação está disponível a um toque, minimizar riscos também faz parte primordial do planejamento: se informe, procure o CAT –Centro de Apoio ou Atenção ao Turista, tenha sempre idéia do que estará a sua espera naquela localidade. Já mandei e-mails para várias Secretarias de Turismo, liguei várias vezes, consulte blogs de viagens, os sites de algumas municipalidades ainda são bem toscos, mas algumas já são bastante organizados e informativos.

         A informação (ou o total descaso) que você tem com alguns órgãos também já é indício do que vai encontrar por lá.

         Cito como um bom exemplo, a cidadezinha de Guararema, interior de São Paulo. No nosso planejamento de visita, liguei para o CAT, a atendente me deu os pontos turísticos que poderíamos visitar e também aqueles que ela não aconselhava, por questões de segurança, como estradas precárias ou um lugar onde estariam acontecendo assaltos a turistas.

     Sendo mais específica no nosso caso, preciso falar sobre a segurança encontrada nas próprias trilhas. Voltando ao tópico 1, nos sentimos mais seguros dentro de qualquer das áreas controladas citadas acima. Existe sempre uma portaria, você tem que fazer seu cadastro, dar o seu destino, tempo pretendido de estadia dentro da Unidade. Em maior ou menor grau isso acontece.

A única plaquinha solitária que encontramos em toda extensão da Trilha do Ouro

A única plaquinha solitária que encontramos em toda extensão da Trilha do Ouro

          Em menor grau, por exemplo na Trilha do Ouro, você deixa o seu nome lá e depois fica por sua própria conta e risco. A trilha dizem ser auto guiada mas a gente fica o tempo todo com aquela interrogação gigante na cabeça, será que estamos no caminho correto… não tem uma plaquinha, não tem ninguém no meio do caminho, você não encontra uma alma viva para perguntar. E tem portaria de entrada, mas… não tem de saída… não sei que raios de controle é esse portanto…

           

      Em maior grau, uma ótima vivência foi a subida para o Pico da Bandeira, a portaria na  entrada fiscaliza inclusive a bagagem, se os guarda parques encontrarem bebida alcoólica elas são apreendidas. Uma grata surpresa foi a área do acampamento bem estruturada e arrumada. E o melhor: como a maioria costuma fazer a trilha de madrugada, para pegar o nascer do sol, a trilha precisa ser muito bem demarcada para que pudéssemos enxergar. E pegamos a demarcação novinha, era só bater a luz da lanterna e os postes de marcação, pintados em branco se destacavam. E olha que é um exemplo nacional, que bom. Um exemplo a ser seguido, sem dúvida.

Uma das marcações da trilha ao Pico da Bandeira

Uma das marcações da trilha ao Pico da Bandeira

            Por outro lado, infelizmente fazendo parte do mesmo parque, do outro lado, visitamos uma cachoeira linda, com um poço de água verde transparente, que tem uma portaria, porém abandonada, a estrada também com mato alto, aparentemente sem visitantes há muito tempo, foi difícil para conseguir chegar pela falta de sinalização. Mas depois nos contaram no povoado de Patrimônio da Penha que durante o fim de semana, aportam os moradores locais, alguns até em caminhão e lá eles fazem churrasco e passam o dia… não é um caso de segurança das pessoas propriamente dita, mas de todo o patrimônio natural do local. Se isso continuar, de maneira descontrolada, rapidamente a natureza local deixará de ser um paraíso.

                    3- Transporte

           Lugar comum provavelmente de todas as postagens aqui nesta blogagem coletiva.

     Vamos falar o que tooodo mundo vai dizer: malha viária insuficiente, equipamentos sucateados, funcionários mal pagos e mal treinados, ruas e estradas esburacadas, mal sinalizadas, falta de planejamento urbano, excesso de veículos, aeroportos caóticos e eternamente em obras, de novo, pagamos muito para nada…

          Cansei e vou cansar você leitor com a lista imensa de problemas e está me deixando muito prá baixo escrever esse post, confesso…

         Vou citar um exemplo de trabalho que vi fora daqui e não achei ainda, pelo menos não no nosso nicho: planejando uma escapada no próximo feriado para a Chapada dos Veadeiros, (sim, já fomos 2 vezes, mas mais uma não seria mal), na nossa estadia em Brasília, a primeira coisa foi o translado.

Chapada dos Veadeiros-GO

Chapada dos Veadeiros-GO

          Aí começam os problemas e os comparativos: só ônibus, em dois horários, de manhãzinha ou à tarde, ou seja, incompatível com o horário de chegada do vôo, mais umas três horas de translado…

        Táxi ou outro meio, pela hora da morte, assim como em todo o território nacional… ok, vamos de carro, afinal vamos alugar mesmo. Conhecemos a estradinha famigerada… até Alto do Paraíso tranquilo, mas ninguém quer encarar aquela estradinha de terra, cheia de costelinhas, com o pessoal costuma falar até o povoado de São Jorge… Resultado: desistimos de Chapada dos Veadeiros, não para um feriado de quatro dias, por conta… do transporte. Também só para citar outro exemplo, falta conhecermos a Chapada das Mesas, mas desistimos sempre por causa do preço do transporte….

Chegando em El Chaltén-AR

Chegando em El Chaltén-AR

            Acabamos de voltar de El Chaltén, na Argentina e lá é usual os translados por vans. Você reserva, três horários por dia, lotou (ou não necessariamente), a van já parte. Economizamos nisso, 4 horas, podendo aproveitar esse tempo em El Chaltén, descansando, passeando e não mofando no Aeroporto. E o custo benefício do serviço é beeem melhor. Vale ressaltar que não é uma agência local de viagens, é só o serviço de translado, que além deste transporte diário El Calafate-El Chaltén, faz translados para outros passeios em El Chaltén. É uma estrutura diferente das agências de ecoturismo brasileiras, que ficam com os carros somente para o translado dos seus clientes. Vimos esse tipo de serviço também quando fomos para Torres Del Paine, só o translado, não o passeio para os pontos turísticos.

            Fica a dica para os destinos ecoturísticos (ou não)  brasileiros.

            4- Hospedagem e Gastronomia

            Neste quesito, fico bem dividida para escrever. Temos um senso meio diferente da maioria, para classificação. Claro que itens básicos como higiene, organização, manutenção, pontualidade, são premissas básicas, mas alguns itens contabilizam mais no final de uma estadia ou de uma visita que vai deixar saudades ou não.

Na Pousada dos Canteiros, S.João Batista do Glória, com a saudosa Tigresa.

Na Pousada dos Canteiros, S.João Batista do Glória, MG, com a saudosa Tigresa.

             O lugar que escolhemos para chamarmos de nosso, nem que por um final de semana têm que ter uma pitadinha de tempero, para lembrar depois, só diria que não pode ficar um gosto amargo no final…

            Existem lugares chiquetosos de hospedagem (no nosso caso devo confessar que são bem poucos) ou não tanto em que, o nível do serviço foi bom de forma geral, café da manhã correto, serviço de quarto correto, mas aí, fica naquela coisa impessoal, falo e dou opinião tecnicamente somente, como um mero avaliador do serviço prestado.

            E aqui, falo no geral, tanto no Brasil quanto no exterior, as experiências que tivemos normalmente, com esta frieza de recepção, somente no “correto” foram aquelas vividas em hotéis de modo geral. Aqui, elenco nossa hospedagem em Orlando, por 18 dias, em Cuzco, em Venda Nova do Imigrante ou em Vitória, como exemplos. Não lembro com aquele calor no coração, de nenhuma das hospedagens.

bolo de fubá com goiabada, Pousada Beija Flor, Patrimônio da Penha-ES

bolo de fubá com goiabada, Pousada Beija Flor, Patrimônio da Penha-ES

Considerando obviamente, nossa inclinação por viagens ecológicas, valorizamos muito mais uma casinha de um habitante local, no meio do nada, sendo recepcionados por um banho quente e um lauto jantar caipira feito no fogão à lenha, compartilhando a mesa com os donos, do que um refinado jantar francês feito por um renomado chéf de restaurante internacional 5 estrelas.

fogão a lenha da Pousada Beija Flor

fogão a lenha da Pousada Beija Flor

        Assim, temos ternas recordações de lugares que chamamos de nosso, todas em Pousadas, como São João Batista do Glória, Piraí do Sul, Conceição do Mato Dentro, Patrimônio da Penha, lugares fora do mapa, mas onde os donos nos recepcionam com um calor familiar. As instalações podem não serem as mais perfeitas, a mobília pode até estar um pouquinho fora de moda ou precisando de uma manutenção aqui e ali, mas a sensação de “entre e fique à vontade, que a casa é sua”, é sentida e vivida…

           A experiência vivida em Hostéis também nos é bastante agradável. Aquela idéia antiquada que hostel é para mochileiro, pé rapado,sujo e maconheiro é velha… tão velha quanto aqueles que ainda mantém essa opinião. Os hostéis, e vou colocar aqui, junto com esta classificação os refúgios dos parques, que ficamos foram em destinos ecoturísticos, claro, onde se reúnem mochileiros do mundo todo.

Hostel Condor de los Andes-El Chaltén- AR

Hostel Condor de los Andes-El Chaltén- AR

            É enriquecedor conversar com gente do mundo todo, trocar experiências, contar coisas engraçadas, somente ficar sentadinho, observando jeitos e formas que as pessoas têm de se expressar.

            Uma mudança de cultura e olhares para os meios de hospedagens e restaurantes, tanto dos turistas quanto do receptivo poderia mudar o quadro em que nos encontramos. Achar um meio termo entre o que é justo e razoável e a extorsão praticamente à mão armada.

        5- Guias e Agências Locais

        Tenho que confessar que a coisa mudou de 20 anos para cá, mas ainda precisa melhorar bastante…

      Os passeios oferecidos pelas agências de viagens (ecoturismo) melhoraram em nível de atenção e profissionalização, mas os preços subiram proporcionalmente.

        Não tem jeito, a cada novo planejamento, faço a cotação duas vezes: por conta própria e por agência. O preço da agência invariavelmente, é mais caro. Por vezes, o dobro. Claro que a empresa tem que ter o seu lucro, etc, etc, etc, mas é abusivo demais!!!

      Ainda a melhor opção é por conta, e contratamos um guia local ou agência local, mas aí a parte da profissionalização acaba ficando para trás…

       Treinamento, capacitação dos condutores locais, estruturação do turismo local, organizações e ações conjuntas, pensando o turismo como uma fonte de renda séria, envolvimento da comunidade, fazendo com que a localidade se desenvolva de forma conjunta ainda precisa ser incorporada na maior parte destinos.

     Vi exemplos horrorosos em alguns lugares, como Nobres, preços abusivos para passeios, monopólio de destino e exploração do atrativo e em contra partida o dono da Pousada onde ficamos, tentando mudar a mentalidade dos vizinhos para ações em conjunto, assim como o crescimento de associações, como o Circuito Serras Verdes, em Minas Gerais, agregando os municípios vizinhos e o Circuito Caparaó Capixaba, movimentando os empreendedores locais, como bons exemplos a serem seguidos.

Um dos marcos da Estrada Real. Este é no Santuário do Caraça, MG

Um dos marcos da Estrada Real. Este é no Santuário do Caraça, MG

                   6- Educação

            Complicado falar dessa questão, mas é onde tudo começa e onde termina e porque as coisas andam assim ultimamente.

            Fácil falar em mudança de paradigmas, cultura, informação, quando vemos aberações todos os dias. Falo desde jogar lixo na rua, não falar alto. Falo em furar fila em Parque, banheiro, restaurante e achar que foi “ixxpérrto”. Falo em tratar prestadores de serviço como ser humanos inferiores e subalternos e aceitar a alcunha de “Dotô” e “Madame”. Falo em ouvir o sonzaço do seu funk em volumes completamente inaceitáveis para a audição (e bom gosto, desculpem) humana. Falo no absurdo de ouvir constantemente que os lojistas orientais falam na sua língua natal porque estão falando mau dos brasileiros. Falo em ter vergonha de encontrar brasileiro em qualquer loja de Orlando, gesticulando e fazendo mímica com vendedor porque não fala uma palavra em inglês (e achar que o coitado tem a OBRIGAÇÃO de entender o que está sendo falado). E escutar embevecida, seguranças da estação de trem no Peru, dando informações em inglês para os turistas. Ou os guias peruanos falarem inglês e… japonês. E claro, falo em corrupção e impunidade. E na nossa falta de atitude (principalmente a minha, do alto do meu umbigo, sentada confortavelmente no meu sofá).

no Peru, uma das inúmeras manifestações populares.

no Peru, uma das inúmeras manifestações populares.

          Credo, ficou pesado, pensei em apagar mas vou deixar para ver se o azedume passa…

         Enquanto não conseguimos mudar a estrutura, o pensamento e o modus operandis de toda uma sociedade, que tal começar com o nosso pequeno núcleo familiar e estender para os amigos… Ler, estudar, se aculturar, entender sobre outros povos, aprender novas línguas, muda não o mundo, mas o seu pedaço pode ficar melhor. Poderemos observar uma situação, raciocinar e então avaliar se todo aquele contexto faz sentido e pensar se realmente devemos e queremos participar daquilo… e nesse meio tempo tudo o que nossos filhos conseguem pensar é em sair do país assim que conseguirem terminar os estudos. Nem sei se posso abrir isso por aqui, mas para vocês terem idéia, a Júlia não comenta com NINGUÉM sobre o blog ou sobre as viagens que fazemos na escola. Ela iria passar a ser criticada por ser esnobe e metida, pois não fala sobre roupa, sapato, namorado, não entende novela, nem BBB… E sim, no contexto atual, nós somos os esquisitos e tudo o que posso concluir, é que a mediocridade impera atualmente…

         E toda essa baboseira de eu falando comigo mesma porque tenho esperança que algum dia tudo isso mude e que pequenos absurdos como os citados acima não sejam mais a tônica da sociedade brasileira (apesar de ver cada vez mais e mais parecer que as coisas estão mudando, por pequeninos sinais) e assim sairmos da eterna Lei de Gérson, a carta magna de conduta da sociedade brasileira…

       E assim, falarmos em mudanças de conduta, treinamento, aumentar a escolaridade, como consequência melhores salários, respeito e dignidade aos trabalhadores e aí, em cascata vêm a noção de  respeito ao meio ambiente, respeito ao próximo,sustentabilidade, 

           Resumo do samba

            Dá para viajar pelo Brasil??

          Claro que sim, já andamos muito por estas bandas, existem lugares magníficos, especiais, características únicas nossas de hospitalidade, receptividade, culturas únicas, que encantam (muito e cada vez mais) os estrangeiros. E por que nós não conseguimos aproveitar mais??

Cânion na Cachoeira do Buracão, Chapada Diamantina, BA

Cânion na Cachoeira do Buracão, Chapada Diamantina, BA

            Tomo como exemplo nossa viagem para Chapada Diamantina. Na primeira vez, em 1996, a organização e estruturação era menor, mas nos sentimos “descobrindo um mundo novo”. Voltamos em 2008, para apresentar para a Júlia, e bastante mudada (o comparativo que consigo pensar agora é a Disney dos trilheiros, uma grande festa), a cidade, os passeios, a estrutura cresceu e junto com este crescimento, exponencialmente, os preços. Nossa amiga que estava conosco nesta viagem comentou, e é verdade, com o que pagamos para a Chapada, pagávamos um passeio para a Disney, pelo mesmo período…

            Não planejamos nossas férias no exterior, por que não podemos planejar por aqui???

Será que precisamos realmente visitar aquele restaurante famoso, aquele point, aquele hotel que está bombando… podemos sair dos clássicos Nordeste no inverno ou Gramado e Canela… que tal explorar o Centro Oeste um pouquinho?? Podemos mudar nossos padrões de consumo excessivo, temos que nos sujeitar a pagar preços abusivos, fora da realidade nacional, só para postar aquela foto da moda no Instagram??

            E do outro lado, não há como fazer um preço diferenciado para o turista nacional??? Vimos na Argentina, que os Parques Nacionais cobram mais barato para os argentinos.

                                        Justo não???

            Fica uma máxima que ouvi em algum lugar, mas que costumo muito repetir:

               O que deve ser explorado é o turismo e não o turista.

 Acompanhem aqui os outros posts desta blogagem coletiva:

1. Adriana Pasello – Diário de Viagem: 

http://www.diariodeviagem.com/photo/blogagem-coletiva-mudancas-familias-viajarem-brasi/

 

2. Claudia Boemmels – Brasileiros mundo afora:

 http://www.brasileiros-mundo-afora.com/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem_29.html

 

3. Flávia Peixoto – Viajar é tudo de bom! 

http://www.viajaretudodebom.com.br/2014/03/30/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 4. Claudia Rodrigues  – Felipe, o pequeno viajante:

http://felipeopequenoviajante.blogspot.com.br/2014/03/21-mudancas-para-as-familias-viajarem.html

 

5. Andreza Trivillin  – Andreza Dica e Indica Disney:

http://www.andrezadicaeindcadisney.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-mudancas-para-as.html

 

6. Thyl Guerra – Viajando com Palavras:

http://viajandocompalavras.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-de-carro-pelo-brasil/

 

7. Eder Rezende – Quatro Cantos do Mundo:  

http://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2014/03/30/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

8. Ana Luiza Fragoso – Oxente Menina:

http://www.oxentemenina.com/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

9. Adelia Lundberg – Paris des Petits:

http://parisdespetits.blogspot.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-12-mudancas-para-as.html

 

10. Débora Galizia – Viajando em familia:

http://viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

11. Karen Schubert Reimer – As Aventuras da Ellerim Viajante 

http://ellerimviajante.com.br/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil-blogagem-coletiva.html

 

12. Thiago Cesar Busarello – Vida de Turista:

http://www.vidadeturista.com/artigos/10-mudancas-para-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

13- Regeane Nicaretta- Dicas da Rege

http://dicasdarege.com/2014/03/30/florianopolis-melhor/

 

14 – Debora Godoy Segnini – Gosto e Pronto:

http://www.gostoepronto.com/2014/03/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-viajar-mais-pelo-brasil/

 

15- Erica Piros Kovacs – Viagem com Gêmeos:

http://viagemcomgemeos.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

16 – Francine Agnoletto – Viagens que Sonhamos

http://www.viagensquesonhamos.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-para-viajarmos-mais-pelo-brasil.html

 

17 – Sut-Mie Guibert- Viajando com Pimpolhos:

http://viajandocompimpolhos.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

18 – Ana Cintia Cassab Heilborn – Travel Book Blog:

http://www.travelbook.blog.br/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem.html

 

19 – Flávia Maciel – Bebê Pelo Mundo

http://bebepelomundo.blogspot.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-mudancas-para-as.html

 

20 – Claudia Bins – Mosaicos do Sul

http://mosaicosdosul.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-para-as-familias-viajarem-mais.html

 

21 – Patrícia Tabalipa – Roteiro Baby Floripa

http://www.roteirobabyfloripa.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-as.html

 

22. Andrea Almeida Barros – Do RS para o Mundo:

http://dorsparaomundo.blogspot.com.br/2014/03/4-blogagem-coletiva-do-grupo-viagens-em.html

 

23. Patrícia Papp – Coisas de Mãe:

http://coisasdemae.wordpress.com/2014/03/30/mudancas-familia-viajar-brasil/

 

24- Susana Spotti – Viagem Simplesmente

http://viagemsimplesmente.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-para-as-familias-viajarem-mais.html

 

25 – Andrea e Luciano – Malas e Panelas

http://malasepanelas.com/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

 

27- Patricia Longo Tayão – Viajar hei:

http://www.viajarhei.com/2014/03/mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil.html

28-Liliane Inglez: Trilhas e Cantos:

http://www.trilhasecantos.blogspot.com.br/2014/04/10-mudancas-para-as-familias-viajarem.html

 

 

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34 Comments on “Queremos viajar mais pelo Brasil

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  7. Ai menina, concordo com tudo que tu escreveu! No meio do post foi baixando uma deprêeeee kkkkkk
    Dói ver aqueles lugares que a gente ama sendo “invadidos” por debilóides carregando toneis de cerveja e ouvindo pancadão, né????
    Também acho as trilhas por aqui muito mal sinalizadas – depois de ver as da NZ e até as da Argentina dá uma raiva…
    #queremosviajarpeloBrasil

    • Oi Cláudia!!
      Foi deprimente escrever e também ler os relatos dos colegas…
      Dá muita, muita raiva e o pior de tudo isso, é que nós sabemos que o Brasil tem um potencial turístico imeenso!!
      Acabamos de voltar de El Chaltén, na Argentina, não tem nem guarderia, não tem nenhuma fiscalização e estava tudo limpo, organizado…
      Fico imaginando aqueles campeamentos sem fiscalização aqui no Brasil, viraria uma terra de ninguém em menos de uma semana.
      Bjs!!

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  10. Olá! Eu li quase todo o seu post mas não foi difícil de entender e partilho das mesmas opiniões.
    Vou responder simplesmente que um projeto de turismo que deveria ser copiado para os diversos parques do Brasil é o de Bonito-MS. Como tudo funciona bem lá através do pacto dos proprietários dos locais com o turismo. Depois que fui na Chapada Diamantina senti muito a falta do método Bonito. E assim por diante. Quanto ao exterior minhas experiências na Patagônia e no Chile me fizeram pensar como esse país sabe do que lhe trás retorno. No Brasil nossa abundância de país continental despreza setôres como o do turismo.
    Ah um lugar novo que me indicaram e nunca ouvi Ater do Cão https://www.youtube.com/watch?v=OjCYJnCadDg&feature=youtu.be

    • Olá Maurício!!!
      Desculpe, sei que o post ficou muito comprido e cansativo, mas você como trilheiro também entende bem o que estou dizendo!
      Ainda não conhecemos Bonito, e todos estão falando da funcional estrutura local.
      E também podemos perceber a diferença entre as estruturas encontradas no Chile, na Argentina e no Peru…
      E olha que eles também são países de terceiro mundo, subdesenvolvidos…

      Muito obrigada ainda pela dica de um novo lugar para visitar!!!
      Um grande abraço e boas trilhas para você!!!

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  12. Má! Realmente você me conhece bem… Concordamos em ‘gênero e número’ com suas palavras. Quase chorei quando você falou da educação. As vezes eu e o Elio achamos que não somos brasileiros… E aqui no Brasil, quando penso em ser cidadã, tenho um triste comparativo com a palavra ‘otária’… Mas apesar dos pesares, o Brasil é lindo demais (principalmente a ‘casa do Seu João e da Dona Maria, no meio do nada no Centro Oeste’) e ainda vale a pena conhecer! Lindo post!

    • Oi amiga!!!
      Pois é, lembrei muito de vocês, do pessoal do Viagem Família e do Pompeo, Viajar Comer e Fotografar, pois sempre comentamos e temos percepções muito semelhantes sobre as viagens nacionais. E também porque temos uma “pegada” mais ecológica, valorizamos detalhes como você disse, visitar a casa de colonos no Vale do Paty, no interior de Minas Gerais, numa casinha que fica separada por um rio e que precisamos atravessar numa gaiola presa num cabo de aço. Parecem ser programas de índio, mas depois que você experimenta este tipo de coisa, esta riqueza de vivência, certas “comodidades” e “urbanidades” começam a ficar em segundo plano…
      E entendo perfeitamente quando você fala que quase chorou sobre a parte de educação, porque além de tudo é a sua área de atuação, assim como falo em saúde pública e me incomoda e me faz mal profundamente, por ser a minha área. Mas também concordo que apesar de reclamar e escrever estas coisas, ainda assim, vale a pena conhecer o país!
      Um grande abraço!!!!

  13. Olá minha amiga! Acabei não participando desta coletiva, por falta de tempo e por não ter entendido como deveria ser feito…dahhhhhhhhhhhhhhhh…desculpe a lerdeza!
    Mas não quero justificar e sim agradecer, por tudo o que escreveram e por dividir isto conosco (os leitores).
    É claro que vivemos momentos turbulentos e acabei de lembrar de uma cena do filme “O Senhor dos Anéis”, onde o Mago Gandalf diz ao Frodo que vivemos em um tempo de trevas, e não nos é dado escolher em que tempo viveremos mas sim, quais escolhas faremos no tempo que nos foi dado Viver!
    Também estou decepcionado com as mesmas coisas que citaram, mas acredito que a Responsabilidade é NOSSA também. Podemos começar a mudar isto praticando o Respeito. A tudo…As pessoas, aos locais, a Natureza, enfim, em cada ação nossa o Respeito deve estar presente. E ensinar isto a nossos filhos deve ser um Princípio de Vida. Talvez, quando assim agirmos sempre, as nossas viagens com nossos filhos (ou netos) sejam SEMPRE felizes, não importando a cidade, o país , o continente, etc…
    Grande abraço a todos os Viajantes e Caminhantes deste tempo em que vivemos.
    Sivonei Pompeo

    • Olá amigo!!
      Imagina, não tem problema sobre a coletiva, mas como eu te disse, como costumamos partilhar idéias e modo de vida (e pensamento), adoraria ler outras opiniões.
      Sei que foi bastante ácido, tentei suavizar, mas não consegui, infelizmente.
      Achei o seu comentário e a sua sabedoria tão elevados e aquela máxima de tentarmos melhorar pelo menos o nosso pedacinho, na família, na comunidade, com os nossos amigos,que tive que compartilhar. Quem sabe também não contaminamos de forma positiva todos que nos cercam?
      Muito obrigada pelo comentário, pelo companheirismo e por uma lufada de esperança!!!
      Um grande abraço!

  14. Oi Márcia, gostei demais de ler o teu texto, especialmente pelo foco no ecoturismo, algo que eu fiz muito antes de ter filhos. Confesso que dei uma afinada depois que os pequenos chegaram, especialmente pelo fato da infraestrutura ser tão fraca e por entender que algumas trilhas não seriam seguras pelos motivos que você citou.
    Apesar de tudo, ainda #queremosviajarpeloBrasil, especialmente para levar nossos filhotes para os parques nacionais!

    • Olá Adriana!
      Primeiro gostaria de agradecer por nos chamar para mais uma blogagem coletiva.
      Desculpe por ter fugido realmente um pouco do texto geral, mas a nossa experiência é mais no Ecoturismo mesmo… e apesar de nos chamarem de loucos e irresponsáveis, continuamos a trilhar mesmo com a Júlia pequena… mas sinto que há 13~14 anos atrás as coisas não eram tão perigosas e abandonadas como estão agora. É um antagonismo, apesar de estarem mais estruturadas, sinto uma insegurança maior agora… Tempos turbulentos, como diz meu amigo Pompeo.
      E o grau de encantamento que vejo nos olhares (e comentários) dos estrangeiros que visitam os Parques Nacionais me faz ter a certeza que sim, deveríamos investir muito, muito mais no Turismo Nacional.
      Um grande abraço!!!!

  15. Acho que a educação (que tb coloquei na minha lista) é o item que mais me deprime e o mais difícil de mudar. Uma estrada tem como ser reparada, uma pousada tem como reformar sua estrutura, mas como se muda a maneira de ser de uma pessoa?
    Nem preciso ir pra longe, às vezes em Recife mesmo, onde resido, ou em Natal, onde vive a minha família, preciso de um serviço e o cidadão me olha de cima a baixo por certo avaliando se tenho dinheiro pra pagar. Se ele achar que não tenho, me ignora e atende bem alguém que tenha mais cara de rica do que eu.
    Ai, desculpa usar seu espaço pra continuar falando mal, acho que meu post não foi suficiente… kkkkkkk
    Beijão!

    • Olá Ana Lu!!
      Eu não ia colocar o tópico de educação, achei bem pesado na verdade.
      Mas depois, pensei em colocar sim, porque no fundo, é isso que falta, e sinceramente acho que são a causa dos nossos males…
      E não é a educação formal não, muito pelo contrário, é a falta de educação, como se diz… de berço… da permissividade dada hoje em dia às crianças e adolescentes, da falta de exemplos dentro de casa, de delegar esta função para babás, empregadas e depois para a escola…
      E vc tem razão, uma estrada tem como arrumar, uma pousada faz reforma, mas como dizia uma senhorinha amiga minha… berço… ninguém muda…
      Um grande abraço!

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  19. Cláudia, adorei quando você relatou seus critérios para uma boa lembrança de uma hospedagem. Lembro com muito carinho de uma pousada em Penedo-RJ, muito simples,com poucos quartos, mas o que nos leva de volta sempre é o cuidado com que os donos (um casal de idosos) recebem seus hóspedes, somos sempre bem recebidos, batemos papo, pegamos receita de bolo, fazem graça com as crianças, são atitudes espontâneas que cativam e, sinceramente, fazem a diferença.

    • Olá Patrícia,
      Como eu falei, não dá para abrir mão de itens como segurança, limpeza, pontualidade, mas muitas vezes acredito que a “prestação de serviço” fica em segundo plano.Algumas das melhores lembranças de nossas hospedagens são realmente, desses lugares, de comer ao pé do fogão à lenha, junto com os donos, já lavei a louça algumas vezes enquanto ia esticando a conversa, ajudando a fritar bolinhos de polvilho… se nós ficamos encantados, acho também que o “gringo” ficaria embasbacado com esse tipo de recepção caseira.
      Um grande abraço!

  20. Incrível, mas o seu desabafo serviu para me deixar mais leve, pois é exatamente como nos sentimos! Sempre ouvimos dizer que num país com o nosso potencial, o turismo tem que ser mais explorado….e infelizmente está. Está sendo explorado da pior maneira possível…preços abusivos e bagunça infernal. Nada pior do que voce chegar ao alto de uma montanha ou em uma cachoeira lindíssima e encontrar latas de cerveja, e pior, gente gritando e ouvindo funk. Juro que não entendo o porque dessas pessoas andarem tanto, sendo que podem fazer isso no quintal da própria casa. O que conforta no tipo de viagens que fazemos, é que sempre acabamos conhecendo e conversando com pessoas simples, honestas e que nos fazem acreditar que existem seres humanos melhores. Um grande beijo para vocês e não vamos desanimar!!!

    • Oi Eliana!!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário!! Bom te ver por aqui de novo!!
      Eu sei que foi um desabafo meio pesado, mas vocês como trilheiros entendem bem o que estou dizendo…
      É exatamente como você disse mesmo, não dá para entender, é simplesmente incompatível o som e o visual de alguns lugares que visitamos com a trilha sonora, bebedeira e lixo que encontramos.
      Mas, sempre existe o revés e encontramos (ainda que virtualmente) pessoas que nos entendem e compartilham dos nossos gostos e idéias, assim como nós, que começamos amizade por causa das viagens e do amor pela natureza em comum.
      Não vamos nos desanimar não, Eliana!!!
      Um grande beijo!!!

  21. Realmente a falta de informação é algo que preocupa e muito. Ano passado fizemos uma trilha fácil, por aparados da serra/RS, e encontrei apenas duas placas de sinalização.

    • Olá Susana,
      Obrigada pela visita e pelo comentário. Visitamos Aparados há muito tempo, cerca de 14~15 anos, quando a Júlia era bem pequena, acho que 1 ano e meio… gostei muito do Parque e lembro que era bem organizado e limpo, e tinha até um centro de visitantes. Realmente não me recordo da quantidade de placas, faz muito tempo, mas a falta de informação é uma tônica generalizada, infelizmente.
      Temos que melhorar muito ainda…
      Ah! E acabei de visitar seu blog! Gostei bastante, tem vários lugares e passeios bem bacanas! Já sou seguidora!
      Um grande abraço!

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  23. Olá. Estiveram em meu blog. Estive aqui algumas vezes e essa postagem suas mereceu meus comentários. Parabéns pela postagem, pelas fotos e pela aventura. Temos planos de visitar mais cidades e de tirar mais fotos, pois no nosso http://www.viagenspelobrasil.net está faltando isso. Grande abraço e parabéns novamente.

    • Olá,
      Obrigada pela visita e pelo comentário.
      Esta postagem particularmente me deu um certo trabalho, mas é uma das minhas preferidas, pelo fato de fazer parte de uma blogagem coletiva e também pelo fato de tentar alavancar e fomentar o turismo nacional.
      Grande abraço!
      Marcia

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