Pico da Bandeira- Nosso roteiro

O amanhecer no Pico da Bandeira

O amanhecer no Pico da Bandeira

Chegando ao Parque e visitando as Cachoeiras        

            Depois do café da manhã na Pousada, seguimos para o Distrito de Pedra Menina, é só seguir as placas que indicam o caminho para o Parque Nacional do Caparaó. Acertamos a entrada, R$ 17,00 por pessoa, por causa da pernoite.

            Deixamos registrados os nossos nomes e os guardas fazem uma vistoria no carro. Se houver bebida alcoólica eles apreendem. Só havíamos nós 3 no parque…hehehe… para quem gosta de privacidade e tranquilidade, o máximo!!!!

           

Acampamento Macieira

Acampamento Macieira

       Fizemos a subida com o famigerado carrinho 1.0 de primeira quase o tempo todo. 9 km depois, chegamos ao acampamento Macieira. Um lugar bem arrumadinho, gramado, com bancos e mesas de madeira e banheiro. Começamos o passeio visitando as Cachoeiras.

Cachoeira Sete Pilões

Cachoeira Sete Pilões

         Seguimos primeiro para a Cachoeira Sete Pilões, uma caminhada bem tranquila, coisa de 15,20 minutos você chega lá. Um poço bonito, mas não animou ninguém a pular na água. Quando estávamos quase saindo aconteceu a virada do tempo, aquela neblina ou cerração, que o pessoal do sul costuma chamar de viração. Você vê as nuvens subindo, densas, quase podendo cortar, não deixa de ser uma cena bonita de se ver, junto com o vento assobiando…

Poço da Cachoeira do Aurélio

Poço da Cachoeira do Aurélio

          Depois fomos para a Cachoeira do Aurélio, uma caminhada tranquila também e a beleza aqui também é a vegetação, formações diferentes, flores com um colorido vivo e o poço que forma a cachoeira é uma piscina de borda infinita natural, muito bonita! Nesta o ogro teve a ousadia de entrar.

           Voltando ao acampamento Macieira, encontramos alguns visitantes que brincaram com a gente, dizendo que tinham encontrado os únicos 3 visitantes do parque. Comentamos das duas cachoeiras que poderiam ser visitadas de lá, bem perto e em trilha bem fácil, mas pelas vestimentas das moças e as caretas não pareceu que a informação tenha sido muito útil…

o acampamento Casa Queimada

o acampamento Casa Queimada

            O acampamento Casa Queimada

   Continuamos depois a subida até o acampamento Casa Queimada. Encontramos uma área com uma plaquinha escrita estacionamento, até paramos o carro por lá, mas depois vimos que até a área do acampamento dava uma pernadinha, decidimos ir com o carro até o final do calçamento para descarregar a bagagem toda e como só estávamos sozinhos no parque mesmo, acabamos deixando o carro bem perto do acampamento.

área do acampamento Casa Queimada

área do acampamento Casa Queimada

           Conforme as informações, o acampamento é bem estruturado, com uma área de pias e bancadas, sanitários com chuveiros (frios) masculino e femininos, organizado e limpo.

            Montamos a barraca e enquanto o ogro e a Julia iam montando os sleepings e isolantes, fui preparar a comida na super potente espiriteira que havíamos comprado para substituir o fogareiro que esquecemos de comprar o gás…

            Esquentei dois risotos de frango da Panco, mais um pacotinho de feijão da Vapza e umas batatas cozidas que misturei com latinhas de atum e nosso jantar chiquérrimo estava pronto. Para os preparativos da viagem, testamos várias marcas de comida pronta e um dos que passaram no nosso não tão refinado paladar foi da marca Panco, que inclusive tem outros tipos de pratos prontos. Não é merchandising, não estou ganhando nada com isso não gente, é uma dica de dona de casa só.

         Outro fator que pensamos para a escolha da alimentação foi aquela: e se não acharmos botijão, não tiver como esquentar, vamos passar fome?? O máximo que poderia acontecer seria comer comida fria e só. E olha, me desculpe os puristas e atletas sofisticados, mas aquela comida liofilizada para mim é simplesmente intragável. Ah! E usei umas dicas da Carol Emboava, do Cozinha na Mochila , de uma palestra que assistimos na Adventure Sports Fair deste ano . Uns dentes de alho douradinhos no azeite, faz qualquer feijão pronto ficar bom! E levei sal, pimenta, algumas ervinhas que realmente fizeram a diferença . Fica tudo com menos gosto de comida de acampamento, que como ela diz, não ter que ser ruim!

as ogrinhas jantando

as ogrinhas jantando

            Enquanto degustávamos nosso lauto banquete num frio, acompanhados dos pássaros (tivemos que comer de luvas e gorro), deixei uma água esquentando para fazer um chá para nos aquecer em cima no Pico da Bandeira, que sabíamos que seria bem frio no amanhecer…

 

amanhecendo...

amanhecendo…

            

A subida ao Pico da Bandeira (ou quase)

       Tentamos dormir cedo, e pelo frio, ainda não ter anoitecido o suficiente, a tosse sem fim do Ogro, que estava com uma gripe braba, não dormimos bem e levantamos às 02:10~02:20 hs para a subida. Fomos nos trocar no banheiro e realmente pensamos que deveríamos ter levado os sleepings para dentro do banheiro para pegar menos frio (conforme sugestão da Relva)  e começamos a subida às 02:45 hs.

            Como os guarda-parques comentaram e o S. Egídio no nosso primeiro post sobre Patrimônio da Penha , a noite estava PERFEITA, um céu estrelado lindo, raras vezes vimos um céu tão bonito quanto este!

            Não sei se o frio, a noite mal (não dormida), a altitude, o cansaço, ou porque a subida é puxada mesmo, senti bastante o começo e tive que dar umas paradinhas, com o Ogro nos puxando o tempo todo…

          

uma das marcações da trilha

uma das marcações da trilha

    A trilha, conforme os guarda-parques comentaram, estava muito bem demarcada e mesmo à noite, era só bater a luz das lanternas e as novas marcações feitas em tinta branca saltavam aos olhos, parecendo quase fluorescente. Foi nítido perceber a diferença entre as antigas marcações laranjas ou amareladas, ou nas pedras. Se fossem só pelas marcações antigas, teríamos nos perdido, com certeza.

olha o Sol começando a dar as caras!

olha o Sol começando a dar as caras!

           Mesmo cansadas, andamos, andamos e perto das 05:30~05:45 hs, com o sol quase querendo aparecer, apertamos o passo, e quando chegamos ao que achamos que fosse o topo, a Júlia sentou, eu também, às 06:10 hs (ou seja 03:30 hs de subida) para assistir ao nascer do sol, exaustas. Como o pessoal tinha dito, é um cenário realmente belo, é difícil descrever e não vou porque tudo o que eu colocar será clichê. As fotos também não conseguem dar a dimensão do que é estar lá. Primeiro, o frio é muuuito grande,e o vento quase te carrega, então, a dica que recebemos de ir com menos roupas, pois estaremos andando e só pelo exercício, esquentamos é verdade. Na hora que você chega ao topo e para, aí começa a esfriar e então é hora de ir colocando as roupas, gorro e luvas que terá na mochilinha de ataque.

            Tomamos o nosso chá feitos na noite anterior e foi reconfortante naquele frio. Também comemos, estávamos exaustos e famintos. Para se ter uma idéia do frio, estávamos com uma caixinha de Bis e sabe quando você coloca na geladeira e ele forma uma película branquinha, de gelado?? Pois é, eles estavam com a mesma coberturinha branca…

            Foi então que olhamos com atenção para o lado, e lá estavam, a torre, a cruz e aí percebemos que não estávamos no Pico da Bandeira coisa nenhuma, estávamos era no Pico do Calçado, ou seja, 126 m de altura nos separaram (e mais 1 h de trilha, pelos nossos cálculos).

            Mas não queria mais dar nenhum passo, a Júlia emburrou também e o nosso objetivo principal, que seria pegar o nascer do sol lá do alto, havíamos cumprido. O Ogro disse que tinha visto antes, mas se continuássemos a caminhar, não teríamos conseguido assistir sentadinhos o espetáculo do nascer do sol e concluímos que já estava de bom tamanho por aquele dia.

            Ficamos no pico até às 07:00 hs, mesmo com o nascer do sol, não esquentava de jeito nenhum, o sol já ia subindo e o frio foi piorando, então fomos descendo mais calmamente. Aquilo que li em vários relatos é verdade: à luz do dia, sem pressa, sem hora para chegar você se dá conta do tamanho da caminhada. São 4 km, mas alguns trechos são cansativos.

        Chegamos ao acampamento às 10:00 hs, bem cansados, desmontamos a barraca, as tralhas de camping, descemos até Pedra Menina, almoçamos na D. Sebastiana de novo, desta vez dentro da casa dela!!! (vê se pode!!!!) porque na parte da frente do restaurante estava cheio, porque já “éramos de casa”!!

Só o pó...

Só o pó…

           Voltamos para Patrimônio da Penha, onde o pessoal da Pousada já estava nos esperando, lanchamos no Sabor e Prosa de novo, tínhamos ficado aguados com os salgadinhos que vimos um moço comendo na visita anterior e comemos então um tipo de cada salgado, a coxinha, o kibe e o pastel, todos muito bons!

            

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10 Comments on “Pico da Bandeira- Nosso roteiro

  1. Que legal, amiga!!! Mas o que vale é a intenção e vcs registraram um lindo nascer do sol… Em breve faremos esse roteiro… Obrigada por compartilhar…
    Bjs

    • Oi amiga!!!
      Nós e os “quase” de sempre… mas não tinhamos mais condições de prosseguir, e a intenção de assistir ao nascer do sol do pico de uma montanha já tinha sido conquistado, então acho que valeu!
      Um grande beijo!
      Marcia

  2. Aaaa mas foi um “quase” que valeu a pena. Ver o sol nascendo do Pico do Calçado já valeu super! Estive no Pico da Bandeira em um trekking chamado de caminho da luz. Andei 7 dias e qdo finalmente, eu e mais 2 amigos, subíamos rumo ao cume, escorreguei e caí perto de um arbusto que perfurou minha córnea. (Seria trágico se não ela não tivesse alta capacidade de regeneração. Alguns dias depois já estava ótima.. rsrs) Mas enfim… no dia que caí voltei para a base e subi no dia seguinte, sozinha. (Sim! Msm com o olho machucado q só fui descobrir a gravidade da coisa qdo voltei para casa)De toda forma, foi uma das caminhadas mais profundas da minha vida. Subi e desci sem encontrar com ninguém. Adorei reviver essa viagem com o post de vocês. Bjooos

    • Oi Cris!!
      Puxa vida, agora que estou vendo pelos outros comentários este Caminho da Luz. Lindo!!
      Nossa, que história trágica essa da perfuração da córnea!!! Que medo!! Ainda bem que tudo acabou bem.
      Deve ter sido realmente uma experiência subir e descer todo o pico sem encontrar ninguém pelo caminho!!!
      Me arrepiou até, Cris!!
      Grande beijo!!!
      Marcia

    • Olá Justino!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário!
      Já passamos pelo site e achei fantástico!
      Garanto que muitas viagens serão planejadas daí!!
      Um grande abraço!
      Marcia

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