Apiaí- Parte Técnica

Em frente ao CIT, na entrada da cidade


Estávamos comprando mais uma vez, alguns equipamentos para nossas viagens, numa loja de pesca, que às vezes rende boas aquisições, na frente do velho Ceagesp, uma loja antiga, tradicional do bairro e onde os clientes mais antigos já fazem parte da casa, e acabamos sem querer “invadindo” um velho e bom churrasquinho entre amigos, num sábado à tarde, com a loja já fechando.

Desta vez, procurávamos lanternas, pois as nossas já um tanto quanto velhinhas, clamavam para serem trocadas. E assim, fuçando, pedindo licença aqui e ali, experimentando as lanternas, um destes clientes (já passados um pouco pelas cervejas a mais degustadas) nos perguntou que tanto a gente procurava lanterna. Como de hábito, semelhante ao que respondemos: fazemos trilha, fazemos mochilão, respondi que era para “fazer caverna”, no que este explodiu numa sonora gargalhada, bateu no meu ombro e gritou para os amigos:

“-Olha, essa é a mulher-tatu!!! Ela faz cavernas!!!!”

Gargalhada geral… imagina a minha cara de tacho…

Grosserias à parte, levamos no bom humor e até que serviu para corrigir o português e para pensar que a grande maioria deve pensar a mesma coisa: mas que raios a gente vive se enfiando, não bastasse no mato, o tempo todo, agora dentro de buracos!!!

Minha primeira vez numa caverna foi, lógico, na Caverna do Diabo, na região de Eldorado, com 14, 15 anos, com a família toda, mãe, pai, avó, tios, (família, família…) ou seja, muuuito tempo atrás… apesar das luzes coloridas, pontes e passarelas com cordinhas, me marcou bastante todas aquelas formações, que nem sabia o nome…Depois, as Grutas da Lapinha e Maquiné, na região de Lagoa Santa e Cordisburgo, respectivamente, com essa idade mais ou menos, também bastante “turísticas” ainda. E assim, quando começamos o Ecoturismo, no comecinho da década de 90, sempre que surgia uma oportunidade, lá íamos nós, para dentro dos “buracos”.

Demos um tempinho até a Júlia ter idade suficiente, e por volta dos 5 anos de idade, voltamos devargarzinho a visitar as cavernas e hoje, toda vez que visitamos nossa querida  Intervales, é obrigatória a visita a pelo menos uma…

Na caverna Temimina

Mas… “-Não dá medo??é um lugar escuro, frio, a gente encosta em paredes de barro, de pedra, pode ter bicho… e os morcegos???? e os bichos… e a água, a gente vai ficar com o pé molhado… ou pior, molhar quase até o peito, etc, etc, etc….

Acredito que as cavernas são um dos lugares ainda mais selvagens que podemos ter contato, onde a natureza ainda é quase intocada, lógico, fora aquelas que foram quase depredadas pelo próprio homem ou “artisticamente arrumadas para a visitação”.

E na última visita, em outubro, para Intervales, nosso amigo Robson nos convidou mais uma vez, insistindo que deveríamos conhecer Apiaí e o Núcleo Caboclos, que nós gostaríamos muito. E assim, fomos nós, conhecer mais um lugar lindo!

Copiando aqui do Guia 4 Rodas:

“Apiaí serve como base para conhecer as cavernas quase intocadas de Caboclos, o núcleo mais radical do  Petar que tem trilhas desgastantes em meio à mata.”

O Parque possui quatro Núcleos:

-Santana

-Ouro Grosso

-Casa de Pedra

 -Caboclos

Para visitar os três primeiros Núcleos, o ideal é se hospedar em Iporanga.

 

Nesta nossa primeira visita à região, (o Ogro já tinha visitado, na época de solteiro), ficamos justamente em Apiaí para ficar mais perto do Núcleo Caboclos.

 Como chegar:

De São Paulo, o acesso mais rápido é seguir pela Rodovia Castelo Branco (SP-280), até Tatuí, pegar a saída 129-B, passe a cidade de Itapetininga, pegue a Rodovia Francisco Alves Negrão (SP-258), passe Capão Bonito e vá em direção à Guapiara e depois para Apiaí. Até Capão Bonito, a estrada é reta, tranquila e muda completamente logo depois de Guapiara, em estrada sinuosa e esburacada, onde toda a atenção é pouca, principalmente como nós que pegamos a estrada na chuva, à noite e com a neblina castigando…

Gold Inn, olha o tamanho do quarto!

Onde ficar:

Nos hospedamos no Gold Inn, o mais novo da Rede Burpel. Um pequeno ajuste nos levou do Burkner para este irmão mais novo e chique, comparado aos nossos modestos gostos. A Pousada Villa Branca também é da mesma rede.

Os preços são os seguintes: R$ 109,00 para single, R$ 149,00 para casal e R$ 169,00 o triplo, variando em cada um dos três, mas converse com o atencioso Ricardo, o gerente e dependendo do tamanho do grupo esses valores são negociáveis.

Incluídos no valor o café da manhã e o estacionamento.

Outras cotações levantadas no mesmo período (outubro de 2012):

Gold Inn:

R. Dr. Augusto do Amaral, 130- Centro

Fone: (15) 3552-2701

Sua referência é a loja Estrela, na R. Gabriel Ribeiro dos Santos

Hotel Burkner:

Av. Duque de Caxias, 128 – Centro

Fone: (15) 3552-1233

Pousada Villa Branca

Av. Duque de Caxias, 64 – Centro

Fone: (15) 3552-349

-Hotel Apiaí:

R: 1º de Maio, 486 – Centro

Fone: (15) 3552-2502

Inclui café da manhã + estacionamento

até 6 anos cortesia

individual: R$ 70,00      duplo: R$ 110,00     triplo:R$ 150,00

 

-Hotel Pontes:

R: Consolação, 39 – Centro

Fone: (15) 3552-1215

por pessoa, independente do número de pessoas no quarto

inclui café da manhã

individual: R$ 50,00     triplo:R$ 150,00

 

-Hotel e Restaurante Pilão:

Av. Duque de Caxias, 84 – Centro

Fone: (15) 3552-1429

Com banheiro, TV, frigobar, internet, ar, café da manhã

abaixo 6 anos grátis

individual: R$ 55,00      duplo: a partir de mais uma pessoa no quarto, R$ 50,00 por pessoa.

 

– Hotel São Francisco:

R: Dr. Gabriel R. Santos, 220 – Centro

Fone: (15) 3552-1128

só tem um apto. casal e outro individual

o restante  quarto c/ banheiro coletivo

individual: R$ 45,00    duplo: R$ 60,00

quarto para 4 pessoas, com banheiro coletivo: R$ 25,00 por pessoa.

 

Existem mais dois hotéis:

-Pousada Recanto dos Pássaros

R: 1º de Maio, 549 – Centro

Fone: (15) 3552-2112

O preço por pessoa é R$ 35,00, em quartos com beliches, porém estava toda reservada para a empresa de cimento

-Pousada da Lua

R: Torquato Rios Carneiro, 131 – Centro

Fone: (15) 3552-2800 / 9745-9622 / 9717-9999

Tentei todos os telefones, mas não consegui falar.

 

Há ainda a opção de ficar no Núcleo Caboclos, onde existe uma área de camping com infra estrutura como sanitários, e é necessário agendar para acampar. Pelas informações, o camping fica  R$ 7,00 por pessoa.

Flora local, olha que cor!

 

Onde comer

Tuk’s Cantina e Restaurante: R. Dr. Gabriel Ribeiro dos Santos, 493- Centro.

Fone: (15) 3552-2568

De um lado o restaurante a la carte e do lado, a pizzaria. Especializado em massas.

-Lanchonete e Restaurante Grego: Praça Castro Alves, 13 – Centro

Fone: (15) 3552-3024

Recebemos indicação pelo Hotel que serviam comida caseira, mas pelo adiantado da hora tomamos um lanche somente.

-Restaurante Pilão: Av. Duque de Caxias, 84 – Centro

Fone: (15) 3552-1429

Na parte de baixo funciona o restaurante, em cima o Hotel.

Tem self service à noite.

R$ 12,00 por pessoa, com suco de máquina à vontade.

 

Outros serviços

CIT- Centro de Informações Turísticas

Logo na entrada da cidade.
Telefone: (15) 3552-1717
Você pode falar com o Ronaldo, Silvio, Regina, Zé Mário.

Monitores Ambientais

Não usamos através desta relação pois o nosso contato foi direto, do monitor ambiental do Parque de Intervales, nosso amigo Robson, com outro monitor local, o Flávio. Mas fica aqui a dica para quando você for.

Casa do Artesão

Praça Jonas Dias Batista, nº 9

Fone: (15) 3552-4139
e-mail: casadoartesao@apiai.sp.gov.br

HORÁRIOS DE VISITAS:
Segunda-feira  a Sexta-feira – 08h00 às 19h00
Sábado, Domingo e Feriados – 09h00 às 17h00
Bancos

Vimos Agências do Banco do Brasil, Bradesco e Santander

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

3 Comments on “Apiaí- Parte Técnica

  1. Como sempre, dicas excelentes. Ainda não conhecemos esse “lado” do Petar. Vou agendar pro ano que vem….afinal essas viagens é que fazem com que a gente tenha paciencia e energia nos nossos dias normais. Beijão

    • Oi Eliana!!
      Nossa estou em falta dupla com vc!!!
      Acabei “deixando” este comentário e vi só depois de um tempão!
      Obrigada pela leitura e comentário e realmente, é isso que nos carrega de energia (ainda que nos esgotemos fisicamente…rsrs)
      Um grande beijo!
      Marcia

  2. Pingback: Sugestões de destinos para fazer de carro - Os caminhantes

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *