Terceiro dia Salkantay De Colpapampa para Santa Teresa e os Baños Termales de Colcamayo

 Depois do chá de coca na barraca, mesma coisa, guardar os sleepings bags, isolantes, trocar de roupa e desayuno, dessa vez com omelete, salada uma aveia já previamente preparada para misturar com café ou chocolate. Aqui foi o ponto onde nos despedimos do arriero, Alex, e não obrigatório, mas vale a propina-gorjeta, de praxe.
Começaram a passar pelo camping várias pessoas já iniciando a descida, inclusive várias vans para descer o pessoal. Sugerimos ao Ogro esssa opção, mas ele disse que tinha vindo para caminhar, não para andar de bus, então, fazer o que… O Osgel disse que deveria ser cerca de S/ 10,00 para cada um.
Nosso alento era o fato de ser descida, e… para descer, todo santo ajuda. Também era estradão, então não tinha muito problema, e ainda o fato de que estávamos descendo mesmo, e a diminuição da altitude ajudava muito a respirar…
No começo da estrada, há a opção de atravessar o rio e seguir por uma trilha, só que do outro lado, margeando o rio. Optamos pelo estradão mesmo.
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Estrada
 Conforme descrito no programa, a paisagem vai mudando mesmo, e da vegetação de altitude, passa para a tropical, e se nos distraíssemos por um momento, era como estar caminhando em qualquer lugar aqui do Brasil.
O caminho vai passando por várias cachoeiras do lado direito e o rio sempre do lado esquerdo. O Osgel ainda ia de vez em quando parando e apontando a vegetação e nos apresentou a granadilha, que comemos, com aspecto de maracujá mas dentro bem docinha, e ajudou meu estômago já avariado.
a granadilha
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Saímos de Colpapampa à 2.800 m e chegamos, 13 km depois e cerca de 5~6 hs, à Playa, que fica a 2.400 m. Nunca imaginamos que isso iria acontecer, considerando o frio de Cusco, que ficaríamos só de bermuda e camiseta. Começamos todos paramentados e fomos descascando ao longo do trajeto. O lugar fica no fim do vale mesmo, é cheio de barracas para todos os lados e têm alguns pontos de comércio e vários locais que devem funcionar como restaurante. Sinceramente, se você puder pegar o bus para descer esta parte, vale a pena, afinal, é estradão, e mesmo com o avistamento das cachoeiras e tudo, não é lá, uma caminhada imprescindível.
o almoço na Playa
O Roberto já nos esperava com o almoço pronto em um destes, com o suco, sopa, arroz, guacamole, salada de legumes, frango e mandioca cozida.
Comemos e pegamos um bus até Santa Teresa, nosso acampamento desta noite, 20 km depois, sacolejando numa van, junto com mais 10~11 pessoas por uma estrada poeirenta, por cerca de 1:30 hs. Santa Teresa é grande até, tem vários comércios, a plaza principal e o pessoal comentou depois que tem até balada à noite.
Já havíamos comentado com o Osgel sobre as Termas de Santa Teresa, mas ainda haviam informações que não era possível visitar, pois na enchente do rio Santa Teresa em 2010, tinha sido destruído. Ficamos muito contentes quando disseram que estava reformado e que poderíamos visitar o lugar, e ele combinou com o mesmo bus que nos levou até o acampamento, por S/ 10,00 cada a ida e  volta até as Termas. Nos trocamos bem rapidinho e seguimos para os Baños Termales de Cocalmayo.
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Imprescindível, não deixe de ir quando for a Santa Teresa. Todo mundo fala das termas em Aguas Calientes, mas o que vimos não nos apeteceu, digamos assim, naquele piscinão com azulejos verdes e águas marrons, mas o de Cocalmayo, mesmo sendo piscinões, têm a água cristalina, e cada piscina tem uma temperatura diferente. Você pode começar da ducha natural que cai mais para baixo da área das piscinas, e vir subindo, da mais fria para a mais quente, foi o que o Ogro fez. Nós tomamos a ducha normal, obrigatória, logo depois da entrada e já fomos para a mais quente.
Uma delícia!!!!
Uma pena que na pressa, nós esquecemos de levar a máquina, então, enquanto o Osgel não manda as fotos dele, vou anexar de outros lugares, só para se ter uma idéia:
Achei um  blog sobre Cocalmayo , mas ainda achei meio incompleto.
Este vídeo , um tanto antiguinho, de 04 anos atrás, mostra como era o lugar antes. Agora está com uma configuração um pouco diferente.
Aqui as opiniões do pessoal da  TripAdvisor.
Chegamos aos Baños por volta das 15:30 hs e teríamos 2 horas mais ou menos para desfrutar do lugar. Na sua visita, aproveite para chegar o mais cedo que você puder. Lá pelas 16~16:30 hs, começam a chegar gente de todo lado: o pessoal que faz o Inca Jungle termina aqui, mais um monte de bus chegando de Santa Teresa, faz o lugar mais tarde ficar parecendo um piscinão público.
Por volta das 18:00 hs o bus veio nos buscar e voltamos ao acampamento. O jantar foi marcado por um banquete de despedida. Detalhe: tinha comentado com o Osgel para deixar o jantar sendo apenas a sopa e o Roberto poderia nos acompanhar às Termas, o que foi veementemente negado pelo Roberto, dizendo que ele estava lá era para cozinhar, o que ele iria fazer com toda aquela comida de volta para Cusco???
Assim, seguido do banquete, com a sopa depois arroz, macarronada, frango, salada e papas releñas, seguimos conversando com o Osgel e o Roberto um tempão, “papo chato”, na convenção da Júlia, sobre a política local, entre eles saúde, educação, economia, os planos de governo, tudo explicado com muitos detalhes e muito orgulho, e parênteses aqui, eles tinham comentado da grande festa que rola neste acampamento, da moçada que se reúne depois do jantar em torno da fogueira e ao som de muita música alta, e que nós nos poderíamos nos reunir a esta confraternização.
Se tivéssemos 25 anos, faixa etária média, (ou bem menos) acredito, da grande maioria dos frequentadores da trilha, estávamos lá embaixo, mas preferimos conversar com os guias sobre essas coisas, inadmissível para os jovens, ao passo que ficamos também surpresos, pois o nível de esclarecimento, o patriotismo é bem diferente dos jovens que encontramos no nosso país, não generalizando, mas a conversa usual que ouvimos, sobre futebol, novela, Big Brother ou coisas do gênero como A Fazenda faz pensar sobre os rumos que estamos tomando. Ou não, é coisa de gente velha e chata, como a gente…
Fomos dormir com essas reflexões, ao som de Michel Teló, Macarena, e outras músicas de igual qualidade e cansados pelo dia, mas satisfeitos pela conversa, nem a “música boa” atrapalhou o sono.
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11 Comments on “Terceiro dia Salkantay De Colpapampa para Santa Teresa e os Baños Termales de Colcamayo

    • Olá Maurício!!!
      Bom te ver por aqui!!
      Nós, ao contrário, tinhamos tentado a Trilha Inca tradicional e quando vimos que não tinha mais vaga, corremos primeiro com as passagens,e diga-se de passagem foi bem complicado conseguir e olha que isso em março!!! Para você ter uma idéia desisti da compra pela internet e tive que ir pessoalmente numa loja da TAM para conseguir…
      Abs!
      Marcia

    • Olá amiga!!
      Pois é, mas depois de uma caminhada e de um banho em piscinas termais,conseguimos relaxar e nem esta música bacana nos tirou o sono!!rsrs…
      A parte que a gente pega o ônibus realmente, é um poeirão, misturado com as pedras, aquela poeira cinza e fina, num estradão que acaba não acrescentando nada ao visual e às lembranças da trilha.
      Bjos!
      Marcia

  1. Oii! nossa,com essa do som( realmente terrivel)lembrei agora de uma experiencia que tivemos em um camping( ainda não tinhamos filho),que tava rolando uma festinha nas barracas ao lado,musica alta no camping,gritos e rolou ate brigas de casal no meio da madrugada…um horror!!kkkk..Estávamos cansados,mas a gritaria la fora não aliviou pra gente,rsrs..

    Uma das coisas que mais gosto nas viagens,seja pra onde for é conversar com o povo do local! è mt rico!Um guia local devia ser patrimonio historico!! rs.A riqueza de td que eles passam pra gente,a experiencia,dicas,”causos” é a melhor bagagem que a gente leva de volta pra casa…Adooro bater papo com taxistas,guias de trilhas,vendedores ambulantes..a melhor viagem da minha vida me marcou justamente por um papo com um motorista..Foi uma viagem a trabalho,e nem sai do meu Estado..percorri o interior do sertão na cia. de um morador local que a prefeitura me “cedeu” como guia e motorista.O que eu aprendi,vi,ouvi e vivenciei no meio da caatinga nordestina com aquele senhor sertanejo jamais vai sair da minha mente e da minha vida…( n vou contar td aqui pq senão fujo muito doassunto do teu post .rss.se quiser ver o relato todo,tá aqui,rss:http://criancasnabagagem.blogspot.com.br/2010/09/uma-viagem-que-td-mundo-tem-que-fazer.html)

    A trilha apesar de exaustiva parece ser linda..uma experiencia pra se levar pra sempre!!! Curiosa por outros relatos dessa aventura!! Bjs e ótimo fds!! 🙂

    • Oi Ana!!
      Obrigada pela leitura e pelo comentário!!
      Desculpe a demora em responder, às vezes me perco e acho que respondi e ainda não…
      Pois é, estas “inconveniências” nos acampamentos incomodam um pouco… nos fez realmente pensar de novo sobre a nossa idade…rsrs…
      Também concordo plenamente com vc! Uma das coisas mais importantes (e fascinantes)nas viagens, além do visual, da comida, dos passeios também acho que é conversar com o povo local.Tenho alguns conhecidos que consideram todos, desde o guia, o cozinheiro e até os donso dos hotéis e pousadas simplesmente prestadores de serviços, e os tratam como tal. Simplesmente não entendo como, pois como você diz, a conversa com cada um e toooodos eles nos deram além de inúmeras horas prazerosas de conversa, inúmeras lições de vida!
      A trilha realmente foi linda, mas cansamos, não tanto pela distância, mas o fator altitude, que não estávamos acostumados nos derrubou…
      Beijos!
      Marcia

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