Piraí do Sul

 *Post atualizado em fevereiro de 2015
        Estivemos visitando este lugar especial para nós novamente, neste Carnaval de 2015. Descobrimos este lugar em um relato dos Mochileiros em 2009 e desde então, visitamos já 4 vezes e a cada volta, descobrimos um recanto diferente, reencontramos os agora amigos que se tornaram, Emerson, Regina e D. Nair.

         A cidade compõe o circuito turístico dos Cenários do Tempo, dos Campos Gerais do Paraná. No século XVIII era passagem de inúmeros rebanhos de gado e tropeiros que percorriam o Caminho do Viamão, desde o Rio Grande do Sul até as feiras de São Paulo.
        O contraste entre os campos, onde surgem as imponentes araucárias e as escarpas serranas, é a característica principal da região.
Como chegar

      De São Paulo, o melhor acesso é pela Rodovia Francisco Alves Negrão, entrando em Tatuí sentido Itapetininga, e seguindo por Capão Bonito, Itapeva, Itararé, a divisa como Paraná, depois Sengés, Jaguariaíva e Piraí do Sul. Aproximadamente 450 km de distância, mas a estrada é boa.

      Se prepare só para os pedágios… é pedágio que não acaba mais.
 Onde Ficar
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Pousada Serra do Pirahy

 

      Ficamos como sempre na Pousada Serra do Pirahy, dos amigos Emerson, Regina e D. Nair, que nos acolhem com todo carinho, como se fôssemos da família. Aliás, o que nos faz retornar sempre, é justamente este clima familiar, sem compromisso, sem horários rígidos de alimentação ou de passeios, e ainda, o encontro com outras pessoas que possuem perfis semelhantes ao nosso e que vão buscar justamente a simplicidade e este aconchego, além claro, do cenário incrível que nos rodeia neste lugar.
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O Emerson e a Júlia aqui com uns 10~11 anos de idade

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Regina e D. Nair, querida

Não entre na entrada principal da cidade, passe o acesso e siga em direção à Ventania e Ibaiti. A Pousada fica localizada a 15 Km da cidade de Piraí do Sul, no Km 159 da PR 090, em direção ao município de Ventania.

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O antigo salão, transformado em mais um quarto. Olha essa vista…

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      As diárias incluem todas as refeições (café da manhã (com o bolinho de polvilho, que deveria ser cobrado a parte, é uma tentação), almoço, café da tarde e jantar, que seguem a tradição da culinária local) e a hospedagem

    .O valor da diária (depende do tipo de acomodação escolhida) começa em R$ 120,00 por pessoa, nos quartos dentro da casa principal, R$ 130,00 esses aí de cima e R$ 140,00 o chalé e os que estão anexo a casa principal, com mezanino e banheira.

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comidinha no fogão à lenha… huuuuummmmm!!!!!

 

      No primeiro dia, invariavelmente, depois da viagem, ainda meio cansados, costumamos não fazer uma trilha muito comprida, e descemos a propriedade da Pousada e nos regalamos com os lajeados que correm lá embaixo, formando mansos regatos e poços para banho.
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No dia seguinte, mais descansados, o Emerson costuma nos levar para a Cachoeira da Paulina. Como eu já falei antes, conhecemos cachoeiras de todos os tipos, tamanhos, alturas, com pedra, sem pedra, com lajeado, mas como esta, não com uma “prainha” mas com muuita areia, rasinha, muito melhor que muita praia de verdade, e com o detalhe que você não encontra hordas de turistas, camelôs, barraquinhas, som alto de qualidade duvidosa e tudo o que tem de “bom” em certas praias… Se bem que na subida de volta, se o Bernardo (o senhor que costuma acompanhar o passeio com o cavalo, fazendo o apoio, para aqueles com uma dificuldade maior. A Júlia já usou algumas vezes o “serviço”…).
 

 

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Cachoeira da Paulina (porque é o nome da proprietária dessas belas terras)

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Aqui foi na última visita, no Carnaval de 2015. Foto gentilmente cedida pelo Cezar Reis e família

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Aqui, a cachoeira no Carnaval de 2015. Com muuuuita água

       Um dos outros passeios, é fazer o lado oposto do Cânion da Chapadinha, ter o belo visual do vale, ver as pinturas rupestres, ver as estranhas formações geológicas, arqueológicas ou ufológicas, (ou qualquer coisa que o valha) em formatos circulares, e também em outros diversos formatos, ouvir as mais diversas teorias (cada uma mais inventiva que a outra) sobre estas formações e tomar banho no lajeado que se forma antes do rio formar a Cachoeira da Paulina, lá embaixo.
 
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As pinturas rupestres

     

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As formações circulares

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A bela paisagem deste lado da Serra

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Emerson e Picumã no lajeado que forma a cachoeira da Paulina

    
     Em 2012, tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente, o pessoal da Equipe Fora do Mapa, Bruno, seu Noel, Alisson e Solange e também acompanhados dos amigos destes, Tony e Carla que mostraram alguns outros atrativos da cidade:
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Equipe Fora do Mapa e Os Caminhantes, em 2012

 

     Conhecemos a  Cachoeira do Butiá, como dizem a Equipe, cerca de 15 km da cidade e frequentada pela população local, mas se fôssemos sozinhos, não conseguiríamos achar o caminho. O caminho para a Cachoeira, o Bairro do Bonsucesso já vale o passeio, é bem bonitinho. 
      Segundo a Equipe, a Cachoeira estava bem fraquinha, pela falta de chuvas, mas o visual é bem bonito, mesmo sem água o suficiente e também do imenso vale abaixo.
       Aproveitamos também e tomamos banho no lajeado e rimos muito da diversão dos jovens integrantes da Equipe.
 

Cachoeira do Butiá, com um fiozinho de água

    Visitamos ainda o Lago Verde na ocasião.
     Parece que a pedreira, sim, o lugar não tem nada de ecológico, hoje está ativado novamente.
    O cenário e o que estão fazendo no lugar diria que está mais para Serra Pelada do que para paraíso verde. Recomendei a visita naquela ocasião, mas considerando as informações recentes, acho bastante degradante. Não recomendo.
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Lago Verde ou Pedreira do Rubinho

     Conversamos bastante nos trajetos, entre uma atração e outra e na volta, sobre a grande potencialidade turística de Piraí do Sul, podendo implementar a parte ecoturística, o turismo científico, com as pinturas rupestres e ainda como o turismo rural, que vêm crescendo bastante em algumas localidades.
   Ou aliar um pouco dos dois tipos de atrativos, como a visitação em Cachoeiras e outros atrativos naturais que normalmente ficam em propriedades particulares e fechar o dia com um café colonial…bom, fica a sugestão.
    Nessa última visita, rondando o lugar, eu e a Júlia resolvemos dar a volta no Lajeado que corre atrás da Pousada e nos deleitamos com mais um achado. Uma pequena cachoeira com um pequeno poço para banho e antes de chegar, passar por uma pequena gruta. Eu não falo que em cada visita uma nova descoberta? É por isso que não nos cansamos do lugar nunca!
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A pequena formação antes de chegar a cachoeira

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O quintal da Pousada Serra do Pirahy

 
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13 Comments on “Piraí do Sul

  1. Novamente gostaria de dizer que foi um prazer para a Equipe pode guiar vocês até as belezas naturais da nossa cidade, e saibam que na próxima visita, vamos fazer um roteiro bem melhor que esse.

    Abraços e boas aventuras.

    • Olá Equipe!
      Nós é que agradecemos a calorosa acolhida e recepção!
      O roteiro feito foi muito bom, só faltou mesmo é mais tempo para aproveitarmos ainda mais este local belo!!
      Vamos nos falando e continuamos também a acompanhar as aventuras de vocês!
      Um grande abraço a toda a Equipe!!!

  2. Se Deus quiser no carnaval de 2013 estaremos por lá novamente. A gente se encontra… Bjo

    • Olá Flávia!
      Obrigada pela leitura!
      Seria bem legal se combinássemos e nos encontrássemos lá no Carnaval do ano que vem, não? Foi uma bela sugestão do Emerson e acho que deveríamos acatar, hein?
      Um grande abraço a você e sua bela família!

  3. Olá, muito bacana o relato!
    Gostaria de confirmar que o nome do circuito turístico é Cenários do Tempo, pois não encontrei muita coisa a respeito. Já sobre o caminho do Viamão estou lendo muitas coisas interessantes!

    Abraços, Linhares

    • Olá Linhares,
      Obrigada pela leitura e pelo comentário!
      Não sei se faz parte também do circuito turístico, mas quando visitamos Itararé, ainda em São Paulo, os nossos passeios maiores foram em Sengés e região.
      Um abraço!
      Marcia

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